Wednesday, 17 April 2013

MILAGRE EUCARÍSTICO DE BUENOS AIRES


O atual Papa Francisco conduziu investigação para comprovar um dos maiores milagres eucarísticos da história recente, ocorrido em Buenos Aires em 1996.

Foi o chamado Milagre Eucarístico de Buenos Aires, onde uma Hóstia Consagrada tornou-se Carne e Sangue. O Cardeal Jorge Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires, hoje Papa Francisco, ordenou que se chamasse um fotógrafo profissional para tirar fotos do acontecimento para que os fatos não se perdessem. Depois foram conduzidas pesquisas de laboratório coordenadas pelo Dr. Castanon.

Os Estudos mostraram que a matéria colhida da Hóstia era uma parte do ventrículo esquerdo, músculo do coração de uma pessoa com cerca de 30 anos, sangue tipo AB de uma pessoa que tivesse sofrido muito com a morte, tendo sido golpeado e espancado. Os cientistas que realizaram o exame e os estudos não sabiam que era material proveniente de uma Hóstia Consagrada, isso só lhes foi revelado após a análise, e foram surpreendidos porque haviam encontrado glóbulos vermelhos, glóbulos brancos pulsando durante a análise, como se o material tivesse sido colhido direto de um coração ainda vivo.

A Hóstia Consagrada tornou-se Carne e Sangue Às 19h de 18 de agosto de 1996, o Padre Alejandro Pezet celebrava a Santa Missa em uma igreja no centro comercial de Buenos Aires. Como estava já terminando a distribuição da Sagrada Comunhão, uma mulher veio até a ele e informou que tinha encontrado uma hóstia descartada em um candelabro na parte de trás da igreja. Chegando ao lugar indicado, o Padre Alejandro Pezet viu a hóstia profanada. Como ele não pudesse consumi-la, colocou-a em uma tigela com água, como manda a norma local, e colocou-a no Santuário da Capela do Santíssimo Sacramento, aguardando que dissolvesse na água.

Na segunda-feira, 26 de agosto, ao abrir o Tabernáculo, viu com espanto que a Hóstia havia se tornado uma substância sangrenta. Relatou o fato então ao Arcebispo local, Cardeal Dom Jorge Bergoglio, que determinou que a Hóstia fosse fotografada profissionalmente. As fotos foram tiradas em 6 de setembro de 1996. Mostram claramente que a Hóstia, que se tornou um pedaço de Carne sangrenta, tinha aumentado consideravelmente de tamanho.

Análises Clínicas

Durante anos, a Hóstia permaneceu no Tabernáculo e o acontecimento foi mantido em segredo estrito. Desde que a Hóstia não sofreu decomposição visível, o Cardeal Bergoglio decidiu mandar analisá-la cientificamente.

Uma amostra do Tecido foi enviado para um laboratório em Buenos Aires. O laboratório relatou ter encontrado células vermelhas e brancas do sangue e do tecido de um coração humano. O laboratório também informou que a amostra de Tecido apresentava características de material humano ainda vivo, com as células pulsantes como se estivessem em um coração.

Testes e análises clínicas: "Não há explicação científica"

Em 1999, foi solicitado ao Dr. Ricardo Castañón Gomez que realizasse alguns testes adicionais. Em 5 de outubro de 1999, na presença de representantes do Cardeal Bergoglio, o Dr. Castañón retirou amostras do tecido ensanguentado e enviou a Nova York para análises complementares. Para não prejudicar o estudo, propositalmente não foi informado à equipe de cientistas a sua verdadeira origem.

O laboratório relatou que a amostra foi recebida do tecido do músculo do coração de um ser humano ainda vivo.

Cinco anos mais tarde (2004), o Dr. Gomez contatou o Dr. Frederic Zugibe e pediu para avaliar uma amostra de teste, novamente mantendo em sigilo a origem da amostra. Dr. Zugibe, cardiologista renomado, determinou que a matéria analisada era constituída de "carne e sangue" humanos. O médico declarou o seguinte:

"O material analisado é um fragmento do músculo cardíaco que se encontra na parede do ventrículo esquerdo, músculo é responsável pela contração do coração. O ventrículo cardíaco esquerdo bombeia sangue para todas as partes do corpo. O músculo cardíaco tinha uma condição inflamatória e um grande número de células brancas do sangue, o que indica que o coração estava vivo no momento da colheita da amostra, já que as células brancas do sangue morrem fora de um organismo vivo. Além do mais, essas células brancas do sangue haviam penetrado no tecido, o que indica ainda que o coração estava sob estresse severo, como se o proprietário tivesse sido espancado."

Evidentemente, foi uma grande surpresa para o cardiologista saber a verdadeira origem do tecido. Dois cientistas australianos, o cientista Mike Willesee e o advogado Ron Tesoriero, testemunharam os testes. Ao saberem de onde a amostra tinha sido recolhida, demonstraram grande surpresa. Racional, Mike Willesee perguntou ao médico por quanto tempo as células brancas do sangue teriam permanecido vivas se tivessem vindo de um pedaço de tecido humano que permaneceu na água. "Elas deixariam de existir em questão de minutos", disse o Dr. Zugibe. O médico foi então informado que a fonte da Amostra fora inicialmente deixada em água durante um mês e, em seguida, durante três anos em um recipiente com água destilada, sendo depois retirada para análise.

Dr. Mike Willesee Zugibe declarou que não há maneira de explicar cientificamente este fato: "Como e por que uma Hóstia Consagrada pode mudar e tornar-se Carne e Sangue humanos? Permanece um mistério inexplicável para a ciência, um mistério totalmente fora da minha jurisdição". Abaixo, um vídeo com o depoimento do Dr. Castañón e imagens do Milagre.


Friday, 8 March 2013

ANDRÉ MARTINS VAI SER MONGE EM FLORENÇA


André Martins tem 20 anos e vai ingressar esta semana na vida monástica. Há quem não entenda a escolha dele. Mas ele sente-se mais livre do que a maioria dos jovens
 
André Martins faz parte de uma geração marcada pelo excesso de informação e pelo avanço tecnológico. Uma geração que não conhece a palavra “tabu” e para a qual a liberdade faz parte do quotidiano. André acredita ter mais liberdade do que qualquer outro jovem. Queria ser missionário mas descobriu que, afinal, a sua vocação é tornar-se monge num mosteiro em Florença.
 
  É impossível não nos questionarmos sobre o facto de um jovem de 20 anos optar por este estilo de vida. A vida monástica implica votos e compromissos que os monges assumem até ao final da vida. André assumirá, entre muitos votos, o de castidade e de pobreza. Deixará de possuir bens. Vai ser o mais novo monge dos oito que passarão a coabitar no mosteiro florentino, que fica no centro de um cemitério.
 
 O silêncio é uma das marcas da vida monástica. A meditação e as orações ocupam grande parte do dia, que começa às 4h30 e só termina às 22h. André acha que a nossa sociedade já não dá valor ao silêncio, estando constantemente absorvida por ruídos.
 

Uma adolescência normal
 
 O futuro monge cresceu num meio muito católico, uma paróquia de Barcelos dedicada a S. Tiago. Andou na catequese, acolitava a missa, mas foi a grande amizade com o pároco e a convivência com outros jovens padres que o fez questionar a sua vocação. Os pais não reagiram muito bem quando, aos 14 anos, quis entrar para um Instituto Missionário, mas logo o apoiaram no que se viria a tornar uma grande aventura. Estudou Teologia na Universidade Católica. Agora veio despedir-se da família antes de entrar definitivamente para o mosteiro.
 
 André garante que teve uma adolescência semelhante a todos os outros jovens da sua geração. Isto porque a educação religiosa permitiu-lhe sempre que fizesse as suas descobertas e consequentes escolhas.
 
 Com o rosto corado, André compara a realidade de hoje com a dos antigos estudantes seminaristas, que “antes entravam num seminário e não havia contacto com o exterior", e, quando saíam de lá, era um processo mais complicado, até mesmo a nível sexual”. Mas os dias de hoje são diferentes. André conseguiu sempre “experimentar tudo isso lado a lado com a educação da fé”.
 
 
Resignação de Bento XVI
 
 Numa fase em que a Igreja está na boca do mundo graças aos vários escândalos que têm vindo a ser conhecidos, em que “a fragilidade dos homens” é realçada, o jovem pensa que “a Igreja europeia está muito mais carente”, sobretudo de “evangelização”. Sente que se tornou mais urgente intervir no continente Europeu do que em “África , por exemplo, que costuma ser o ponto de referência para a vida missionária”.
 
 
André vai ser monge em Florença
 
Quando Bento XVI resignou foi inevitável “o sentimento de orfandade” mas afirma que a sua fé não está nem no Papa nem nos Bispos mas sim em Jesus Cristo. O futuro monge vê a decisão de Bento XVI como um gesto de humildade. André já tinha estado na presença de Bento XVI três vezes e acha que esta decisão também é um sinal de esperança na medida em que irá iniciar-se uma nova etapa da história. E, com ela, virá alguém com uma nova missão.

http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/6941/andre-vai-ser-monge-em-florenca

VATILEAKS


Vatileaks. O misterioso “corvo” reapareceu nos céus de Roma

Por Rosa Ramos, publicado em 8 Mar 2013 - 11:16

Voltaram os autores da fuga de documentos do Vaticano. E, antes do conclave, avisam: “Esperamos que não seja preciso voltar a falar ao mundo”

O Vaticano bem tentou transmitir a mensagem, depois de o mordomo do Papa ter sido preso, de que o caso Vatileaks estava definitivamente arrumado. Mas em vésperas de conclave e após Bento XVI ter renunciado ao trono de S. Pedro, o “Corvo” - a enigmática figura que sempre reivindicou a autoria da operação de entrega de documentos confidenciais da Santa Sé à imprensa - reapareceu ontem nos céus de Roma.

Numa entrevista anónima ao jornal italiano “La Repubblica”, o Corvo explicou por que razão decidiu revelar os documentos sigilosos, o porquê da renúncia de Bento XVI e ainda deixou um aviso: “A Igreja tem a oportunidade, com o próximo Papa, de começar do zero. Esperamos que não seja preciso que o Corvo volte a falar ao mundo.”

Marco Ansalmo, o jornalista que conduziu a entrevista, descreveu a fonte como um homem “crente, fiel à Igreja, profundamente conhecedor da máquina do Vaticano, dos seus protagonistas e entendido nas matérias financeiras” da instituição. Mas o Corvo, explica o “La Repubblica”, não é só este homem. Ou o mordomo do Papa, Paolo Gabriele. O Corvo é um grupo constituído por cerca de 20 pessoas, entre homens e mulheres, leigos e religiosos. Em comum têm estar ligados ao Vaticano e defenderem a “transparência” e a reposição dos bons costumes e da verdade na cúpula da Igreja. Seja como for, o Corvo garantiu que a operação Vatileaks está terminada. “Já não há mais verdades para transmitir ao exterior. Tudo o que importa saber está escrito no relatório secreto compilado pelos três cardeais da confiança de Bento XVI”, garantiu, referindo-se à investigação interna encomendada pelo Papa emérito à situação da Cúria aquando da detenção do mordomo. As conclusões, essas, continuam no segredo de Deus e de mais uns poucos. Além deles só o próximo Papa terá acesso ao documento, depois de eleito.

Assim, o Corvo admite que o sucesso da operação dependerá do próximo sumo pontífice. “Tudo dependerá do Papa que for eleito, da facção que o eleger e de quem for escolhido para comandar a próxima secretaria de Estado”, diz a fonte, acrescentando que haverá sempre cardeais na Cúria a trabalhar no sentido de “bloquear” o caminho rumo a uma Igreja “livre de interesses privados e de corrupção e capaz de falar novamente aos fiéis”. O conclave, segundo o Corvo, poderá permitir à Igreja regressar ao caminho do bem. “A Igreja tem a oportunidade, com o próximo Papa, de começar do zero”, avisa, acrescentando: “Nós continuaremos fiéis à Igreja e ao Papa. E continuaremos a repor a verdade, se isso for necessário. Mas esperamos que não seja preciso que o Corvo volte a falar ao mundo.”

Na mesma entrevista, a fonte garante que Bento XVI não renunciou por causa do Vatileaks. O Papa emérito, conta o Corvo, propôs-se fazer uma limpeza em várias áreas dentro do Vaticano, de maneira a promover a transparência e a verdade. Só que encontrou resistências, o que acabou por conduzir à sua demissão: “Bento XVI sentiu que não conseguia realizar aquilo que desejava.” De acordo com a fonte do “La Repubblica”, a origem de toda a destabilização na Cúria - e a origem do próprio Vatileaks - tem um nome: IOR (banco do Vaticano). O Corvo conta que os problemas de Bento XVI começaram há pouco mais de um ano, quando decidiu confiar a Carlo Maria Viganò a difícil tarefa de coordenar “uma operação de transparência no banco”. Esse trabalho chocou com “interesses instalados” no Vaticano e Viganò acabou por ser afastado da Cúria, sem que o próprio Papa o conseguisse evitar. “Foi então que pensámos dar a conhecer o que se estava a passar dentro da Igreja, desencadeando uma operação de limpeza e de transparência que pudesse fazer aquilo que Bento XVI não estava a conseguir fazer”, garante o Corvo - que continua a dizer que o objectivo do grupo foi sempre ajudar o Papa. Na operação terão estado envolvidos funcionários de várias áreas do Vaticano: de membros da secretaria de Estado a arquivistas, passando por funcionários de museus e gente ligada ao jornal oficial do Vaticano, o “L’Osservatore Romano”. O grupo trabalhou em conjunto de maneira a fazer chegar os documentos aos jornalistas, admitindo o Corvo que pode haver coisas ainda por revelar: “Há documentos que foram divulgados e que não estão no livro do jornalista Gianluigi Nuzzi.”

O que falta saber, só o próximo Papa saberá e só depois de ser eleito. Até lá, o segredo continua na mão dos três cardeais que lideraram a investigação a pedido de Bento XVI.

http://www.ionline.pt/mundo/vatileaks-misterioso-corvo-reapareceu-nos-ceus-roma

Saturday, 2 March 2013

TARCISIO BERTONE

Cardeal Bertone. O homem que vai administrar a Igreja até ao fumo branco

 

 Cardinal Tarcisio Bertone, Vatican Secretary of State, at center with red skull cap, officially takes over the vacant See as camerlengo, chamberlain, before sealing Pope Benedict XVI's apartment, after Benedict left the Vatican, Thursday, Feb. 28, 2013. Benedict XVI became the first pope in 600 years to resign Thursday, ending an eight-year pontificate shaped by struggles to move the church past sex abuse scandals and to reawaken Christianity in an indifferent world.
  
Por Rosa Ramos, publicado em 2 Mar 2013 - 15:11

O Cardeal camerlengo é acusado, no Vaticano, de andar há mais de um ano envolvido em lutas de poder para conseguir ser Papa.
 
Não vai ter de organizar o funeral do Papa, uma das funções reservadas ao cardeal camerlengo, mas terá pela frente outras tarefas de responsabilidade nas próximas semanas, como marcar as congregações ou receber o juramento de silêncio dos cardeais eleitores. Tarcisio Bertone - um dos nomes mais polémicos da Cúria romana dos últimos anos - é o homem encar- regado do governo da Igreja até que seja escolhido um novo Papa.
 
Salesiano e apaixonado por futebol, começou por ser das figuras de maior confiança de Bento XVI, mas nos últimos meses as relações entre o secretário de Estado do Vaticano e o Papa tornaram-se confusas e difíceis de compreender - até para os analistas e observadores mais atentos da Santa Sé. Tarcisio Bertone, 78 anos, trabalhou durante sete com Ratzinger, quando o alemão ainda era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Depois de ter sido consultor em vários dicastérios da Cúria, aproximou-se daquele que viria a ser o Papa seguinte: ajudou-o a publicar a terceira parte do segredo de Fátima e estudaram, em conjunto, documentos sobre escândalos de abusos sexuais. Em 2006, depois de eleito Papa, Bento XVI nomeou-o secretário de Estado (número dois do Vaticano), em substituição do cardeal Angelo Sodano. Desde então, Bertone tem somado inimigos e poder. A última promoção a que teve direito aconteceu há pouco tempo: o ano passado foi escolhido camerlengo, substituindo o cardeal espanhol Eduardo Somalo.
 
Com a responsabilidade a aumentar na Cúria, Bertone foi deixando para trás a carreira de professor e reitor da Pontifícia Universidade Salesiana. No entanto, a sua nomeação para secretário de Estado esteve longe de ser pacífica. Desde o começo, foi acusado de não ter suficiente experiência diplomática para merecer o cargo. E a verdade é que o cardeal nunca foi propriamente um diplomata. Impetuoso, pouco delicado, intrometido nos assuntos da Cúria, imprudente e amigo do poder: é assim que tem sido retratado nos últimos seis anos na imprensa italiana.
 
O ano passado, o Vatileaks arrastou o nome do número dois do Papa para as manchetes dos jornais: boa parte dos documentos confidenciais do Vaticano vazados para os jornais italianos conduziam, directa ou indirectamente, ao secretário de Estado. Vários jornais chegaram a pedir a sua demissão, classificando o seu governo de “mau”.
 
Um dos primeiros documentos que chegaram à imprensa, há pouco mais de um ano, foi uma carta do cardeal Daryo Hoyos endereçada ao Papa, que falava de uma suposta conspiração para matar o sumo pontífice e que aludia a confrontos frequentes entre Bertone e Bento XVI. Outros documentos davam a entender que Bertone, se não era um dos principais corrompidos do Vaticano, teria pelo menos fechado os olhos a diversos factos graves. Viganò foi afastado da Santa Sé, depois de ter denunciado ao Papa alegados esquemas de corrupção e muitos atribuíram a sua transferência para os Estados Unidos à influência de Bertone.
 
Num perfil traçado no El País”, o número dois de Bento XVI é um homem “obcecado pelo poder” e com um gosto especial por controlar directamente os fluxos de dinheiro da Santa Sé. E alguns dos documentos divulgados no Vatileaks revelaram que Bertone não quis perder a comissão de supervisão do Instituto Obras Religiões (IOR), o banco do Vaticano.
 
Com essa verba, garante a imprensa italiana, o cardeal quereria comprar um hospital falido em Milão. Só que o Papa e o anterior presidente do banco, Ettore Tedeschi - colocado no cargo por Bento XVI para fazer uma limpeza à instituição e com ordens expressas para que lhe reportasse directamente todos os dados - não concordaram com Bertone.
 
Os conflitos ter-se-ão começado a agudizar e Tedeschi foi expulso - acusado de divulgar documentos secretos e de “incapacidade mental para o trabalho”. A sua saída abalou profundamente o Papa, que terá chorado quando soube do afas- tamento do seu colaborador. Para muitos observadores, aliás, a nomeação do novo presidente do IOR, Ernst von Freyberg, pode muito bem ter sido a derradeira tentativa de Bento XVI de tirar a chave do cofre do banco das mãos de Tarcisio Bertone.
 
Em Dezembro, numa entrevista ao i, o jornalista italiano Gianluigi Nuzzi, autor do livro “Sua Santità”, que contém boa parte dos documentos do Vatileaks, garantiu que Bertone terá montado nos últimos anos uma verdadeira “operação de poder” no Vaticano, colocando homens-chave em todos os sectores.
 
O secretário de Estado é agora, embora temporariamente, o líder da Igreja, e vai estar entre os cardeais eleitores do conclave. Contudo, não é um dos favoritos para suceder a Bento XVI - até porque já tem 78 anos.
 
 
 

Wednesday, 27 February 2013

O ADEUS DO PAPA


Papa despede-se dos fiéis, à espera de um outsider capaz de reformar a Igreja

Retrato que emerge dos escândalos exagera a realidade, mas também a reflecte. Sem uma mudança profunda na Cúria, não haverá revolução no Vaticano.

A Praça de São Pedro já está a postos para receber a enchente que nesta quarta-feira ali acorrerá para ver Bento XVI na audiência geral que será o seu último acto público enquanto Papa. Na quinta-feira, deixará o Vaticano para trás e entregará nas mãos de outros a tarefa de transformar a Igreja que ele declarou falível e permeável ao pecado, abalada por "divisões que [lhe] deturpam a essência".

O Vaticano espera pelo menos 200 mil pessoas, o dobro das que assistiram ao Angelus, no domingo. Nas cadeiras cinzentas, dispostas em filas intermináveis, e à volta destas, vão juntar-se crentes comuns, mas também os membros do governo que acompanharam Ratzinger no exercício do seu poder sobre a Igreja, a Cúria Romana, incluindo muitos dos que dentro de alguns dias participarão na escolha do seu sucessor.

"Quando o muro de Berlim caiu, eu disse a alguns amigos que talvez viéssemos a assistir a qualquer coisa de inimaginável nas nossas vidas, que depois da queda do comunismo de Estado assistiríamos com toda a probabilidade ao fim da Igreja Católica como a conhecemos", diz o filósofo Giacomo Marramao numa conversa no seu escritório da Fundação Basso, entre o Panteão e o Senado, numa Roma de palácios que não dista muito do Vaticano.

Marramao pesa as palavras: "O último grande combate da Igreja foi a luta contra o comunismo, que João Paulo II venceu. Agora tem vários inimigos, o consumismo, os mercados, o capitalismo selvagem, mas nunca mais voltou a ter um verdadeiro adversário, uma potência com a qual travar uma luta cultural". Por isso, é chegada a hora de mudar a "função histórica" da Igreja Católica, de a fazer caminhar no sentido "da intensificação da experiência da fé", diz o filósofo. Faz falta "uma inversão da autoridade, é preciso abandonar a autoridade de Roma, das divisões corporativas e dos acordos diplomáticos, e substituí-la pela autoridade dos oprimidos".

Bento XVI, afirma Marramao, soube ler o momento actual e a sua renúncia oferece à Igreja Católica uma oportunidade única de mudança. A renúncia não basta. Para a reforma se concretizar, "é preciso um acto de coragem, um novo Papa que dê um sinal muito forte, uma figura inovadora que não pode ser apenas carismática".Uma minoria podre

 Marramao tem a certeza de que Ratzinger escolheu abandonar em vida a liderança da barca de São Pedro para abrir caminho a esta revolução. Mas não sabe se a Cúria o ouviu. Paolo Rodari, vaticanista do jornal Il Foglio (antes escreveu no La Reppublica e no Il Sole 24 Ore, entre outros), autor de vários livros sobre o Vaticano e sobre Bento XVI, também acredita que atrás da renúncia esteja "a vontade de dar um sinal muito forte a uma Igreja que não conseguiu reformar-se, principalmente a uma Cúria que não quis nem soube auxiliar o Papa na sua governação, nas mudanças que quis pôr em prática".

"A maioria dos que integram a Cúria quer o bem da Igreja, mas há uma minoria que tem outras preocupações. Alguns chegam ao Vaticano e continuam a trabalhar na defesa dos seus próprios interesses. Diria que este é um elemento fisiológico, é natural, vão existir sempre maçãs podres em qualquer governo, a Igreja não é excepção", descreve Rodari.

Se nos fixarmos em algumas das notícias publicadas no último ano, desde o início do Vatileaks, o caso de fuga de documentos que culminou na acusação do mordomo do Papa, Paolo Gabriele, condenado entretanto pelo roubo de correspondência, o retrato que emerge da Cúria romana é o de um ninho infestado nas mãos de grupos de pressão liderados por homens envolvidos em lutas de poder mesquinhas e capazes de tudo para alcançar os seus fins.

Segundo escreveu o jornal La Repubblica a semana passada, um destes grupos de pressão está unido pela sua "orientação sexual" - um lobby homossexual no interior do Vaticano que ameaçava a Igreja por se expor a ameaças de chantagem. Essa revelação, alegadamente contida no Relationem, o relatório fruto da investigação que o Papa ordenou na sequência do Vatileaks, teria sido determinante para Bento XVI abandonar a liderança dos fiéis.

Batalhas nada espirituais

 "O relatório dos três cardeais é secreto e vai permanecer assim, pelo que é muito difícil avaliar o quadro que sai destas notícias. Será um retrato romantizado, muito italiano, mas tem uma parte de verdade", diz Rodari. "Não conhecemos o relatório, mas conhecemos os documentos roubados, e esses bastam para mostrar que dentro da Cúria se consumam algumas batalhas nada espirituais. Que existem grupos antagonistas, sensibilidades diferentes, redes políticas até, lideradas por pessoas que se escondem atrás das suas funções religiosas".

Como o cardeal Tarciso Bertone, o poderoso secretário de Estado do Vaticano, e o principal alvo dos documentos trazidos a público com o Vatileaks.

Ali se lê que Bertone condenou um padre ao exílio nos Estados Unidos por este ter exposto a corrupção no Vaticano. Ali se descreve como Bertone terá tentado alargar a sua autoridade a Milão, despedindo o chefe do Instituto Toniolo (a fundação que controla a Universidade Católica da cidade, de onde saíram três dos ministros nomeados por Mario Monti) ou ordenando ao ex-chefe do Banco do Vaticano que comprasse um hospital falido, fundado por um confidente do antigo primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

O banqueiro, Ettore Gotti Tedeschi, recusou investir no hospital depois de consultar as contas (quando o principal contabilista já se tinha suicidado) e descobrir que devia 1,5 mil milhões de euros e que a sua administração era alvo de um inquérito por fraude. Tinha sido Bertone a nomear Gotti Tedeschi e terá sido o cardeal a removê-lo, numa vingança pela desobediência.

Bertone é um dos "grandes eleitores" do conclave que terá início na primeira metade de Março, quando a hierarquia da Igreja, vinda de todo o mundo católico, se encerrar na Capela Sistina até o fumo branco assinalar a eleição de um Papa.

Rodari admite que os cardeais que já estão na Cúria deverão tentar determinar a escolha do sucessor, mas defende que "não é certo que o consigam".

O vaticanista não consegue "ver um candidato com possibilidades de ser eleito entre o chamado partido romano", mas diz que para reformar a Cúria e mudar a Igreja Católica não basta que o próximo Papa não seja de Roma. "Terá de ser um outsider, que venha de longe e que tenha força física e vontade suficiente", sentencia Rodari. Porque "sem uma mudança profunda na Cúria qualquer mudança é muito difícil." A mudança que deseja Marramao, segundo o qual Bento XVI quis "enterrar para sempre o Papa monarca", líder de um governo corrupto e distante dos fiéis, ou outra mais modesta.

http://www.publico.pt/mundo/jornal/papa-despedese-dos-fieis-a-espera-de-um-outsider-capaz-de-reformar-a-igreja-26131356

Saturday, 16 February 2013

OS SEGREDOS POR TRÁS DA RENÚNCIA PAPAL


Mais do que querelas teológicas, são o dinheiro e as contas sujas do banco do Vaticano os elementos que parecem compor a trama da inédita renúncia do papa. Um ninho de corvos pedófilos, articuladores de complôs reacionários e ladrões sedentos de poder, imunes e capazes de tudo para defender sua facção.
 
Por Eduardo Febbro, de Paris. Tradução: Katarina Peixoto

 Os especialistas em assuntos do Vaticano afirmam que o Papa Bento XVI decidiu renunciar em março passado, depois de regressar de sua viagem ao México e a Cuba. Naquele momento, o papa, que encarna o que o diretor da École Pratique des Hautes Études de Paris (Sorbonne), Philippe Portier, chama “uma continuidade pesada” de seu predecessor, João Paulo II, descobriu em um informe elaborado por um grupo de cardeais os abismos nada espirituais nos quais a igreja havia caído: corrupção, finanças obscuras, guerras fratricidas pelo poder, roubo massivo de documentos secretos, luta entre facções, lavagem de dinheiro. O Vaticano era um ninho de hienas enlouquecidas, um pugilato sem limites nem moral alguma onde a cúria faminta de poder fomentava delações, traições, artimanhas e operações de inteligência para manter suas prerrogativas e privilégios a frente das instituições religiosas.

Muito longe do céu e muito perto dos pecados terrestres, sob o mandato de Bento XVI o Vaticano foi um dos Estados mais obscuros do planeta. Joseph Ratzinger teve o mérito de expor o imenso buraco negro dos padres pedófilos, mas não o de modernizar a igreja ou as práticas vaticanas. Bento XVI foi, como assinala Philippe Portier, um continuador da obra de João Paulo II: “desde 1981 seguiu o reino de seu predecessor acompanhando vários textos importantes que redigiu: a condenação das teologias da libertação dos anos 1984-1986; o Evangelium vitae de 1995 a propósito da doutrina da igreja sobre os temas da vida; o Splendor veritas, um texto fundamental redigido a quatro mãos com Wojtyla”. Esses dois textos citados pelo especialista francês são um compêndio prático da visão reacionária da igreja sobre as questões políticas, sociais e científicas do mundo moderno.

O Monsenhor Georg Gänsweins, fiel secretário pessoal do papa desde 2003, tem em sua página web um lema muito paradoxal: junto ao escudo de um dragão que simboliza a lealdade o lema diz “dar testemunho da verdade”. Mas a verdade, no Vaticano, não é uma moeda corrente. Depois do escândalo provocado pelo vazamento da correspondência secreta do papa e das obscuras finanças do Vaticano, a cúria romana agiu como faria qualquer Estado. Buscou mudar sua imagem com métodos modernos. Para isso contratou o jornalista estadunidense Greg Burke, membro da Opus Dei e ex-integrante da agência Reuters, da revista Time e da cadeia Fox. Burke tinha por missão melhorar a deteriorada imagem da igreja. “Minha ideia é trazer luz”, disse Burke ao assumir o posto. Muito tarde. Não há nada de claro na cúpula da igreja católica.

A divulgação dos documentos secretos do Vaticano orquestrada pelo mordomo do papa, Paolo Gabriele, e muitas outras mãos invisíveis, foi uma operação sabiamente montada cujos detalhes seguem sendo misteriosos: operação contra o poderoso secretário de Estado, Tarcisio Bertone, conspiração para empurrar Bento XVI à renúncia e colocar em seu lugar um italiano na tentativa de frear a luta interna em curso e a avalanche de segredos, os vatileaks fizeram afundar a tarefa de limpeza confiada a Greg Burke. Um inferno de paredes pintadas com anjos não é fácil de redesenhar.
 
Bento XVI acabou enrolado pelas contradições que ele mesmo suscitou. Estas são tais que, uma vez tornada pública sua renúncia, os tradicionalistas da Fraternidade de São Pio X, fundada pelo Monsenhor Lefebvre, saudaram a figura do Papa. Não é para menos: uma das primeiras missões que Ratzinger empreendeu consistiu em suprimir as sanções canônicas adotadas contra os partidários fascistóides e ultrarreacionários do Mosenhor Levebvre e, por conseguinte, legitimar no seio da igreja essa corrente retrógada que, de Pinochet a Videla, apoiou quase todas as ditaduras de ultradireita do mundo.

Bento XVI não foi o sumo pontífice da luz que seus retratistas se empenham em pintar, mas sim o contrário. Philippe Portier assinala a respeito que o papa “se deixou engolir pela opacidade que se instalou sob seu reinado”. E a primeira delas não é doutrinária, mas sim financeira. O Vaticano é um tenebroso gestor de dinheiro e muitas das querelas que surgiram no último ano têm a ver com as finanças, as contas maquiadas e o dinheiro dissimulado. Esta é a herança financeira deixada por João Paulo II, que, para muitos especialistas, explica a crise atual.

Em setembro de 2009, Ratzinger nomeou o banqueiro Ettore Gotti Tedeschi para o posto de presidente do Instituto para as Obras de Religião (IOR), o banco do Vaticano. Próximo à Opus Deis, representante do Banco Santander na Itália desde 1992, Gotti Tedeschi participou da preparação da encíclica social e econômica Caritas in veritate, publicada pelo papa Bento XVI em julho passado. A encíclica exige mais justiça social e propõe regras mais transparentes para o sistema financeiro mundial. Tedeschi teve como objetivo ordenar as turvas águas das finanças do Vaticano. As contas da Santa Sé são um labirinto de corrupção e lavagem de dinheiro cujas origens mais conhecidas remontam ao final dos anos 80, quando a justiça italiana emitiu uma ordem de prisão contra o arcebispo norteamericano Paul Marcinkus, o chamado “banqueiro de Deus”, presidente do IOR e máximo responsável pelos investimentos do Vaticano na época.

João Paulo II usou o argumento da soberania territorial do Vaticano para evitar a prisão e salvá-lo da cadeia. Não é de se estranhar, pois devia muito a ele. Nos anos 70, Marcinkus havia passado dinheiro “não contabilizado” do IOR para as contas do sindicato polonês Solidariedade, algo que Karol Wojtyla não esqueceu jamais. Marcinkus terminou seus dias jogando golfe em Phoenix, em meio a um gigantesco buraco negro de perdas e investimentos mafiosos, além de vários cadáveres. No dia 18 de junho de 1982 apareceu um cadáver enforcado na ponte de Blackfriars, em Londres. O corpo era de Roberto Calvi, presidente do Banco Ambrosiano. Seu aparente suicídio expôs uma imensa trama de corrupção que incluía, além do Banco Ambrosiano, a loja maçônica Propaganda 2 (mais conhecida como P-2), dirigida por Licio Gelli e o próprio IOR de Marcinkus.


Ettore Gotti Tedeschi recebeu uma missão quase impossível e só permaneceu três anos a frente do IOR. Ele foi demitido de forma fulminante em 2012 por supostas “irregularidades” em sua gestão. Tedeschi saiu do banco poucas horas depois da detenção do mordomo do Papa, justamente no momento em que o Vaticano estava sendo investigado por suposta violação das normas contra a lavagem de dinheiro. Na verdade, a expulsão de Tedeschi constitui outro episódio da guerra entre facções no Vaticano. Quando assumiu seu posto, Tedeschi começou a elaborar um informe secreto onde registrou o que foi descobrindo: contas secretas onde se escondia dinheiro sujo de “políticos, intermediários, construtores e altos funcionários do Estado”. Até Matteo Messina Dernaro, o novo chefe da Cosa Nostra, tinha seu dinheiro depositado no IOR por meio de laranjas.
 
Aí começou o infortúnio de Tedeschi. Quem conhece bem o Vaticano diz que o banqueiro amigo do papa foi vítima de um complô armado por conselheiros do banco com o respaldo do secretário de Estado, Monsenhor Bertone, um inimigo pessoal de Tedeschi e responsável pela comissão de cardeais que fiscaliza o funcionamento do banco. Sua destituição veio acompanhada pela difusão de um “documento” que o vinculava ao vazamento de documentos roubados do papa.
 
Mais do que querelas teológicas, são o dinheiro e as contas sujas do banco do Vaticano os elementos que parecem compor a trama da inédita renúncia do papa. Um ninho de corvos pedófilos, articuladores de complôs reacionários e ladrões sedentos de poder, imunes e capazes de tudo para defender sua facção. A hierarquia católica deixou uma imagem terrível de seu processo de decomposição moral. Nada muito diferente do mundo no qual vivemos: corrupção, capitalismo suicida, proteção de privilegiados, circuitos de poder que se autoalimentam, o Vaticano não é mais do que um reflexo pontual e decadente da própria decadência do sistema.


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ANDREA BOCELLI E JACK NICHOLSON CONTRA O ABORTO

 

Jack Nicholson e Andrea Bocelli unidos pela vida e contra o aborto

WASHINGTON DC, 14 Fev. 13 / 03:42 pm (ACI/EWTN Noticias).- Jack Nicholson, famoso ator de Hollywood, foi concebido quando sua mãe era ainda adolescente e, várias vezes ofereceram a ela a possibilidade de abortá-lo, mas ela decidiu tê-lo.
 
Em declarações à imprensa americana, Nicholson assegurou que não concorda com o aborto e que não poderia assumir outra postura porque seria "hipócrita", já que se sua mãe tivesse aceitado o aborto, "estaria morto, não existiria".
 
Nascido em 1936, Nicholson cresceu acreditando que sua avó era sua mãe, e considerava como sua irmã a quem na realidade era a sua mãe. O ator descobriu a verdade somente em 1974.
 
Nicholson assegurou que "sou contrário ao meu distrito eleitoral no tema do aborto, porque estou positivamente em contra. Não tenho direito a qualquer outro ponto de vista. Minha única emoção é gratidão, literalmente, por minha vida".
 
Em um vídeo difundido no YouTube, o tenor italiano Andrea Bocelli revelou a história do seu nascimento e elogiou a sua mãe por não abortá-lo depois de saber que nasceria com uma deficiência.
 
No vídeo, titulado "Andrea Bocelli conta uma ‘pequena história’ sobre o aborto", o tenor contou que sua mãe grávida foi hospitalizada por "um simples ataque de apendicite", mas os médicos, ao terminar os tratamentos, sugeriram-lhe abortar porque "o bebê nasceria com alguma deficiência".
 
"Esta valente jovem esposa decidiu não abortar, e o menino nasceu. Essa mulher era minha mãe, e eu era o menino. Talvez estivesse parcializado, mas posso dizer que a decisão foi correta", assegurou Bocelli, que padece glaucoma congênito e perdeu a vista aos 12 anos, por um golpe na cabeça jogando futebol.
 
Jim Caviezel, ator católico que interpretou Jesus no filme A Paixão de Cristo, assegurou ao Catholic Digest, em 2009 que "não amo tanto a minha carreira para dizer ‘vou ficar calado sobre isto’", referindo-se ao aborto."Estou defendendo a cada bebê que não nasceu", assinalou.
 
O músico adolescente Justin Bieber também manifestou seu rechaço ao aborto. Em uma entrevista à revista Rolling Stone, Bieber assegurou que "realmente não acredito no aborto", pois "é matar a um bebê".
 
A mãe de Justin Bieber, Pattie Malette, também se envolveu recentemente na causa pró-vida ao produzir o curta-metragem "Crescendo" contra o aborto e a favor da vida. Pattie teve uma adolescência difícil, envolvida no mundo das drogas e do álcool, aos 17 anos tentou suicidar-se, antes de converter-se ao cristianismo.
 
Com seu curta-metragem, disse, "busco alentar às jovens mulheres de todo o mundo, como eu, para que saibam que têm um lugar aonde ir, pessoas que podem cuidar delas e um lar seguro onde viver se ficarem grávidas e acharem que não há lugar aonde acudir".
 
O veterano ator católico Martin Sheen também expressou repetidamente sua oposição ao aborto. Em uma entrevista em 2011, Sheen admitiu também que sua esposa, Janet, foi concebida por um estupro, por isso, assinalou, se sua mãe a tivesse abortado ou atirado em um rio, como chegou a pensar, ele não a teria conhecido.
 

Friday, 18 January 2013

CARDINAL CAÑIZARES Y MONSEÑOR FELLAY

Cardenal Cañizares: Si Lefebvre hubiera visto la Misa bien celebrada "no hubiese dado el paso que dio"


ROMA, 17 Ene. 13 / 01:34 pm (ACI).- El Prefecto de la Congregación para el Culto Divino y la Disciplina de los Sacramentos, Cardenal Antonio Cañizares Llovera, develó que el Superior General de la Fraternidad Sacerdotal San Pío X (FSSPX), Bernard Fellay, le comentó alguna vez que si el arzobispo Marcel Lefebvre hubiera visto la Misa bien celebrada, "no hubiese dado el paso que dio".

El Cardenal hizo esta afirmación el pasado 15 de enero en respuesta a las preguntas de los periodistas luego de dar una conferencia sobre el Concilio Vaticano II en la Embajada de España ante la Santa Sede.
El Purpurado español contó el hecho a manera de anécdota: "en una ocasión vino a verme entre otros, Mons. (Bernard) Fellay, que preside a los de la Hermandad de San Pío X y me dijo, ‘venimos de una abadía que queda junto a Florencia. Si Mons. Lefebvre hubiese conocido como se celebraba allí, no hubiese dado el paso que dio’. Ese misal que se celebraba allí es el Misal de Pablo VI en su realidad más estricta".

El Misal Romano de Pablo VI es la expresión ordinaria de la Misa nacida del Concilio Vaticano II y es uno de las disposiciones que rechaza la FSSPX y que es motivo de cisma. Los Lefebvristas defienden las tradición del antiguo Misal Romano de San Pio V, también conocido como misal de Juan XXIII por haber sido revisado en 1962, (durante su pontificado).

El Cardenal Cañizares conversó luego con un grupo más reducido de periodistas, a quienes les precisó un poco más lo que dijo sobre los lefebvristas y el Misal de Pablo VI: "incluso los que siguen a la Hermandad de San Pío X, fundada por Mons. Lefebvre, cuando participan en la Eucaristía bien celebrada, dicen, ‘si esto fuese así en todas partes no habría necesidad de lo que ha ocurrido’ y que realmente nos ha producido esta separación".

El Prefecto explicó además que "el (Concilio) Vaticano II más que los cambios, nos ofrece una visión de la liturgia en continuidad con toda la Tradición de la Iglesia y la reflexión teológica que hace sobre la liturgia. Los cambios son consecuencia de esta reflexión teológica dentro de la Tradición eclesial y además también continuando con todo el movimiento litúrgico que se había iniciado en Francia con la reflexión del Padre Prosper Gueranger".

Para tratar demostrar que la liturgia no debe ser motivo de división, a mediados de 2007 el Papa Benedicto XVI publicó el Motu Proprio Summorum Pontificum por el que estableció la plena liberación para el uso del Misal de San Pío V.

Son otros muchos los pasos dados por el Santo Padre para propiciar la reconciliación con la FSSPX. El 21 de enero de 2009 levantó la excomunión que pesaba sobre los cuatro obispos ordenados por Lefebvre en 1988, entre ellos Bernard Fellay. Aunque recordó que los cuatro obispos debían dar su "pleno reconocimiento del Concilio Vaticano II", así como al Magisterio de los Papas posteriores a Pío XII para la plena comunión.

Una vez más, en 2011, el Papa dio la oportunidad a la FSSPX de terminar con el cisma con la oferta de un preámbulo doctrinal.

En 2012 el órgano de la Iglesia encargado del diálogo con la FSSPX, la Pontificia Comisión Ecclesia Dei, anunció que estos pidieron "un tiempo adicional de reflexión y estudio" sobre la aceptación de dicho preámbulo.

http://www.aciprensa.com/noticias/cardenal-canizares-si-lefebvre-hubiera-visto-la-misa-bien-celebrada-no-hubiese-dado-el-paso-que-dio-53466/

Tuesday, 15 January 2013

ESSERE BELLO NON È PECCATO

   Vanity Fair' dedica capa da edição italiana ao arcebispo Georg Gänswein

Capa da edição italiana da revista

'Vanity Fair' escreve sobre secretário do Papa que "ser belo não é pecado"


A revista 'Vanity Fair' dedica a capa da sua edição italiana, que será publicada na quarta-feira, ao secretário pessoal do Papa, o arcebispo alemão Georg Gänswein, com o título ‘Padre Georg, ser belo não é pecado’. Ontem, os cabelos compridos e os Pink Floyd, hoje a fama de sacerdote severo que recebe cartas de amor, mas também a eminência parda do Vaticano, sobretudo depois de ser promovido a arcebispo titular de Urbisaglia e novo prefeito da Casa Pontifícia", escreve a revista numa nota enviada à agência Efe, que inclui parte da reportagem.

A Vanity Fair chama ao arcebispo, de 56 anos, o "George Clooney do Vaticano" e acrescenta que este "aparecerá cada vez menos, mas terá cada vez mais poder".

"Pessoalmente vejo o meu papel ao serviço do pontífice como um cristal. Quanto mais límpido está, mais alcança o seu objetivo. Tenho que deixar entrar o sol e quanto menos se veja o cristal, melhor. Se não se vê nada, quer dizer que tudo corre bem", resumiu o secretário do Papa sobre as suas obrigações quando recebeu um prémio, frase que a revista recuperou.

Georg Gänswein nasceu em Waldshut (Alemanha), a 30 de julho de 1956. Foi ordenado sacerdote a 31 de maio de 1984. Em 1993 obteve a licenciatura em Direito Canónico pela Universidade de Munique e em 1996 foi transferido para a Congregação para a Doutrina da Fé então dirigida pelo Cardeal Joseph Ratzinger, hoje Bento XVI. Desde 2005, quando Bento XVI foi eleito Papa, Gänswein é o seu secretário pessoal. No passado dia 6 foi consagrado arcebispo pelo pontífice.

Georg Gänswein gosta de ténis e durante a juventude foi professor de esqui.

FATHER CEKADA: THE THUC BISHOPS