Saturday, 30 October 2010

O SONHO DE DON BOSCO: O CÉU

APOSTOLADO TRADIÇÃO EM FOCO

“Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.” Apocalipse XII:12

A noite de 22 de dezembro [de 1876] ficou memorável no Oratório. Foi um pouco antecipada a hora da oração. Reuniram-se no locutório os estudantes, os artesãos e todas as pessoas da casa. Dom Bosco tinha prometido falar no domingo anterior, mas não pudera fazê-lo. Imagine-se a expectativa geral! Subiu à cátedra, saudado por palmas entusiásticas, como acontecia sempre que dava daquele modo a "boa noite" à comunidade inteira. Fez sinal de que ia falar e imediatamente fez-se completo silêncio.

Na noite em que estive em Lanzo, chegada a hora de repousar, aconteceu-me que tive o seguinte sonho. É um sonho que não tem nenhuma relação com outros sonhos...

São coisas muito estranhas. Mas para meus filhos não tenho segredos; abro-lhes inteiramente o coração. Pensai o que quiserdes desse sonho. Como diz São Paulo, quod bonum est tenete [conservai o que é bom], se alguma coisa encontrais nele que seja de proveito para vossa alma, sabei aproveitar-vos dela. Quem não quiser crer, que não me creia, pouco importa; mas ninguém jamais zombe das coisas que vou dizer.

Peço-vos, ainda, que não o conteis nem o comuniqueis por escrito aos que não são da casa. Aos sonhos pode-se dar importância que sonhos merecem, e os que não conhecem nossa intimidade poderiam formar juízos errôneos, vendo as coisas de modo diferente do que são na realidade. Não sabem eles que sois meus filhos, e que sempre vos digo tudo o que sei, e às vezes até mesmo o que não sei (risos gerais). Mas o que um pai manifesta a seus filhos queridos para o bem deles, deve ficar entre o pai e os filhos, e não passar adiante. E ainda por outro motivo: é que em geral, quando se contam essas coisas fora, ou se desfiguram os fatos ou se conta apenas uma parte deles, e esta mesma mal entendida; de onde nasce dano, pois o mundo desprezaria o que não deve ser desprezado.

Deveis saber que ordinariamente os sonhos se têm dormindo. Ora, na noite de 6 de dezembro, enquanto eu estava no meu quarto, não recordo bem se lendo, ou se dando voltas pelo aposento, ou se me havia já deitado,comecei a sonhar.

Logo me pareceu estar sobre uma elevação de terreno, ou colina, à beira de uma imensa planície cujos confins a vista não alcançava, pois se perdiam na imensidão; era toda azulada como o mar calmo, embora o que eu visse não fosse água; parecia um cristal límpido e luminoso. Sob meus pés, por trás de mim e dos lados via uma região à maneira de um litoral à margem do oceano.

Largos e gigantescos caminhos dividiam aquela planície em vastíssimos jardins de indescritível beleza, todos repartidos em bosquezinhos, prados e canteiros de flores, de formas e cores variadas. Nenhuma das nossas plantas pode nos dar idéia daquelas, embora tenham com elas alguma semelhança. As ervas, as flores, as árvores, as frutas, eram vistosíssimas e de belíssimo aspecto. As folhas eram de ouro; os troncos e ramos, de diamante, correspondendo todo o resto a essa riqueza. Seria impossível contar as diferentes espécies; e cada espécie e cada indivíduo resplandecia com uma luz própria.

No meio daqueles jardins e em toda a extensão da planície eu contemplava incontáveis edifícios de ordem, beleza, harmonia, magnificência e proporções tão extraordinárias, que para a construção de um só deles me parecia não seriam suficientes todos os tesouros da terra.

Eu dizia para mim mesmo: "Se meus meninos tivessem uma destas casas, como gozariam, que felizes seriam e com quanto gosto viveriam nela!" Isto pensava eu vendo externamente os palácios. Qual não deveria ser sua magnificência interior!

Enquanto contemplava extasiado tão estupendas maravilhas que adornavam aqueles jardins, eis que chega a meus ouvidos uma música dulcíssima, de tão agradável e suave harmonia que nem posso dela dar-vos adequada idéia. As músicas do Padre Cagliero e de Dogliani nada têm de musical se comparadas àquela! Eram cem mil instrumentos, produzindo cada qual um som diverso do outro, enquanto todos os sons possíveis difundiam pelos ares suas ondas sonoras. A estes, somavam-se os coros de cantores.

Vi então uma multidão de pessoas que se encontrava naqueles jardins e se regozijava alegre e contente. Uns tocavam, outros cantavam. Cada voz, cada nota, produzia efeito de mil instrumentos reunidos, todos diferentes uns dos outros. Ao mesmo tempo ouviam-se os diversos graus da escala harmônica, desde os mais baixos até os mais agudos que se possam imaginar, mas todos em perfeita harmonia. Ah! para descrever-vos tal harmonia não bastam comparações humanas.

Via-se, pelo rosto dos felizes habitantes do jardim, que os cantores não só experimentavam extraordinário prazer em cantar, mas ao mesmo tempo sentiam imenso gozo em ouvir cantar os demais. Quanto mais um cantava, mais se lhe acendia o desejo de cantar, e quanto mais ouvia, mais desejava ouvir.

Era isto o que cantavam:

Salus, honor; gloria Deo Patri omnipotenti!.., Auctor saeculi, qui erat, qui est, qui venturus est iudicare vivos et mortuos in saecula saeculorum [Saudação, honra e glória a Deus Pai onipotente! Autor do século, que era, que é e que virá a julgar os vivos e os mortos para todos os séculos dos séculos].

Enquanto ouvia atônito essa celestial harmonia, vi aparecer uma imensa multidão de jovens, muitos dos quais eu conhecia, pois tinham estado no Oratório e nos outros nossos colégios; mas me era desconhecida a maior parte. A multidão interminável se dirigia a mim. À sua frente vinha Domingos Sávio, e logo atrás dele vinham Padre Alasonatti, Padre Chiala, Padre Giulitto e muitos sacerdotes e clérigos, cada um deles conduzindo uma seção de jovens.

Eu me perguntava a mim mesmo:"Estou dormindo ou estou acordado?" Batia as mãos uma na outra e me tocava no peito, para certificar-me de que era realidade o que via.

Chegada diante de mim toda aquela multidão, parou à distância de oito ou dez passos. Brilhou então um relâmpago de luz mais viva; cessou a música e fez-se um silêncio profundo. Todos os jovens estavam tomados pela maior alegria, que lhes transparecia no olhar, e em seus rostos se via a paz de uma felicidade perfeita. Olhavam-me com um suave sorriso nos lábios e parecia que desejavam falar, mas não falavam.

Adiantou-se Domingos Sávio só, alguns passos, e ficou tão próximo a mim que se eu tivesse estendido a mão certamente o teria tocado. Calava-se e me olhava sorrindo. Que belo estava! Suas vestes eram realmente singulares. Caía-lhe até os pés uma túnica alvíssinia, coberta de diamantes e toda bordada de ouro. Cingia-lhe a cintura uma ampla faixa vermelha recamada com tantas pe dras preciosas que uma quase tocava a outra; e se entrelaçavam em desenho tão maravilhoso, apresentando tanta beleza de cores, que eu, ao vê-lo, me sentia fora de mim pela admiração. Pendia-lhe do pescoço um colar de flores raras, mas não naturais; parecia como se as pétalas fossem de diamantes unidos entre si sobre hastes de ouro; e assim era tudo o mais. Essas flores refulgiam com luz sobre-humana mais viva que a do sol, que naquele instante brilhava com todo o esplendor de uma manhã de primavera. Elas refletiam seus raios sobre o rosto cândido e corado de modo indescritível, dando-lhe uma luz de modo tão singular que nem se distinguiam bem suas várias espécies. A cabeça, tinha-a cingida com uma coroa de rosas; os cabelos caíam-lhe sobre os ombros em ondulantes cachos, dando-lhe um ar tão pulcro, tão afetuoso, tão encantador, que parecia... parecia... um Anjo!

Ao pronunciar estas últimas palavras, parecia que Dom Bosco estava fazendo grande esforço para encontrar as expressões adequadas; e o fez com um gesto indescritível e um tom de voz que comoveu a todos; pareceu ter-se cansado nesse esforço para encontrar os termos que exprimissem inteiramente sua idéia. Após breve pausa, prosseguiu:

Também resplandeciam de luz todos os outros que o acompanhavam. Vestiam-se de modos diversos, mas sempre maravilhosos; uns mais, outros menos ricos; uns de uma, outros de outra forma; num, dominava determinada cor; noutro, dominava outra; e cada uma das vestes tinha um significado que ninguém saberia compreender. Mas todos tinham na cintura uma faixa vermelha.

Eu continuava a observar e pensava: Que significará isso? Como vim parar neste local?... E não sabia onde me encontrava. Fora de mim, temeroso pela reverência que tudo aquilo me inspirava, não me atrevia a dizer nada. Também os outros continuavam silenciosos. Por fim, Domingos Sávio abriu a boca.

- Por que estás aí mudo e como que aniquilado? Não és mais aquele homem que de nada tinhas medo, que enfrentavas intrépido as calúnias, as perseguições, os inimigos, as angústias e os perigos de toda espécie? Onde está tua coragem? Por que não falas?

A duras penas respondi, quase balbuciando:

- Não sei o que dizer... Mas, não és tu Domingos Sávio?

- Sim, sou; já não me reconheces?

- E como te encontras aqui? – acrescentei, sempre confuso.

Sávio então respondeu com afeto:

- Vim aqui para falar-te. Tantas vezes nos falamos na Terra! Não recordas quanto me amavas, quantas provas de amizade e quantas demonstrações de benevolência me deste? E eu por acaso não correspondi a teus desvelos? Como era grande minha confiança em ti! Por que, então, tremes? Coragem! pergunta-me alguma coisa.

Recobrando então ânimo, lhe disse:

- Tremo, porque não sei onde me encontro.

- Estás no local da felicidade – respondeu Sávio – onde se gozam todas as alegrias, todas as delícias.

-  É este, pois, o prêmio dos justos?

- Não, por certo. Aqui não se gozam os bens eternos, mas só, ainda que em medida grande, os temporais.

- Mas então são naturais todas essas coisas?

- Sim, se bem que embelezadas pelo poder de Deus.

- E a mim, que me parecia que isto era o Paraíso! – exclamei.

- Não, não, não! – respondeu Sávio. Nenhum olho mortal pode ver as belezas eternas.

- E essas músicas – prossegui perguntando – são as harmonias de que gozais no Paraíso?

- Não, não, já te disse que não!

- São sons naturais?

- Sim, são sons naturais, aperfeiçoados pela onipotência de Deus.

- E esta luz que sobrepuja a luz do sol, é luz sobre natural? É a luz do Paraíso?

-  É luz natural, embora avivada e aperfeiçoada pela onipotência divina.

- E não se poderia ver um pouco de luz sobrenatural?

- Ninguém pode vê-la enquanto não chegue a ver a Deus sicut est [como Ele é]. O menor raio dessa luz tira na no mesmo instante a vida de um homem, porque não é suportável pelas forças humanas.

-  E poderia haver uma luz natural ainda mais bela do que esta?

- Se soubesses! Se visses somente um raio de luz natural elevada a um grau superior a este, ficarias fora de ti.

- E não se pode ver ao menos um raio dessa luz de que falas?

- Sim, podes vê-lo; terás a prova do que te digo; abre os olhos.

Já os tenho abertos – respondi.

- Olha bem no fundo desse mar de cristal.

Levantei a vista, e apareceu de repente no céu, a uma distância imensa, uma instantânea centelha de luz, sutilíssima como um fio, mas tão brilhante, tão penetrante, que meus olhos não puderam resistir. Fechei-os e lancei um grito tão forte que despertou o Padre Lemoyne (aqui presente), que dormia num quarto próximo. Assustado, ele me perguntou na manhã seguinte o que me acontecera de noite, para estar assim tão agitado. Aquele fiozinho de luz era cem milhões de vezes mais claro que o sol, e seu fulgor bastaria para iluminar todo o universo criado.

Após alguns instantes, consegui abrir os olhos e perguntei a Domingos Sávio:

- E isso que vi, será talvez um raio divino?

Sávio respondeu:

- Não é luz sobrenatural, se bem que, comparada com a terrestre, seja tão superior em brilho. Não é senão luz natural, assim avivada pelo poder de Deus. E ainda que imaginasses uma imensa zona de luz semelhante à centelhazinha que viste lá no fundo rodeando todo o mundo, nem por isso formarias para ti uma idéia dos esplendores do Paraíso.

- E vós, de que gozais, pois, no Paraíso?

- Ah! É impossível dizer-te. O que se goza no Paraíso nenhum homem mortal pode sabê-lo enquanto não deixar esta vida e se reunir a seu Criador. Basta dizer que se goza ao próprio Deus.

Entretanto, eu já me recobrara plenamente de meu primeiro aturdimento, e contemplava absorto a beleza de Domingos Sávio, e com franqueza lhe perguntei:

- Por que tens essa veste tão alva e deslumbrante? Calou-se Sávio, sem dar mostras de querer responder. Mas o coro retomou então suas harmonias e cantou, acompanhado de todos os instrumentos:

Ipsi habuerunt lumbos praecinctos et dealbaverunt stolas suas in san guine Agni [Eles tiveram os rins cingidos e purificaram suas vestes no sangue do Cordeiro].

- E por que – voltei a perguntar quando cessou o canto – essa faixa vermelha na tua cintura?

Tampouco desta vez Sávio respondeu, mas antes fez sinal de que não queria fazê-lo. Então, o Padre Alasonatti em solo se pôs a cantar:

Virgines enim sunt, et sequuntur Agnum quocumque ierit [São virgens e seguirão o Cordeiro aonde quer que vá].

Compreendi então que a faixa encarnada, cor de sangue, era símbolo dos grandes sacrifícios feitos, dos violentos esforços e do quase martírio sofrido para conservar a virtude da pureza; e que, para manter-se casto na presença do Senhor, ele teria estado pronto a dar a vida se as circunstâncias o houvessem requerido; e que também era símbolo das penitências, que limpam a alma da culpa. A brancura e o esplendor da túnica significavam a inocência batismal conservada.

Mas eu, atraído pelos cantos e contemplando todas aquelas falanges de jovens celestiais ordenados atrás de Domingos Sávio, lhe perguntei:

- E quem são estes que te rodeiam?

E, dirigindo-me aos demais, lhes disse:

- Como é que estais todos tão refulgentes?

Sávio continuou calado, e todos os jovens se puseram a cantar:

Hi sunt sicut Angeli Dei in caelo [Estes são como Anjos de Deus no Céu].

Notava entretanto que Sávio parecia ter preeminência sobre aquela multidão, que a respeitosa distância se encontrava, uns dez passos atrás dele; e então lhe disse:

- Diz-me, Sávio: sendo tu o mais jovem entre os muitos que te seguem e dos que morreram em nossas casas, por que vais tu assim adiante deles e os precedes? Por que és tu que falas e eles se calam?

- Eu sou o mais velho de todos.

- Não, muitos outros te superam em anos.

- Eu sou o mais antigo do Oratório – repetiu Domingos Sávio – porque fui o primeiro a deixar o mundo e ir à outra vida. Além disso, legatione Dei fungor [ pro mandado de Deus].

Essa resposta me indicava o motivo da visão. Ele era embaixador de Deus.

- Então – lhe disse – falemos do que neste instante mais nos importa.

- Sim, e pergunta-me logo o que ainda desejas saber. As horas passam, e poderia acabar o tempo que me foi concedido para falar-te; e já não mais me poderias ver.

- Ao que parece, tens algum assunto de suma importância para me comunicares.

- Que irei dizer-te eu, miserável criatura? – disse Sávio com profunda humildade. – Recebi do alto a missão de te falar, e por isso vim.

- Então – exclamei – fala-me do passado, do presente e do futuro de nosso Oratório. Fala alguma coisa de meus queridos filhos, fala de minha Congregação.

- A respeito desta, muito teria que te comunicar.

- Revela, pois, o que sabes: fala-me do passado.

- O passado recai todo sobre ti.

- Terei feito alguma das minhas... [faltas]?

- Quanto ao passado, digo-te que tua Congregação já fez muito bem. Vês lá abaixo aquele número interminável de jovens?

- Vejo-os – respondi. – Como são numerosos! E como parecem felizes!

- Pois olha o que está escrito na entrada do jardim.

- Está escrito Jardim Salesiano.

- Pois bem – prosseguiu Sávio – todos eles foram salesianos, ou foram educados por ti, ou contigo tiveram alguma relação, foram salvos por ti ou por teus sacerdotes e clérigos, ou por outros que encaminhaste pela via de sua vocação. Conta-os, se fores capaz. Seu número, porém, seria cem milhões de vezes maior se maiores tivessem sido tua fé e tua confiança no Senhor.

Lancei um suspiro, sem saber o que responder a tal reprimenda, mas disse de mim para comigo: daqui para a frente procurarei ter essa fé e essa confiança. Depois, perguntei:

- E o presente?

Sávio me apresentou um magnífico ramalhete que tinha nas mãos. Nele havia rosas, violetas, girassóis, gencianas, lírios, sempre-vivas e, entre as flores, espigas de trigo. Ofereceu-mo e disse:

- Observa!

- Vejo, mas nada entendo – respondi.

- Dá este ramalhete a teus filhos para que possam oferecê-lo ao Senhor quando chegar o momento; procura que todos o tenham; a ninguém lhe falte nem o deixe tirar. Podes estar certo de que com ele terão o suficiente para ser felizes.

- Mas, que significa esse ramalhete de flores?

- Consulta a Teologia; ela te dirá e te dará a explicação.

- A Teologia, estudei-a eu, mas não saberia como tirar dela o significado do que me apresentas.

- Pois tens estrita obrigação de saber tudo isso.

- Vamos, tira-me da minha ansiedade, explica-me tu!

- Vês estas flores? Representam as virtudes que mais agradam ao Senhor.

- Quais são?

- A rosa é símbolo da caridade; a violeta, da humildade; o girassol, da obediência; a genciana, da penitência e da mortificação; as espigas, da comunhão freqüente; o lírio indica a bela virtude da qual está escrito: Erunt sicut Angeli Dei in caelo, a castidade. E a sempre-viva significa que todas essas virtudes devem durar sempre, ela simboliza a perseverança.

- Ora bem, meu caro Sávio: tu, que durante toda a tua vida praticaste todas essas virtudes, diz-me: o que foi que mais te consolou na hora da morte?

- Que te parece que possa ser? – respondeu Sávio.

- Foi talvez ter conservado a bela virtude da pureza?

- Não; não é só isso.

- Alegrou-te talvez teres a consciência tranqüila?

- Isso é bom, porém não é o melhor.

- Por acaso teu consolo terá sido a esperança do Paraíso?

- Também não.

- Pois então! O haver entesourado muitas boas obras?

- Não, não!

- Então, qual foi teu consolo na última hora? – perguntei, entre confuso e suplicante, vendo que não conseguia adivinhar seu pensamento.

- O que mais me confortou no transe da morte foi a assistência da poderosa e amável Mãe do Salvador. Diz isto a teus filhos: que não se esqueçam de invocá-La em quanto estão em vida. Mas, se queres que possa responder-te mais algo, apressa-te!

- Quanto ao futuro, que me dizes?

- Com respeito ao futuro, no próximo ano de 1877 terás que sofrer uma grande dor; seis mais dois dos que te são mais caros serão chamados por Deus à eternidade. Mas consola-te, pois serão transplantados do campo do mundo para os jardins do Paraíso. Serão coroados. Não temas, O Senhor te ajudará e te mandará outros filhos igualmente bons.

- Paciência! E no que se refere à Congregação?

- No tocante à Congregação, fica sabendo que Deus te prepara grandes acontecimentos. No ano próximo surgirá para ela uma aurora de glória tão esplêndida, que iluminará como um relâmpago os quatro cantos do mundo; do oriente ao poente, do sul ao norte. Grande glória lhe está preparada. Tu deves zelar para que o carro no qual vai o Senhor não seja afastado pelos teus fora de suas guias e de seus caminhos. Se teus sacerdotes o souberem bem conduzir e se forem dignos da alta missão que lhes foi confiada, esplêndido será o futuro, e infinitas serão as pessoas que salvarão. Mas com uma condição: que teus filhos sejam devotos da Santíssima Virgem e saibam, todos os que vivam em tua casa, conservar a virtude da castidade, tão agradável aos olhos de Deus.

- Queria agora que me falasses algo sobre a Igreja em geral.

- Os destinos da Igreja estão nas mãos de Deus Criador. O que Ele determinou em seus infinitos decretos não te posso revelar. Tais arcanos reserva-os Ele exclusivamente para Si, e deles não participa nenhum dos espíritos criados.

- E sobre Pio IX?

- O que posso dizer-te é que o Pastor da Igreja não terá que sustentar ainda longos combates nesta terra. Poucas são as batalhas que ainda lhe resta vencer. Dentro de pouco será arrebatado de seu trono e o Senhor lhe dará a merecida recompensa. O resto já é bem sabido. A Igreja não perece... Tens ainda algo que perguntar?

E quanto a mim? – lhe disse.

Oh! se soubesses por quantas vicissitudes terás ainda que passar!... Mas apressa-te, porque muito pouco tempo me resta para falar contigo.

Estendi então com ardor as mãos para segurar aquele santo filho; mas suas mãos pareciam aéreas e nada pude tocar.

Que loucura! Que estás fazendo? – me disse Sávio sorrindo.

Temo que te vás – exclamei —. Mas, não estás aqui com teu corpo?

Com o corpo, não. Recuperá-lo-ei no último dia.

Mas, que são, então, esses traços que me fazem ver em ti a figura de Domingos Sávio?

Quando por permissão divina uma alma separada do corpo aparece diante de algum mortal, apresenta-se com a forma exterior do corpo que em vida animou, com todas as suas feições exteriores, embora muito embelezadas, e assim as conserva até que volte a unir-se a ele, no dia do Juízo Universal. Então o levará consigo para o Paraíso. É por isso que te parece que tenho mãos, pés e cabeça; mas tu não podes segurar-me porque sou puro espírito. Esta é só uma forma exterior pela qual me podes conhecer.

Compreendo – respondi – mas escuta. Ainda uma pergunta? meus jovens estão todos no reto caminho da salvação? Diz-me alguma coisa para que possa bem dirigi-los.

Os filhos que a Divina Providência te confiou podem ser divididos em três categorias. Vês estas três listas? Olha-as!

E me estendia uma.

Olhei a primeira; encabeçava-a a palavra invuinerati [ilesos], e continha o nome daqueles aos quais o demônio não pôde ferir, e que não mancharam a inocência com culpa alguma. Eram em grande número esses sadios, e os vi todos. A muitos já conhecia, outros era a primeira vez que via, e certamente virão ao Oratório nos anos futuros. Caminhavam direitos por um caminho estreito, apesar de serem alvo de flechas, espadagadas e lançaços que por todos os lados choviam sobre eles. Essas armas formavam como que uma sebe ao longo das duas bordas do caminho, e os combatiam e molestavam sem entre tanto feri-los.

Então Sávio me deu a segunda lista, cujo título era Vulnerati [feridos], ou seja, os que haviam estado na desgraça de Deus mas, uma vez postos em pé, haviam curado suas feridas arrependendo-se e confessando-se. Eram em maior número que os primeiros, e haviam sido feridos no sendeiro da vida pelos inimigos que os flanqueavam durante sua viagem. Li a lista e vi todos. Muitos iam curvados e desanimados.

Sávio tinha ainda na mão a terceira lista. Encabeçava-a a epígrafe: Lassati in via iniquitatis [caídos na via da iniqüidade]. Nela estavam escritos os nomes dos que estavam na desgraça de Deus. Eu estava impaciente para conhecer o segredo, pelo que estendi a mão. Mas Sávio me disse com vivacidade:

Não, espera um momento e ouve. Se abrires essa folha, dela sairá um tal mau cheiro que nem tu nem eu poderemos suportar. Os Anjos têm que se retirar com asco e horror, e o próprio Espírito Santo sente repugnância pela horrível hediondez do pecado.

Mas como pode ser isso – observei – se Deus e os Anjos são impassíveis? Como podem sentir o mau cheiro da matéria?

Quanto melhores e mais puras são as criaturas, tanto mais se acercam aos espíritos celestiais; pelo contrário, quanto pior, mais desonesto e torpe é alguém, tanto mais se afasta de Deus e dos Anjos, os quais, por sua vez, se afastam dele, que se converteu num objeto de náusea e repugnância.

Passou-me então a terceira lista.

Toma-a – disse – abre-a e aproveita-te dela para o bem de teus jovens; mas não te esqueças do ramalhete que te dei; que todos o tenham e conservem.

Isto dito, e depois de entregar-me a lista, retirou-se apressadamente, em meio de seus companheiros, quase como se estivesse fugindo de algo.

Abri então a lista; não vi nenhum nome, mas no mesmo instante me foram apresentados de chofre todos os indivíduos nela escritos, como se na realidade eu visse suas pessoas. Com quanta tristeza os contemplei a todos! A maior parte eu conhecia e pertencem ao Oratório e aos outros colégios. Vi muitos que parecem bons, que parecem até os melhores dentre os companheiros, e sem embargo não o são!

Mas, no ato de abrir a folha, espalhou-se em redor um mau cheiro tão insuportável, que imediatamente me vi assaltado por terrível dor de cabeça e por tais ânsias de vômito que me parecia estar morrendo. Obscureceu-se entretanto o ar, e nisso desapareceu a visão, nada mais eu vendo do maravilhoso espetáculo. Ao mesmo tempo ziguezagueou um raio e ressoou um trovão no espaço, tão forte e terrível que acordei sobressaltado.

O mau odor penetrou nas paredes e infiltrou-se em minhas vestes de tal forma que, muitos dias depois, ainda me parecia sentir a pestilência. De tal modo é fétido ante os olhos de Deus até mesmo o nome do pecador! Agora mesmo, só de recordar aquele mau odor me vêm calafrios, sinto-me sufocado e se me revolve o estômago.

Em Lanzo, onde me achava, comecei a interrogar de cá e de lá alguns rapazes, e pude certificar-me de que o sonho não me havia enganado. É, pois, uma graça do Senhor, que me deu a conhecer o estado de alma de cada um de vós; mas disso nada direi em público. Muitas outras explicações ainda haveria que dar, mas reservo-as para uma outra noite. Por ora, só me resta desejar-vos uma boa noite.

O fato de, no sonho, ter visto como maus certos jovens que eram geralmente considerados os melhores da casa, fez com que Dom Bosco de início suspeitasse ter sido apenas uma ilusão. Foi por isso que, prudente mente, começou chamando alguns para uma conversa particular; queria certificar-se bem da natureza do sonho. Por esse mesmo motivo, não se apressou a narrar logo o sonho, mas esperou uns 15 dias. Só falou quando se sentiu bem seguro de que a coisa provinha mesmo do Alto.

O tempo ainda haveria de lhe trazer outras confirmações das profecias ouvidas.

A primeira delas, e a mais importante, dizia respeito ao número de seus filhos que morreriam no ano de 1877, discriminados em dois grupos: seis mais dois. Ora, naquele ano efetivamente os registros do Oratório assinalaram com a costumeira cruz, sinal de falecimento, os nomes de seis meninos e dois clérigos.

A segunda profecia anunciava para a Sociedade Salesiana, em 1877, uma aurora tão esplêndida que faria luz sobre os quatro Cantos do mundo. Com efeito, naquele ano fizeram entrada, no panorama da Igreja, a associação dos Cooperadores Salesianos e o Boletim Salesiano. Eram duas instituições que haveriam de levar até os confins da Terra o conhecimento e a prática do espírito de Dom Bosco.

A terceira profecia dizia respeito ao final não distante da vida de Pio IX. Este efetivamente deixou de viver catorze meses decorridos do sonho.

A última profecia foi amarga para Dom Bosco: "Oh! se soubesses por quantas vicissitudes terás ainda que passar!" Realmente, nos onze anos e dois meses que ainda durou sua vida, lutas, fadigas e sacrifícios não lhe deram trégua até o último momento.

A delegacia de polícia de Borgo Dora era, quando do sonho, regida por um senhor que tinha diversos conhecidos no Oratório. Tendo ouvido narrar o sonho, ficou muito impressionado com a previsão das oito mortes. Durante todo o ano de 1877 observou com atenção se a previsão realmente se cumpria. Quando soube que no último dia do ano se realizara o oitavo óbito, resolveu abandonar o mundo, fez-se salesiano e trabalhou muito, na Itália e também na América. Foi o Padre Angelo Piccono, cujo nome permanece ainda na memória de muitos.


A IGREJA E OS SEUS RITOS LITÚRGICOS

“Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.” Apocalipse XII:12


                                           (Foto: Padre Pio celebrando a Missa do Rito de São Pio V)

A Igreja Católica é actualmente constituída por 23 Igrejas autônomas sui juris, todas elas em comunhão completa e subordinadas ao Papa. A maior de todas elas é a Igreja Católica Latina. As restantes 22 Igrejas sui juris, conhecidas colectivamente como "Igrejas Católicas do Oriente", são governadas por um hierarca que pode ser um Patriarca, um Arcebispo maior ou um Metropolita. A Cúria Romana administra quer a Igreja Latina, quer (de maneira mais limitada) as Igrejas orientais. Devido a este sistema, é possível que um católico esteja em comunhão completa com o Pontífice de Roma sem ser um católico latino.

As Igrejas sui iuris ou sui juris utilizam uma das seis tradições litúrgicas tradicionais (que emanam de Sés tradicionais de importância histórica), chamadas de ritos. Os ritos litúrgicos principais são o Romano, o Bizantino, o de Antioquia, o Alexandrino, o Caldeu e o Arménio. O Rito Romano, que predomina na Igreja Latina, é por isso dominante em grande parte do mundo, e é usado pela vasta maioria dos católicos (cerca de 98%); mas mesmo na Igreja Latina existem ainda outros ritos litúrgicos menores, em particular o Rito Ambrosiano, o Rito Bracarense e o Rito Moçárabe). Antigamente havia muitos outros ritos litúrgicos ocidentais, que foram substituídos pelo Rito Romano pelas reformas litúrgicas do Concílio de Trento.

Historicamente, a forma da Missa usada no Rito Romano de 1570 até 1970 (a "Missa Tridentina") era conduzido, na maioria dos países, inteiramente em Latim eclesiástico. Porém, o Concílio Vaticano II (1962-1965) promulgou uma grande revisão do Missal Romano, que agora é celebrada com o padre a voltar para a assembleia (ou o povo), ficando entre eles o altar, e em todos os países na sua língua vernacular (local), além do Latim. Mas, devido às pressões dos católicos tradicionalistas, a partir de 7 de Julho de 2007, através da carta apostólica "Summorum Pontificum", o Papa Bento XVI autorizou os padres a celebrar novamente a Missa Tridentina em latim a pedido dos fiéis.

O serviço correspondente das Igrejas Católicas Orientais, a Divina Liturgia, é conduzido em várias línguas antigas e modernas, segundo o rito e a Igreja: as Igrejas de Rito Bizantino usam o grego, o eslavo eclesiástico, o árabe, o romeno, o georgiano e outras; as igrejas de Ritos Antioquiano e Caldeu usam o siríaco e o árabe; a Igreja de Rito Arménio usa o arménio; e as Igrejas de tradição alexandrina usam o copta e o ge'ez.

Actualmente, a esmagadora maioria dos católicos são de rito latino. Os católicos orientais totalizam somente 16 milhões.

Lista

Na lista que se segue, encontra-se enumeradas as 23 Igrejas católicas sui juris, os seus respectivos ritos litúrgicos e a sua respectiva data de fundação (ou de comunhão com a Santa Sé). Esta lista baseia-se no Anuário Pontifício da Santa Sé, presente neste website.

Ritos Ocidentais

São utilizados pela Igreja Católica Latina. Existem vários ritos litúrgicos ocidentais, sendo o mais utilizado o Rito Romano.

Rito Romano (a anterior forma deste rito litúrgico - a Missa tridentina - é permitida como uma "forma extraordinária")
Uso Anglicano (uma variante do rito romano)
Rito Ambrosiano
Rito Bracarense
Rito Galicano
Rito Moçárabe
Rito dos Cartuxos

Rito Bizantino

É utilizado pelas seguintes Igrejas:

Igreja Greco-Católica Melquita (1726)
Igreja Católica Bizantina Grega (1829)
Igreja Greco-Católica Ucraniana (1595)
Igreja Católica Bizantina Rutena (1646)
Igreja Católica Bizantina Eslovaca (1646)
Igreja Católica Búlgara (1861)
Igreja Greco-Católica Croata (1611)
Igreja Greco-Católica Macedónica (1918)
Igreja Católica Bizantina Húngara (1646)
Igreja Greco-Católica Romena unida com Roma (1697)
Igreja Católica Ítalo-Albanesa (esteve sempre em comunhão com a Igreja Católica)
Igreja Católica Bizantina Russa (1905)
Igreja Católica Bizantina Albanesa (1628)
Igreja Católica Bizantina Bielorrussa (1596)

Ritos de Antioquia

São utilizados pelas seguintes Igrejas:

Igreja Maronita (união oficial reafirmado em 1182)
Igreja Católica Siro-Malancar (1930)
Igreja Católica Siríaca (1781)

Ritos da Síria Oriental (ou da Caldeia)

São utilizados pelas seguintes Igrejas:

Igreja Católica Caldeia (1692)
Igreja Católica Siro-Malabar (1599)

Rito Arménio

É utilizado pela Igreja Católica Arménia (1742)

Ritos de Alexandria

São utilizados pelas seguintes Igrejas:

Igreja Católica Copta (1741)
Igreja Católica Etíope (1846)

APOSTOLADO TRADIÇÃO EM FOCO

sábado, 30 de outubro de 2010


Friday, 29 October 2010

THE THIRD PART OF THE SECRET OF FÁTIMA

Four Possible Locations Of The Mountain Mentioned By Our Lady Of Fatima


GHIRLANDAIO, Domenico

Stigmata of St Francis

1482-85

“J.M.J.


The third part of the secret revealed at the Cova da Iria-Fatima, on 13 July 1917.

I write in obedience to you, my God, who command me to do so through his Excellency the Bishop of Leiria and through your Most Holy Mother and mine.

After the two parts which I have already explained, at the left of Our Lady and a little above, we saw an Angel with a flaming sword in his left hand; flashing, it gave out flames that looked as though they would set the world on fire; but they died out in contact with the splendour that Our Lady radiated towards him from her right hand: pointing to the earth with his right hand, the Angel cried out in a loud voice: ‘Penance, Penance, Penance!'. And we saw in an immense light that is God: ‘something similar to how people appear in a mirror when they pass in front of it' a Bishop dressed in White ‘we had the impression that it was the Holy Father'. Other Bishops, Priests, men and women Religious going up a steep mountain, at the top of which there was a big Cross of rough-hewn trunks as of a cork-tree with the bark; before reaching there the Holy Father passed through a big city half in ruins and half trembling with halting step, afflicted with pain and sorrow, he prayed for the souls of the corpses he met on his way; having reached the top of the mountain, on his knees at the foot of the big Cross he was killed by a group of soldiers who fired bullets and arrows at him, and in the same way there died one after another the other Bishops, Priests, men and women Religious, and various lay people of different ranks and positions. Beneath the two arms of the Cross there were two Angels each with a crystal aspersorium in his hand, in which they gathered up the blood of the Martyrs and with it sprinkled the souls that were making their way to God.


Tuy-3-1-1944”.

From Bishop Williamson


"I was reminded on a seven-day visit to Italy which took in a visit to four mountainous sites, to which four great medieval Saints, all in the Breviary and the Missal, fled, to get close to God -- in Nature. They were, in chronological order:


1. Subiaco St. Benedict (March 22, Subiaco)


2. Camaldoli St. Romuald, (Feb.7, Camaldoli)


3. Vallombrosa St. John Gualbert (July 12, Vallombrosa)


4. La Verna St. Francis of Assisi (Oct.4, la Verna)


Posted by dxv515 at 4:36 AM


Tuesday, October 26, 2010


http://www.wga.hu/art/g/ghirland/domenico/5sassett/frescoes/2stigma.jpg

Tuesday, 26 October 2010

PADRE DANIEL MARET


                 Padre Alejandro Rivero, Padre Daniel Maret e Padre Anibal Götte

Sábado, 26 de Dezembro de 2009

Muitas saudades do padre Daniel Maret!!!

Como estamos a celebrar o ano sacerdotal, hoje gostaria de, uma vez mais, e agora mais longamente, vos falar de um grande sacerdote; um sacerdote que, além de nos merecer todo o mesmíssimo respeito que dedicamos aos restantes sacerdotes do Altíssimo, ainda é digno de toda a estima, admiração: o padre Daniel Maret.

Hoje estou muito saudosista e, por que não confessar?, até algo triste. Tenho, efectivamente, muitas saudades do padre Daniel. Por todos os motivos e mais alguns. E à medida que o tempo passa, as saudades são maiores.

O padre Daniel Maret – e isto atestam-no todos os fiéis da Fraternidade em Portugal – é realmente um sacerdote extraordinário, muito, muito fora do comum, exemplo de santidade já em vida. Se este santo sacerdote não for exemplo de santidade, então, muito sinceramente, não sei quem o possa ser… Gostaria que algum fiel da FSSPX em Portugal comentasse este post, para atestar da veracidade de tudo quanto aqui afirmo.

Publico hoje esta pequenina mensagem, que pretende ser a expressão da minha mais sincera homenagem a este grande sacerdote, também porque este blog é muito lido no Brasil, e assim os meus caríssimos amigos brasileiros saibam do que aqui se fazia, e possam dar o devido valor ao sacerdote que agora têm consigo. O padre Daniel é uma bênção, uma dádiva dos céus, um verdadeiro dom de Deus à Sua Igreja e à Fraternidade de São Pio X.

Não se deduza daqui que o actual sacerdote, prior do Priorado de Lisboa, seja de algum modo um mau sacerdote – Deus me livre de dizer tal coisa! Não, nem pensar, muito pelo contrário.

Escrevo hoje sobre o padre Daniel porque, que me recorde, ainda não o tinha feito com a riqueza de detalhes que gostaria de vos dar, a fim de que possam apreciar a bondade daquele coração sacerdotal. E, sobretudo, como disse acima, para ficar aqui, neste blog que hoje faz dois anos, a expressão sincera da minha gratidão, e todas as homenagens de que possa ser capaz, a um sacerdote que tanto e tão bem sabia compreender as necessidades espirituais – e tantas vezes também temporais - de todos e de cada um dos seus fiéis.

O padre Daniel Maret, ex prior do Priorado da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X em Lisboa, estava sozinho em Portugal, a desenvolver o seu apostolado. Era, portanto, o único sacerdote da FSSPX destacado para Portugal, país que, por justiça, teremos que admitir que tem poucos fiéis.

Este santo sacerdote, incansável, firme, de uma grandeza de alma inigualável, que estava sozinho em Portugal, fazia esforços sobre-humanos, realmente fora do comum, para que os poucos fiéis tivessem com a máxima frequência possível a Santa Missa celebrada por um sacerdote da FSSPX.

Nunca, nunca um fiel da Fraternidade se via obrigado a ir assistir a uma Missa Eclesia Dei, se o não desejasse; porque o padre Daniel, vencendo as suas próprias forças, não permitia que tal acontecesse. Estava sempre, sempre disponível, a qualquer hora do dia, para celebrar a Santa Missa, fosse onde fosse.

Pouco dormia – alma adoradora e eucarística, passava longas horas da noite em adoração profunda ao Santíssimo Sacramento -, pouco comia – praticava a mortificação na alimentação, e isto atesto-o porque várias vezes tive o prazer de o receber para jantar na minha humilde casa -, muitos esforços físicos fazia. Deslocava-se, sempre sem se queixar, sempre com um sorriso encantador, de um extremo ao outro do país, para que um só fiel tivesse a Santa Missa de sempre.

Portugal é um país relativamente pequeno, para quem o vê de fora e, sobretudo, para quem vive noutro, infinitamente maior. Mas, nós portugueses que cá vivemos, sabemos que, de Lisboa a Fátima, por exemplo, ainda são duas horas; de Fátima ao Porto outras duas; de Lisboa a Évora são três; e de Lisboa a Espinho igualmente três, aproximadamente.

Ora o padre Daniel – tão querido por todos nós fiéis da FSSPX de Portugal, sacerdote que deixa muitas saudades e que tem aqui muitos amigos e defensores acérrimos – era capaz de andar quilómetros, no mesmo dia, para que apenas uma, uma!, Pessoa tivesse a Santa Missa. O padre Daniel deitava-se tardíssimo, pela adoração a Jesus sacramentado; levantava-se cedíssimo, comia pouquíssimo e ainda fazia estes esforços tão grandes por amor à Santa Igreja, à Santa Missa e a cada uma das almas que estavam confiadas ao seu apostolado.

De uma grande, enorme, bondade, nunca, nunca lhe ouvi uma palavra mais áspera, azeda – nem sequer às legítimas autoridades romanas. Sempre muito, muito respeitoso do Santo Padre, criticava muito o zelo amargo. Sabia muito bem distinguir ideias erradas a combater, de pessoas erradas a amar e respeitar. Uma bondade muito difícil de exprimir com palavras. E combatia com todas as forças o mistério da iniquidade e o modernismo na Igreja. Um grande exemplo de santo e piedoso sacerdote, portanto.

Por fim, permitam-me só deixar aqui dois exemplos que ilustram muito bem o apostolado deste santo sacerdote, justamente chamado de novo São João Maria Vianney. Um santo, mas santo a valer:
1 Na noite de Natal do ano transacto, o padre Daniel celebrou a Santa Missa no priorado de Lisboa, à meia noite em ponto do dia 24. Eu estava lá, ninguém me contou.

Ao terminar a Santa Missa, lá para a uma e meia da madrugada do dia 25, com aquele sorriso que lhe é característico, recebeu os fiéis que se encontravam, sentou-os todos à mesa, para conviverem entre si e comerem alguma coisa rsrsrs. E ele, comeu? Não. Enganou o estômago, que é muito diferente. Fingiu que comeu rsrsrs. E porquê? Porque queria ir dormir? Porque estava cansado? Não. Porque queria estar em Fátima, às oito da manhã, para celebrar a Santa Missa para os pouquíssimos fiéis de lá. Por uma só alma, para que uma só alma tivesse a Santa Missa, ele dava a volta ao mundo se preciso fosse. Por amor a esta bendita Missa, o padre Daniel fazia esforços completamente sobre-humanos.

Obviamente, e como não podia deixar de ser, ia a Fátima, celebrava a Missa e teria de regressar a Lisboa a correr, para a Missa do dia de Natal de manhã! Eu estava lá, eu vi. Ao terminar a Missa de Lisboa, esta às onze e meia, ainda enganou o estômago mais uma vez, para depois se deslocar para outra localidade do país, que agora muito sinceramente não me recordo, a fim de lá celebrar outra Missa.

2 Segundo exemplo: o amor deste santo sacerdote pelas almas e pela Missa era tão grande que ele nunca se prendeu a essa idiotice de «não há salvação fora da Fraternidade», idiotice essa que vemos repetida ad nauseam em alguns sectores ultra-radicais da FSSPX. Eu gostava – e gosto – muitíssimo do padre Daniel porque, entre muitíssimas coisas, tinha grande senso de catolicidade. Sempre muito leal à sua Fraternidade, sempre muito zeloso cumpridor dos seus deveres como sacerdote da FSSPX, ele não limitava o campo de acção da Tradição Católica em Portugal, exclusivamente à Fraternidade de São Pio X. Falava sempre com muito respeito, até daqueles que, sabemos, são modernistas de marca maior. Não dá para descrever a santidade deste homem com palavras!

Prova do que afirmo foi o que ocorreu na Páscoa do ano transacto. Não me lembro já se foi no Fratres in Unum ou noutro blog católico tradicional, sinceramente não me recordo, que alguém me chegou a pedir que eu não me esquecesse de dar mais informações, dada a novidade do que se estava a passar em Portugal; algo que, até à data, não tínhamos visto ocorrer noutras capelas da Fraternidade noutros países.

Ao ter a certeza absoluta de que não poderia assegurar as cerimónias da Páscoa tanto em Lisboa quanto em Fátima – também não podia multiplicar-se mais do que o que habitualmente já fazia! – o padre Daniel fez algo que jamais esquecerei e que vem confirmar que nele havia muito senso de catolicidade: decidiu assegurar as cerimónias todas em Lisboa e ceder, a um sacerdote diocesano (em 'plena comunhão') a capela da Fraternidade em Fátima, para que este último se encarregasse das cerimónias tradicionais naquela localidade.

No Natal já tinha ido a Lisboa, por isso decidi ir a Fátima na Páscoa. Lá, encontrei-me com o meu amigo Hugo Pinto Abreu, com o JSarto – absolutamente encantador! –, com uma senhora francesa muito combativa da Tradição - igualmente encantadora!!! fiquei na casa dela estes dias - e com mais quatro ou cinco pessoas combatentes e firmes da Tradição em Portugal. E, nessa Páscoa, só tive Missa Tridentina porque o padre Daniel teve a presença de espírito de deixar as cerimónias tradicionais a cargo do excelente sacerdote diocesano padre Mário da Cruz. De contrário, e uma vez que dificilmente me poderia deslocar a Lisboa, ficaria sem Missa de sempre, já que o padre Daniel não poderia deslocar-se a Fátima; ser-lhe-ia humanamente impossível, dado que devia assegurar todas as quatro cerimónias em Lisboa.

Nada mais posso acrescentar deste grande sacerdote. O que contei foi o que vi; o que dele penso é o que pode pensar quem o conhece e quem o ouve falar. Calmo, bondoso, firme no combate, sem zelo amargo, muito respeitoso das autoridades – nunca das suas ideias erradas -; foi assim que me ensinou a posicionar-me na vida. E é com este grande exemplo que nos deixou que pretendo continuar a caminhar.

Quando lhe perguntei sobre coisas banais como se as mulheres podiam ou não trabalhar fora de casa, algo por que tenho sido bem crucificada por sectores ultra-trads (aqui o termo é mesmo pejorativo, porque tais pessoas são uma vergonha para a Tradição Católica e põem a causa da Tradição na lama), deu-me a resposta que tranquilizou o meu coração inquieto. Mais tarde, esta resposta que dele recebi foi confirmada pelo padre Mário Trejo, superior do distrito da Fraternidade no México, quando longamente com ele conversei ao telefone.

Ele desdobrava-se em 10, em 100, em 1000 para que todos os fiéis tivessem a Santa Missa. Não importava o quanto tivesse de andar, o que tivesse de suportar, tudo era para bem das almas e maior glória de Deus.

A mim, chegou, muitas vezes, a trazer-me a Braga - uma hora de viagem - depois da Santa Missa em Espinho. O comboio (os brasileiros diriam trem) era só à meia noite e eu teria de esperar muito lá para regressar a casa. Então o padre Daniel trazia-me, jantava comigo e regressava duas ou três horas depois do jantar, depois de uma sempre agradabilíssima conversa sobre os mais variados assuntos: desde os meus estudos e actividade profissional, até à crise na Igreja, passando por dúvidas acidentais da minha mãe em matéria de fé.

Uma longa ladainha, um longo rosário de elogios poderiam ser feitos à magnífica actuação apostólica deste grande sacerdote em Portugal. Contento-me, tão-somente, em acrescentar que as saudades são muitas.

Escrevo isto hoje aqui, não só em meu nome, mas em nome de todas as pessoas com quem conversei ontem em Fátima e que, algumas entre lágrimas, o recordaram emotivamente e com muito carinho e amizade.

Sei que não me lê, mas se por acaso alguém lhe puder transmitir: padre Daniel, a Tradição Católica em Portugal ficou muito mais pobre sem o senhor. Temos um excelente sacerdote, o padre Anselmo (que agora está num retiro, rezemos por ele!), mas com outras características, com outras obrigações. Um excelente sacerdote, mas que não consegue estar em todos os lugares, como é humanamente compreensível. Com todo o muito respeito que tenho por todos os meus queridos sacerdotes da minha muito amada Fraternidade: padre Daniel Maret só houve um.

Dia 24 e 25 estive em Fátima, fui a duas Missas tradicionais, na comunidade Ecclesia Dei das irmãs Franciscanas da Imaculada. Não houve Missa da Fraternidade lá, em nenhum dos dois dias.

E como é mais do que evidente, à Teresa Moreno, ninguém convence – falo dos ultra-radicais – a deixar de ir a uma Santa Missa, só porque esta não é oficiada no seio da FSSPX. Muito lindas, por sinal, as Missas das Franciscanas da Imaculada, comunidade em 'plena comunhão' com a Sé apostólica.

Amigos brasileiros, estimem muito esse tesouro que aí têm e que deixa muitas saudades aos fiéis portugueses. Que Deus o cumule de bênçãos e Maria Santíssima o cubra com o Seu manto sacratíssimo.

Rezo muito, todos os dias, por todos os sacerdotes tradicionais. Como não sou extremista e tenho senso de catolicidade, rezo muito por todos, mesmo os que fazem parte de outras comunidades que não a Fraternidade, desde que sejam sacerdotes 100% tradicionais. O espírito de partidismo, do eu sou de Paulo e tu és de Apolo, não é para mim. Já foi, mas jamais voltará a ser.

Obviamente, como fiel da Fraternidade, rezo fervorosa e muito devotamente pelos nossos sacerdotes da FSSPX e para que Deus envie um grande número de santas vocações para a Fraternidade. Muitos, bons, firmes, combativos e piedosos sacerdotes para a Tradição, particularmente para a Fraternidade, reduto mais fiel e sem desvios da resistência católica.

Voltando ao tema do post, em meu nome e no de todos os fiéis da Fraternidade em Portugal, especialmente os que não podem expressar-se pela internet e os que estiveram em Fátima este Natal, o nosso muito obrigado, do mais fundo do coração, ao padre Daniel, pelo muito que fez pela Fraternidade, pelo apostolado, pela Santa Missa e pela santificação das almas em Portugal.

Viva o padre Daniel Maret!!!


em 12/26/2009 10:02:00 PM 18 comentários

 Marcos Jodas disse...
Viva o padre Daniel Maret!!!

Excelente texto. Parabéns Teresa.

In Cor de Jesus et Mariae semper,

Marcos Jodas

Sábado, 26 Dezembro, 2009
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Magdalia disse...
Oi Marcos,
antes de mais, um Santo Natal para vc, meu caríssimo e distante amigo!

Posso escrever-lhe para o e-mail do msn? Estou a dever-lhe um e-mail elaborado, mas, entretanto, por negligência minha, perdi aquele e-mail que vc me enviou um dia. Por isso não sei se era outro ou se o mesmo que vc usa no msn. Posso escrever para ali, para o e-mail do msn?

Um grande abraço e fique sempre com a Santíssima Virgem!

Sábado, 26 Dezembro, 2009

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JSarto disse...
Teresa, corroboro em absoluto o retrato que faz do Senhor Padre Daniel Maret. Embora este a uma primeira vista ou a uma pessoa menos prevenida pudesse parecer algo trapalhão na forma de se expressar e até de ser, a verdade é que se tratava de um sacerdote de uma ortodoxia indiscutível, infatigável no exercício das suas funções e de uma disponibilidade absoluta para com os fiéis e o bem estar espiritual destes. Apesar de ter exercido as suas funções no nosso país em circunstâncias dificílimas, sobretudo nos últimos quatro dos oito anos que por cá passou, já que então esteve só e sem o auxílio de qualquer outro sacerdote, ainda assim não deixou de fazer muito pela expansão em geral da causa da tradição e em especial da Missa tradicional. Noutras circunstâncias e com outro apoio dos seus superiores teria certamente feito ainda mais. Por tudo isto, e também pelo muito que me ajudou a crescer em matéria espiritual, reitero aqui publicamente o meu agradecimento ao Senhor Padre Daniel Maret!

Domingo, 27 Dezembro, 2009
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Captare disse...
Cara Teresa, Laudetur Dominus!

Que belíssimo testemunho! Não posso deixar, ao ler a descrição do zelo do Pe. Maret, de me lembrar de São Pedro de Alcântara, tanto pela mortificação quanto pelo zelo de viajar muito para cuidar de suas ovelhas.

Num ambiente turbulento como é o Brasil, e no tempo em que vivemos, onde Roma abriu as portas ao debate teológico com a FSSPX, com certeza a presença de um sacerdote como o Pe. Maret é algo providencial.

Pax et Salutis

Domingo, 27 Dezembro, 2009
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Magdalia disse...
Caro amigo JSarto,
é verdade. O padre Daniel parece, à primeira vista, algo trapalhão! looool eu mesma tive essa sensação, da primeira vez que estive com ele. Mas também, desde a primeira vez, vi que se tratava de uma pessoa de grande bondade e ponderação.

Esqueci-me de dizer no post que outra das actividades de apostolado dele era a escrita. Traduziu - e publicou alguns deles - vários livros da Tradição, outros ficaram por corrigir. Também havia pouquíssimas pessoas para o trabalho das correcções dos compreensíveis erros de português do senhor padre, pelo que não puderam ser editados todos os livros que o bom sacerdote gostaria.

Eu ainda fiz alguma coisita, mas foi muito pouco para aquilo que gostaria de ter feito.

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rezemos pelas discussões! Aceite-se o que pode ser aceite, respeite-se o magistério, rejeite-se o muito que há a rejeitar firmemente e corrija-se o que, por ser ambíguo, ainda pode ser salvo.

Abraço a ambos!

Domingo, 27 Dezembro, 2009
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Marcos Jodas disse...
Olá, Teresa.

Um Santo Natal para você e para sua mãe. Grato e honrado pelo "caríssimo e distante amigo"!

Sim, o e-mail do msn é o meu único e-mail , salvo claro o corporativo faço isto para não complicar as coias, pois prefiro juntar os amigos em único espaço...rsrsrs...sou
meio comodista...rsrsrsrs...

In Cor de Jesus et Mariae semper,

Marcos Jodas
Domingo, 27 Dezembro, 2009
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Magdalia disse...
Marcos, como vc n usa conta google, deu para fazer o que vc me pediu! Bastou só retirar algumas coisinhas da mensagem a publicar, copiar e colar em seu nome. Mas, caso usasse conta google, n saberia como fazer rsrsrs.

Grande abraço e, mais logo, sem falta, escrevo-lhe qq coisinha por e-mail.

Abraço

Domingo, 27 Dezembro, 2009
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Marcos Jodas disse...
Olá, Teresa (novamente, eis me aqui)...rsrsrs

Já que a senhorita perdeu o primeiro e-mail que te enviei, eis que eu ainda o guardei...rsrsrs...
et voit là:
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Prezada Teresa,
Salve Maria!
Como vai você? Espero que esteja bem!
Parabéns pelos excelentes textos destes seus novos blogs, porém na minha humilde opinião, você poderia incluir os textos de ambos os blogs apenas no “Tradição Católica”, pois bem, então vi me obrigado a tornar-me leitor assíduo de mais dois novos blogs ( obrigado, enfim forçado pela inteligência...rsrsrs). E para os mais machistas ouso indicar o blog “A dignidade da mulher católica”, pois é excelente. Ressalto aqui o excelente texto "Aprender a amar de verdade", pois este é uma ótima reflexão tanto para homens como para as mulheres. Isto apenas para mencionar um dos textos e não obstante os demais são de igual excelência.
Na última terça - feira, 15 de setembro, após a Missa da Solenidade das Sete Dores de Nossa Senhora, lembrei-me de ti, pois estava a conversar e claro a tomar um delicioso café com o Padre Daniel Maret, aliás uma excelente e longa conversa, na qual trocamos algumas palavras em alemão, fizemos um pequeno tratado verbal sobre a influência do gnóstico e cabalista Jacob Boheme nas composições de Johann Sebastian Bach, aliás influência esta que é possível perceber na melancolia desesperadora em algumas obras de Bach em especial na Paixão segundo São Mateus e na Oferenda Musical.
Aliás, o Padre Daniel Maret, possui uma inigualável figura paterna, um homem de grande inteligência, humildade, piedade, enfim um sacerdote ungido pelo Altíssimo. Claro que os padres Alejandro e Aníbal (por este último, ouso mencionar que nos tornamos grandes amigos) também são excelentes sacerdotes, porém a figura paterna do padre Daniel é algo muito marcante, enfim um santo homem.
Ah... sim, em minha próxima conversa com o padre Daniel, posso mandar lembranças de vossa parte?
Não sou profícuo na arte de escrever, mas sou profícuo na arte de ler seus ótimos textos e para não tornar-me maçante, por hoje é só, that´s all folks. :^)
Certamente e assim espero esta seja a primeira de muitas mensagens, pois é sempre bom escrever aos amigos.
Um grande abraço e que Nossa Senhora do Rosário de Fátima zele sempre por você e por sua mãe.
Um grande abraço deste amigo da distante Terra de Santa Cruz.
In Cor de Jesus et Mariae semper,
Marcos Jodas
Domingo, 27 Dezembro, 2009
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Anónimo disse...
Louvo este blog pelo trabalho que faz. Tenho de apelar à Teresa que continue o seu imenso trabalho de apostolado, a fim de que a Fraternidade possa crescer em portugal, para bem da Igreja e das almas. Cara Teresa, apoie o mais que puder o novo sacerdote da Fraternidade que está em Portugal. Para quando um local no Porto fixo? e a Igreja para Lisboa, num sítio mais concorrido? E o site da Fraternidade??? Teresa, leva estas ideias, e com oração e sacrifício, a Fraternidade conseguirá expandir-se.

Um bem haja

Domingo, 27 Dezembro, 2009
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Ancien Régime disse...
Confirmo que o sr. Padre Daniel Maret foi um sacerdote infatigável na causa da Tradição em Portugal, na instrucção dos fiéis e na santificação das almas a seu cuidado.

Tinha, de facto, uma disponibilidade fora do vulgar e uma afabilidade tal que era capaz de cativar o mais duro dos corações. Com certeza que todos nós sentiremos a sua falta, especialmente os fiéis que frequentam as capelas da Fraternidade.

Agora, resta-nos desejar-lhe a melhor das sortes para o seu apostolado no Brasil e apoiar o sr. Padre Anselmo. É isso que o sr. Padre Daniel deseja.

Domingo, 27 Dezembro, 2009
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Magdalia disse...
Ora nem mais! Isso mesmo, apoiar o padre Anselmo, que também é um excelente sacerdote. Agora está num retiro, quem está no priorado esta semana é o superior de distrito.

Domingo, 27 Dezembro, 2009
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Anónimo disse...
Olá Teresa.
Regressados às nossas casas após as celebrações de Natal em Fátima quero aqui publicamente agradecer a agradável companhia que a Teresa e a sua mãe nos fizeram a todos nestes dois dias inesquecíveis em Fátima. De tudo, recordo principalmente a Missa da meia-noite e os cânticos "com voz de anjo" das Irmãs Franciscanas da Imaculada.
Para quem não sabe, todos os dias o Sr. Padre André (brasileiro) celebra a Santa Missa Tridentina nesta Capela. É portanto o único local em Portugal em que é celebrada diariamente a Santa Missa de Sempre.

Teresa. Tenho pena de não termos conversado mais. Fica para uma próxima oportunidade.
Mas já sabe, para a próxima pode levar a gatinha e ficar uma semana. Se nos encontrarmos lá novamente, ofereço-me desde já para ser o seu motorista particular.

Sobre o Sr. Padre Daniel Maret, o que dizer mais? Confesso que me converti à Tradição não só pela riqueza e rigor do Rito, mas sobretudo pelo exemplo do Sr. Padre Daniel.
Ele é sobretudo Padre, é verdade. Mas é também jardineiro, pedreiro e carpinteiro. Ele próprio cultiva os seus "chás".
Eu assisti a vários "episódios" de como ele tem um grande respeito pelas coisas da terra (coisas criadas por Deus). Conto só este pequenino "episódio".
Um dia estava o Padre Daniel a mostrar a mim e à minha mãe as suas plantas de chá em Fátima, quando a sua batina arrastou pela terra.
Ao nos levantarmos, reparámos que uma parte da batina tinha ficado cheia de pó.
A minha mãe, preocupada, disse-lhe:

- Sr. Padre, tem a batina SUJA!

E ele deu uma resposta, firme e conclusiva, que nos deixou em silêncio e que só poderia vir de um homem de Deus.

- Não é SUJO... é TERRA!

Acrescento ainda que só possível elogiar o Sr. Padre Daniel nas suas costas, porque se o tentarmos fazer na sua frente, ele, adivinhando o desfecho da conversa simplesmente desaparece, foge.
É o contrário de muitos padres modernistas que não perdem uma oportunidade para se envaidecer ou para dar nas vistas.

Rezemos pelo Sr. Padre Daniel mas rezemos principalmente pelo nosso actual Padre da Fraternidade, o Sr. Padre Anselmo.

Rezemos pela Santificação de TODOS os Sacerdotes, para que nem um se perca.
Rezemos sobretudo pelos maus sacerdotes seguindo o exemplo de Jesus Cristo quando disse:

- Eu não vim dar saúde aos sãos, mas aos que estão doentes!...


José Alberto Santos Costa.

Segunda-feira, 28 Dezembro, 2009
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Magdalia disse...
Querido amigo José Alberto,
como sabe, realmente gosto muito de si e da sua mãe - duas pessoas maravilhosas e integralmente católicas.

Tenho pena de não ter podido ficar mais tempo e, sobretudo, de não ter tido a oportunidade de conversar mais consigo. Teríamos tanto a partilhar da Tradição!

Ficará seguramente para uma próxima oportunidade, que essas não nos hão-de faltar.

Vou aproveitar a oferta para ser meu motorista particular! Merci!

Um grande abraço e fique sempre com a nossa Santíssima Mãe

Terça-feira, 29 Dezembro, 2009
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Magdalia disse...
Ahahaha já conversei com a minha querida madame Tarpin e ela disse que sim, posso levar a Lupita da próxima vez!
[Lupita=a minha gatinha...]

Terça-feira, 29 Dezembro, 2009
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Anónimo disse...
Cara Teresa,Salve Maria.
gostaria de parabenizá-la pelas postagens.Sempre espero as atualizações.Para nós aqui de São Paulo a vinda do Pe.Daniel foi uma graça enorme.

Domingo, 03 Janeiro, 2010
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Magdalia disse...
Oi anónimo,
seja bem-vindo!

Obrigada por ler, na verdade o blog anda muito muito desactualizado.

O padre Daniel é mesmo um sacerdote fora do comum, não que os outros não sejam bons, mas o padre Daniel é uma bênção dos céus em todo o lado que passa.

Abraço e bom 2010!

Domingo, 03 Janeiro, 2010
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Victor disse...
Pertenço à FSSPX aqui em São Paulo.
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Tenho um grande carinho por Portugal, esse pequeno país que se fez grande por sua história.
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Em minhas veias corre sangue português, fato que me é motivo de orgulho.
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Sobre o Pe. Maret, tenho que reconhecer que sua vinda ao Brasil foi algo maravilhoso. Ganhamos muito com sua presença.
.
Também penso que o Padre Daniel é um exemplo de Santidade.
.
É com muito carinho que recebemos esse adorável suiço que tem um agradável e leve sotaque português.
.
Viva Cristo Rei
Salve Virgem Maria
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Victor Gonçalves

Quinta-feira, 28 Janeiro, 2010
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Olga Teixeira disse...
gostei mt do padre daniel. acredito que seja um santo, mas tnh k fazer alguma criticas... não aqui, obviamente.

abraço,
olga

Sábado, 30 Janeiro, 2010

Monday, 25 October 2010

PADRE FLORIANO ABRAHAMOWICZ EXPULSO DA FSSPX


Segundo imprensa, Fraternidade São Pio X teria expulsado Padre Floriano Abrahamowicz.

Integristas [sic] da Fraternidade São Pio X da Itália anunciaram sexta-feira a expulsão de Floriano Abrahamowicz, um padre que teve propósitos negacionistas e que considera que o Vaticano II foi “pior que uma heresia”.

O padre era responsável pela província do Nordeste da Itália para a Fraternidade.

Em 29 de janeiro Floriano Abrahamowicz, responsável da Fraternidade São Pio X para o Nordeste da Itália, tinha declarado que as câmaras de gás tinham servido para “desinfetar”. “Não saberia dizer se causaram mortes ou não porque não me aprofundei na questão”, acrescentava, fazendo alusão às câmaras de gás nos campos da morte nazistas.

“O Concílio Vaticano II foi pior que uma heresia, porque a heresia subtrai uma parte da verdade”, tinha ele igualmente afirmado na quinta-feira à rede de televisão Canale Italia.

“Há certo tempo Don Floriano Abrahamovicz exprimia posições diferentes daquelas da Fraternidade São Pio X”, indicou a Fraternidade num comunicado.

“A decisão da expulsão, por dolorosa que seja, se tinha tornado necessária para evitar uma deterioração posterior da imagem da Fraternidade e para que não fosse prejudicada sua obra a serviço da Igreja”, conclui o texto.

Fonte: Le Forum Catholique

Embora ainda não confirmado pela própria Fraternidade, outras fontes afirmam ter recebido o comunicado da mesma: 1, 2.


QUIEN VA A SUCEDER A WILLIAMSON?

En el seminario de La Reja ya piensan en un sucesor

Aunque dicen que Williamson está dispuesto a recapacitar, se especula con un reemplazante

La reafirmación de la posición de Richard Williamson, difundida a través de una revista alemana - Der Spiegel -, tomó por sorpresa a la comunidad lefebvrista en la Argentina. Pero no tanto a los superiores de ese prelado, a quien el Papa pidió el miércoles que tomara distancia de sus dichos sobre el Holocausto para integrarlo nuevamente a la Iglesia, de la que permanece excomulgado desde 1988.

"La entrevista con Der Spiegel fue concertada con acuerdo de sus superiores y el consejo de su abogado", dijo ayer a LA NACION una fuente inobjetable de la Fraternidad Sacerdotal San Pío X, que reúne a los seguidores del ultratradicionalista y cismático Marcel Lefebvre.

Según esa fuente, una vez que se difunda la entrevista completa otorgada por Williamson, "se verá con ojos muy distintos a quien desde hace dos semanas se presenta poco menos que como un monstruo". El obispo, dicen, "está dispuesto a recapacitar" su opinión y reconsiderar su punto de vista.

Durante la mañana de ayer un inusitado movimiento de sotanas llamó la atención de los fieles que acostumbran participar de la misa en latín de las 11.30 en el templo del seminario de La Reja, Moreno, que dirige Williamson desde hace cinco años.

Llegaron sacerdotes de distintos puntos del país. "Evidentemente, habrá algún anuncio importante que debe ser comunicado personalmente", dedujo uno de los asistentes.

Pero el motivo de ese encuentro extraordinario no trascendió los muros entre los que, en poco menos de tres semanas, retomarán sus estudios unos 25 jóvenes.

Antes o después, se esperan allí cambios en la dirección del seminario. Sus declaraciones a la televisión sueca sobre el número de víctimas del Holocausto y la negación del uso de las cámaras de gas para asesinar prisioneros provocaron uno de los peores dolores de cabeza a Benedicto XVI, empeñado en continuar el diálogo que comenzó su antecesor con la comunidad judía. Además, hizo peligrar el intento de la Santa Sede de reincorporar a la Iglesia a los seguidores de Lefebvre.

Cambios

Entre los allegados a la comunidad lefebvrista argentina especulaban ayer con la posibilidad de que, en lugar de Williamson, sea designado Alfonso de Galarreta, quien fue consagrado obispo por Lefebvre en el mismo momento que el británico.

Galarreta, actual superior de la Casa Autónoma de España, tiene 52 años, nació en España pero vivió desde niño en la Argentina. Estudió tres años en el seminario de La Plata y luego ingresó al de Econe, en Suiza. En el seminario de La Reja fue profesor y director durante pocos meses.

Antes de conocerse la ratificación de los dichos de Williamson se especulaba con que no correría la misma suerte que su ocasional defensor, el padre Floriano Abrahamowicz. Ese sacerdote, que era responsable del nordeste italiano, fue expulsado anteayer de la Fraternidad San Pío X por respaldar las afirmaciones de Williamson.

La situación de este último era distinta, decían aquí, porque a diferencia del sacerdote italiano el obispo británico había obedecido la indicación de no volver a hablar sobre el tema. La expulsión de Williamson de la Fraternidad sería una medida extraordinaria sin antecedentes.

Hasta el momento es muy común que los miembros se vayan por decisión propia de la organización a raíz de disidencias con el manejo de las relaciones con el Vaticano, el problema principal de los lefebvristas. La indisciplina o autonomía de sus integrantes es bastante tolerada. O lo era hasta ahora.

Domingo 8 de febrero de 2009

Silvina Premat

LA NACION



WILLIAMSON NO ES MUY POPULAR EN LA REJA

El mundo

Williamson se refugia en el seminario de La Reja

29.01.2009 | El obispo lefebvrista que negó la existencia de las cámaras de gas nazis guarda un mes de retiro y celebra misas en privado. La congregación continúa con su actividad normal. Los vecinos se mantienen al margen de la polémica.

La polémica entre el Rabinato de Israel y el Vaticano salpicó a la pequeña localidad de La Reja, donde se refugia el obispo tradicionalista británico Richard Williamson, excomulgado en 1988 por su fidelidad a Lefebvre y recientemente perdonado por el papa Benedicto XVI.

La tranquilidad de la localidad de La Reja, en el partido bonaerense de Moreno, se vio alterada en los últimos días por la presencia de periodistas interesados en conocer detalles del seminario dirigido por el obispo lefebvrista.

Williamson, que dirige el seminario de La Reja desde hace cinco años, sostuvo en una reciente entrevista con un programa de la televisión pública sueca que las cámaras de gas nazis no existieron nunca y que en los campos de concentración alemanes murieron unos "200.000 o 300.000 judíos", no seis millones, pero ninguno en cámaras de gas.

"Las evidencias históricas están inmensamente en contra de que seis millones de judíos murieran asesinados en cámaras de gas como parte de una política de Adolfo Hitler", agregó.

Oculto tras los muros de este complejo de arquitectura neocolonial ubicado en las afueras de La Reja, Williamson guarda un mes de retiro y celebra misas en privado, según el hermano Juan de Dios, el único miembro de la congregación que accedió a conversar brevemente.

El seminario, apuntó este joven francés, sigue con su actividad normal, ajeno a la polémica desatada por los comentarios de Williamson, que coincidieron con la decisión de Benedicto XVI de levantar la excomunión dictada en 1988 por Juan Pablo II a los seguidores del arzobispo cismático francés Marcel Lefebvre (1905-1991).

"Somos católicos y seguimos a la Iglesia de Roma. Ahora bajó la actividad porque la mayoría de los seminaristas está de vacaciones, pero seguimos ayudando al pueblo, aunque mucha gente ha venido aquí en estos días y deforma la realidad", añadió el sacerdote, que se negó a hablar sobre la controversia porque "tenemos instrucciones de no hablar con la prensa".

"Se tomó la decisión de no tener contacto con los periodistas", advirtió en tono mucho menos amistoso otro sacerdote de la congregación, que prohibió tomar imágenes del interior de la iglesia donde Williamson acostumbraba a celebrar misa.

NORMALIDAD

Apenas una docena de fieles acudió ayer a la ceremonia matutina, en su mayoría mujeres y niñas que, como exige la liturgia lefebvrista, vestían faldas largas y cubrían sus cabezas con pañuelos.

Ninguno de los feligreses accedió a hablar, siguiendo instrucciones del seminario.

"Todo está normal aquí, los fieles están ajenos a la polémica porque no ven la televisión", se limitó a comentar brevemente una monja de las Hermanas de la Fraternidad San Pío X, que se encuentra dentro del recinto.

La congregación lefebvrista de La Reja imparte clases en el seminario y cursos de formación, cuenta con un dispensario de comida y medicinas y nunca, según los vecinos, tuvo problemas con la comunidad.

"No son muy populares porque el pueblo no tiene mucho interés en ellos", apuntó un sacerdote católico de la parroquia de La Reja, distante apenas un par de kilómetros del seminario.

"Somos gente normal que no busca problemas", señaló Alejandro, un panadero lefebvrista que bautizó su negocio como El Angelus y que respeta fielmente las orientaciones de su iglesia y se niega a hablar con periodistas.

La mayoría de los vecinos de La Reja se mantiene al margen de la polémica porque apenas conocen a Williamson, como Rodolfo, el dueño de la gomería (recauchutados) a la que acuden los sacerdotes del seminario, que no sabía nada del tema hasta ayer.

"No sabía nada. Nadie me había contado y me extraña porque los sacerdotes vienen por aquí a arreglar los autos o me llaman para arreglar cosas en la casa", explicó.

Su vecina Isabel Valdés, que regenta una tienda en el pueblo en las cercanías del seminario, no salía de su asombro tras enterarse de la polémica.

"¿Pero estamos todos locos?", se preguntó.

"Si dijo eso (Williamson) tendría que irse", agregó Valdés, que acude ocasionalmente a las misas del seminario.

La mujer comenta que Williamson no es un personaje popular porque se limita a oficiar la ceremonia "pero no personaliza, no tiene contacto con los fieles". (EFE)


REMOVIERAN A WILLIAMSON DE SU CARGO


Polémica

El polémico obispo lefebvrista fue destituido como director del seminario de la Fraternidad San Pío X en la localidad de La Reja

Lunes 9 de febrero de 2009

 El obispo de la controversia,Williamson negó la existencia de las cámaras de gas; afirmó que murieron miles y no millones de judíos.

Silvina Premat

LA NACION


El obispo lefebvrista Richard Williamson fue removido de su cargo al frente del seminario que la ultratradicionalista Fraternidad San Pío X tiene en La Reja, Moreno. La expulsión de esa organización quizás haya sido reservada para el caso de que el prelado británico no acceda al pedido de tomar distancia de sus afirmaciones sobre el Holocausto, que le hizo el Papa el miércoles pasado.

La remoción del cargo que Williamson ocupaba desde 2003 se produjo tal como había anticipado LA NACION el 30 de enero, a pocos días de haberse difundido casi simultáneamente las noticias sobre el levantamiento de las excomuniones que pesaban desde 1988 sobre cuatro obispos, ordenados por Marcel Lefebvre, y las declaraciones de Williamson, uno de esos cuatro, a un canal de televisión sueco, en las que afirmó, entre otras cosas, que los nazis no habían asesinado prisioneros en cámaras de gas.

Esas declaraciones son el motivo principal de la medida comunicada ayer a LA NACION a través de un correo electrónico firmado por el superior del Distrito para América del Sur de esa fraternidad, el padre Christian Bouchacourt.

El escueto comunicado de Bouchacourt afirma que días pasados se relevó a Williamson del cargo que ocupaba y repite las afirmaciones del sucesor de Lefebvre, monseñor Bernard Fellay: "Las afirmaciones de monseñor Williamson no reflejan en modo alguno la posición de nuestra congregación [?]. Es evidente que un obispo católico no puede hablar con autoridad eclesiástica sino sobre materias concernientes a la fe y a la moral. Nuestra Fraternidad no reivindica ninguna autoridad sobre otras cuestiones".

Bouchacourt, de vacaciones hasta marzo en París, insiste en denunciar una supuesta manipulación de la entrevista de Williamson con la televisión sueca, tendiente a obstaculizar el acercamiento de los lefebvristas con el Vaticano. "Aun cuando reconocemos lo inoportuno de estos comentarios, comprobamos con tristeza que las acusaciones permanentes respecto a nuestra Fraternidad también tienen el fin manifiesto de desacreditarla", dice el comunicado.

Nada se dice sobre el reportaje que Williamson dio a la revista alemana Der Spiegel, en el que, como respuesta al pedido de retractación del Vaticano, el obispo dice que se tomará un tiempo para "estudiar las evidencias históricas".

Tomar distancia

En una nota firmada por el secretario de Estado del Vaticano, cardenal Tarcisio Bertone, se pedía a Williamson que tomara distancia en modo absolutamente inequívoco y público de sus posiciones relativas al Holocausto, desconocidas por el Santo Padre en el momento del levantamiento de la excomunión.

En ese texto, el Vaticano afirmaba que "la postura de monseñor Williamson sobre la Shoá es absolutamente inaceptable y firmemente rechazada por el Santo Padre".

Fuentes de la comunidad lefebvrista argentina admitieron a LA NACION que el alejamiento del cargo de Williamson pudo haber sido fruto de una dura negociación con el obispo. "La verdad es que es un hombre bastante inmanejable. Quizás acordaron su alejamiento del seminario a cambio de una dilatación de la retractación pedida por la Secretaría de Estado del Vaticano", dijo uno de los miembros de esa comunidad en la Argentina.

Sin sucesor designado

Quién reemplazará a Willliamson, de 68 años, al frente del único seminario en el que se estudia en castellano y uno de los seis que tienen los lefebvristas en todo el mundo, es una incógnita. Como informó ayer LA NACION, se menciona a Alfonso de Galarreta, que fue profesor y director del seminario durante algunos meses y hoy es superior de la Casa Autónoma de España.

Anoche, un vocero de la fraternidad lefebvrista en el país se excusó de no tener aún el nombre del reemplazante: "Si a uno se le está quemando la casa, lo importante es ubicarse en alguna casilla. Con el tiempo, verá donde vivirá". De lo que se deduce que aquí sienten el calor del "fuego" que provocaron las afirmaciones de Williamson.

En su blog dijo que "no esta muerto"

El obispo lefebvriano, Richard Williamson, que desató una fuerte polémica por sus declaraciones negacionistas del Holocausto, afirmó en su blog personal que "no está muerto, no se está muriendo ni jubilándose", tal como sostuvieron algunas versiones que circularon en las últimas horas. Williamson, que escribió la columna desde La Reja, desmintió la noticia de una presunta enfermedad hablando de sí mismo en tercera persona: "Debo señalar que Su Excelencia no está muerto, no se está muriendo ni jubilándose". En la publicación de anteayer del blog Dinoscopus, en el que el obispo publica una columna cada semana acerca de temas religiosos y culturales, Williamson no hace directamente referencia al conflicto, a la Shoá o a las cámaras de gas. En cambio, exalta la Sinfonía N° 3 de Ludwig van Beethoven, más conocida como "La Heroica".
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Cronología

SABADO 24 DE ENERO

Marcha atrás

El Papa anuló el decreto de excomunión a Williamson y otros tres lefrevristas. En noviembre, ante la televisión sueca había puesto en duda el Holocausto.

MIERCOLES 28 DE ENERO

Fuerte protesta

El Rabinato de Israel rompió relaciones con el Vaticano. Las voces en contra se repitieron en todo el mundo.

JUEVES 29 DE ENERO

Lamentable efecto

El titular de la Fraternidad Sacerdotal San Pío X, Bernard Fellay, desautorizó a Williamson y pidió perdón por sus palabras.

VIERNES 30 DE ENERO

Consecuencias

Williamson pidió disculpas al Papa por "las innecesarias angustias y problemas" de sus dichos. No se rectificó.

MIERCOLES 4 DE FEBRERO

Ultimátum

El Vaticano exigió una retractación "pública e inequívoca" al obispo. El Papa dijo que desconocía que Williamson tuviera semejante opinión del Holocausto.

SABADO 7 DE FEBRERO

No se retractará

Williamson declaró a la prensa alemana que sólo renunciará a su tesis sobre el Holocausto cuando conozca pruebas históricas.

UM SEMINARISTA PORTUGUÊS EM LA REJA

Um seminarista português em La Reja!

Sexta-feira, 13 de Março de 2009

O autor do blog Ascendens foi para o seminário de La Reja, Argentina.

São bem conhecidas de todos as minhas enormes diferenças com o Pedro mas, neste momento de particular importância na sua vida, não posso deixar de lhe desejar (embora ele não venha a ler, não tem Internet) as maiores felicidades.

Que Deus o abençoe e a Santíssima Virgem o guarde.

E que chegue a ser um santo sacerdote! Penso que, apesar das nossas diferenças com ele, todos lhe desejamos o mesmo.

Do fundo do meu coração, desejo que tudo lhe corra pelo melhor.

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em 3/13/2009 11:23:00 PM 2 comentários:

Luiz disse...

Se for o Pedro que penso, faço minhas as palavras de Magdália!

Que N. Senhora lhe proteja!

P.S.: Não há internet em La Reja?
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Sábado, 14 Março, 2009 Magdalia disse...
Luís, Salve Maria Santíssima!

Deve haver, sim. Um grande amigo dele - que é um grande amigo meu também - é que me disse que ele no momento está incomunicável. Provavelmente está em retiro, não sei.

Que Deus Nosso Senhor o cumule de bênçãos.

(e lhe dê algum juízo rsrs) Ao Pedro, claro.

Abraço

Sábado, 14 Março, 2009


Sunday, 24 October 2010

NUEVOS INGRESOS EN LA REJA

Sábado 27 marzo 2010 6 27 /03 /2010 03:00

NUEVOS INGRESOS EN EL SEMINARIO DE LA REJA

22 NUEVOS JÓVENES
ENTRARON EN EL SEMINARIO DE LA REJA

AÑO DE ESPIRITUALIDAD (EL PRIMER AÑO)



4 argentinos
1 portugués
1 mexicano

AÑO DE HUMANIDADES


5 brasileños
4 argentinos
3 mexicanos
2 colombianos
1 chileno
1 español

HAY CINCUENTA JÓVENES ESTUDIANDO
EN EL SEMINARIO:
¡RECEMOS POR ELLOS Y POR SU PERSEVERANCIA!

http://mexicoytradicion.over-blog.org/article-nuevos-ingresos-en-el-seminario-de-la-reja-47466483.html

ORDENACIÓN SACERDOTAL COMUNIDAD MISIONERA DE JESUS



Ordenación presbiteral de nuestro Superior

E l domingo 3 de octubre, siendo las 10 hs de la mañana en la Catedral de Ciudad del Este, Monseñor Rogelio Livieres Plano, Obispo de Ciudad del Este, ordenó a 10 diáconos, entre ellos, nuestro Superior General, Jorge Miguel Martínez Florentín, durante la celebración eucarística que contó con la participación de un verdadero gentío.

La alegría desbordaba nuestros corazones, pues tendríamos al primer sacerdote de nuestra comunidad. Dios nos da el mayor regalo que podríamos pedir y esperar en este mundo.

La majestuosa Catedral estaba muy bien ornamentada, reflejando realmente la fiesta que toda la Iglesia celebraba al recibir a diez nuevos Alter Christi, otros Cristos en la tierra. La solemne Misa duró dos horas. Al terminar, fuimos todos al Colegio Gimnasio del Saber donde los nuevos sacerdotes ordenados recibían a las personas con la bendición; dicha bendición, por ser impartida por un neo-presbítero, estaba enriquecida por la Iglesia con Indulgencia plenaria. Luego compartimos con ellos unos bocados conmemorando ese día memorable.

Contentos y felices, la Comunidad Misionera de Jesús acompañaba a su nuevo Presbítero, que fue homenajeado en la noche con un festejo en un conocido club de la ciudad junto con todos los miembros, familiares y amigos de la comunidad. A la vez que celebramos este acontecimiento, creímos oportuno para hacer el encuentro de las familias que teníamos programado para este año y el festejo por el día de nuestra Santa Patrona que fue el 1 de octubre.

Durante la noche hubo varios números artísticos de parte de miembros y amigos de la comunidad quienes con mucho entusiasmo ofrecían al Padre sus talentos con cantos y poesía. Era una noche realmente agradable, ya que compartíamos con nuestros seres queridos.

Agradecemos a todas las personas que de algún modo han compartido con nosotros este día que fue más que especial, y esperamos contar siempre con ellos en sus oraciones para que podamos cumplir con fidelidad la misión que Dios nos encomendó "Iluminar a los que viven en tinieblas y en sombras de muerte".