Sunday, 14 November 2010

PADRE CRUZ


Padre Cruz nasceu há 150 anos

O Padre Francisco Rodrigues da Cruz, o mais famoso sacerdote oriundo do território daquela que é hoje a diocese de Setúbal, nasceu em Alcochete, a 29 de Julho de 1859 e morreu em Lisboa a 1 de Outubro de 1948.
Esta Vila já notável, entre outros motivos, por ter sido o berço de D. Manuel I, o Venturoso, e do Beato Manuel Rodrigues, um dos 40 mártires do Brasil, viu crescer a sua importância, por aqui ter nascido, aquele que já em vida era conhecido pelo Santo Padre Cruz, que esperamos, um dia, venerar nos altares. Em 2009, celebra-se os 150 anos do seu nascimento.

Um santo é um semeador de ideal que espalha o bem e prepara colheitas para o céu. Alcochete orgulha-se de ter sido o berço daquele que seria outro S. João Maria Vianney, o Santo Cura d'Ars, que faleceu uma semana depois de nascer o Santo Padre Cruz. Em pleno ano sacerdotal, esta coincidência parece dizer-nos que Deus não queria apagar uma luz sem nos deixar outra acesa.

Santo foi o nome que lhe puseram já aos 35 anos de idade e a fama de santidade foi sempre em aumento, até ao seu falecimento. Bispos, sacerdotes, pessoas de todas as categorias sociais o tinham por santo e como tal o veneravam. E esta fama cresceu a tal ponto que, depois da morte, o seu jazigo, no cemitério de Benfica, é visitado diariamente, por muitos fiéis, que lá vão cumprir promessas, pedir e agradecer graças, alcançadas de Deus, por sua intercessão.

Ordenado a 3 de Julho de 1882, desempenhou funções de director no Colégio dos órfãos e director espiritual no Seminário de S. Vicente de Fora. Praticou heroicamente o que inculcava aos sacerdotes: «Confessar enquanto se apresentarem pecados, pregar enquanto houver ouvintes, e rezar até já não se poder mais».

A sua figura inconfundível foi para o povo português católico, naquele tempo, uma âncora salvadora: levemente corcovado, um sorriso de inocência sempre no seu rosto fatigado, um ar de recolhimento habitual, perdido em Deus, na intimidade divina que o atraía a desprender-se dos bens terrenos, para os dar generosamente aos mais necessitados que encontrava.

Mesmo nos tempos mais revoltosos e intolerantes, o Padre Cruz trajava sempre batina e roupão eclesiástico, e na cabeça, um largo chapéu, já gasto pelo uso. Assim o conheceu Portugal, assim se recordam dele, hoje, muitos que o conheceram. A presença do Padre Cruz em missões e tríduos pelas aldeias e vilas do país; o encontro do Padre Cruz nos comboios, nas ruas de Lisboa, nas Igrejas, nas cadeias, nos hospitais, sempre aliviando penas, confortando misérias, dando coragem aos timoratos e oferecendo certezas duma renovação cristã aos desalentados, era um «espectáculo» a que Portugal se habituara.

O Padre Cruz foi o Apóstolo que Deus deu a Portugal naqueles tempos agitados. Apóstolo da Caridade lhe chamaram, e a placa da Avenida do Padre Cruz em Lisboa, a todos o lembra. Todo o apóstolo compreende a sensibilidade dos homens do seu tempo. Enquanto viveu, este sacerdote compreendeu os seus contemporâneos, e esta compreensão deu-lhe um acesso relativamente fácil aos corações sedentos de verdade, de ideal, de transcendência.

O seu programa de apostolado traçou-o, em 1925, numa carta escrita ao Cardeal Patriarca de Lisboa, na altura, D. António Mendes Belo: "Há muitos anos que eu me sinto atraído, talvez por especial vocação da misericórdia de Deus Nosso Senhor, para ajudar espiritualmente os presos da cadeia, os doentes dos hospitais, os pobrezinhos e abandonados, a tantos pecadores e almas desamparadas que Nosso Senhor me envia ou põe no meu caminho. Tenho também grande consolação em ajudar os Párocos nos exercícios de piedade e mais encargos do seu ministério, indo por toda a parte levar, na medida das minhas forças, os socorros da religião a muitas pessoas a quem não é fácil chegarem por outra via. Ora tudo isto tenho sido, isto queria continuar a ser, por me parecer que é mais de honra de Deus".

Em 1940 cumpriu um desejo antigo e fez-se jesuíta aos 80 anos. Apesar da idade, a sua velhice não é ainda a "ruína" doutros anciãos. No seu corpo decrépito arde a chama imortal da vida divina. É já uma "sombra velhinha": mas a essa sombra descansam novos, mais fatigados e envelhecidos de alma do que ele.

Faleceu no primeiro dia de Outubro de 1948. A notícia foi divulgada pela Emissora Nacional, no noticiário das 13 horas. Quando os jornais da tarde saíram, já meia Lisboa e meio Portugal sabiam que tinha morrido o Pe. Cruz.

Três anos depois, em 1951, o processo de beatificação iniciou-se em Lisboa e entregue à Santa Sé em 1965. Com a Igreja a viver um Ano sacerdotal, será que o nosso país receberá a notícia de mais um beato?


A CONGREGAÇÃO DOS PADRES DOS SAGRADOS CORAÇÕES EM PORTUGAL

Leia aqui...

CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO PADRE GREGÓRIO VERDONK SSJJ

Há pessoas que são luzeiros, na vida dos homens. Foi assim o Senhor Padre Gregório Verdonk. Celebra-se agora o centenário do seu nascimento, e os seus confrades e amigos querem lembrá-lo, num gesto de gratidão, pelo testemunho que deixou.

Nasceu, na Holanda, a 10 de Fevereiro de 1904, e veio para Portugal, em Janeiro de 1938. Viveu no Seminário dos Olivais e, depois, na Penha de França, em Lisboa, onde veio a morrer, aureolado pelo perfume da santidade, a 10 de Janeiro de 1980. Como membro da Congregação dos Sagrados Corações, pertenceu à primeira equipa de missionários, da mesma Congregação, que pregaram, de 1958 a 1965, no Patriarcado, as Missões Paroquiais. Essas Missões, faziam parte do plano do levantamento espiritual que D. Manuel Gonçalves Cerejeira quis fazer na sua Diocese, muito destruída pela Revolução de 1910. De cinco em cinco anos, os missionários voltavam às mesmas paróquias e faziam Baptismos, Casamentos e preparavam para a 1.ª Comunhão e para o Crisma muitos jovens e adultos. Nos apontamentos do Senhor Padre Gregório, foram registados, a seu cargo, mais de 10 000 Baptismo, 1 000 Casamentos regularizados, milhares de Crismas e uma lista enfinda de Confissões. De facto, onde ele estava, eram muito grandes as filas, junto do Confissionário. As pessoas levantavam-se, libertas e felizes, porque ele próprio lhes tinhas relatado os pecados! As crianças e os jovens encontraram nele um grande amigo. Com um sorriso iluminado, cativava todos os que dele se abeiravam. Em Moscavide, fundou e dirigiu o Grupo de Escuteiros. Eram célebres os acampamentos, na zona do Oeste, onde ele tinha muitos amigos. Os mantimentos nunca faltavam. Junto das lagoas ou das praias, onde eles tomavam banho, via-se o Senhor Padre Gregório fardado e, na mão direita o Terço e, na esquerda, uma corda. Nas algibeiras fundas do seu hábito de religioso, havia sempre esmolas para todos os que a ele recorriam. Conta-se que, na Holanda, chegara uma tarde a casa, sem sapatos. É que tinha encontrado um homem que necessitava deles.

É esse seu coração que o fez criar uma Obra para crianças pobres que tem o seu nome: OBRA DO PADRE GREGÓRIO. Vive da generosidade dos seus amigos, cujo número aumenta sempre. Os seus confrades e amigos, reúnem-se, na Igreja da Penha de França, no dia 10 de Fevereiro, às 19h00, numa Eucaristia comemorativa do Centenário do seu nascimento. Os Benfeitores da OBRA DO PADRE GREGÓRIO, vão concentrar-se em Sintra, em Chão de Meninos, no sábado, dia 14, numa celebração, seguida de lanche, às 15h30.

As datas que assinalam a vida do Padre Gregório são: 10-02-1904: Nascimento na Holanda 25-09-1925: Profissão Religiosa 25-07-1930: Ordenação Sacerdotal 30-01-1939: Chegada a Portugal 21-03-1962: Naturalização em Portugal 10-01-1980: Falecimento em Lisboa Quando lembramos os santos, contemplamos os heróis da virtude e os irmãos da caminhada, por onde Deus nos chama. Servem-nos de apoio, são um exemplo e um farol. O Padre Gregório tornou-se sempre muito próximo daqueles que o procuravam e é alguém, com quem podemos contar, quando buscamos Deus e desejamos amar os irmãos.


A OBRA DO PADRE GREGÓRIO VERDONK

Lar de Crianças e Jovens Obra do Padre Gregório

A Obra Padre Gregório é uma I.P.S.S., com os seus Estatutos publicados no Diário da República nº 241-III Série, de 20 de Outubro de 1981, que nasceu fruto do coração generoso e afável do Revdmo. Senhor Padre Gregório Verdonk, Missionário Holandês da Congregação dos Sagrados Corações. Condoído com as situações extremas de abandono e miséria moral e material, com que era quase diariamente confrontado, sentiu-se impelido a recolher e proteger as crianças vítimas principais e mais indefesas de todas as tragédias familiares e sociais. Assim começou a sua Obra, particularmente vocacionada para as crianças e jovens do sexo feminino.

Actualmente acolhe 29 crianças e jovens que vivem em regime de internato, em Chão de Meninos – Sintra, com idades compreendidas entre os 3 e os 18 anos, num ambiente o mais familiar possível.



PADRE GREGÓRIO VERDONK



O Padre Gregório nasceu em 10 de Janeiro de 1904 (é curioso, pois ele comemorava o seu aniversário natalício em 10 de Fevereiro) e faleceu em 10 de Janeiro de 1980

O Padre Gregório era holandês e chegou a Portugal aí por volta de 1939, pouco após o início da 2ª guerra mundial. Chegado a Portugal como disse, juntamente com outros padres da sua Ordem - a Congregação dos Sagrados Corações , ou “Padres Brancos”, como lhe chamavam por ser essa a cor das suas vestes, instalou-se no Seminário dos Olivais, onde por essa altura, quase todos os professores eram estrangeiros.

Mas o Padre Gregório não veio como professor. Ele era uma espécie de missionário que ia pelas terras sem pároco pregando e espalhando a fé que professava - o que fazia com grande empenho e óptimos resultados. Ao que me consta o seu anterior trabalho de missionário teria sido na Alemanha com as crianças judias, mas acabara por ser expulso pelo regime nazi. Era uma pessoa extremamente bondosa e com clara vocação para lidar com rapazes - motivo porque fundou um grupo de escuteiros ao qual se dedicava com grande entusiasmo nos intervalos das suas pregações. Aliás, as pregações só começaram mais tarde, depois de aprender a língua portuguesa.

Aqui fica a minha a minha mais sentida homenagem ao grande homem
que para mim era um anjo na terra e de quem sou devota, e que tive a graça de conhecer
que para mim é neste momento um guia espiritual de grande valor
enfim um SANTO.


Publicada por Princesa em Quarta-feira, Maio 07, 2008 7 comentários:
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Anónimo disse...
GOSTAVA DE SABER DE MAIS PESSOAS QUE CONTACTARAM COM O BONDOSO PADRE GREGORIO E QUE POSSAM ENRIQUECER A HISTORIA DESTE HOMEM QUE TODOS MERECEM CONHECER. FALE-ME DELE, CONTE-ME EPISÓDIOS CURIOSOS. O MEU OBJECTIVO É FAZER UM LIVRO SOBRE ESTE VERDADEIRO SANTO.

CONTACTE-ME PARA papi67@live.com.pt
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4 de Maio de 2009 23:50

Princesa disse...
Amigo anónimo
Tenho realmente factos a contar sobre este grande e bondoso homem
mas não consigo entrar no endereço que me deixou
me deixe outro endereço e terei o prazer e a honra de relatar o que sei deste grande homem eu privei com ele por algumas vezes
não sei muito mas o que sei junto com outras pessoas pode dar muito
um abraço
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5 de Maio de 2009 00:01

rauluis14 disse...
CONHECI MUITO BEM O PADRE GREGORIO
FUI ESCUTEIRO NO GRUPO 146 EM MOSCAVIDE, GRUPO QUE ELE ERA O CHEFE E FUNDADOR.
POSSUIO ALGUMAS CARTAS QUE ELE ME ESCREVEU E QUE GUARDO RELIGIOSAMENTE.
PODE CONTACTAR
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11 de Junho de 2009 00:51

Anónimo disse...
Boa tarde. Através de uma amiga visitei um padre que ela me disse ser o seguidor do Padre Gregório Verdonk que recebe as pessoas pessoalmente na capela da NªSra Fátima das Galinheiras, Lumiar. Gostaria de saber se alguém já foi visitar este padre e gostaria de saber mais acerca da vida e obra do Padre Gregório. O meu e-mail é anasofia_lopes@netcabo.pt. Obrigada e bem hajam
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30 de Julho de 2009 15:15

Anónimo disse...
Sou amiga de uma aluna do Sr. Padre Gregório que foi aluna dele no colégio de S. José no Ramalhão e, que privou com o Sr. Padre muitos anos, frequentava sua casa como familia. Ela neste momento e eu que conheço as obras dele apelo a uma corrente de oração e força porque esta minha amiga tem o seu filho muito doente no hospital dos Capuchos, e vamos todos rezar por ele (António Pedro Cadete Melancia) que também foi baptizado por ele, para que ele melhor. Uma mãe desesperada com toda a minha força apelo mais uma vez que todas as pessoas que conheceram este Sr. e que conhecem as obras dele que façamos mentalmente uma grande corrente de oração pelas rápidas melhoras do António Pedro, sim porque para mim o padre gregório era um santo, que jamais será esquecido no tempo. Muito obrigada.

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17 de Setembro de 2010 23:14

Anónimo disse...
Há bocado apelei a todas as pessoas para que conheceram o padre grgório e as suas obras que fizesse-mos uma corrente de oração pelas melhoras do António Pedro que se encontra hospitalizado no hospital dos Capuchos, é filho de uma amiga minha que foi aluna dele no colégio de s. josé no ramalhão e que está desesperada, privou com ele muitos anos e era amigo da familia. Tambem baptizou o António Pedro, vamos todos rezar pelas suas melhoras e nunca poderemos esquecer este homem que foi um santo e jamais poderá ser esquecido.
Por favor atendam o meu apelo e desta humilde mãe. O meu muito obrigado.Agradecia que me contactassem o meu e-mail é laurinda.ami@gmail.com. Bem hajam
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18 de Setembro de 2010 00:00

Anónimo disse...
Eu não conheci o padre Gregório , mas vivi muitos anos na instituição em que ele mandou construir a instituição é em Sintra em frente à casa do preto que se chama Obra Padre Gregório

1 de Novembro de 2010 11:13

Friday, 12 November 2010

REMEMBERING KING MICHAEL I OF PORTUGAL


GOSTO SEMPRE DE RELEMBRAR POR QUEM ERA O POVO...

«Dom Miguel era um homem de ideais católicos e tradicionalistas, os quais defendia com frontalidade. Era pouco popular entre a burguesia, mais aberta à influência do ideário liberal, mas gozava de grande popularidade entre o povo, que, caído na miséria após as guerras contra Espanha e França, via num rei forte a figura de um salvador. A isto acresce que era a Igreja quem muitas vezes matava a fome do elevadíssimo número de mendigos e deserdados de mais de 30 anos de guerras, pelo que a inimizade dos liberais face a esta instituição terá levado a que o povo se colocasse ainda mais do lado miguelista. Dom Miguel era também um admirador do chanceler Metternich da Áustria, embora afirmasse não ser adepto de uma Monarquia Absoluta mas apenas pretender libertar Portugal das influências estrangeiras, principalmente das ideias da Maçonaria, que considerava nefastas.»

Fonte: Incúria da Loja


Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010


Publicada por Maria Menezes em 00:05


http://realfamiliaportuguesa.blogspot.com/2010/11/gosto-sempre-de-relembrar-por-quem-era.html

Thursday, 11 November 2010

KROHN Y LA "MALDICIÓN DE FÁTIMA"


Curioso cómo se ha ido borrando de los medios el segundo atentado a JuanPablo II,mientras se insiste en el primero.De ese modo, el nombre de Juan Fernandez Krohn se ha ido borrando hasta ser sólo 'a deranged priest', ni siquiera spanish...Aunque no haya relacion directa entre los dos atentados,sí la hay indirecta y el asunto es lo suficientemente importante para ser tratado,cosa que Iker y sus invitados
no hicieron,,,

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Dziwisz’s behind-the-scenes observations about the two assassination attempts, almost exactly a year apart (1981 and 1982), are informative. He notes that the first attack, in St. Peter’s Square, left the pope badly in need of a blood transfusion. The first transfusion did not take, as his body rejected the blood. A second attempt succeeded with blood from the doctors themselves: “That’s how the doctors saved the pope,” Dziwisz explains, “They donated their own blood.” Because the attempt on his life occurred on the anniversary of the first appearance of our Lady of Fatima in Portugal in 1917, the pope credited his survival to her intervention. A year later, on a pilgrimage to Fatima, where he delivered the bullet that nearly killed him, there was a second attempt on his life, this time by a deranged priest. Dziwisz reveals that the knife attack actually wounded the pontiff — information not made public until recently.

Juan María Fernández y Krohn (born in Spain in 1948) is a former Roman Catholic priest and former Belgian lawyer who tried to physically attack Pope John Paul II in 1982. He was ordained a priest in the Society of Saint Pius X seminary in Ecône, Switzerland in 1978. He was retroactively terminated from membership in the Society after his assassination attempt on the Pope and because he openly proclaimed that Archbishop Marcel Lefebvre's opposition to Pope John Paul II was too weak.

On May 12, 1982, he tried to stab Pope John Paul II with a bayonet in Fatima, Portugal. It's unclear whether he wounded the Pope or not. During his trial, he claimed that he was opposed to the reforms of Vatican II and that he believed Pope John Paul II had been in league with the Soviet Union and even was a secret Communist agent trying to corrupt the Vatican. He received a six-year sentence though he served only three years and then was expelled from Portugal, after which he moved to Belgium. By then, he had already completely given up the Roman Catholic priesthood.

In Belgium he became a controversial lawyer. During the beginning of his career as a lawyer, he was accused of slapping judge and Cassation president Erik Carre in the face with his flat of his hand. Fernández y Krohn was also accused of spreading "anti-semitic propaganda" in the councillors' room of the Brussels Palace of Justice.

In 1996, he was charged with setting fire to a centre of the Herri Batasuna, the political branch of the terrorist Basque separatist group ETA. He was subsequently acquitted.

He was arrested again in July 2000 after climbing over a security barricade at the Royal Palace of Brussels, and throwing accusations of murder at the approaching Spanish King Juan Carlos. He accused him of killing his brother Alfonso in 1956 in order to become King of Spain. He received a four-month probational sentence and a fine.

After 2000, he has lived in Belgium and Spain, and is reported to be an expert in art and literature of the Spanish post-Civil War period (1939-1990)

MAGNICIDIO | HABLA EL EX SACERDOTE CULPABLE

«No llegué a herir al Papa»

«Los agentes de Juan Pablo II me derribaron antes», declara en exclusiva a «Crónica» el ex sacerdote Fernández Krohn, localizado en Bruselas. El secretario del Papa fallecido dice que este español llegó a clavarle un cuchillo en Fátima, en 1982.

JOSÉ MANUEL VIDAL

Creía haber pagado lo suficiente con los tres años y medio que pasó en una cárcel portuguesa. Pero a Juan Fernández Krohn le persigue su pasado de «cura que atentó contra el Papa Wojtyla en Fátima». Hasta ahora se creía que sin llegar a herirlo. Pero ahora, el que fuera su secretario durante más de 39 años, Stanislaw Dziwisz, revela que Juan Pablo II recibió una cuchillada que le hizo sangre. «Un montaje prefabricado, un infundio», se indigna el hoy ex sacerdote. Pero le apunta el dedo acusador de un cardenal. Y le persigue la «maldición de Fátima».

El 12 de mayo de 1982 Juan Pablo II visitaba Fátima para depositar, en la corona de la Virgen, la bala que le había disparado un año antes, en la Plaza de San Pedro, el turco Ali Agca. Como ofrenda por haberle salvado la vida. Y allí mismo, la Virgen volvió a salvarlo. El cura español Juan Fernández Krohn se abalanzó sobre él con un puñal. «Puedo revelar ahora que fue herido. Cuando lo llevamos de vuelta a su habitación, había sangre», asegura Dziwisz, cardenal de Cracovia.

Fernández Krohn, el acusado, lo desmiente categóricamente en declaraciones exclusivas a Crónica. «Estas pretendidas revelaciones del antiguo secretario de Juan Pablo II me suenan a un montaje prefabricado con objetivos bien precisos. No herí al Papa».

Lo argumenta así: «Los agentes encargados de la protección papal me derribaron. Justo a los pies del Papa, me sujetaron y me obligaron a seguir en su presencia, cara a cara. Mostraba adustez y dureza en el rostro, pero ni el menor síntoma de estar herido».

De aquel Juan vestido de sotana ya poco queda. Hoy, vive en Bruselas. O, mejor dicho, malvive. «Mi situación es muy precaria. Vivo en una estrechez casi total desde hace 22 años. Sin futuro y con las puertas cerradas. Tengo muchas carreras, pero de poco me han servido. Y eso que hice de todo. Desde contable a abogado, pasando por obrero agrícola o mecánico de bicicletas». No tiene trabajo y lleva dos años dedicado a hacer una tesis doctoral. Vive en una residencia universitaria para estudiantes, en la que no le cobran nada, pero mantiene la esperanza de salir adelante. «Espero que, con la tesis terminada y con el título de doctor, pueda encontrar un puesto de profesor en Bélgica o en España».

Su único consuelo es su hijo Niels Manuel. Tiene 18 años y, hasta ahora, ha vivido con su madre, que es belga flamenca. «Ya se ha independizado, está terminando el bachillerato y tiene la doble nacionalidad. Es un fenómeno y mi único sostén en medio de tantos sufrimientos».

Un vía crucis que comenzó hace más de cinco lustros, cuando la Justicia portuguesa le condenó a tres años y medio por intento de magnicidio. «Esa fue también la idea que me quedó hasta hoy, procurándome un gran alivio: que mi acto de protesta, de resonancia mundial, se saldase de forma incruenta».

Las crónicas de entonces contaban así el suceso: «Millones de personas han podido ver cómo la policía portuguesa sujetaba a un joven, vestido con sotana, que se resistía, mientras el Papa, vuelto hacia atrás, dirigiendo su mirada al lugar del tumulto y en silencio, daba su bendición. Se le oyó gritar: «Muera el comunismo y el Concilio Vaticano II»».

¿Qué es lo que busca, entonces, el cardenal Dziwisz, desvelando el misterio de Fátima 25 años después? Fernández Krohn responde: «Aparte de las intrigas vaticanas que se me escapan, el objetivo es desviar la atención de la opinión pública sobre la connivencia y el colaboracionismo con la policía comunista de altos jerarcas de Polonia y de la propia Curia romana durante los años del pontificado de Juan Pablo II».

EL ATAQUE A WOJTYLA

Fernández Krohn nació el 24 de junio de 1949 en el seno de una familia bien y profundamente católica del madrileño barrio de Argüelles. Tanto que su padre nunca le perdonó el atentado contra el Papa. «Nunca llegué a reconciliarme con mi difunto padre. Lo lloré mucho». Muy aficionado al deporte, fundamentalmente al atletismo, a los 17 años inicia la carrera de Económicas en la Universidad Complutense de Madrid. De carácter apasionado y afable, hace gala de un gran sentido del humor. Alto y de tez morena, se lleva a las chicas de calle.

Lo ordenó sacerdote el arzobispo Marcel Lefébvre en 1978. Su primera misa, celebrada en el hotel Meliá Castilla de Madrid, fue todo un acontecimiento social en la época. Con más de mil personas invitadas. Entre ellas, la hija de Franco. «La misa fue de rito tridentino, que estaba rigurosamente prohibido en España. Por eso, al día siguiente, en la Hoja del Lunes, el cardenal Tarancón, de triste memoria, sacó una nota de lo más virulenta», recuerda.

La llegada al solio pontificio de Juan Pablo II el 16 de octubre de 1978 hizo escorar todavía más a la Hermandad de Lefébvre. A su juicio, el Papa Wojtyla «era el candidato de la izquierda eclesial, para ganarse a la derecha». Decidió quitarlo de en medio o, al menos, darle otro susto (Alí Agca ya le había disparado al corazón). Enfundado en su sotana y con sus conexiones no le fue difícil acceder al altar del Papa. «Cuando llegó, estaba en primera fila y me abalancé sobre él, pero me sujetaron antes de que pudiera rozarlo».

—¿Por qué quiso matar al Papa?
—Fue un sacrificio por la salvación de la Iglesia, de España y de mis convicciones de católico español o de nacionalcatólico.
—¿Fue un acto de enajenación mental?
—No estoy loco.
—¿Se arrepiente?
—No me arrepiento de nada.
—¿Volvería a hacerlo?
—No, he evolucionado.
—¿Se siente pecador?
—Pecador sí, pero criminal nunca. Ni delincuente tampoco.
—¿Qué piensa de Ali Agca?
—Es anticristiano y antioccidental y ve al Papa como jefe de los cruzados. A pesar de ello, Juan Pablo II le perdonó. Algo que, en cambio, nunca hizo conmigo.

Detenido por los guardaespaldas del Papa, fue juzgado en Portugal. «En el juicio — aunque mi abogado y todo el mundo me aconsejaban que adujese enfermedad psiquiátrica— yo mantuve una estrategia suicida: asumí todo y me condené a mí mismo». Seis años y medio de cárcel por intento de asesinato y siete meses más por desacato. En la cárcel, abandonó el sacerdocio.

Tras cumplir la pena, «anduve deambulando por diversos países europeos y, al ver que no tenía salida alguna en la vida civil en España, me vine a Bélgica. Aquí, tuve una segunda juventud». Se casó por lo civil con una periodista portuguesa que había cubierto su caso.

La «maldición de Fátima» le persigue y en su recorrido vital florecen los problemas. En 1999, es acusado de intentar incendiar la sede de Herri Batasuna en Bruselas. Y en el año 2000, «con motivo de la visita del Rey a Bélgica protagonicé un acto de protesta, al que dio amplia cobertura la prensa española y, en especial EL MUNDO. Grité: «Rey Borbón, yo no maté al Papa, tú, en cambio, mataste a tu hermano».

La policía belga lo detuvo. «Me encerraron en la jaula de los locos furiosos. Con un comedero como el que tienen los animales en las cuadras en España. Denigrante».

Tras salir del psiquiátrico, Fernández Krohn le promete a su hijo que no volverá a meterse en líos. Y se dedica a buscar trabajo, sin encontrar demasiadas salidas. Eso sí, recibe «presiones y ofertas para que se convierta al protestantismo y al Islam. «No llegaron a ofrecerme dinero, pero sí solucionar mi vida y la de mi familia para siempre». La oferta del Islam le llegó a través del famoso escritor converso Roger Garaudy. No aceptó. «Soy de una familia cuyas raíces católicas se pierden en la noche de los tiempos. Tuve incluso mártires durante la guerra».

Cuando las aguas de su vida parecían calmarse, se encuentra de nuevo en el ojo del huracán. Porque en Roma, un cardenal ha resucitado su «maldición de Fátima». Una maldición «que me persigue, que pesa como una losa que está a punto de aplastarme de nuevo».
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Monday, 8 November 2010

EL SEGRETO QUE GUIA EL PAPA - AURA MIGUEL

Lea aqui...

KROHN INCREPÓ FELIPE GONZALEZ



El frustrado agresor de Juan Pablo II increpó también a Felipe González

EFE, - Málaga - 14/05/1982

"El individuo que insultó e intentó agredir al Papa en Fátima es el mismo que hace tres meses, el 20 de febrero pasado, en el aeropuerto parisiense de Orly, me insultó e intentó agredirme delante de unas dos mil personas", declaró ayer el secretario general del Partido Socialista Obrero Español, (PSOE), Felipe González, durante una rueda de Prensa celebrada en Málaga.El dirigente socialista agregó que en aquel momento no le había dado demasiada importancia al incidente porque había creído que se trataba de un perturbado mental inofensivo "pero", continuó, "quizá debía haber avisado a la policía y el incidente con el Papa no se hubiera registrado".

"Cuando esta mañana", prosíguió Felipe González, leí lo que había sucedido en Fátima me acordé de lo que me había ocurrido a mí y pedí fotos de este individuo. Al verlas lo identifiqué cómo la misma persona que me había gritado "abajo el comunismo" y "viva Polonia", durante unos diez minutos en el aeropuerto de Orly el pasado 20 de febrero".


KROHN ACUSA EL PAPA



El sacerdote integrista español acusó al Papa de ser responsable de la actual situación de Polonia

NICOLE GUARDIOLA, - Lisboa - 14/05/1982

Juan Fernández Krohn, sacerdote español de 32 años de edad, que fue detenido por la policía portuguesa cuando intentaba abalanzarse sobre el Papa, Juan Pablo II, en Fátima armado con una bayoneta, hizo responsable al Pontífice de la actual situación que vive Polonia.

Así lo declaró a la policía judicial portuguesa que le interrogó durante tres horas tras su detención. Fernandez Krohn resposabilizó también al Papa de la represión que sufren los católicos en Polonia y los militantes del movimiento Solidaridad.El sacerdote español, que comparecerá hoy ante el juez de instrucción, fue acusado oficialmente ayer por la policía portuguesa de intento de homicidio. La policía considera que el detenido goza de plena salud mental, en contra de la opinión del cardenal Agostino Casaroli, quien a través de Radio Vaticano, opinó que se trataba de un fanático "trastocado y tal vez un paciente de perturbaciones mentales".

El incidente se produjo cuando, después de rezar el rosario en la capilla de las Apariciones del santuario, Juan Pablo II comenzó a subir, rodeado de todo el episcopado portugués, la escalera del altar mayor, preparado al aire libre, donde ayer celebró una misa.

Millones de personas han podido ver, en sus pantallas de televisión, cómo la policía sujetaba a un individuo joven, vestido con una sotana, que se resistía violentamente, mientras el Papa, vuelto hacia atrás, dirigiendo su mirada al lugar del tumulto y en silencio, daba su bendición. Al sacerdote se le oyó gritar: "Muera el comunismo" y "Muera el Concilio Vaticano II. El Papa, después de dirigirle unas últimas palabras, se retiró a sus aposentos, en el recinto del santuario.

Más tarde, la policía, además de revelar el nombre completo y la nacionalidad del agresor, indicó que se le había incautado, en un maletín, una bayoneta de fusil Mauser, de la primera guerra mundial, con una lámina de cerca de cuarenta centímetros.

El sacerdote Fernandez Krohn ha pertenecido a la corriente tradicionalista del arzobispo Lefebvre que considera que las medidas liberalizadoras del Concilio Vaticano II han sembrado la confusión en la Iglesia y abierto la puerta a la crisis de los valores fundamentales del cristianismo.

Responsables del seminario internacional de Econe (Suiza), que dirige el arzobispo tradicionalista, rechazaron "terminantemente" el comportamiento del sacerdote Fernandez Krohri, qué calificaron de "insensato", en una declaración a nuestro corresponsal en Ginebra, Alejandro Fush.

Los máximos responsables del seminario, después de una hora y media de conferencia, declararon que Fernandez Krohn fue ordenado por monseñor Lefevbre, pero subrayaron que desde hace dos años no pertenece a su fraternidad. Sin embargo, la agencia France Press informa que desde hace un año, Juan Fernandez Krohn compartía el priorato de la fraternidad sacerdotal de San Pio X de Rouen, en y la comunidad de Suresnes, en la región parisina, tras una estancia en Latinoamérica, concretamente en Brasil y Argentina.


KROHN: UN INTEGRISTA INSATIFECHO


PERFIL

Un integrista insatisfecho

SOL ALAMEDA 14/05/1982

En 1976, Juan Fernández Krohn, trístemente célebre desde ayer, tenía veintiséis años. Su vocación religioso-integrista, aún reciente, le había conducido hasta Econe, Suiza. Allí, monseñor Lefébvre preparaba sacerdotes al margen de los criterios vaticanos. A Fernández Krohn le fascinó, segun declaró en una entrevista concebida para el programa Informe semanal de Televisión, la dulzura del obispo dlsidente. "Es un hombre humilde, lleno de amor hacia los demás, en contra de lo que dice el progresismo sobre su persona".El entonces seminarista residía en el número 15 de la calle de San Bernardo, de Madrid. Al equipo de Televisión, lo recibió en una habitación oscura, aterciopelada, muy a tono su espíritu. Fernández Krohn y dos de sus compañeros -aunque él era el Unico español- se sentaron enfilados, modosos, con las rodillas y los pies bien apretados. Krohn, algo cejijunto, moreno, alto, de mirada fanática o devota, según se mire, ocupaba el centro

Cuando decidió hacerse sacerdote, anduvo buscando el seminario más apropiado: "Visité muchos monasterios y seminarios españoles. Ninguno me convenció. Luego, por casualidad, tuve oportunidad de conocer Econe y a monseñor Lefébvre. Me sedujo aquella espiritualidad, esa búsqueda de la antigua y verdadera Iglesia". Sorprendía en San Bernardo, 15, el piso que Lefébvre había alquilado para reunir a sus seguidores, la exquisita vestimenta de aquellos seminaristas. Sotanas de un negro perfecto ala de cuervo; corte de sastre de primera clase; puños inmaculados asomando por las bocamangas. "Esta es la señorita de Televisión. Siéntese, por favor, señorita. ¿Qué es lo que desea saber exactamente, señorita?". De tal modo consiguieron trasladarnos a los años cincuenta que, al salir del edificio, todo el equipo tenía la impresión de haber permanecido durante un rato en el túnel del tiempo.


THE PLAGUE OF PORNOGRAPHY

PORTUGAL: 1OO YEARS OF DARKNESS

On this date in 1910 the young King Manoel II (whose father and older brother had been murdered by republicans just two and half years earlier) was forced to flee Portugal after warships shelled the royal palace, with a republic proclaimed the following day. This was the first of the horrid twentieth century's evil anti-monarchist revolutions, a sign of the horrors to come. Predictably the current republican Portuguese government seems to think this anniversary is something to celebrate, but we whose taproot in Eden has not been cut (to quote C S Lewis) know better. October 1910 was the beginning of the end for the Old Order, the true European Civilisation which outside of France had seemed relatively stable for nearly a century, foreshadowing the way that all over Europe and the world nation after nation would succumb to the idiocy of abolitionist republicanism, callously and stupidly throwing their royal heritage in the gutter, only to find consistently that kings would be replaced by regimes worse than the worst king could have ever been.

Unfortunately Portuguese monarchists since then have faced all kinds of obstacles, not least of which was the allegedly "right-wing" regime (1932-68) of the traitor Salazar, whose positive reputation among some Catholics not unsympathetic to monarchy baffles me. Like other "right-wing" dictators, Salazar was happy to take advantage of monarchists when it suited him but was never one of us and (unlike Franco in Spain) never delivered. Today the would-be king Dom Duarte, recognised by all but a tiny quarrelsome minority of monarchists, is popular, but that does not seem to translate into momentum for serious efforts at restoration, arguably prohibited by the current constitution. Nevertheless, heroic groups such as PDR (Portugal, Democracia & Rei) and the Royal Association of Lisbon have not given up, and keep the flame alive as seen in this video.

The Portuguese Republic is a bloodstained abomination that has no right to exist; it is an ugly repudiation of all authentic Culture and Tradition; it is a negation of all that is good and holy and true. I condemn it with all my heart and all my soul and all my mind, and call on all true Portuguese Patriots to join together in demanding the restoration of the Duke of Braganza to his rightful Throne. Why would anyone put up with some boring president when they could have such a beautiful Royal Family? Long live HM King Duarte III!

Posted by Theodore Harvey at 5:02 PM

Monday, October 4, 2010


Friday, 5 November 2010

LA FAMILLE ROYALE FRANÇAISE








LE CONFLIT ENTRE L'ABBÉ LAGUÉRIE ET LA FSSPX

L’affaire de M. l’abbé Philippe Laguérie à Bordeaux

4-08-2009

I. Les faits reprochés

par M. l’abbé Alain Lorans


Le 22 juillet, M. l’abbé Philippe Laguérie diffuse auprès de 35 prêtres de la Fraternité Saint-Pie X un texte très critique sur le Directeur et quelques professeurs du séminaire d’Ecône. La simple lecture de ce document – très mal rédigé – fait sérieusement douter que M. l’abbé Philippe Laguérie en soit l’auteur.

Le document, les tracts et communiqués qui ont suivi, donnent des statistiques erronées avec l’intention de dénoncer une évolution catastrophique du séminaire d’Ecône. Ainsi il est indiqué 62 renvois en 7 ans, alors qu’il y a eu en tout et pour tout 49 départs en 8 ans, la plupart ayant été volontaires (retours à la vie civile), les autres non volontaires. De même, il est déclaré que les ordinations sont en chute libre : pas une seule ordination au séminaire en Allemagne pour l’année prochaine et les suivantes, alors qu’il y en aura 6 en juin 2005, ce qui représente la deuxième ordination en importance numérique depuis la création du séminaire de Zaitzkofen. Les années qui suivent sont par ailleurs normalement fournies. En outre, on ne peut dire qu’il y a eu de nombreux départs de ce séminaire, puisqu’ils se sont limités à 3 cette année écoulée. A Ecône, il y aura 5 ordinations pour l’année 2004-2005 et non pas une ou trois comme mentionné dans les différents tracts et communiqués. Une autre accusation majore de 5 le nombre des départs du séminaire de Winona cette année. – De façon générale, la Fraternité ordonne en moyenne entre 15 et 30 prêtres chaque année dans ses quatre séminaires (Suisse, Allemagne, Etats-Unis, Argentine), cette année ils seront 17.

Par ailleurs, le document comporte des jugements lapidaires sur des séminaristes devenus prêtres aujourd’hui, nommément cités. Ces jugements indiquent que tel ou tel a pu être accusé de paresse ou de mauvaise tenue. Ainsi un prêtre professeur dans une des écoles de la Fraternité a pu apprendre qu’il lui avait été reproché d’être immature… Ces accusations invérifiées et diffusées à 35 exemplaires par M. l’abbé Philippe Laguérie sont parvenues non seulement aux intéressés mais à d’autres prêtres, à des séminaristes et à des fidèles… Tel est le destin des lettres circulaires paradoxalement confidentielles.

Si M. l’abbé Philippe Laguérie avait suivi les conseils qui lui furent expressément donnés à la mi-juillet, il aurait emprunté la voie hiérarchique, alertant le Supérieur de district, le Supérieur Général, voire les quatre évêques de la Fraternité Saint-Pie X par une note interne sur la situation d’Ecône qu’il jugeait grave, – comme c’est son droit le plus strict. Mais M. l’abbé Philippe Laguérie a préféré exercer une pression sur le Supérieur Général contre le Directeur d’Ecône, ce qu’il a d’ailleurs reconnu. Aucune société ne peut admettre qu’un de ses membres instrumentalise ainsi le Supérieur pour obtenir la démission d’un autre membre.

Le 24 juillet, devant cette faute grave, le Supérieur de district a demandé à M. l’abbé Philippe Laguérie de téléphoner au Supérieur Général et de présenter ses excuses. Loin de s’excuser, M. l’abbé Philippe Laguérie a justifié son action. Fin juillet, il a donc été convoqué par le Supérieur Général. Déclarant qu’il ne pouvait se rendre en Suisse sous 48 heures, M. l’abbé Laguérie s’est vu proposer une date à sa convenance pour la semaine suivante, il a répondu qu’il attendrait l’occasion d’un passage du Supérieur Général en France. Face à ces manœuvres dilatoires, le Supérieur Général a dû se résoudre à l’informer par lettre du 29 juillet de la sanction qu’il lui infligeait : une mutation comme prieur au Mexique.

II. Les ouvertures faites à M. l’abbé Philippe Laguérie par les Supérieurs de la Fraternité

par M. l’abbé Régis de Cacqueray, Supérieur du district de France

M. l’abbé Alain Lorans vous a fourni la relation des événements qui ont déterminé notre Supérieur Général, Mgr Fellay, en accord avec son Conseil Général, à prendre la décision de muter M. l’abbé Philippe Laguérie au Mexique.

Mon témoignage est celui du supérieur hiérarchique de M. l’abbé Philippe Laguérie, dépendant directement de Mgr Fellay et ayant donc vécu la crise de ces dernières semaines en relation constante avec l’un et avec l’autre.

Mon rôle a consisté non seulement à transmettre les messages de l’un à l’autre, mais aussi à faciliter leurs rapports et surtout à échafauder des propositions pour trouver une conciliation. Celle-ci n’a pas abouti. Il est juste cependant de faire connaître l’existence de ces transactions pour permettre d’évaluer l’importance des efforts entrepris afin d’éviter la rupture.

Je prends connaissance du document sur Ecône le 22 juillet où je descends à Bordeaux pour une journée pleine de travail avec M. l’abbé Philippe Laguérie. En dépit de quelques dossiers sensibles, cette journée se passe particulièrement bien. Avant mon départ, M. l’abbé Laguérie me remet un feuillet sur le séminaire qu’il me dit avoir envoyé à quelques anciens « d’une façon confidentielle ».

Dès le lendemain, je reçois des appels téléphoniques de prêtres du district – et pas que des anciens – qui me disent avoir reçu ce document. Saisi d’un doute, et après avoir constaté moi-même le caractère gravement diffamatoire du document, je téléphone à M. l’abbé Philippe Laguérie le 24 et l’engage, après avoir essayé de lui démontrer la lourde faute qu’il vient de commettre, à s’en ouvrir directement à Mgr Fellay et à lui présenter ses excuses. Mgr Fellay, à cette date, n’a toujours pas reçu le rapport de M. l’abbé Philippe Laguérie. Celui-ci lui téléphone bien, mais, loin de présenter ses excuses, justifie ce qu’il a fait.

M. l’abbé Lorans vous a tout à l’heure expliqué la légèreté avec laquelle M. l’abbé Laguérie n’a pas répondu à la convocation qu’il recevait de Mgr Fellay. Mes premières démarches vont consister à ménager ce premier entretien entre Mgr Fellay et M. l’abbé Laguérie qui se tiendra finalement à Sierre (en Valais), le 13 août.

Le rendez-vous de Sierre

Mgr Fellay confirme à M. l’abbé Philippe Laguérie, qu’en dépit de sa faute grave, il le maintient comme prieur, lui signale que sa mutation peut avoir lieu autre part qu’au Mexique et le laisse libre de lui faire des propositions hors d’Europe. Le départ de Bordeaux, en revanche, n’est pas négociable.

M. l’abbé Laguérie se déclare de son côté disposé à présenter des excuses publiques pour le procédé « discutable » dont il a usé, mais il ne les présente pas effectivement et se retire mécontent de l’entretien parce que son départ de Bordeaux a été confirmé.

Le deuxième rendez-vous manqué du Pointet

Ce deuxième rendez-vous que j’ai essayé de ménager n’aura finalement pas lieu. Mgr Fellay et M. l’abbé Laguérie en avaient tous deux accepté le principe.

M. l’abbé Laguérie avait posé comme conditions :
1) que plusieurs anciens désignés par lui soient présents. Ce que Mgr Fellay avait accepté.
2) que la question du séminaire et du départ des séminaristes soit réexaminée. Ce que Mgr Fellay accepta aussi.
3) mais M. l’abbé Laguérie entendait donner à ce conseil d’anciens – ou à une instance créée au sein de la Fraternité – un pouvoir supérieur à celui du Supérieur Général, qui aurait pu revenir sur sa décision de mutation-sanction. Une telle commission n’existant pas dans les statuts de la Fraternité Saint-Pie X, et ne pouvant d’ailleurs exister, Mgr Fellay ne pouvait l’accepter. Le deuxième rendez-vous échoua pour ce motif.

Mon engagement propre dans la soirée du 21 août

Je me rends à Bordeaux de nouveau. Lors d’une longue discussion avec M. l’abbé Philippe Laguérie, j’accepte de faire valoir à Mgr Fellay une nouvelle concession. Je m’engage à titre personnel, afin de conjurer le drame, que soit rediscutée sa mutation de Bordeaux. Je ne puis aller plus loin dans les concessions…

Je le dis à M. l’abbé Philippe Laguérie et lui demande de comprendre qu’il est impossible à Mgr Fellay, même s’il le voulait, de constituer pour la circonstance cette commission qui ne peut exister au sein d’une société religieuse selon le Droit de l’Eglise, et donc de bien vouloir y renoncer dans son cas. Hélas, M. l’abbé Laguérie refuse. Ce refus m’oblige à lire le communiqué de la mutation de M. l’abbé Laguérie lors de la messe à Saint-Eloi le lendemain.

L’ultime négociation des 1er et 2 septembre

M. l’abbé Philippe Laguérie nous a fait part de l’envoi d’un recours à l’évêché de Fribourg. Nous nous mettons pratiquement d’accord au téléphone sur une formule du type : « La Fraternité Saint-Pie-X prend acte du recours de M. l’abbé Philippe Laguérie. Elle suspend la nomination du nouveau prieur et se contente de nommer un administrateur provisoire. M. l’abbé Laguérie s’engage de son côté à se retirer provisoirement ». Il est 11 heures.

Je lui demande de bien vouloir m’envoyer dans la demi-heure confirmation écrite de son acceptation de cette formule ou d’une autre avoisinante. A 18 heures, je n’ai toujours rien reçu. J’appelle M. l’abbé Philippe Laguérie qui me dit avoir du mal à trouver finalement une phrase qui convienne. Je lui demande de me donner une heure butoir. « Demain (2 septembre) à 12 heures », me répond-il.

A 12 heures le lendemain, aucune nouvelle. A16 heures, je reçois un fax où M. l’abbé Laguérie m’écrit : « Même si je le souhaite profondément, une négociation partielle ne peut rien donner dans l’heure » et il remet sine die cette négociation, la faisant dépendre de la recevabilité de son recours.

Je le rappelle dans la soirée pour lui dire qu’il m’est impossible de reporter encore et je l’exhorte à appeler Mgr Fellay dans la soirée. Il me dit qu’il va le faire, mais il ne le fera pas.

Le 3 septembre, Mgr Fellay lui envoie une mise en demeure de quitter le prieuré dans les 24 heures en signe de soumission, mais il ne s’exécutera pas. M. l’abbé Laguérie me téléphone cependant dans la matinée du 3, mais pour modifier tellement la formule du 1er septembre et la liste de ses exigences que je lui déclare à l’avance l’impossibilité d’un accord aussi tardif sur des bases toutes nouvelles. Je téléphone néanmoins à Mgr Fellay qui présente malgré tout une ultime contre-proposition précisant les conditions de la mise en demeure de quitter Bordeaux. Mgr Fellay reconnaît qu’il y a des points intéressants dans la proposition de M. l’abbé Laguérie. L’unique condition sur laquelle il ne revient pas est le départ de Bordeaux. Tout le reste est négociable (ce qui incluait même une nomination en France). J’en fais aussitôt part à M. l’abbé Laguérie qui ne me donne aucune réponse.

En communiquant mon témoignage personnel, je n’ai pas fait état de toutes les autres interventions, celles de Mgr Williamson et de Mgr Tissier de Mallerais en particulier, et de beaucoup d’anciens qui à la demande de Mgr Fellay, ou de leur mouvement propre, ont tenté une démarche auprès de M. l’abbé Philippe Laguérie.

Si j’ai passé moi-même trois semaines à m’occuper entièrement de ce dossier, beaucoup d’autres se sont engagés à mes côtés pour faire revenir M. l’abbé Laguérie de son obstination. En vain… Comme l’a écrit son avocat de la Rote, Me Maurizio Incerpi : « D’un point de vue personnel, je veux dire que, si la Fraternité Saint-Pie X avait reconnaissance ecclésiastique, il serait très difficile pour le clerc Philippe Laguérie d’avoir raison dans ce cas, parce qu’il connaît très exactement, je crois, qu’il faut obéir à ses propres Supérieurs, même quand les décisions des Supérieurs ne semblent pas justes » (lettre de Me Maurizio Incerpi à Me Jérôme Turot du 4 septembre 2004).

III. Réponses à des rumeurs sur la Fraternité Saint-Pie X

par M. l’abbé Grégoire Celier

Voici quelques éléments de réponse sans prétention aux objections sur la situation actuelle de la Fraternité Saint-Pie X, – ces objections sont rédigées à partir du tract distribué par les partisans de M. l’abbé Laguérie, le dimanche 5 septembre 2004 à Saint-Nicolas du Chardonnet, sans d’ailleurs qu’il soit certain que M. l’abbé Laguérie ait donné son accord à ce tract.

1) Vous ne pouvez tout de même pas nier qu’il existe des problèmes graves au séminaire d’Écône !

Tout d’abord, redisons que les statistiques du rapport diffusé par M. l’abbé Laguérie (sans parler des tracts et communiqués subséquents) sont lourdement inexactes, tandis que les motifs rapportés pour les départs des séminaristes sont, dans la plupart des cas, fantaisistes. Or, comme ces statistiques et ces motifs sont donnés comme les preuves du problème du séminaire d’Ecône on peut prévoir que les conclusions auxquelles M. l’abbé Laguérie veut amener ses lecteurs, seront tout autant erronées.

Tous, nous sommes évidemment très attentifs aux vocations, c’est une question qui comme prêtres nous tient vivement à cœur. Nous souhaitons tous qu’il y ait beaucoup de vocations et beaucoup de nouveaux prêtres.

Le premier concerné et le plus attentif est évidemment le Supérieur Général, Mgr Fellay, dont le rôle premier, déterminé par les Constitutions de la Fraternité, consiste à veiller sur les séminaires «comme à la prunelle de ses yeux ».

Et de fait, le Supérieur Général, a consacré sa dernière visite canonique, au cours du premier trimestre de cette année, à recevoir seul à seul chaque séminariste et à l’interroger tout particulièrement sur ce point : le séminariste estime-t-il qu’il existe une bonne ambiance au séminaire ? Si non, quels problèmes le séminariste détecte-t-il ?

De plus, le Supérieur Général a mené une enquête indépendante sur plusieurs cas de départ, il a reçu les recourants, reprenant le dossier, interrogeant les protagonistes mais également des personnes étrangères au séminaire (par exemple, le prieur du lieu d’origine du séminariste, le directeur du séminaire de Flavigny), afin de vérifier que ce départ n’était ni injuste ni injustifié.

Il ne faut pas oublier non plus que le séminaire a pour objet d’éprouver et de vérifier la réalité d’une vocation, ce qui signifie que des départs sont forcément à prévoir (lorsque les responsables du séminaire constatent la non idonéité du candidat ou quand le séminariste découvre qu’en fait il n’a pas la vocation). Et de fait, la majorité des départs incriminés sont tout simplement des départs spontanés de ce type.

Ceci ne signifie pas que le séminaire d’Écône ne souffre d’aucun défaut. Il y a toujours quelque chose à améliorer, comme par exemple une meilleure communication. Mais la polémique lancée fait passer à côté du vrai problème : celui du recrutement et de la persévérance des séminaristes. A ce sujet, on peut envisager diverses explications, par exemple :
- Il peut s’agir d’un effet de cycle, contre lequel il n’y aurait alors pas grand-chose à faire.
- Il peut s’agir de problèmes dus à l’évolution de la jeunesse, problèmes nouveaux auxquels les professeurs ne sont pas forcément et d’emblée en mesure de répondre intellectuellement, pédagogiquement, etc.
- Il peut s’agir d’une certaine inadéquation du corps professoral dans son ensemble (par exemple, des prêtres à dominante intellectuelle, ayant peu d’expérience pastorale, prêtres auxquels un séminariste moins intellectuel et plus tourné vers la pastorale aurait du mal à s’identifier).
- Il peut s’agir d’une inadéquation de certaines coutumes du séminaire, excellentes dans les années 70 mais qui ne correspondraient plus à la psychologie des jeunes d’aujourd’hui.
- Enfin et surtout, il peut s’agir chez certains séminaristes de faiblesses (de caractère, intellectuelles, etc.) qui sont le fruit direct de l’éducation moderne et de l’ambiance actuelle de la société.

Si effectivement des problèmes existent, il convient de les analyser et d’y porter remède au plus tôt.
Cependant, porter remède à des difficultés de cette sorte est beaucoup plus difficile qu’on ne l’imagine, car il faut veiller à ne pas tout déséquilibrer et à faire finalement plus de mal que de bien.

On peut, évidemment, estimer que le Supérieur Général ne réagit pas assez rapidement, pas assez drastiquement face aux difficultés, qu’il ne choisit pas les bonnes solutions, etc. Mais il faut rappeler d’abord que le Supérieur Général ne règle pas de tels problèmes sans s’entourer des meilleurs conseillers ; ensuite que c’est lui qui possède le maximum d’informations sur la question, notamment par sa visite canonique annuelle où il reçoit personnellement chaque séminariste ; enfin que c’est lui qui est en charge directe et première de cette part importante de notre apostolat, et que c’est lui qui en conséquence bénéficie des grâces d’état nécessaires.

2) Le fond de cette affaire, c’est l’église Saint-Éloi. En fait, les Supérieurs ont été furieux de l’obtention de cette église par M. l’abbé Laguérie. D’ailleurs, le Supérieur de district, M. l’abbé de Cacqueray, a fait une visite clandestine à Mgr Ricard, pendant laquelle Mgr Ricard a demandé la tête de M. l’abbé Laguérie en échange de sa neutralité pour Saint-Éloi.

On peut affirmer tout d’abord, sans aucune restriction, que tout le monde, du dernier des fidèles au Supérieur Général, en passant par M. l’abbé de Cacqueray, s’est réjoui de l’obtention de l’église Saint-Eloi et de la convention signée entre la Ville de Bordeaux et l’association Eglise Saint-Eloi, permettant à la Fraternité Saint-Pie X d’y célébrer le culte. En témoigne, entre autres, le mot de félicitations adressé par Mgr Fellay le 2 février 2002 à M. l’abbé Laguérie.

Ultérieurement, une procédure a opposé la Ville de Bordeaux, Mgr Ricard et l’association Eglise Saint-Eloi, procédure portant sur l’absence de désaffectation de cette église. Dès cette époque, des divergences d’analyse sont apparues entre M. l’abbé Laguérie et ses Supérieurs sur cette situation. Le Supérieur de district et le Supérieur Général estimaient qu’il existait certaines faiblesses juridiques dans le dossier de l’association Eglise Saint-Eloi, ce qui s’est vérifié puisque les deux procès ont été perdus et que la convention a été annulée par la Mairie.

Ces divergences d’analyse n’ont aucunement remis en cause l’unité de vue du supérieur et du prieur sur le bien qu’apporte la desserte de cette église aux fidèles de Bordeaux.

Concernant la visite à Mgr Ricard, outre que M. l’abbé Laguérie a lui-même rendu visite à cet évêque, il faut rappeler que nos constitutions postulent que les rapports avec les autorités civiles et religieuses sont du ressort direct du Supérieur de district. Souvent, il délègue pour cela le prieur local, mais il peut très bien estimer plus judicieux de prendre lui-même ce contact, et il n’est pas tenu d’en informer le prieur local (même s’il le fait dans la plupart des cas). En l’occurrence, le Supérieur de district avait averti M. l’abbé Laguérie de longs mois à l’avance de son projet de rendre visite à Mgr Ricard, et à l’issue de cette visite il a informé M. l’abbé Laguérie de ce qui concernait l’église Saint-Éloi et Bordeaux.

Il est évidemment normal que le Supérieur de district rencontre le Président de la Conférence épiscopale, et l’ordre du jour d’une telle rencontre ne concernait pas seulement l’église Saint-Éloi, mais bien d’autres questions qui intéressent simultanément la Fraternité et les évêques de France.

Il serait malvenu de soupçonner des négociations secrètes inexistantes entre le Supérieur de district et Mgr Ricard, alors que M. l’abbé Laguérie a dissimulé à ses supérieurs son rôle de président de l’association Eglise-Saint-Eloi, décidé le 15 septembre 2003, déclaré en Préfecture le 4 juin 2004 et dont le Supérieur de district n’a été informé que le 25 août dernier – et pas par M. l’abbé Laguérie. Où se trouvent donc la dissimulation et le secret ? Il faut rajouter que l’évolution du dossier juridique impliquait directement le bien du District dans son ensemble. C’est pourquoi le Supérieur du district à fait savoir à M l’abbé Laguérie qu’il prenait personnellement en main cette affaire. Pourquoi M. l’abbé Laguérie désobéit-il ?

3) La Fraternité Saint-Pie X refuse tout appel ou tout recours lorsqu’un prêtre est sanctionné, c’est quand même un peu du totalitarisme !

Il faut rappeler tout d’abord que tout prêtre fait une promesse explicite d’obéissance. Obéir ne signifie certainement pas « faire ce qu’il me plaît ». L’obéissance implique le désagrément de soumettre sa volonté à des décisions qui ne plaisent pas, qui même coûtent. A cette obéissance sacerdotale solennellement promise lors de l’ordination se rajoute l’obéissance découlant de l’appartenance à une société ecclésiastique. Dans de telles sociétés, les supérieurs ont le pouvoir d’imposer des préceptes, de nommer à des postes, de sanctionner etc. d’une manière analogue à l’exercice de l’autorité des parents sur leurs enfants. Un enfant ne fait pas recours parce que ses parents le punissent pour une faute. Cela appartient à la vie normale d’une telle société. C’est aussi pourquoi jamais en trente-quatre ans d’existence aucun membre n’a fait recours contre une sanction que lui imposait le supérieur. On ne peut imaginer un recours que lors d’un cas vraiment extraordinaire, ce qui n’est certainement pas le cas d’une mutation. Même l’avocat “rotal”1 choisi par M. l’abbé Laguérie pour faire appel à Rome lui a rappelé ces choses élémentaires (cf. le texte de M. l’abbé de Cacqueray).

Cela dit, en droit (civil ou canonique), chaque action se classe dans une catégorie justiciable d’un traitement propre. Lors donc que M. l’abbé Laguérie a fait savoir au Supérieur Général qu’il entendait en appeler de sa mutation-sanction, le Supérieur Général lui a indiqué explicitement et à plusieurs reprises (M. l’abbé Laguérie n’étant pas censé être un spécialiste de droit canonique) la procédure adaptée à son cas. Puisque la sanction est administrative et non judiciaire, l’action juridique appropriée s’appelle un « recours » plutôt qu’un « appel ». Étant donné la structure de la Fraternité (assimilée à une société de droit pontifical), ce recours ne peut se faire qu’à Rome.

Malheureusement, puisque Rome considère la Fraternité comme supprimée depuis 1975, donc inexistante juridiquement, un tel recours n’a aucune chance d’aboutir : il sera automatiquement rejeté par Rome. Ce n’est une surprise pour aucun membre de la Fraternité, en particulier pour M. l’abbé Laguérie. Dans la situation actuelle de la Fraternité, il n’y a pas de recours juridique selon une voie normale contre une décision du Supérieur Général prise à l’unanimité de son Conseil. Cette situation n’est en rien la faute de la Fraternité (tout provient de l’injuste et illégale « suppression » de la Fraternité), mais c’est un fait sans appel (c’est le cas de le dire).

En soi et en droit, personne ne peut reprocher à M. l’abbé Laguérie de faire appel ou recours contre une sanction qu’il estime injuste. Et là n’est pas le problème.

En mai 1975, l’évêque de Fribourg a prétendu enlever à la Fraternité son existence canonique, c’est un fait que nous avons toujours contesté et contre lequel nous avons fait recours à l’époque. Depuis ce jour, le système de l’exercice de la juridiction dans la Fraternité, c’est-à-dire de l’exercice de l’autorité et de son corrélatif, l’obéissance, se trouve en quelque sorte privé de sa clé de voûte. La Fraternité se trouve coupée de facto de l’autorité de Rome. Cette Autorité, la Fraternité continue de la reconnaître, mais cette dernière ne veut plus reconnaître la Fraternité. Ainsi, bien que nous reconnaissions l’autorité suprême du Pape et du Saint-Siège ainsi que celle des évêques dans leurs diocèses respectifs, (par exemple nous les citons au canon de la messe), il nous est de facto impossible d’y faire appel. C’est l’une des souffrances de notre état actuel, c’est aussi une faiblesse de notre situation canonique. Seule une acceptation libre mais indiscutable de tous les membres peut pallier cette fragilité que nous porterons tant que nous ne serons pas reconnus par Rome. (De même, nous acceptons ces autres souffrances que sont les interdictions de célébrer dans les églises et autres restrictions et brimades).

Cette situation n’est pas sans danger. Du côté de l’autorité, il y a le danger d’usurper la place de l’autorité suprême (c’est-à-dire finalement du pape.) Du côté des inférieurs, cette autorité pourrait toujours être remise en question. Pour pallier la première difficulté et de possibles abus de pouvoir, le Supérieur Général, autorité la plus haute de la Fraternité, a pour principe de ne jamais prendre seul les décisions importantes, mais de toujours respecter les voix délibératives de ses deux conseillers. Pour les questions les plus graves, il consulte aussi les évêques.

Du côté des membres, il devient évident cependant qu’une contestation résolue et définitive d’une décision du Supérieur Général ne peut se terminer que par un départ de la société.

Il manque une pierre à notre édifice, et c’est la clé de voûte ; nous n’y pouvons rien, c’est un fait. Du fait que nous reconnaissons que cette pierre est de droit le Saint Siège, il nous est strictement impossible de prétendre la remplacer par autre chose : ce serait soit entrer dans le schisme, soit inventer une nouvelle entité au-dessus du Supérieur Général, un super supérieur… entrer dans une spirale sans fin. En d’autres termes, en touchant à l’un des points fondamentaux de sa situation actuelle, c’est l’existence même de la Fraternité qui est mise en danger.

C’est ce qu’a fait M. l’abbé Laguérie. Depuis vingt-neuf ans que nous sommes dans cette situation, il est le premier qui ait osé y toucher. Il a voulu placer au dessus des exigences du bien commun de notre Fraternité une exigence personnelle, que d’ailleurs personne ne peut lui contester en droit, mais que de fait il ne peut faire valoir sans démolir la Fraternité de fond en comble.

De plus, est-il nécessaire de souligner l’inconséquence pour M. l’abbé Laguérie de faire appel à des autorités qu’il conteste par ailleurs – et parfois violemment – comme c’est le cas pour Mgr Ricard auprès duquel il a fait recours et qui est fortement pris à partie dans Le Mascaret. Et nous pouvons élargir cette problématique aux autorités romaines, dont nous contestons vigoureusement certaines déviations comme l’œcuménisme, et qui nous sont hostiles pour des raisons doctrinales.

Il n’y a donc pas d’autres solutions pour M. l’abbé Laguérie, s’il maintient sa contestation, que de quitter la Fraternité.

4) Vous ne pouvez quand même pas nier que la Fraternité Saint-Pie X se rétracte, se verrouille, se crispe, qu’elle chasse de son sein les prêtres les plus actifs et les plus entreprenants.

L’examen de la réalité de la vie de la Fraternité en France ces dernières années manifeste que ce prétendu constat ne repose sur rien de bien réel.

Le district de France ne cesse d’acquérir et de rénover un peu partout des églises pour faire rayonner son apostolat. Le district mène aussi un combat intellectuel et pastoral dont témoignent par exemple les symposiums sur Vatican II, les colloques de l’Institut Saint-Pie X et de Civitas, le développement de Clovis-Fideliter-France Livres, de Pacte-Certitudes-Servir dirigé par M. l’abbé de Tanoüarn, du site internet DICI dirigé par M. l’abbé Lorans, de l’ACIM et des Cahiers Saint-Raphaël, les ouvrages sur la réforme liturgique et sur l’œcuménisme adressés à Rome, la soirée consacrée au film de Mel Gibson, le Rassemblement annuel des Œuvres catholiques, etc. Le district mène encore un combat auprès des évêques et du clergé par la Lettre à nos frères prêtres, par la diffusion des études critiques auprès de tous les prêtres de France, par la conférence de presse de Mgr Fellay à Rome, le 2 février dernier à l’occasion de la sortie de l’étude sur l’œcuménisme, etc. Le district mène un combat spirituel par les retraites spirituelles (plus de 1000 retraitants par an), par le pèlerinage de Montmartre, celui de Lourdes et tous les pèlerinages régionaux, par les processions, etc. Le district mène enfin un combat éducatif par ses nombreuses écoles primaires, secondaires et supérieures (plus de 1000 jeunes scolarisés, sans compter les écoles des Dominicaines pour les filles). Etc.

Au vu de ces faits et de bien d’autres témoignages de l’action vigoureuse des prêtres du district, il est faux de dire que tout se focalise sur la longueur des jupes, sur le port de la mantille ou sur d’autres détails qui ont leur importance mais qui restent des détails. Les maladresses toujours possibles de quelques-uns ne doivent pas disqualifier le travail de tous et faire oublier le rayonnement missionnaire des 140 prêtres du district et des dizaines de milliers de fidèles qui les soutiennent.

Certes, nous avons perdu il y a quelques mois M. l’abbé Aulagnier. Certes, nous venons de perdre, MM. les abbés Philippe Laguérie et Christophe Héry. C’est une grande perte et une grande peine pour nous. Leurs belles qualités vont manquer à la Fraternité. Mais on peut dire qu’ils ont plus quitté la Fraternité que la Fraternité ne les a quittés. Ils ont malheureusement, peut-être avec de bonnes intentions de départ, créé les conditions d’une impossibilité de cohabitation.

Nous espérons qu’après avoir réfléchi, après avoir constaté notamment le rétrécissement de leur champ d’apostolat consécutif à leur séparation, ces prêtres reviendront vers le combat inchangé et dynamique de la Fraternité.
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DICI N° 224
Nouvelles de Chrétienté N° 122