Sunday, 25 December 2011

LE PROFEZIE DELLA MONACA DI DRESDA


VENERDÌ 10 GIUGNO 2011

Le Profezie della Monaca di Dresda... "saranno colpiti sopratutto i viziosi, figli di Sodoma e Gomorra" chiaro riferimento agli omosessuali... continuiamo a pregare per allontanare i castighi di Dio che l'Euro Pride - Diabolic Pride va attirando su Roma, l'Italia e il Mondo!!!

Di questa religiosa si sa per certo che visse tra il 1680 e il 1706,
in un convento sulle rive dell'Elba e che era semianalfabeta, alcune
testimonianze velano di ulteriore mistero la figura di questa veggente,
che quando entrava in una dimensione di mistico colloquio parlava
correttamente con Nostro Signore, l'Aramaico, il Greco e il Latino.
Si tratta di una Mistica, che seppe
"vedere nella dimensione senza tempo, dove non ci sono i segreti di
luogo, di lingua e di persona".

Uno dei messaggi più significativi di questa veggente riguarda
le tre piaghe della purificazione, da riferirsi alla "fine dell'età
del figlio", ovvero al Duemila.

"In quel tempo si renderà necessaria una pulizia generale, perchè
l'uomo avrà fatto scempio di ogni cosa. E la pulizia richiederà
sofferenza e dolori per tutta l'umanità, perchè tre piaghe verranno
a mondare la fine di questo tempo [...]. Ci sarà una pestilenza
mortale (1), che cadrà come una pioggia e colpirà sopratutto i
corrotti nella carne, i viziosi, i figli di Sodoma e Gomorra.
E poi ci sarà il fuoco²; ma nessuno vedrà le fiamme e nessuno
vedrà il fumo. E tutto sarà trasformato in cenere e quella cenere
conterrà la morte [...].
E poi ci sarà la grande siccità e la grande fame e sulla terra
si apriranno ferite profonde e non crescerà più il grano; ma
cresceranno solamente erbe avvelenate [...].
E tutto questo avverrà in un tempo in un tempo in cui l'uomo
avrà sperperato il grano e avrà sperperato l'acqua."

(1) AIDS
(²) Guerra Atomica

Invito tutti a recitare il S. Rosario, la preghiera alla Signora di tutti i popoli, la Coroncina alla Divina Misericordia e le preghiere a S. Michele Arcangelo per allontanare gli imminenti castighi che che l'Euro Pride - Diabolic Pride sta meritando per Roma ed il Mondo!

In Nomine Jesu!

CHRISTMAS MIRACLE

Coma patient wakes up, speaks after nearly being taken off life support following crash

By Associated Press, Published: December 23

PHOENIX — It will be a special Christmas for the family of a 21-year-old University of Arizona student who was nearly taken off life support before awaking from a coma.

Sam Schmid was walking and speaking Friday at a Phoenix hospital. Dressed in a T-shirt, shorts and sneakers, he was able to use a walker and talk in brief sentences.


(The Arizona Republic, Deirder Hamil / Associated Press ) - Sam Schmid listens as Dr. Robert Spetzler, unseen, talks about Schmid’s brain injury during a news conference at Barrow Neurological Institute in Phoenix on Friday, Dec. 23, 2011. Schmid, an Arizona college student believed to be brain dead and poised to be an organ donor, miraculously recovered just hours before doctors were considering taking him off life support. Schmid was critically wounded in an Oct. 19 five-car accident in Tucson.

“Right now, I’m feeling all right ... except for the rehabilitation, I’m feeling pretty good,” Schmid said.

Doctors at Barrow Neurological Institute say Schmid has a long recovery ahead of him to regain full speech, balance and memory abilities.

Schmid was involved in an Oct. 19 car crash in Tucson that left him with a brain aneurysm, among other life-threatening injuries. Because of the complexity of his brain injury, Schmid was flown to Phoenix.

He underwent surgery performed by Dr. Robert Spetzler. With no responsive signs, staff discussed taking Schmid off life support.

“They never approached me to say would I donate his organs,” said Susan Regan, Schmid’s mother. “The people that were surrounding us were just asking about Sam, his quality of life, what would Sam want if we had to come to a difficult decision.”

Spetzler said Schmid was never officially classified as a potential organ donor. And after an MRI scan showed he wasn’t at a point of no hope of survival, Spetzler recommended keeping him alive for one more week.

Then on Oct. 24, Schmid shocked doctors by following commands to hold up two fingers.

“It may not seem like a lot to you,” Spetzler said. “It’s an incredible loop to show brain ability. That was like fireworks going off.”

Since then, Schmid has been spending his days in physical rehabilitation. Dr. Christina Kwasnica, who is overseeing Schmid’s rehabilitation, said he has gone from practicing sitting in a chair to doing rehab three hours a day. She described his recovery so far as amazing but hesitated to make any predictions of what “normal” would be for him.

“It’s so early in Sam’s injury. We have no idea where the ceiling is,” Kwasnica said.

While he will be able to spend Christmas day with family in Phoenix, Schmid will not officially be released until next week. His brother, John, based in Tucson, will relocate to Phoenix so Schmid can continue rehabilitation on an out-patient basis.

Schmid, who is a business major and was coaching basketball at a University of Arizona recreation center, is holding onto the belief that he can get back to what his life was like before the accident.

“I see myself leaving the house, going to school, work, basic things like that,” Schmid said. “I just want my life to be what it used to be.”

Copyright 2011 The Associated Press. All rights reserved. This material may not be published, broadcast, rewritten or redistributed.

Monday, 19 December 2011

BISPO DE BEJA DENUNCIA TRABALHO ESCRAVO NO ALENTEJO



Bispo de Beja, D. Vitalino Dantas, denuncia trabalho escravo nas explorações agrícolas do Alentejo

Beja: Nas explorações agrícolas do Baixo Alentejo

Bispo denuncia trabalho escravo

O bispo de Beja denunciou ontem indícios de "trabalho escravo de asiáticos" em diversas explorações do Baixo Alentejo. A maioria destes estrangeiros, de nacionalidade tailandesa, laboram em algumas das empresas agrícolas da região de Odemira, visitadas em Novembro pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

"Ainda no outro dia lá visitava uma exploração agrícola e fez grandes elogios, mas a maioria das pessoas que lá trabalham são grupos vindos da Ásia que se sujeitam àquele ritmo de trabalho sazonal quase dia e noite", referiu D. Vitalino Dantas à Renascença, a propósito do Dia Internacional do Migrante, ontem assinalado.

O bispo, que há um ano já tinha denunciado ao CM casos de "escravatura" de cidadãos moldavos e romenos na apanha da azeitona, refere que também os asiáticos vivem em condições desumanas. "Em certos sectores, especialmente na agricultura, recorrem a grandes grupos, sobretudo de países asiáticos, que vêm e ficam quase num gueto… ali fechados. Creio que haverá alguma espécie de trabalho escravo. Estão habituados lá nos seus países a um trabalho mais escravo, sem grandes direitos", disse D. Vitalino Dantas que durante as suas visitas pastorais constatou a presença de intermediários, que vivem "num nível de vida superior, à custa dos que trouxeram".

O presidente da Associação de Agricultores do Baixo Alentejo, Francisco Palma, "estranha esta denúncia" e lembra que as autoridades têm intensificado "a fiscalização". "Se há escravatura é através de intermediários, sobretudo organizada por máfias de Leste. Estamos mais preocupados com o aumento dos furtos de cobre, a maioria praticados por imigrantes. Na zona da Vidigueira há prejuízos de 300 mil euros", adiantou.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/bispo-denuncia-trabalho-escravo

Sunday, 18 December 2011

PAPA ALERTA PARA SOBRELOTAÇÃO DAS PRISÕES


Papa denunciou as prisões superlotadas de Itália e pediu ao governo para reformar um sistema que submete os detidos uma "dupla punição", obrigando-os a cumprirem pena em condições insuportáveis

Bento XVI visita cadeia em Roma

Papa alerta para sobrelotação nas prisões

O papa Bento XVI esteve neste domingo na principal prisão de Roma, onde foi confrontado com problemas de sobrelotação do estabelecimento e o drama de detidos afastados das famílias


Bento XVI passou uma hora e meia na cadeia de Rebibbia, respondendo a perguntas de meia dúzia de presos, que se declararam desesperados por serem mantidos em celas lotadas e longe da família, confessando-se, também, arrependidos da prática dos crimes por que foram condenados.

O papa denunciou as prisões superlotadas de Itália e pediu ao governo para reformar um sistema que submete os detidos uma "dupla punição", obrigando-os a cumprirem pena em condições insuportáveis.
Bento XVI disse esperar que sua visita a Rebibbia e o Natal que se aproxima funcionem como encorajamento para os presos, insistindo na chamada de atenção para as condições difíceis em que se encontram.   

Monday, 12 December 2011

TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA: A CHAVE

O DRAMA DO SEGREDO DE FÁTIMA

A hecatombe do Papado:
mistério culminante da história moderna
  Videntes do 3o Segredo de Fátima
Admirável é o modo como se manifesta a Providência que confundindo a malícia dos poderosos, faz chegar o pão da verdade aos filhos de Deus; a verdade do Magnificat e do Terceiro Segredo de Nossa Senhora de Fátima, que manifesta a perene intervenção da Misericórdia divina no mundo humano, intervenção excepcional dos nossos tempos.
O que ensinou a Igreja sobre isto? A Fé cristã se funda na intervenção de Deus na história através de Jesus Cristo, seu único Filho, concebido pelo Espírito Santo e nascido da Virgem Maria.
E através da Sua Igreja essa intervenção divina na terra continua, na medida da ajuda que necessitam os homens de boa vontade. Ela se manifesta nos Sacramentos, no Magistério dos papas e, porque não, quando surgem grandes perigos, nos eventos proféticos invocados pela Igreja.
Desde o início do livro do Genesis, é dito que será a Mulher a vencer o Inimigo de Deus e dos homens. Inimigo que, na nossa época, suscitou um leviatã com muitas cabeças mortais, das quais a mais feroz impôs a mentalidade revolucionária que é a um tempo libertária e liberticida.
Esta domina no mundo, chegando a infiltrar-se nos vértices da Igreja.
A sociedade humana precisou pois de uma ajuda extraordinária para superar essa insídia mental e moral de dimensões inauditas.
Ora, a Igreja desde sempre invocou com orações ajudas sobrenaturais: sinais de alcance histórico, que desde os primórdios do Cristianismo manifestaram-se em horas crucias para suster a Fé, ameaçada pelo espirito do mundo, que cada vez mais seduz com seu poder as almas.
E a intervenção de Maria, Auxilium Christianorum, sempre foi invocada nas horas cruciais com gratidão pelos Papas católicos.
Aqui começa a história do Evento de Nossa Senhora de Fátima.
O papa Bento XV, em plena guerra mundial, invocou publicamente a ajuda de Maria no dia 5 de maio de 1917.
A resposta veio no dia 13 de maio seguinte. Para ajudar a humanidade Nossa Senhora, na vigília da revolução bolchevista, confiou a três pastorinhos de Fátima uma mensagem que avisava dos erros espalhados pela Rússia e dos perigos crescentes para o mundo, se os homens e os povos não deixassem de ofender a Deus: depois da devastadora I Guerra mundial viria uma “guerra pior”.
Se depois desta o mundo não mudasse, viria um terceiro flagelo, mais letal que as guerras; o momento mais crucial da história.
Pode-se deduzir que esse novo flagelo seria de natureza tão tenebrosa, tão incrível nos dias em que foi anunciado, que deveria permanecer como um segredo até a hora em que sua manifestação o tornasse visível à luz da Fé. Quando? Em 1960.
Esta data merecia pois toda a atenção.
Era o momento misterioso em que a ameaça final para a Fé surgiria e, ao mesmo tempo, a causa desse perigo letal seria ocultada por uma enxurrada de enganos.
Emblematicamente o Segredo ficou desde então encerrado no Vaticano.
Não se acreditava mais na ajuda divina para as questões da terra, ou se temia uma intervenção extraordinária do Céu?
Esta dúvida faz vislumbrar um mistério, que precisa ser investigado.
Fato é que por mais de quarenta anos o Segredo ficou arquivado.
Depois ele foi finalmente aberto, mas devido ao teor vago de sua interpretação oficiosa, os mistérios em volta dele, ao invés de cessarem, se multiplicaram; dando ensejo à muitas novas dúvidas e várias publicações, que se apoiam nas contradições vaticanas quanto ao testemunho da Vidente Lúcia.
O que haverá atrás de tudo isto? Como é possível que a visão simbólica de um massacre a tiros do Papa com os seus séquito fiel, não tenha suscitado dos católicos uma consideração meditada do seu significado, mas que ao invés, prevaleça um conformismo apático diante de explicações que nada explicam?
De fato, a conclusão do Segredo foi reduzida à lembrança, segundo o então card. Ratzinger, de imagens que as pastorinhas poderiam “ter visto em livros de piedade e cujo conteúdo deriva de antigas intuições de Fé”.
Não será mais correto dizer que são os livros de piedade que derivam de visões na fé?
Além disso, o que os pastorinhos viram, o inferno e após a hecatombe do Papa com o seu séquito, não foi a mesma para todos eles?
O incrível é que visão para ajudar a Igreja no momento mais crucial da sua história, a terceira parte do Segredo que seria ‘mais clara’ em 1960, agora é apresentada como um quadro fora do tempo!
Devido a este e a outros pontos obscuros na interpretação vaticana do Segredo, grande foi a decepção dos fiéis que esperavam a revelação da verdade assombrosa que viesse sacudir o torpor das consciências, guiando os homens na direcção da Fé.
Essa verdade ainda não foi devidamente aquilatada. Ou melhor, algo ainda impede que ela seja reconhecida por todos; algo ligado, de um lado à malícia de alguns, do outro à uma reacção abúlica diante de uma visão que é claramente extraordinária, pela sua origem e conteúdo, não só religioso mas também histórico. Isto também se apresenta como um mistério no mistério.
 A censura e abertura do Segredo não será parte do seu mistério?
Finalmente, depois de quarenta anos, João Paulo II chegou à convicção que poderia levantar o sigilo do Segredo imposto por João XXIII, embora seu sentido, como sabemos, lhe era obscuro.
A razão dessa iniciativa tardia parece ligada a uma operação de imagem pessoal.
João Paulo sente que, em vista da enorme popularidade que atingiu no mundo, o risco de publicar a misteriosa mensagem poderia ser compensado pelo benefício que este traria à sua imagem de vítima dos perseguidores da Igreja.
Foi assim que a recente conferência vaticana forneceu aos meios de comunicação social uma interpretação do Segredo com as forçadas alusões a João Paulo II expostas pelo cardeal Sodano e reforçadas pela nota teológica do então cardeal Ratzinger.
Sua interpretação teria um caráter oficioso e definitivo, pois se pretende que com ela a questão do Segredo ficaria definitivamente superada. Mas depois reconheceu que não ficou.
O fato é, porém, que os aspectos obscuros dessas “explicações” são tantos que mesmo autores fieis às orientações provindas do Vaticano concluem que muito ficou por esclarecer.
Exemplo disso é o livro recente do jornalista italiano António Socci, “Il Quarto Segreto di Fátima” (Rizzoli, Milão, 2006), onde esse autor confessa que, embora tenha inicialmente aceitado que todo o Segredo havia sido publicado e explicado, a grande quantidade de fatos obscuros leva a pensar que muito ainda deve ser esclarecido. É disso que o livro passa a tratar.
A interpretação vaticana do Segredo concentrou-se justamente na pessoa que quis a sua abertura, mas sem explicar como esta serviu à sua defesa, e sem fornecer argumentos demonstrativos que a profecia do Segredo ficou exaurida. Reforçou assim a impressão que o objecto dessa operação era evidenciar uma áurea de martírio e de proteção divina sobre João Paulo II e seu pontificado revolucionário, sem responder às questões suscitadas pela visão da hecatombe papal. Esta ficaria em parte reduzida, segundo o então cardeal Ratzinger, a impressões religiosas dos pastorinhos após a visão do inferno – projeções do mundo interior de crianças, crescidas num ambiente de profunda piedade, mas ao mesmo tempo assustadas pelas tempestades que ameaçavam o seu tempo” – que, privadas de sentido no mundo actual, não mereceriam maior atenção.
A perplexidade geral diante de interpretação do Segredo
A abertura do Segredo perturbou o íntimo de muitas consciências. Isto só pode ser devido a duas razões principais: o uso pessoal de um evento religioso de alcance universal; a percepção do contraste entre a piedade tradicional e a modernidade. Isto vem acentuar o desacordo espiritual entre o conteúdo do Segredo e o decenal aggiornamento da religião com os tempos. Só um espírito anti-profético poderia querer adaptar questões religiosas discordantes, que tanto perturbam as consciências fieis.
Aliás, a tentativa de conciliar questões opostas repugna até as consciências que são sinceramente pela modernidade.
Quanto aos católicos, confiantes que uma mensagem celeste não pode ser nada menos que uma grande ajuda para os homens em geral, como é a outra parte da Mensagem de Fátima, esta interpretação suscita tanto desapontamento como suspeita. De fato é evidente que o Segredo foi aberto não pelo seu conteúdo, que resta impermeável à inteligência do Vaticano atual e do mundo intelectual em geral, mas porque parecia adaptável à uma interpretação conforme à intenção do establishment conciliar. Qual? A desvalorização de análises do Segredo, que do alto de sua competência teológica o cardeal Ratzinger, taxou de especulações.
As principais análises sobre o Segredo tratam de duas questões:
- a grave crise atual da Fé, que é um fato evidente a todos, mas que a apresentação vaticana empenhou-se a ignorar;
- a descontinuidade do Vaticano II e da sua hierarquia com a Tradição católica e com o Segredo de Fátima, que o atual Vaticano quer neutralizar.
Com isto se quis ignorar a questão que agora volta à tona: que há uma intrínseca discordância entre a fé que o evento de Fátima recorda e o espírito que suscitou o novo curso religioso do Vaticano.
Evitando essa discordância, também a interpretação dada pelas atuais autoridades vaticanas é falsa.
De nada adianta a anuência da Irmã Lúcia, que é a vidente e não a interprete do Segredo, como ela mesma reconheceu.
O ano de 1960 assinalou o início da surda mas clamorosa revolução que demoliu a Igreja católica, para erigir a outra, conciliar.
Por esta razão, quem se propõe demolir a Tradição procurou também anular ou adaptar o Segredo de Fátima, cuja autenticidade na visão da hecatombe do Papado, denuncia seus ocupantes conciliares.
Diante destas constatações, a tentativa de re-arquivar assim o Segredo fornece indicações, para “quem tem olhos para ver”, sobre o misterioso significado de tais operações.
A razão da Mensagem de Fátima só pode ser aquela que ela exprime explicitamente: a contínua intervenção da Divina Providência na vida dos homens, que só não é eficaz devido à oposição humana à verdade.
A este ponto pode-se deduzir que até o pretexto que serviu para a abertura do Segredo, isto é apresentar como continuidade o que é na verdade ruptura, responde a um desígnio divino e oferece elementos para ajudar a Igreja de Deus a desmascarar as lacerações que lhe causaram as decenais rupturas modernistas na sua doutrina e liturgia tradicionais.
Eis um motivo da luta final entre o bem e o mal neste mundo; foi o que a Irmã comunicou ao Padre Fuentes em 1957, mas teve que retratar em 1959, sob a pressão do Bispo de Coimbra instruído pelo Vaticano.
A chave de leitura para o Segredo de Fátima está na antinomia entre continuidade e ruptura; uma é a vida, a outra é a morte do Papa católico. 

Sunday, 11 December 2011

A CONVERSÃO DE JOHN WAYNE

Neto sacerdote de John Wayne revela conversão do legendário ator ao catolicismo

O neto de John Wayne, Pe. Mateo Múñoz, e uma foto dos dois juntos anos atrás
Roma, 05 Out. 11 / 03:39 pm (ACI/EWTN Noticias)
O conhecido ator John Wayne, uma das maiores estrelas de cinema em Hollywood e no mundo inteiro, abraçou o catolicismo ao final de sua vida, segundo revelou seu neto, o sacerdote Mateo Muñoz.

Em uma entrevista concedida ao grupo ACI durante sua estadia em Roma, o sacerdote detalhou o lado menos conhecido de seu avô, famoso por seus filmes e seus três prêmios Oscar.

"Quando éramos pequenos íamos à sua casa e simplesmente passávamos o momento com o avô, brincávamos e nos divertíamos. Uma imagem muito diferente da que a maioria das pessoas tinha dele", explica o Padre Muñoz.

O sacerdote, quem atualmente reside na Califórnia, recordou que a primeira esposa do ator – e sua avó - Josefina Wayne Sáez -de origem dominicana-, foi a ferramenta principal de Deus para evangelizar a estrela do cinema.

Josefina "teve uma maravilhosa influência sobre a vida de meu avô, e o introduziu no mundo católico", afirmou.

Meu avô "estava envolvido constantemente nos eventos da Igreja e na arrecadação de fundos que arrastava sempre minha avó, e depois de um tempo, notou que a visão comum e o que os Católicos são em realidade, o que conheceu com sua própria experiência, eram duas coisas muito diferentes".

John Wayne se casou com Josefina Sáez em 1933. Tiveram quatro filhos, a menor deles, Melinda, a mãe do Padre Muñoz.

John se divorciou da Josefina anos mais tarde e por sua fé católica, a jovem decidiu não voltar a casar-se até a morte de seu ex-marido, por cuja conversão rezou sempre ao Senhor.

O Padre Muñoz tinha 14 anos de idade quando seu avô morreu de câncer em 1978. Sempre recorda que Wayne teve um grande apreço pelos ensinamentos cristãos.

"Desde terna idade –meu avô- teve um bom senso do correto e do que está errado. Criou-se com muito dos princípios cristãos e uma espécie de ‘fé bíblica’ que, acredito, teve um forte impacto sobre ele", acrescentou.

Conforme explica o Padre Muñoz, na conversão de Wayne, jogou um papel chave o Arcebispo do Panamá, Dom Tomas Clavel, com quem compartilhava uma estreita amizade. Foi ele quem "seguiu animando meu avô, até que no final lhe disse ‘de acordo, estou preparado’ desejava ser batizado e converter-se em católico".

Para nós "foi maravilhoso vê-lo alcançar a fé e deixar esse testemunho à nossa família".

Wayne escrevia cartas dirigidas a Deus. "Escreveu formosas cartas de amor a Deus, eram como orações. Muito simples, mas também muito profundas ao mesmo tempo. Às vezes essa simplicidade era vista como ingenuidade mas eu acredito que havia uma profunda sabedoria em sua simplicidade", afirmou.

O Padre Muñoz recordou que depois de sua conversão, John Wayne sempre mostrou um certo grau de pesar por não ter abraçado antes o catolicismo, "foi um dos sentimentos que expressou antes de morrer".

"Meu avô era um lutador" e se vivesse "haveria muitas de coisas que o deixariam decepcionado e triste. Mas não acredito que perderia a esperança. Acredito que compreenderia este momento atual como um momento de fé. As pessoas estão em crise e estão procurando algo com mais sentido, mais real", indicou.

Wayne se preocupava muito pela falta de valores em Hollywood mas não se desanimava. "Acredito que animaria às pessoas a envolver-se, a que não se escondam em suas carapaças e não estejam à defensiva como em Hollywood. Que se envolvam e que sejam ferramentas para o bem. Ele faria isso, tal qual o fez em seu tempo", concluiu.

Friday, 2 December 2011

JUAN FERNANDEZ KROHN COMENTA LA POSICIÓN DE LA FSSPX SOBRE EL "PREAMBULO DOCTRINAL" DEL VATICANO


Lefebvrianos: no a la propuesta doctrinal de Roma

01.12.11 | 17:59. Archivado en El concilio de la discordia, Contencioso Roma-tradicionalistas

Confieso que no me lo esperaba. Cuando todo parecía indicar que se caminaba irremisiblemente hacia un compromiso doctrinal entre la Fraternidad San Pio X fundada por el difunto obispo tradicionalista disidente Marcel Lefebvre y el Vaticano, de paso previo a la obtención de un estatuto canónico idéntico o análogo a aquél del que goza el Opus Dei dentro de la iglesia, el máximo responsable de la FFSPX acaba de sorprender a propios y a extraño dando la negativa por respuesta ayer mismo en unas retumbantes declaraciones publicas. Y confieso que me sorprende, ya digo, no tanto porque para todos, en los medios y en particular en los círculos más allegados a las instancias eclesiásticas de las tendencias mas dispares ("tradis" o "progres") era algo que se daba ya por cantado; sino porque no se corresponde del todo con la imagen que de ellos, de la postura oficial (u oficiosa) de la "fraternité" me refiero, guardé yo de mi paso por ella hace ya tanto es cierto. Y sobre todo, porque la evolución del contencioso - en el sentido de la considerable radicalización anti-concilio a la que asistimos - era todo menos previsible entonces cuando yo me aparté de ellos definitivamente.

Y por más que los vientos y los tiempos cambiaran (y mucho) desde entonces era de prever ahora que una vez obtenido - con el pontífice actual Benedicto XVI - lo que en los años que yo permanecí ligado a ellos por los lazos de obediencia parecía el "leitmotif" principal del combate del obispo disidente, a saber la autorización de la celebración del viejo/misal sin cortapisas, el concilio no debía ser obstáculo mayor como no pareció serlo en el tiempo que permanecí dentro de su órbita. Y a fe mía que tengo sobrados motivos personales para afirmarlo. Porque si hay algo que me amargó la existencia en mis años de Econe fue la lucha sorda e intestina dentro de las paredes de aquel seminario tradicionalista entre los "duros" y los "blandos" - o entre los liberales y los anti-liberales como decían los segundos (entre los que yo me conté siempre) - en torno precisamente al concilio vaticano segundo y a la actitud a adoptar frente al mismo: o su aceptación o interpretación más recomendable (conforme a la doctrina tradicional) con vistas a salvar "lo esencial", a saber el misal de San Pío V; o el rechazo lisa y llanamente, no sólo de las reformas sino de los textos mismos de los que aquellas se derivarían.

Y está claro - y pongo por testigos a todos mis compañeros de entonces - que el arzobispo Lefebvre mantuvo entonces una actitud de equidistancia entre unos y otros - digamos entre la mayoría "liberal" y la minoría ultra - por motivos de buen gobierno de su comunidad sin duda, que traicionaban el sello eclesiástico (romano) de su formación y de su carrera y de su trayectoria y en los que no dejaban de reconocerse los ecos aún bien cercanos de la iglesia de Pío XII en la que se vería cimentada su brillante carrera episcopal (y mas tarde de arzobispo); tradicional (y ortodoxa) en lo doctrinal y democrática por cierto en lo político y en general en los criterios y principios del arte de bien gobernar (a la iglesia y a los pueblos). Y así, Monseñor Lefebvre como buen príncipe de la iglesia de su tiempo daría muestras de cierta tolerancia (con los extremistas) en su gobierno del seminario y de la fraternidad por él fundada - me toleró a mí por ejemplo (...) -, sin dejar de guardar al mismo tiempo, como digo, prudente distancia de aquellos en relación con lo que era entonces nuestro principal caballo de batalla, a saber el concilio vaticano segundo. Lefebvre fue nombrado obispo (el más joven de su tiempo) durante el pontificado de Pio XII; y formó parte también en el concilio, es cierto, de la llamada minoría conservadora, e incluso se revelaría durante el mismo uno de los principales animadores de la minoría (tradicionalista o integrista) dentro de la minoría, agrupada en el "Coetus Internationalis Patrum"; pero no dejaba de ser un obispo (y más tarde arzobispo) de su tiempo, y como tal exquisitamente "correcto" políticamente hablando, y lo contrario hubiera sido literalmente impensable desde luego en el mundo surgido de la segunda guerra mundial tras el 45. Y por más que como tantos católicos franceses seglares y eclesiásticos, la guerra de Argelia y su desenlace le indispusieran no poco con la instituciones republicanas y en particular con la V República (presidencialista) del general De Gaulle, no dejaba de ser hijo de un padre muerto en deportación durante la guerra en Alemania, y como tal miembro de una selectísima masonería (blanca) de "compagnons de la Libération" -unos doscientos miembros en toda Francia (...)- de la que ya noticié en estas entradas.

Y el concilio era sin duda y lo sigue siendo singularmentepara los católicos objetable doctrinalmente hablando, en los planos digamos más contingentes de la llamada doctrina (social) de la iglesia, a saber todo lo referente al ámbito de lo político y los socio-económico, en la medida sobre todo que se autodefinía concilio pastoral (y no doctrinal); y objetable en particular, la trilogía (revolucionaria) en la que se verían mayormente compendiados y formulados sus principios - la colegialidad, el ecumenismo y la libertad religiosa (rechazados ahora por el superior de la FSSPX expresamente) -, pero lo son desde presupuestos teológicos (o puramente ideológicos) irreductiblemente extraños al ideal democrático, lo que explicaría sin duda que para un obispo tan "correcto" como lo seguía siendo Lefebvre aún tras el inicio de su enfrentamiento con Roma, el concilio y sus actas - que él mismo había firmado como no dejaban de recordarle maliciosamente sus detractores- no fueran aparentemente obstáculo insuperable; y que permitiese o tolerase en cambio por via de consecuencia una disputa tan acerba en el tema - así la recuerdo yo al menos - entre sus seguidores y partidarios; y que "a contrario", las criticas y anatemas que los tradicionalistas (o "integristas) dirigían a aquél se vieran fatalmente despachadas o desestimadas en sus postulados principales por los guardianes de lo religosamente/correcto desde los prismas y baremos menos exigentes incluso, por antidemocráticos, "verbi gratia" reaccionarios, fascistas, filofascistas o totalitarios (etcétera, etcétera)

Y por eso ahora no salgo de la sorpresa, ya digo, ante los signos de inflexibilidad doctrinal - o firmeza como se le quiera calificar - de la que los responsables de la FFSPX viene a dar muestras en la materia, diciendo no, por partida doble, a las autoridades vaticanas: no al concilio y no al cebo del estatuto canónico - con toda probabilidad una prelatura (como la del Opus) -, que se les prometía en recompensa de su aceptación de del "preámbulo doctrinal" que se les tenia propuesto y que se ve ahora rechazado. ¿Y a qué se debe? , se preguntarán ahora muchos. ¿Una simple coartada - esa intransigencia anti-concilio - del rechazo a un acuerdo por sitstema, o elemento esencial por el contrario de una postura que asumen colectivamente ahora a lo que se ve y que no deja de tener (para mí) algo de novedosa? ¿Habrá acaso influido en la radicalización doctrinal de la FSSPX el reciente proceso de beatificación ("exprés") de Juan Pablo II ,o la ola de escandalos de eclesiasticos por todas partes que por más que haya amainado un poco no ceja? Como sea, la esperanza de un acuerdo con el que tantos en los medios eclesiásticos parecían ya acomodarse (frotándose las manos), parecese esfumarse de pronto, y se deja ahora para en cambio las calendas griegas. Y no sabría decir si lo siento, lo confieso.

OBISPO FELLAY RECHAZA EL "PREAMBULO DOCTRINAL" DEL VATICANO


Fellay hará una contrapropuesta para prolongar el plazo

Los Lefebvrianos rechazan la propuesta doctrinal del Vaticano

"El Preámbulo Doctrinal no puede recibir nuestra aprobación"

Redacción, 30 de noviembre de 2011 a las 10:32

¿Es necesario que quien vuelva a la Iglesia católica profese su fe en la libertad religiosa, el ecumenismo o la colegialidad?

El superior de los tradicionalistas lefebvrianos, Bernard Fellay, manifestó a través de una página web de la Fraternidad San Pío X que no aceptará el Preámbulo Doctrinal requerido por el Vaticano para su vuelta a la comunión con Roma al cabo de un cisma que dura ya cuarenta años.

Fellay comunicará en breve su rechazo del documento pero al mismo tiempo propondrá un texto alternativo para prolongar los dos años de negociaciones que han dado nueva visibilidad a los lefebvrianos. Lo cuenta Juan Vicente Boo en Abc.

El fallecido obispo tradicionalista francés Marcel Lefebvre, fundador de la Fraternidad Sacerdotal San Pío X en 1970, fue excomulgado por Juan Pablo II en 1988 por ordenar contra la indicación expresa del Papa -quien le advirtió de que estaba creando un cisma- a cuatro nuevos obispos, entre los que figuraba su actual sucesor, Bernard Fellay. Como gesto de buena voluntad, Benedicto XVI levantó en enero del 2009 la excomunión a los cuatro obispos, incluido el polémico Richard Williamson, que minimiza el Holocausto.

Poco después, en marzo, el portavoz del Vaticano recordó que el grupo «no tiene un estatuto canónico en la Iglesia y sus miembros no ejercen ningún ministerio legítimo en la Iglesia», al tiempo que la Congregación para la Doctrina de la Fe abría una nueva ronda de diálogo oficial para facilitar su vuelta a la comunión con Roma. La Fraternidad cuenta con medio millar de sacerdotes y está presente en 31 países. Cuenta también con más de dos centenares de religiosos y religiosas, y unos doscientos seminaristas.

Las negociaciones duraron casi dos años hasta que el pasado 14 de septiembre el Vaticano entregó a los tradicionalistas un Preámbulo Doctrinal cuyo asentimiento se requiere para la vuelta a la Iglesia católica bajo la modalidad relativamente flexible de una prelatura personal que encuadre legítimamente la actividad de sus obispos y sacerdotes.

«No puede ser firmado»

Los lefebvrianos estudiaron el documento en una reunión a puerta cerrada en Albano, cerca de Roma, el pasado mes de octubre, pero el clima fue de fuerte rechazo. El superior de la Fraternidad San Pío X para América del Sur, Christian Bouchacourt, informó a los sacerdotes que «el Preámbulo no puede ser firmado, aunque se le aporten modificaciones», pues incluye reconocer el Catecismo de la Doctrina Católica, el Código de Derecho Canónico y la legitimidad del ritual de la Misa establecido como forma ordinaria después del Concilio Vaticano II.

El superior general, Bernard Fellay, afirma ahora que «el Preámbulo Doctrinal no puede recibir nuestra aprobación, aunque incluya un margen para una legítima discusión sobre algunos puntos del Concilio». Fellay enviará una propuesta alternativa a Roma, de modo que «su respuesta nos permitirá evaluar las posibilidades que nos dejan».

En otras palabras, se trata de reabrir o al menos prolongar la negociación, aparentemente sobre puntos sustanciales, mientras que el Vaticano sólo está dispuesto a abordar aspectos secundarios.

Fellay insiste en que sólo se les debería pedir asentimiento al Credo y a los artículos de fe declarados como dogma, pero no a las conclusiones del Concilio Vaticano II pues «¿es que no basta con el Credo? ¿Es necesario que quien vuelva a la Iglesia católica profese su fe en la libertad religiosa, el ecumenismo o la colegialidad?».

Afirma que su postura de revisión del Concilio va ganando terreno entre los católicos e insiste en que se haga la consagración de Rusia a la Virgen de Fátima, pues no considera válida la realizada por Juan Pablo II. En los últimos meses, los lefebvrianos han criticado también el encuentro de líderes religiosos de todo el mundo en Asís, presidido por Benedicto XVI, en el que todos reafirmaron su promesa de trabajar por la paz.

Saturday, 22 October 2011

DE BICICLETA A DISTRIBUIR AS SOBRAS DOS RESTAURANTES


Re-food. De bicicleta a distribuir as sobras dos restaurantes

Por Clara Silva, publicado em 22 Out 2011 - 02:00 | Actualizado há 14 horas 21 minutos

A associação criada por um americano dá comida a 70 famílias das Avenidas Novas, em Lisboa

Hunter Halder, 60 anos, entra pela porta das traseiras do restaurante O Polícia como se estivesse numa operação clandestina. Nas mãos leva tupperwares vazios que deixa num armário de alumínio rente ao chão. Pouco tempo depois, Maria de Jesus, a cozinheira, aparece com outras caixas na mão, ainda a fumegar. “Olá mister. Ajude-me aqui que hoje há muita coisa.”

Arroz de pato, chouriço, bacon, feijão verde, batatas fritas e até uma manga arranjada empilham-se no balcão. “São coisas que sobraram do almoço. Dantes ia tudo para o lixo, era um exagero. Deitávamos coisas fora que ainda podíamos comer, mas temos de pensar no bem-estar dos outros”, diz a cozinheira. Pela porta das traseiras vão entrando outras empregadas para o turno da noite do restaurante e todas cumprimentam Hunter: “Então mister, está bom?” O americano responde num português cheio de sotaque – “Cheguei a Portugal em 1991, sem falar uma palavra. Agora sei 14”, dir-nos-ia mais tarde entre gargalhadas.

Desde 9 de Março que o consultor norte-americano recolhe as sobras de comida dos restaurantes da freguesia de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa, para entregar às famílias que precisam. “E são cada vez mais.”

A partir das 19h00 começa a recolha de bolos e salgados nas pastelarias da zona, uma delas a conhecida Versailles. Hunter pedala numa bicicleta com dois cestos, um à frente e outro atrás, tapados por um plástico amarelo. “Ele é maluco a pedalar, vai a toda a velocidade, às vezes nem olha para o sinal”, diz-nos um fotógrafo espanhol da Reuters que há duas semanas está a fazer um trabalho sobre a Re-food 4 Good. Foi esse o nome que Hunter decidiu dar à associação que “quer combater a fome urbana através das sobras de comida”.

Antes de se dedicar a 100% à Re-food, o seu “bebé de sete meses”, Hunter geria uma empresa de team building. “Inventava actividades que tinham efeitos no comportamento das pessoas. As empresas queriam sempre karts ou paintball, mas eu inventava outras coisas que as tirassem da sua zona de conforto.” Com a crise, “as empresas cortaram nessas actividades, e eu e a economia decidimos que não ia continuar neste negócio”.

Foi depois de conhecer a campanha do piloto da TAP António Costa Pereira que Hunter decidiu criar a Re-food, que esteve para se chamar Pão Nosso. “Ele chateou o governo acerca do desperdício de comida em restaurantes e conseguiu mudar o paradigma com a ASAE e com as associações de restauração.” Até 10 de Dezembro do ano passado, os restos dos restaurantes tinham, por lei, de ir para o lixo e não podiam ser aproveitados nem pelas instituições de caridade.

RECOLHER OS RESTOS “Esta sopa da pedra é para mim ou é para o projecto?”, pergunta Hunter à dona do pronto-a-comer Entre Pães. A sopa tem um aspecto delicioso e é despejada para um tupperware vazio. “Preciso de mais caixas, Hunter, quando puder traga-me.” Até às 21h30, vários restaurantes da Avenida Conde de Valbom vão entregando a comida que sobrou. No restaurante A Presidente, o dono limpa o chão com uma esfregona e não repara que Hunter está à espera no balcão, apesar do seu aspecto extravagante, com um chapéu branco e fato cinzento. “Olhe, hoje não tenho nada para si”, diz quando finalmente repara na sua presença. “Então é porque está tudo bem, bons negócios e até amanhã”, responde Hunter. Já na bicicleta, conta-nos que é cada vez mais difícil recolher comida: “Os restaurantes tentam preparar as refeições de modo a não terem sobras, mas é impossível prever isso.”

MÃOS À COMIDA Os tupperwares chegam, muitos deles já frios, a uma antiga loja de congelados, como se lê no toldo. Lá dentro, três voluntárias preparam os sacos de comida para as famílias. “Temos aqui na parede uma lista com o nome das famílias [são 20], o número de pessoas do agregado familiar [ao todo são 76 pessoas] e o número de crianças [30]”, explica Joana Pizarro Miranda, uma das voluntárias. “À frente temos algumas condicionantes, por exemplo filhos que só comem carne, diabéticos que não podem comer fritos ou pessoas que só querem comida às terças e quintas.” Joana tem 48 anos e está desempregada. Dois dias por semana, ajuda na Re-food e traz os três filhos, o mais novo o Lourenço, de 9 anos. Numa bicicleta para miúdos, Lourenço não se importa de estar a perder o jogo do Benfica. “Quer dizer, de vez em quando vou ao café espreitar o resultado. Mas ajudar as pessoas que precisam é mais importante. Vou recolher comida com o Hunter e de vez em quando ajudo aqui a pôr as sopas nos sacos.”

Francisca Oliveira, uma publicitária de 25 anos, também é voluntária duas vezes por semana, depois do trabalho. “A lista das pessoas que precisam de comida é-nos dada pela igreja, pelas farmácias ou por vizinhos do bairro que dizem, por exemplo, que se calhar aquela senhora do 5.o andar precisa. Há cada vez mais gente a pedir comida, pessoas normais, muitas delas que têm vergonha de que os vizinhos saibam e temos de deixar o saco de comida à porta de casa.”

MARIAS CLANDESTINAS São as “Marias Clandestinas”, como lhes chama Hunter. “Sim, havia uma senhora assim, tínhamos de deixar num alguidar no quintal e era lá que ela também deixava os tupperwares vazios”, diz Maria do Rosário, de 54 anos. A economista ajuda na entrega dos sacos da comida, que é feita nas traseiras da estação de Entrecampos. “Se tenho um carro grande onde cabe a comida, não me custa nada fazer algo em prol dos outros, se não for assim não vamos lá.”

FRIGORÍFICOS NA RUA Apesar de a Re--food ter cada vez mais voluntários (agora são perto de 80), tem um grande problema para resolver. “Só estamos nesta loja de congelados até ao fim do mês”, conta Joana. “Quem alugava o espaço emprestou-nos temporariamente, mas há duas semanas tivemos uma ordem de despejo e passámos uma noite com os frigoríficos na rua. Precisamos de um espaço.”
Para os voluntários, o ideal seria um espaço maior onde pudessem cozinhar. “Os últimos sacos, muitas vezes, só vão com pão e salgados e era bom que tivéssemos um sítio onde pudéssemos cozinhar uma panela de sopa ou uma massa para acompanhar os salgados.” Hunter diz que o projecto é ambicioso e que, para isso, vai precisar de centenas de voluntários. “A ideia é expandirmo-nos para outras zonas, como um franchising, e tornar Lisboa a primeira cidade do mundo com zero desperdício e zero fome urbana.”