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Friday, 4 October 2013

O MILAGRE QUE CONVENCEU O VATICANO A CANONIZAR JOÃO PAULO II

 

Floribeth Mora Díaz

Reuters

Conheça o 'milagre' que convenceu o Vaticano a canonizar João Paulo II

Um aneurisma cerebral que desapareceu sem que os médicos conseguissem explicam porquê, depois de a doente pedir a intercessão do então Papa, foi o caso decisivo para a Igreja considerar João Paulo II santo

Floribeth Mora Díaz, da Costa Rica, tinha um aneurisma que a deixava, segundo os médicos, em estado terminal. Deitada numa cama, mal se mexia. Semanas depois, no entanto, o médico Carlos Vargas olhava incrédulo para os novos exames: do aneurisma nem o mais pequeno sinal. Agora sorridente, Floribeth explicava que se tratava de um milagre que tinha pedido ao então papa João Paulo II.
 
O médico analisou repetidamente os exames, foi ao laboratório do Hospital confirmar o resultado de umas análises, releu todo o caso, mas, nas palavras da antiga doente, à BBC, acabou por considerar o caso "inexplicável" por não encontrar qualquer sinal do aneurisma.
 
O diagnóstico dramático tinha sido feito em abril de 2011. A dona de casa e estudante de direito ficou devastada e a sua saúde deteriorou-se rapidamente.Tinha dores de cabeça e começou a ter dificuldades em falar e em usar a mão esquerda.
 
Cerca de um mês depois do diagnóstico, viu na televisão a cerimónia de beatificação de João Paulo II, que considerava um "homem especial". Depois de lhe rogar intercessão pela sua saúde, na mesma noite, garante ter ouvido uma voz que lhe pedia que "se levantasse e não tivesse medo". "Não me levantei de uma vez, mas comecei a sentir paz, a minha agonia desapareceu", conta. "O processo de cura do meu corpo ocorreu paulatinamente", concluiu.
 
A consulta que deixou o médico Carlos Vargas boquiaberto foi em novembro desse mesmo ano.

Este alegado 'milagre' foi decisivo para que a Igreja Católica decidisse canonizar Karol Wojtyla. A cerimónia está marcada para o próximo dia 27 de abril.

Saturday, 16 February 2013

OS SEGREDOS POR TRÁS DA RENÚNCIA PAPAL


Mais do que querelas teológicas, são o dinheiro e as contas sujas do banco do Vaticano os elementos que parecem compor a trama da inédita renúncia do papa. Um ninho de corvos pedófilos, articuladores de complôs reacionários e ladrões sedentos de poder, imunes e capazes de tudo para defender sua facção.
 
Por Eduardo Febbro, de Paris. Tradução: Katarina Peixoto

 Os especialistas em assuntos do Vaticano afirmam que o Papa Bento XVI decidiu renunciar em março passado, depois de regressar de sua viagem ao México e a Cuba. Naquele momento, o papa, que encarna o que o diretor da École Pratique des Hautes Études de Paris (Sorbonne), Philippe Portier, chama “uma continuidade pesada” de seu predecessor, João Paulo II, descobriu em um informe elaborado por um grupo de cardeais os abismos nada espirituais nos quais a igreja havia caído: corrupção, finanças obscuras, guerras fratricidas pelo poder, roubo massivo de documentos secretos, luta entre facções, lavagem de dinheiro. O Vaticano era um ninho de hienas enlouquecidas, um pugilato sem limites nem moral alguma onde a cúria faminta de poder fomentava delações, traições, artimanhas e operações de inteligência para manter suas prerrogativas e privilégios a frente das instituições religiosas.

Muito longe do céu e muito perto dos pecados terrestres, sob o mandato de Bento XVI o Vaticano foi um dos Estados mais obscuros do planeta. Joseph Ratzinger teve o mérito de expor o imenso buraco negro dos padres pedófilos, mas não o de modernizar a igreja ou as práticas vaticanas. Bento XVI foi, como assinala Philippe Portier, um continuador da obra de João Paulo II: “desde 1981 seguiu o reino de seu predecessor acompanhando vários textos importantes que redigiu: a condenação das teologias da libertação dos anos 1984-1986; o Evangelium vitae de 1995 a propósito da doutrina da igreja sobre os temas da vida; o Splendor veritas, um texto fundamental redigido a quatro mãos com Wojtyla”. Esses dois textos citados pelo especialista francês são um compêndio prático da visão reacionária da igreja sobre as questões políticas, sociais e científicas do mundo moderno.

O Monsenhor Georg Gänsweins, fiel secretário pessoal do papa desde 2003, tem em sua página web um lema muito paradoxal: junto ao escudo de um dragão que simboliza a lealdade o lema diz “dar testemunho da verdade”. Mas a verdade, no Vaticano, não é uma moeda corrente. Depois do escândalo provocado pelo vazamento da correspondência secreta do papa e das obscuras finanças do Vaticano, a cúria romana agiu como faria qualquer Estado. Buscou mudar sua imagem com métodos modernos. Para isso contratou o jornalista estadunidense Greg Burke, membro da Opus Dei e ex-integrante da agência Reuters, da revista Time e da cadeia Fox. Burke tinha por missão melhorar a deteriorada imagem da igreja. “Minha ideia é trazer luz”, disse Burke ao assumir o posto. Muito tarde. Não há nada de claro na cúpula da igreja católica.

A divulgação dos documentos secretos do Vaticano orquestrada pelo mordomo do papa, Paolo Gabriele, e muitas outras mãos invisíveis, foi uma operação sabiamente montada cujos detalhes seguem sendo misteriosos: operação contra o poderoso secretário de Estado, Tarcisio Bertone, conspiração para empurrar Bento XVI à renúncia e colocar em seu lugar um italiano na tentativa de frear a luta interna em curso e a avalanche de segredos, os vatileaks fizeram afundar a tarefa de limpeza confiada a Greg Burke. Um inferno de paredes pintadas com anjos não é fácil de redesenhar.
 
Bento XVI acabou enrolado pelas contradições que ele mesmo suscitou. Estas são tais que, uma vez tornada pública sua renúncia, os tradicionalistas da Fraternidade de São Pio X, fundada pelo Monsenhor Lefebvre, saudaram a figura do Papa. Não é para menos: uma das primeiras missões que Ratzinger empreendeu consistiu em suprimir as sanções canônicas adotadas contra os partidários fascistóides e ultrarreacionários do Mosenhor Levebvre e, por conseguinte, legitimar no seio da igreja essa corrente retrógada que, de Pinochet a Videla, apoiou quase todas as ditaduras de ultradireita do mundo.

Bento XVI não foi o sumo pontífice da luz que seus retratistas se empenham em pintar, mas sim o contrário. Philippe Portier assinala a respeito que o papa “se deixou engolir pela opacidade que se instalou sob seu reinado”. E a primeira delas não é doutrinária, mas sim financeira. O Vaticano é um tenebroso gestor de dinheiro e muitas das querelas que surgiram no último ano têm a ver com as finanças, as contas maquiadas e o dinheiro dissimulado. Esta é a herança financeira deixada por João Paulo II, que, para muitos especialistas, explica a crise atual.

Em setembro de 2009, Ratzinger nomeou o banqueiro Ettore Gotti Tedeschi para o posto de presidente do Instituto para as Obras de Religião (IOR), o banco do Vaticano. Próximo à Opus Deis, representante do Banco Santander na Itália desde 1992, Gotti Tedeschi participou da preparação da encíclica social e econômica Caritas in veritate, publicada pelo papa Bento XVI em julho passado. A encíclica exige mais justiça social e propõe regras mais transparentes para o sistema financeiro mundial. Tedeschi teve como objetivo ordenar as turvas águas das finanças do Vaticano. As contas da Santa Sé são um labirinto de corrupção e lavagem de dinheiro cujas origens mais conhecidas remontam ao final dos anos 80, quando a justiça italiana emitiu uma ordem de prisão contra o arcebispo norteamericano Paul Marcinkus, o chamado “banqueiro de Deus”, presidente do IOR e máximo responsável pelos investimentos do Vaticano na época.

João Paulo II usou o argumento da soberania territorial do Vaticano para evitar a prisão e salvá-lo da cadeia. Não é de se estranhar, pois devia muito a ele. Nos anos 70, Marcinkus havia passado dinheiro “não contabilizado” do IOR para as contas do sindicato polonês Solidariedade, algo que Karol Wojtyla não esqueceu jamais. Marcinkus terminou seus dias jogando golfe em Phoenix, em meio a um gigantesco buraco negro de perdas e investimentos mafiosos, além de vários cadáveres. No dia 18 de junho de 1982 apareceu um cadáver enforcado na ponte de Blackfriars, em Londres. O corpo era de Roberto Calvi, presidente do Banco Ambrosiano. Seu aparente suicídio expôs uma imensa trama de corrupção que incluía, além do Banco Ambrosiano, a loja maçônica Propaganda 2 (mais conhecida como P-2), dirigida por Licio Gelli e o próprio IOR de Marcinkus.


Ettore Gotti Tedeschi recebeu uma missão quase impossível e só permaneceu três anos a frente do IOR. Ele foi demitido de forma fulminante em 2012 por supostas “irregularidades” em sua gestão. Tedeschi saiu do banco poucas horas depois da detenção do mordomo do Papa, justamente no momento em que o Vaticano estava sendo investigado por suposta violação das normas contra a lavagem de dinheiro. Na verdade, a expulsão de Tedeschi constitui outro episódio da guerra entre facções no Vaticano. Quando assumiu seu posto, Tedeschi começou a elaborar um informe secreto onde registrou o que foi descobrindo: contas secretas onde se escondia dinheiro sujo de “políticos, intermediários, construtores e altos funcionários do Estado”. Até Matteo Messina Dernaro, o novo chefe da Cosa Nostra, tinha seu dinheiro depositado no IOR por meio de laranjas.
 
Aí começou o infortúnio de Tedeschi. Quem conhece bem o Vaticano diz que o banqueiro amigo do papa foi vítima de um complô armado por conselheiros do banco com o respaldo do secretário de Estado, Monsenhor Bertone, um inimigo pessoal de Tedeschi e responsável pela comissão de cardeais que fiscaliza o funcionamento do banco. Sua destituição veio acompanhada pela difusão de um “documento” que o vinculava ao vazamento de documentos roubados do papa.
 
Mais do que querelas teológicas, são o dinheiro e as contas sujas do banco do Vaticano os elementos que parecem compor a trama da inédita renúncia do papa. Um ninho de corvos pedófilos, articuladores de complôs reacionários e ladrões sedentos de poder, imunes e capazes de tudo para defender sua facção. A hierarquia católica deixou uma imagem terrível de seu processo de decomposição moral. Nada muito diferente do mundo no qual vivemos: corrupção, capitalismo suicida, proteção de privilegiados, circuitos de poder que se autoalimentam, o Vaticano não é mais do que um reflexo pontual e decadente da própria decadência do sistema.


Leia também
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/02/o-segredo-por-tras-da-renuncia-do-papa-bento-xvi.html

Sunday, 1 May 2011

JUAN FERNANDEZ KROHN HABLA SOBRE LA BEATIFICACION DE JUAN PABLO II


Juan Pablo II y Maciel en 1979

10 tesis sobre la turbo/beatificación de Roma (declaración)

(La muerte en ataque aéreo de la OTAN en Tripoli del hijo menor del coronel Gadafi y de varios de sus nietos ayer noche, asi como el subito fallecimiento de un cardenal español en Roma hoy por la mañana -de un infarto- poco antes de las ceremonias de beatificación de la basílica de San Pedro, marcan otra vez de un signo acago este nuevo acto de exaltación del papa Wojtyla, como los atentados de la ETA y otras calamidades naturales o provocadas en la década de los ochenta y de los noventa y principios del milenio puntuarían escrupulosamente sus apariciones públicas mas apoteósicas. Contaba dejar comentarse por si solo el espectaculo insufrible de fanatismo nacionalista/polaco -en un flamear y despliegue de banderas de aquel país-, de culto a la personalidad y de histeria colectiva -y contenida- de la ceremonia romana de hoy, pero no puedo impedirme el poner un punto final a la serie que aquí le habre venido dedicando con un texto a modo de declaracion y de enumeración de tesis, que a algunos les sonara a Lutero o a luteranismo, pero que el reformador alemán no hizo mas que reexhumar de la antigüedad clásica, de las tesis y de las anti-tesis de los polemistas crisitanos y paganos)

Diez tesis sobre la turbo/beatificacion de Juan Pablo (II)

1.- Ningun católico esta obligado a creer en la santidad de Juan Pablo II ni en la de su pontificado. La verdad no ata sino que libera

2.- Ningun católico esta obligado a creer en el milagro de la religiosa curada del Parkison por intercesión de Juan Pablo II. Y mucho menos en las explicaciones que se dan para justificarlo

3.- Ningun católico esta obligado a creer que el papa polaco con la sola fuerza de su ejemplo y de su palabra derribó el Muro y puso fin al comunismo. Loa hechos nudos ademas lo contradicen.

4.- Ningun católico está obligado a creer que el cuerpo del papa Wojtyla se haya conservado incorrupto, por más que el Vaticano no haya difundido comunicado alguno tras la reexhumación reciente de sus restos.

5.- Ningún católico está obligado a creer la version -hagiográfica y propagandística- que los medios habran divulgado "urbi et orbe" hasta hoy, durante décadas, de su vida y de su trayectoria.

6.- Ningun católico esta obligado a creer y a acatar como dogma de fe las enseñazas de Juan Pablo II en materias de bio/ética y de sexualidad, autenticas obsesiones de su pontificado.

7.- Ningun católico está obligado a creer que Juan Pablo II no estaba al corriente de la plaga de la pedofilia eclesiastica y de los escándalos más sonados - de violacion de niños - en la materia que estallarían durante su pontificado.

8.- Ningun católico está obligado a creer como dogma de fe en el concilio (pastoral) vaticano segundo en sus textos y decretos. No más desde luego que en los concilios de Toledo de los orígenes del cristianismo en la España visigoda.

9.- Ningún católico esta obligado a compartir y a acatar los interdictos y anatemas que proclamó o divulgó Juan Pablo II sin pausa ni descanso en todos los terrenos, en religion como en politica o en historia, durante su pontificado.

10.- Ningun católico está obligado a acatar el culto a la personalidad - teñido de supersticion oscurantista - del papa Wojtyla que viene a instaurar la turbo/beatificacion de hoy en Roma. Y tendrán que acabar rechazándolo si quieren seguir siendo ellos mismos (semper idem) Como individuos y como pueblos (catolicos) Y hablo en primer lugar de los catolicos españoles.

Dado en Bruselas, el primero de mayo del 2011


Thursday, 14 April 2011

JUAN FERNANDEZ KROHN: CUBA Y LA BEATIFICACIÓN DE JUAN PABLO II


                            El cubano Armando Valladares contra la turbo/beatificación de Wojtyla

13.04.11 | 00:42. Archivado en Misterios y enigmas del Papa polaco, Canonización de Wojtyla (recogiendo el guante del desafío)
                                                                                ◦◦
Una voz se alza de repente ante los preparativos de la turbo/beatificacion de Juan Pablo (II) desde un cuadrante que algunos el que menos se esperaban, y me refiero al del exilio cubano. Cuba y España, España y Cuba, aparte de mi ese cáliz.

Y me permito hablar en esos términos porque si para muchísimos españoles que llevan a Cuba bien dentro se puede decir que sea ése el caso, en lo que personalmente me atañe pienso que lo sea por partida doble. Por español y también por descendiente de españoles de Cuba, como aquí ya lo habré comentado.

Días pasados -como ya lo conté también aquí- fui objeto de registro domiciliario e interrogatorio y test grafológicos a seguir en las dependencias de la policía de Bruselas -antes de ser puesto en libertad sin cargos unas horas mas tarde-, en relación con una serie de misivas amenazantes contra la reina Fabiola que se vienen recibiendo desde hace dos años en la redacción de un diario francófono de la capital belga.

Para facilitarles la tarea les puse en mano de inmediato una máquina de fotos que les pasaba desapercibida en su registro. Y tras haberla examinado con otros varios de mis enseres personales me la acabaron devolviendo escrupulosamente no sin darme a entender que les causaba cierta sorpresa una de las pocas fotos que guardaba aquella, y era la que recogía una escena de antepasados míos entre ellos mi bisabuela materna (madre de mi abuela materna) Julia Hernández, fotografiados en la cubierta del barco que les devolvía a la madre/patria tras el desastre del 98, y que ya habré comentado en estas entradas. Y era sin duda por el halo de solemnidad y de prestancia de ese testimonio gráfico que no dejaba de reflejar por todos sus ángulos una tragica atmósfera de guerra (y de derrota)

Desciendo de españoles (ilustres) de Cuba, es cierto, y sin duda sea lo que explique en el fondo lo atípico y fuera (un poco) de lo común del interés que me mereció siempre todo lo que de cerca o de lejos se relacionaba con la antigua isla española del Caribe, y también sin duda del anticastrismo (anti-comunista) tenaz y recalcitrante que habrá sido el mío desde niño, desde los tiempos que siguieron de inmediato a la revolución cubana con ocasión sobre todo de la crisis de los misiles y el desembarco anti-castrista (fallido) de playa Girón y Bahía de los Cochinos como también lo habré evocado en más de una ocasión en estas entradas.

Y tal vez sea por eso (en el fondo) también que el exilio cubano no dejase nunca de plantearme serios interrogantes. Entre los que conocí de cerca España como entre otros que merecieron la atención de los medios en algún momento dado durante todos estos años de régimen castrista o vía internet en foros de opinión de los mas diversos.

De Armando Valladares que ahora levanta la voz de un tono profetico, de denuncia, contra la beatificación de Juan Pablo II, sé mas o menos lo que habré leído en los medios de pascuas a ramos, y en particular los años de mi encarcelamiento en Portugal que coincidieron con los de su liberación y nombramiento de embajador de ls Estados Unidos en la ONU (durante la era Reagan) Y me quedo la imagen de él de un perseguido del régimen de Castro. Con toda la gloria y la nube de interrogantes sin duda que arrastran consigo todos (o casi todos) los perseguidos.

Armando Valladares lanza ahora una requisitoria implacable contra la beatificación de Juan Pablo II a base de uno de los cargos inéditos "grosso modo" en la lista (imaginaria) de acusaciones de un abogado del diablo del que la turbobeatificación del papa Juan Pablo II habrá extrañamente carecido por las razones y motivos que sean.

Y es el de la connivencia de aquel pontífice, sutil, y profunda a la vez -en una vertiente doctrinal e ideológica y no meramente diplomática- con una versión depurada de país comunista como lo fue y lo sigue siendo la Cuba con Fidel Castro.

Y particularmente incisivo en su denuncia lo sea sin duda su evocación de los centenares de jóvenes cubanos que murieron en el paredón fusilados por los esbirros del régimen en los incios de la revolución al grito de ¡Viva Cristo Rey!

Y sin duda es ése un pliego de acusación que hice mio de antiguo -con ocasión de mi gesto de Fátima- como aquí todos ya saben pero que en la medida que atañe principalmente a las relaciones del papa polaco -desde sus tiempos incluso de obispo y cardenal y antes, de simple presbítero- con las mandamases comunistas de su Polonia natal tras el 45, se puede decir que caería fatalmente en saco roto por culpa en parte de la mitología "sui generis" -del nacionalismo polaco- tan arraigada entre los habitantes de aquel país, que haría posible ese fenómeno tan singular de simbiosis ideológica (y espiritual) entre catolicismo y marxismo (estaliniano) sin parangón ni precedente en otros países (católicos o sin serlo)

En el caso de Cuba en cambio sería el turno del papa polaco de predicar en el desierto entre una parcela considerable de la sociedad cubana, de dentro y fuera de la isla, de entre los cubanos al interior del régimen castrista como entre la la diáspora, que no comprendieron hasta hoy ni esa especie de aldabonazo además del balón de oxígeno que su visita papal del 98 vendría a proporcionar al régimen castrista ni, mas de diez años antes, la falta de empatía y de comprensión de la que dio muestra para con el exilio cubano con ocasión de su visita a Miami en uno de sus primeros viajes pontificios.

Como volverían a experimentarlo del principio al fin del caso Elián (de noviembre del 99 a abril del 2000), casi dos años después de su visita a la Habana cuando tanto el pontífice como la iglesia cubana -en su cúpula directiva- pondrían toda la carne en asador en favor de la postura del régimen de Castro en el tema.

Ambigüedad demoledora, escandalosa del pontífice Wojtyla en relación con el comunismo como sistema e ideología por un lado; y plaga de escándalos en materia de pedofilia (eclesiástica) por el otro ¿Ninguna lazo de causalidad o de relación más o menos estrecha entre uno y otro fenómeno?

Todos los indicios apuntan desde luego en la dirección contraria. Y es en la medida que tanto el uno como el otro capitulo de la historia del pontificado anterior vienen a invalidar en alguna manera la mitología creada en torno al papa polaco y a su papel y protagonismo (presuntos) en el derrumbe del comunismo (soviético) y en la caída del Muro; y también la actitud profética y de denuncia que se le viene obstinadamente prestando entre los principales apologistas y celadores de su memoria.

Hasta el punto que se puede establecer sin pena una especie de axioma o paralelismo no cabe más estrecho entre el encubrimiento del que daría tanta muestra Juan Pablo II en relación con el escandalo de la pedofilia eclesiástica y con algunos de los casos de los mas sonados de entre todos ellos, y el velo de encubrimiento (y disimulo) del que se vería igualmente rodeada su trayectoria biográfica en lo que se refiere a su actitud -a título personal o en el desempeño de sus sucesivos cargos eclesiásticos- en relación con el régimen comunista en Polonia o con bloque de países del Este, y en definitiva con el fenómeno -desde un punto de vista doctrinal o ideológicamente considerado- del comunismo marxista.

¿Ejemplo inmarcesible de denuncia profética (anti-marxista) el papa Wojtyla? De encubrimiento flagrante al contrario, como lo prueba e ilustra la actitud análoga que seria lo suya en relación con la plaga (bíblica) de la pederastia eclesiástica incubada largo tiempo y que saltaría (clamorosamente a la luz) en la fase final de su pontificado.

¿El Opus Dei al rescate de la reputación en entredicho del papa camino de los altares? Primero fue el caso del nuncio Mullor -cercano al Opus- que aquí ya examiné en todo rigor. Ahora salta a la palestra otro ilustre/eclesiástico con etiqueta de la Obra -español de nacimiento- revestido de funciones docentes en intituciones emblemáticas de enseñanza confesional (católica) del otro lado del charco, saliendo así al quite del pontífice anterior en el tema de los escándalos.

Con una argumentación rayana -por lo simple- en lo peregrino y lo escandaloso. Los actos de pederastia -viene a decir este eclesiástico (como el ex-nuncio Mullor)- son pecados (sic) y como tal están cubiertos por el secreto de confesión ("verbi gratia por el silencio pontificio)

Lo que no hace mas que corroborarme veinticinco años después en mi gesto...y en mi grito -profético- de Fátima. "Si ellos callan -una frase del evangelio que gustaba particularmente al papa polaco- gritarán hasta las piedras"

Lo que está empezando a suceder ahora, a expensas de su memoria.






Thursday, 24 February 2011

JUAN FERNANDEZ KROHN: LA FSSPX DICE "NO" A LA BEATIFICACIÓN DE JUAN PABLO II



In this Nov. 30, 2004, photo, then Pope John Paul II gives his blessing to late Father Marcial Maciel, founder of the Legionaries of Christ, during a special audience the pontiff granted to about four thousand participants of the affiliated Regnum Christi movement at the Vatican.

Noticiaba aquí en mi entrada de ayer que la FSSPX se acababa de pronunciar, antes de ayer, en contra de la beatificación de Juan Pablo II. He estado leyendo ahora detenidamente las declaraciones del superior general reproducidas íntegramente en el sitio digital de la fraternidad divulgadas por la prensa italiana, y sin duda, y pese a lo circunspecto del lenguaje utilizado, se trata de un paso adelante en esa cuestión tan cadente que esta dividiendo no poco a los católicos en unos países más que en otros.

La FSSPX fiel en eso a una linea que compartía plenamente su fundador Marcel Lefebvre acabaría entrando en conflicto con el pontífice anterior Juan Pablo (II) tras unos primeros momentos de expectativa y de titubeo a seguir a su eleccion en el cónclave que sucedió -en el 78- a la muerte de Juan Pablo I, que se verían dominados por la audiencia que concedió al nuevo pontífice al arzobispo rebelde, en los primeros meses a seguir a su nuevo nombramiento.

Y fue por culpa de la reunión ecuménica de Asís que pareció a los tradicionalistas infligir claramente el principio -dogmático o cuasi/dogmático-, "Extra ecclesia nulla salus" (fuera de la iglesia no hay salvaciõn), que el magisterio eclesiástico mantendria a rajatabla en los últimos siglos. El margen que ofrecía a su postura la teología tradicional que profesaban y siguen profesando les dejaba no obstante poco margen de maniobra: o el acatamiento o "grosso modo" la declaración de sede/vacante.

El arzobispo disidente decidiría no obstante mantenerse (él y sus seguidores) en tierra de nadie, en una especie de limbo teologico que no le salvó al final de ser excomulgado (...) Y la tierra/de/nadie lo seguirían siendo para sus discípulos y herederos los pasillos y estancias vaticanas por donde vienen discurriendo -a sus anchas- desde hace dos años en unas conversaciones que amenazan ahora con encallar definitivamente, como aquí ayer ya lo deje sentado. Por culpa (mayormente, o en parte) de la beatificación de Juan Pablo (II)
En los años que permanecí en el seminario de Econe fui testigo de primera mano de una polémica doctrinal acompañada de enfrentamientos mas o menos larvados, discretos o solapados en el orden personal -sin llegar por cierto nunca a las manos (...)- entre el fundador de la FSSPX y otras figuras de destaque de la corriente católico/tradicionalista en Francia (o de lengua francesa) Una de ellas la encabezaba el Abbé de Nantes del que aquí ya hablé que acabo formalizando su discrepancia con el arzobispo rebelde en una declaración escrita que se perdía fatalmente en sutilezas y bizantinismos (teológicos) como solía ser el caso por lo general en ese género (cuasi literario) caracterizado por la disputa o la polémica (religiosa) y en la que se negaba a Lefebvre el derecho a resistir,como lo venía haciendo ya entonces, a las instrucciones emanadas del Vaticano -que le ordenaban someterse y cerrar su seminario sin mayores dilaciones-a partir del momento, decía él, que no se ponía en duda la legitimidad del pontífice reinante entonces (Pablo VI) ni siquiera lo desacertado de su conducta publica y que Lefebvfe y sus seguidores se limitaban a desobedecer sin más, sin llegar -como le instaba a hacer su rival y contradictor- hasta echar en cara en publico al pontífice reinante entonces su conducta siguiendo ejemplos de resistencia (a la autoridad) que recogen los evangelios (canónicos)

Y en ese punto cabe reconocer que el fogoso eclesiástico francés tradicionalista había predicado con el ejemplo presentándose con sus seguidores en Roma a principios de la década de los setenta para allí lanzar, en una reunión abierta al público, su libelo de acusación contra Pablo VI (Liber Accusationis) que uno de sus seguidores alcanzó a entregar en mano al propio interesado en audiencia publica en el vaticano (tras lo que se vería expulso de territorio italiano)

La otra tendencia que disputaba doctrinalmente contra la anterior y en contra también de la postura mantenida por el arzobispo Lefebvre (y su FSSPX) -como si la doctrina/católica se hubiera convertido de pronto en un puerto de arrebatacapas de todos contra todos (...)- lo era la sostenida por los llamados "sedevacantistas" Una denominación que gozó de cierta difusión en los medios por aquellos años (y que aún no perdió del todo) y que designaba a aquellos que mantenían que la sede romana estaba "vacante" desde el concilio en la medida que el vaticano II había formalizado (de forma mas o menos solemne) una ruptura con la tradición/católica.

Su principal argumento tal y como se vería expuesto y defendido en una obra difundida "sotto voce" por la TFP brasileña (y consortes) lo era un adagio de teología tradicional que rezaba, "papa hereticus, depositum est", contrapuesta en la obra aludida a aquel otro de "papa hereticus deponendum est"; el segundo defendida por los teólogos mas destacados de los tiempos de la eclosión del protestantismo y el primero (que gozaba de las preferencias de la TFP y del autor de la obra) un poco mas tardía, del período del triunfo la contrarreforma al interior de la Iglesia católica, tras el concilio de Trento.

Como lo ilustraban las dos personalidades emblemáticas en extremo que encarnaban una y otra postura en la historia del magisterio, el cardenal Cayetano, por un lado, legado pontificio en Alemania en los inicios de la revuelta protestante, y por otro (san) Roberto Bellarmino, jesuíta italiano y figura de destaque de la compañía de jesús de la época de la guerra de los Treinta Años.

La TFP como aquí ya comenté juzgo al final mas prudente no publicar ese trabajo llamado a ser en principio la segunda parte de una obra de la que la primera parte -sobre el Novus Ordo Missae- sí que vería la luz en cambio.

Y tanto ellos como la FSSPX se verían en consecuencia abocados a navegar en las aguas profundas -e inciertas (como la navegación internacional)- de una postura de resistencia al vaticano difícilmente defendible desde las posturas de teología tradicional tan estrictas y rigoristas que siempre mantuvieron. Lo que en la situación actual viene a ponerse de nuevo de manifiesto.

Y es en la medida que es difícil oponerse a la beatificación del pontífice anterior Juan Pablo II sin poner "pari passu" directa o indirectamente en causa la autoridad (moral) de su principal impulsor, el sucesor de Juan Pablo (II) en la sede pontificia. Porque si nos encontramos como así parece a todas luces delante de una encrucijada decisiva en la que las autoridades vaticanas parecen haber decidido irrevocablemente la beatificación del pontífice anterior, de punto de partida en una singladura de futuro irreversible, está claro que o los unos o los otros se equivocan o se están equivocando.

Los que mantenemos que la canonización del papa anterior supone -además de una hipotecar el futuro imperdonablemente- una afrenta al honor de los católicos del mundo entero por culpa de su conducta publica -por acción como por omisión- los largos años de su pontificado, tal y como lo afirmo en mi "Liber accusationis", o al contrario, los que piensan que su canonización -y cuanto mas solemne y apoteósica mejor que mejor- será el instrumento oportuno ("providencial") susceptible de cerrar la boca a los detractores y poner coto de una vez por todas a los escándalos -en materia de pederastia de eclesiásticos sobre todo- que amenazan la credibilidad del catolicismo y comprometen gravemente el buen nombre de los catolicos en el mundo entero, individual como colectivamente considerados. Desde los tiempos del anterior pontífice.

Las tensiones al interior de la iglesia no son nuevas no obstante en el catolicismo, y me refiero tanto a un antes como a un después del concilio vaticano segundo. El concilio las entronizaría solemnemente por así decir de forma visible, pero la historia de la iglesia (y de los dogmas) se habrá visto esmaltada (es un decir) de querellas doctrinales -mas o menos bizantinas- y entre todos las disidencias o movimentos cismáticos que surcaron la historia de los países católicos estos últimos tres siglos, hay uno poco conocido entre españoles por tratarse de un fenómeno específicamente francés estrechamente ligado a la revolución francesa y a la dominación napoleónica y lo sería el llamado cisma de la "Pequeña Iglesia" ("la Petite Eglise")

Un cisma por exceso de fidelidad -como lo siguen describiendo algunos diccionarios de teología y de historia de la iglesia- de los más fieles a la iglesia y al catolicismo en Francia en el periodo de persecución que abrió la revolución entre los católicos franceses. Tras la firma del concordato con Napoleón, ciertas regiones del este del hexágono, la Vandea (Vendée) en particular -teatro de una feroz resistencia armada antirrevolucionario en nombre de la religión que se saldaría con el primer genocidido (democrático) de los tiempos modernos- se declararon en rebeldía frente a la autoridad eclesiástica.

Y el movimiento no se limitó sólo a las estratos populares sino que como consecuencia de aquel trance una treintena de obispos franceses -que habían arrastrado y sufrido persecución en el periodo revolucionario- se refugiaron en Inglaterra y rompieron abiertamente con el vaticano. ¿Se puede acaso mostrar discrepancia con la beatificación que se aproxima -por razones doctrinales (de divergencia insalvables en materia de ecumenismo como es el caso de la FSSPX o por una cuestión elemental de honor individual y colectivo como nos ocurre a otros)- y poder declararse y sentirse al mismo tiempo "en plena comunión con la sede/apostólica" (por emplear el lenguaje mas rancio y consagrado)?

La cuestión no deja de plantearse en conciencia -en los términos mas drásticos e inapelables además-, todos estarán aquí de acuerdo. En un comentario a una de mis anteriores entradas en el tema se me reprochaba una visión "extremista" (y estrecha) de la iglesia -"verbi gratia" del catolicismo- en la medida que según mi contradictor yo parecía negar, en la postura mantenida en mis escritos, la posibilidad a la iglesia/católica de una tarea de proselitismo entre todos aquellos que de una forma u otra se vieron seducidos por la actuación o el estilo (personal) del pontificado del papa anterior Juan Pablo II sin que ello significase una ruptura con lo que fuera.

Tal vez no, pero en cuestiones de honor individual o colectivo como las que a juicio de muchos (entre los que me encuentro) la beatificación del papa Wojtyla plantea, ese margen de maniobra que pretenden ver algunos en la tesitura en la que se nos coloca lisa y llanamente no existe. To be or not ot be. El buen/nombre del papa/polaco, salvaguardado para la posteridad por unos fastos sin precedentes como los que nos anuncian, al precio de nuestro honor individual y colectivo de católicos y de españoles; o viceversa.

En el programa radiofónico de ayer noche de César Vidal se veía reservados unos minutos el tema de la beatificación pontifica en curso. Y cual seria mi sorpresa cuando me encontré con una entrevista -en el marcado del referido programa- al responsable de viajes del Corte Inglés, dando toda clase de detalles del muestrario de viajes programado bajo el patrocinio de esa célebre firma con motivo de la beatificación pontificia.

Con una gama variada de precios y facilidades (de pago) Una ilustración flagrante del silencio cada vez mas ensordecedor y ahogadizo que se está instalando en amplios sectores de la prensa de opinión española en relación con el tema en ascuas.

¿Infalible Benedicto XVI en caso de que se acabe consumando su intención de llevar a cabo -contra viento y marea- la beatificación -de su predecesor en el trono/pontificio? Está claro que si así lo hace se equivoca. Y no veo en nombre de qué se nos podrá negar el derecho de proclamarlo.

En defensa propia -como aquí ya lo tengo explicado- y por el honor de los católicos españoles puesto en entredicho (y del mundo entero) en lo sucesivo.

23.02.11 | 18:46. Archivado en Canonización de Wojtyla (recogiendo el guante del desafío)
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Wednesday, 8 December 2010

FORMER PAPAL ASSAILANT SOUGHT BEFORE PAPAL VISIT


LISBON (CWNews.com) - Portuguese security officials on Thursday were seeking a former priest who once tried to kill Pope John Paul II on the eve of the papal visit to the Fatima shrine.

The police publicly sought the help of Interpol and European police to determine the whereabouts of Spaniard Juan Fernandez Krohn purely as a precautionary measure. "We would like to know where he is, that is all," a spokesman said.

During a papal visit to Fatima, Krohn lunged at the Holy Father with a bayonet as he knelt to pray, but failed to harm the Pontiff. He served a six-year sentence and was expelled from Portugal. Until recently, the former priest lived in Belgium, but recently left his home. According to trial records, Krohn blamed the Pope for what he viewed as the Church's increasing liberal stance.

The Holy Father begins his third visit to Fatima on Friday and will beatify two of the three shepherd children who received visions of the Virgin Mary at the site in 1917. The beatification will fall on the 83rd anniversary of the first apparition and the 19th anniversary of the day when the Pope was shot and wounded by Turkish gunman Mehmet Ali Agca in St. Peter's Square.

Catholic World News Service - Daily News Briefs


YO ACUSO EL PAPA BY JUAN HERNANDEZ KROHN


http://cgi.ebay.es/ACUSO-AL-PAPA-Padre-Juan-Fernandez-Krohn-1983-/270671676204#shId

http://www.paperbackswap.com/Le-Fou-Dieu-Juan-Fernandez-Krohn/book/2828902382/

FERNANDEZ KROHN HIRIÓ A WOJTYLA?

Desvelan que el cura español Fernández Krohn hirió a Wojtyla en Fátima en 1982

EFE Actualizado 15-10-2008 19:42 CET Ciudad del Vaticano.- El sacerdote integrista español Juan Fernández Krohn logró herir levemente al papa Juan Pablo II en Fátima en 1982, en contra de lo mantenido hasta ahora, según se desvela en la película "Testimonio", basada en el libro " Una vida con Karol", del cardenal Stanislaw Dziwisz.


El sacerdote integrista español Juan Fernández Krohn, en una fotografía de 2002

La película se estrenará mañana en el Vaticano con la asistencia de Benedicto XVI, coincidiendo con el 30 aniversario de la elección de Karol Wojtyla como Papa, el 16 de octubre de 1978, y hoy fue presentada por Dziwisz y el periodista italiano Gianfranco Dziwisz, que es coautor del libro.

Svidercoschi contó a la prensa que en el filme el cardenal Dziwisz, que fue durante 39 años secretario personal de Juan Pablo II, desvela un hecho que se mantenido en secreto durante 26 años.

El 12 de mayo de 1982 un sacerdote integrista español, Juan Fernández Krohn, pretendió matar en Fátima (Portugal) a Juan Pablo II con un cuchillo de grandes dimensiones cuando el Papa participaba en la procesión de la vigilia mariana.

El Papa había ido para agradecer a la Virgen que le hubiera salvado del atentado de la plaza de San Pedro del 13 de mayo de 1981, cuando fue tiroteado por el turco Ali Agca.

El cura español, según se ha mantenido hasta ahora, fue detenido antes de lograr su objetivo.

El cardenal Dziwisz cuenta ahora en la película, según dijo Svidercoschi a la prensa, que el Papa, sin embargo, fue alcanzado, ya que cuando llegaron a una habitación del santuario de Fátima "había sangre". No especifica más.


Tuesday, 30 November 2010

JUAN KROHN: CONFESIONES Y RECUERDOS DA LA FSSPX



Confesiones de un heterodoxo: sobre mi herejía histórica (auto de fe en mi celda) (2)

29.11.10 | 18:44. Archivado en Semper Idem (en defensa propia), Historia revisionista de los dogmas (en clave nacional/catolica)
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Sigo con el rollo. Explicándome en materia teológico/religiosa (del auto de fe de mi celda, me refiero) Algo que por lo que se ve tiene más gancho (o morbo) de lo que se entiende de ordinario. "El hereje" era el título de una de las novelas de Miguel Delibes -segunda época- que más aplauso le cosecharía tras la transición política.

No es óbice que se trata de un dicterio lastrado de antiguo de una nota (teológica) infamante que se pone de manifiesto aunque sólo sea en el eufemismo -de heterodoxos- que la reemplazaría cuidadosamente en el lenguaje escrito y hablado políticamente correcto en los tiempos modernos entre españoles, como lo ilustra el titulo de la célebre obra de Marcelino Menéndez Pelayo, ducho en la materia.

Por eso se puede decir que herejes no hubo propiamente hablando en la historia del catolicismo español de los últimos siglos. Los últimos se quedarían anclados (en el recuerdo) en las épocas de las guerras de religión y de la eclosión -frustrada- del protestantismo en la Península de lo que testimonia Miguel Delibes en la novela referida.

Incluso los jansenistas españoles presentes en las Cortes de Cádiz -un pre/concepto más bien que dió por sentado don Marcelino en su libro- pueden ser vistos como una de las componentes más o menos heterodoxa del liberalismo español que para lo que se da en llamar el pensamiento reaccionario (tradicionalista) de la época no dejaba de ofrecer en su conjunto una nota de crasa heterodoxia indiscutible, tanto los liberales moderados como los extremistas.
Curioso asaz no obstante lo es que el gran martillo de herejes que pretendió ser Menéndez Pelayo -en la idea que guardan muchos de él por lo menos, y a imagen y semejanza de la visión de la Historia de España que se tenía forjada en su cabeza- se viese tratado de "mestizo" en la pluma de polemistas anti-clericales de su tiempo, como lo fue Miguel De Unamuno, hasta cierta fase (relativamente avanzada) de su vida al menos.

"Mestizo" designaba a una mezcla híbrida de "carca" o integrista y de adepto de la política de la Santa Sede, más o menos tachada de liberalismo a partir del pontificado de León XII, tras su distanciamiento prudente de la causa del carlismo (vencido), que Rafael Sánchez Mazas no dejaría de poner de relieve en su libro "prohibido"

Y mas significativo aún lo es que en la polémica entre conservadores y renovadores, integristas y progresistas que encendería el concilio Vaticano II y a sus ancas el posconcillio inmediato, los progresistas -"la progresía" como se les llama ahora en España mayormente entre las nuevas generaciones- se vieran tratados por sus adversarios integristas o tradicionalistas de subversivos, de marxistas, de inflitrados, de traidores a España en rigor, y muchas otras lindezas, pero sin que llegasen a personificar, a los ojos de aquellos, "herejía" alguna.

E incuso desde las alturas teológicas (exquisitas) que pretendió guardar desde el principio la obra del seminario de Ecône del obispo Lefebvre, el progresismo posconciliar se veía tratada de modernista, un fenómeno -históricamente considerado, en el orden religioso me refiero- que guardó siempre entre los católicos españoles un sello nítidamente extranjero; o de neo/protestantes a lo sumo, pero el calificativo de herejes (en francés "heretiques") se veía reservado en su uso al círculo de los más adeptos o forofos, con mayor grado de iniciación teológica a que la mayoría de los seguidores del obispo disidente que lo empleaba de vez en cuando a penas; en su correspondencia polémica con las instancias de la santa sede en el marco del proceso canónico que se le seguiría, y en sus conferencias (semanales) a sus seminaristas.

Herejes -y paganos- llamaba el cardenal Segura a los falangistas -o si se prefiere a los franco/falangistas- pero su actitud se vería fatalmente revestida de un sello de lo mas atípico y original en la historia del catolicismo español contemporáneo. Pareja -por lo que a la nota infamante se refiere- correría la noción de excomunión (o de excomulgado)

Con la excomunión amenazó -con grandes réditos, hay que decir, en materia de política religiosa- el Vaticano a Franco y a su régimen en los años del tardo/franquismo concretamente en el asunto de la tentativa de expulsión del obispo separatista (y provocador) de Bilbao, Añoveros, que no llegó a materializarse, porque el régimen se echó marcha atrás "in extremis"; el conflicto que protagonizarían la iglesia católica y el régimen de Perón en la Argentina -preludio de su caída- bien vivo aun en los recuerdos de muchos.

¿Fui excomulgado yo mismo en Fátima? A fe mía que nunca lo supe. Teóricamente debía ser así, por lo que tengo entendido. Pero excomulgado me sentía yo ya de antiguo, de verdad; de aquella iglesia del concilio que como me lo confesó uno de los militantes brasileños de la TFP,residente en Madrid a principios de los setenta, -a solas por cierto- no era la iglesia de las promesas/de/su/bautismo.

Como sea, nunca nadie me notificó lo más mínimo en ese sentido; lo que me situaría en la práctica en una especie de limbo canónico en el que desde entonces me movería -como pez en el agua (un decir)- tal y como aquí ya lo tengo señalado. No es cierto en cambio -y salgo así al paso de ciertos rumores tenaces y persistentes por lo que veo- que me viera expulso de la FFSPX antes de mi detención en Fátima.

Salí por la mañana, el día que tomé el tren rumbo el santuario -viajando toda la noche- del priorato ("prieuré") en el que residía hasta entonces en la afueras de París (Mantes-la-Jolie), hoy día -lo que no era en modo alguno el caso entonces- uno de los principales bastiones del Frente Nacional en el cinturón suburbano que rodea la capital francesa. Y tras el estruendo en los medios que seguiría a mi detención se apresuraron a tomar distancias y a condenarme desde luego.

Los unos con más celo y apresuramiento que los otros. Los que no me veían con demasiados buenos ojos dentro de la FSSPX más si cabe desde luego. Pero la tónica no dejó de darla el propio obispo Lefebvre con el que siempre mantuve excelentes relaciones -y conjuro a quien sea a desmentirme- quien, sin duda blanco de todo tipo de advertencias y presiones por cuenta mía, declaró al poco de mi detención a los medios que "mi caso estaba ya en manos de los jueces y de los psiquiatras y que él no podía hacer ya más nada (...)

No se lo guardé ya lo saben aquí todos, y defendí siempre su memoria en mis entradas (de forma critica y con visión retrospectiva por supuesto) Sin embargo debo admitir -"sotto voce" (imitando a los de la TFP) sobre todo para los que aquí me leen- que en el momento de mi detención en Fátima, yo andaba ya por así decir en la cuerda floja en materia de ortodoxia (...)

Si no caído (relapso) en herejía, fatalmente rodeado, es cierto, de fuertes presunciones y motivos de sospecha en la materia. No hereje en sentido estricto y en el lenguaje canónico antiguo; pero sí en cambio en el de "sapiens heresim" (con tufo a herejía) Y no lo era por cierto por culpa de modernismo teológico, por cierto, o de que me hubiera vuelto mas o menos progresista -horresco referens (hoy como ayer)- sino culpa de un autor de quien ya me habré ocupado en algunas de mi entradas, Joaquín de Flore -camino de los altares (beatificado por el propio Juan Pablo II...)- del que la iglesia a todas luces no consigue ponerse de acuerdo todavía.

Y a mí Joaquín de Flore me interesaba sobre todo por su visión de la Historia que haría recobrar sorprendentemente actualidad a su pensamiento doctrinal en las primeras décadas del siglo XX que vieron el auge de los nazifascismos. Y mas tarde aún, con ocasión del concilio vaticano segundo.

Joaquin de Flore -como Federico Nietzsche, como el francés Maurras (como la lguerra civil española)- figuró entre los grandes convidados de piedra de aquella magna asamblea. En la mente de muchos desde luego, por más que se andasen con mil precauciones a la hora de avanzar su nombre de forma explícita por culpa de la reputacion dudosa (sapiens heresim) que arrastraba desde de resultas del hundimiento del mundo que le tocó vivir, la Europa de la Alta Media, de la segunda y tercera cruzada, ésta última tras la reconquista de Jerusalén por las tropas de Saladino, a la que el monje visionario sobreviviría por muy poco tiempo.

Y lo ilustraba de forma elocuente a mi juicio el prólogo a una obra divulgadísima del padre de Lubac, jesuita francés, y una de las "vedettes" del "ala marchante" del concilio dedicada a la suerte que le seria reservada para la posteridad al legado doctrinal del célebre monje (heterodoxo)

El autor del prologo lo era otro de los teólogos que el concilio izó a la cumbre de la fama, el padre Chenu, dominico francés, que confesaba en esas páginas -de una tonalidad innegable, y era la de un homenaje crítico-que le mereceria la obra (exhaustiva y documentada) de su hermano/en/el sacerdocio, el resentimiento (sic) que arrastraba de antiguo en relación con las doctrinas y teorías de Joaquín de Flore, huella mas que presumible del mucho parecido en que había debido tenerlas en algún momento de su trayectoria (temprana) y de la evolución o maduración ulterior de su propio pensamiento teológico (e ideológico).

Y fue en Argentina sobre todo donde me fue dado el ser testigo en primera fila del problema irresoluble que Joaquín de Flore no dejaba de plantear en los ámbitos académicos de aquel pais situados dentro de la órbita de influencia de la iglesia católica, como es el el caso de la enseñanza católica universitaria del tipo confesional "urbi et orbe"

Y sería con ocasión de un congreso de "Filosofia Tomista" celebrado en las cercanías de la cudad de Cordoba durante mi estancia en aquel país -en, el invierno austral del 79 (...)- en el marco de mi ministerio formando parte la obra del obispo Lefebvre. En concreto, tras la intervención que seguí con gran interes de uno de los ponentes invitados, profesor en una Universidad caztolica alemana (hasta el punto de procurarme de inmediato copia escrita del texto) en relación con la visión de la historia del monje célebre que se vio seguida (y no es broma) de una retractación con todas las letras del interesado tras las presiones que se sucedieron a no dudar entre bastidores del congreso.

Y en la que el infortunado ponente -a todas luces intimidado y atemorizado de la cola que habían traído sus palabras- declaraba solemnemente distanciarse de la teoría hegeliana que se insinuaba o se escondían (subrepticiamente) en la visión histórica de Joaquin de Flore y de la que sin duda (de lo que creo recordar del tenor de sus retractaciones) él mismo se había hecho desgraciadamente culpable en la medida que les había servido perniciosamente de altavoz en aquel congreso, lo que lamentaba profundamente (etcétera, etcétera...)

Seguido de una profesión de acatamiento a la doctrina de la iglesia, como/dios/manda. Y está de más el decir que aquella retractatio" (teológica) -tan estrepitosa (yo la verdad que oyéndola no sabía donde meterme)- no me curó en modo alguno del problema (si se le quiere llamar así) que arrastraba yo de antiguo con la historia (con mayúsculas) antes y después de toparme con la figura y la obra de Joaquín de Flore y de su posteridad espiritual (teológica o filosófica), ancha y abundante como las arenas del mar a creer a aquel estudio al que aquí he venido aludiendo.

Un problema que no haría mas que agudizarse -un decir- en mí al socaire de la polémica levantada por la ley funesta de la memoria histórica y la polémica sobre la guerra civil en el plano memorialista) que de unos años la precedería. La salvación es histórica -cumpliéndose dentro de la Historia (de la salvación, de los hombres y de los pueblos)- o no lo es; no más a lo sumo que una salvación de mentirijillas con tufo "a domesticidad" como reprochaba Federico Nietzsche a "las experiencias de salvación" de sus ascendientes y antepasados (todos ellos pastores protestantes) No pretendo no obstante convencer aquí a nadie.

Consciente además de correr el riesgo pronunciándome como le hago de un proceso en materia de heterodoxia como el que se le siguió a la Acción Francesa; que ya veo a algunos tomando nota a toda prisa de lo que expongo en estas líneas. Exultantes de tener (¡en fin!) algo por donde "cogerme" Entre aquellos presumiblemente que más me habrán seguido la pista o mejor me conocen (de antiguo)

¿En la mirilla de la censura teológica, no directamente de los dicasterios romanos pero sí de la FSSPX? A fe mía que no lo sé. Pero esta claro para mi que en los ámbitos rectores de la obra fundada por el obispo francés disidente -bien vistos en lo sucesivo a todos los niveles de la iglesia jerárquica- se tienen formada una idea o si se prefiere un juicio de sobra por cuenta mía.

Pese al silencio (desdeñoso) que me habrán brindado durante décadas. No se puede decir en cualquier caso que no sea yo para ellos un viejo conocido (y recíprocamente también) El actual superior Bernard Fellay, hijo del ingeniero responsable de la central eléctrica de Ecóne -en el cantón suizo del Valais- del que el seminario tomaría su nombre (el mas divulgado en los medios por lo menos) solía venir a montar en trineo aún adolescente casi un niño en el cerro adyacente al seminario los primeros tiempos de estar yo allí.

Y que me perdone pero pensé y sigo pensando que en materia de catolicismo los suizos por muy católicos que se sintieran tienen pocas lecciones que dar a los españoles. Y mucho menos en punto nuestro pasado histórico. Por muy altas que sean sus montañas. Por mucho que algunos de ellos se sientan el ombligo de Europa (y del mundo)

No les estoy declarando la guerra, que conste. A lo sumo me la declararon ellos que consiguieron mi expulsión de Suiza, tras mi salida de la cárcel portuguesa -en marzo del 86- gracias a su gran valedor en los medios políticos y de la magistratura en la capital federal, Berna, el abogado (maître) Roger Lovey, proximo de "l'Office" (antigua Cité Catholique), poco conocidos en España pero tan sectarios como el Opus Dei.

Sin rencores, y sin complejos. No por ello voy a abogar por el cierre de sus antenas en territorio español y la expulsión de sus miembros (que se merecerían)





Thursday, 11 November 2010

KROHN Y LA "MALDICIÓN DE FÁTIMA"


Curioso cómo se ha ido borrando de los medios el segundo atentado a JuanPablo II,mientras se insiste en el primero.De ese modo, el nombre de Juan Fernandez Krohn se ha ido borrando hasta ser sólo 'a deranged priest', ni siquiera spanish...Aunque no haya relacion directa entre los dos atentados,sí la hay indirecta y el asunto es lo suficientemente importante para ser tratado,cosa que Iker y sus invitados
no hicieron,,,

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Dziwisz’s behind-the-scenes observations about the two assassination attempts, almost exactly a year apart (1981 and 1982), are informative. He notes that the first attack, in St. Peter’s Square, left the pope badly in need of a blood transfusion. The first transfusion did not take, as his body rejected the blood. A second attempt succeeded with blood from the doctors themselves: “That’s how the doctors saved the pope,” Dziwisz explains, “They donated their own blood.” Because the attempt on his life occurred on the anniversary of the first appearance of our Lady of Fatima in Portugal in 1917, the pope credited his survival to her intervention. A year later, on a pilgrimage to Fatima, where he delivered the bullet that nearly killed him, there was a second attempt on his life, this time by a deranged priest. Dziwisz reveals that the knife attack actually wounded the pontiff — information not made public until recently.

Juan María Fernández y Krohn (born in Spain in 1948) is a former Roman Catholic priest and former Belgian lawyer who tried to physically attack Pope John Paul II in 1982. He was ordained a priest in the Society of Saint Pius X seminary in Ecône, Switzerland in 1978. He was retroactively terminated from membership in the Society after his assassination attempt on the Pope and because he openly proclaimed that Archbishop Marcel Lefebvre's opposition to Pope John Paul II was too weak.

On May 12, 1982, he tried to stab Pope John Paul II with a bayonet in Fatima, Portugal. It's unclear whether he wounded the Pope or not. During his trial, he claimed that he was opposed to the reforms of Vatican II and that he believed Pope John Paul II had been in league with the Soviet Union and even was a secret Communist agent trying to corrupt the Vatican. He received a six-year sentence though he served only three years and then was expelled from Portugal, after which he moved to Belgium. By then, he had already completely given up the Roman Catholic priesthood.

In Belgium he became a controversial lawyer. During the beginning of his career as a lawyer, he was accused of slapping judge and Cassation president Erik Carre in the face with his flat of his hand. Fernández y Krohn was also accused of spreading "anti-semitic propaganda" in the councillors' room of the Brussels Palace of Justice.

In 1996, he was charged with setting fire to a centre of the Herri Batasuna, the political branch of the terrorist Basque separatist group ETA. He was subsequently acquitted.

He was arrested again in July 2000 after climbing over a security barricade at the Royal Palace of Brussels, and throwing accusations of murder at the approaching Spanish King Juan Carlos. He accused him of killing his brother Alfonso in 1956 in order to become King of Spain. He received a four-month probational sentence and a fine.

After 2000, he has lived in Belgium and Spain, and is reported to be an expert in art and literature of the Spanish post-Civil War period (1939-1990)

MAGNICIDIO | HABLA EL EX SACERDOTE CULPABLE

«No llegué a herir al Papa»

«Los agentes de Juan Pablo II me derribaron antes», declara en exclusiva a «Crónica» el ex sacerdote Fernández Krohn, localizado en Bruselas. El secretario del Papa fallecido dice que este español llegó a clavarle un cuchillo en Fátima, en 1982.

JOSÉ MANUEL VIDAL

Creía haber pagado lo suficiente con los tres años y medio que pasó en una cárcel portuguesa. Pero a Juan Fernández Krohn le persigue su pasado de «cura que atentó contra el Papa Wojtyla en Fátima». Hasta ahora se creía que sin llegar a herirlo. Pero ahora, el que fuera su secretario durante más de 39 años, Stanislaw Dziwisz, revela que Juan Pablo II recibió una cuchillada que le hizo sangre. «Un montaje prefabricado, un infundio», se indigna el hoy ex sacerdote. Pero le apunta el dedo acusador de un cardenal. Y le persigue la «maldición de Fátima».

El 12 de mayo de 1982 Juan Pablo II visitaba Fátima para depositar, en la corona de la Virgen, la bala que le había disparado un año antes, en la Plaza de San Pedro, el turco Ali Agca. Como ofrenda por haberle salvado la vida. Y allí mismo, la Virgen volvió a salvarlo. El cura español Juan Fernández Krohn se abalanzó sobre él con un puñal. «Puedo revelar ahora que fue herido. Cuando lo llevamos de vuelta a su habitación, había sangre», asegura Dziwisz, cardenal de Cracovia.

Fernández Krohn, el acusado, lo desmiente categóricamente en declaraciones exclusivas a Crónica. «Estas pretendidas revelaciones del antiguo secretario de Juan Pablo II me suenan a un montaje prefabricado con objetivos bien precisos. No herí al Papa».

Lo argumenta así: «Los agentes encargados de la protección papal me derribaron. Justo a los pies del Papa, me sujetaron y me obligaron a seguir en su presencia, cara a cara. Mostraba adustez y dureza en el rostro, pero ni el menor síntoma de estar herido».

De aquel Juan vestido de sotana ya poco queda. Hoy, vive en Bruselas. O, mejor dicho, malvive. «Mi situación es muy precaria. Vivo en una estrechez casi total desde hace 22 años. Sin futuro y con las puertas cerradas. Tengo muchas carreras, pero de poco me han servido. Y eso que hice de todo. Desde contable a abogado, pasando por obrero agrícola o mecánico de bicicletas». No tiene trabajo y lleva dos años dedicado a hacer una tesis doctoral. Vive en una residencia universitaria para estudiantes, en la que no le cobran nada, pero mantiene la esperanza de salir adelante. «Espero que, con la tesis terminada y con el título de doctor, pueda encontrar un puesto de profesor en Bélgica o en España».

Su único consuelo es su hijo Niels Manuel. Tiene 18 años y, hasta ahora, ha vivido con su madre, que es belga flamenca. «Ya se ha independizado, está terminando el bachillerato y tiene la doble nacionalidad. Es un fenómeno y mi único sostén en medio de tantos sufrimientos».

Un vía crucis que comenzó hace más de cinco lustros, cuando la Justicia portuguesa le condenó a tres años y medio por intento de magnicidio. «Esa fue también la idea que me quedó hasta hoy, procurándome un gran alivio: que mi acto de protesta, de resonancia mundial, se saldase de forma incruenta».

Las crónicas de entonces contaban así el suceso: «Millones de personas han podido ver cómo la policía portuguesa sujetaba a un joven, vestido con sotana, que se resistía, mientras el Papa, vuelto hacia atrás, dirigiendo su mirada al lugar del tumulto y en silencio, daba su bendición. Se le oyó gritar: «Muera el comunismo y el Concilio Vaticano II»».

¿Qué es lo que busca, entonces, el cardenal Dziwisz, desvelando el misterio de Fátima 25 años después? Fernández Krohn responde: «Aparte de las intrigas vaticanas que se me escapan, el objetivo es desviar la atención de la opinión pública sobre la connivencia y el colaboracionismo con la policía comunista de altos jerarcas de Polonia y de la propia Curia romana durante los años del pontificado de Juan Pablo II».

EL ATAQUE A WOJTYLA

Fernández Krohn nació el 24 de junio de 1949 en el seno de una familia bien y profundamente católica del madrileño barrio de Argüelles. Tanto que su padre nunca le perdonó el atentado contra el Papa. «Nunca llegué a reconciliarme con mi difunto padre. Lo lloré mucho». Muy aficionado al deporte, fundamentalmente al atletismo, a los 17 años inicia la carrera de Económicas en la Universidad Complutense de Madrid. De carácter apasionado y afable, hace gala de un gran sentido del humor. Alto y de tez morena, se lleva a las chicas de calle.

Lo ordenó sacerdote el arzobispo Marcel Lefébvre en 1978. Su primera misa, celebrada en el hotel Meliá Castilla de Madrid, fue todo un acontecimiento social en la época. Con más de mil personas invitadas. Entre ellas, la hija de Franco. «La misa fue de rito tridentino, que estaba rigurosamente prohibido en España. Por eso, al día siguiente, en la Hoja del Lunes, el cardenal Tarancón, de triste memoria, sacó una nota de lo más virulenta», recuerda.

La llegada al solio pontificio de Juan Pablo II el 16 de octubre de 1978 hizo escorar todavía más a la Hermandad de Lefébvre. A su juicio, el Papa Wojtyla «era el candidato de la izquierda eclesial, para ganarse a la derecha». Decidió quitarlo de en medio o, al menos, darle otro susto (Alí Agca ya le había disparado al corazón). Enfundado en su sotana y con sus conexiones no le fue difícil acceder al altar del Papa. «Cuando llegó, estaba en primera fila y me abalancé sobre él, pero me sujetaron antes de que pudiera rozarlo».

—¿Por qué quiso matar al Papa?
—Fue un sacrificio por la salvación de la Iglesia, de España y de mis convicciones de católico español o de nacionalcatólico.
—¿Fue un acto de enajenación mental?
—No estoy loco.
—¿Se arrepiente?
—No me arrepiento de nada.
—¿Volvería a hacerlo?
—No, he evolucionado.
—¿Se siente pecador?
—Pecador sí, pero criminal nunca. Ni delincuente tampoco.
—¿Qué piensa de Ali Agca?
—Es anticristiano y antioccidental y ve al Papa como jefe de los cruzados. A pesar de ello, Juan Pablo II le perdonó. Algo que, en cambio, nunca hizo conmigo.

Detenido por los guardaespaldas del Papa, fue juzgado en Portugal. «En el juicio — aunque mi abogado y todo el mundo me aconsejaban que adujese enfermedad psiquiátrica— yo mantuve una estrategia suicida: asumí todo y me condené a mí mismo». Seis años y medio de cárcel por intento de asesinato y siete meses más por desacato. En la cárcel, abandonó el sacerdocio.

Tras cumplir la pena, «anduve deambulando por diversos países europeos y, al ver que no tenía salida alguna en la vida civil en España, me vine a Bélgica. Aquí, tuve una segunda juventud». Se casó por lo civil con una periodista portuguesa que había cubierto su caso.

La «maldición de Fátima» le persigue y en su recorrido vital florecen los problemas. En 1999, es acusado de intentar incendiar la sede de Herri Batasuna en Bruselas. Y en el año 2000, «con motivo de la visita del Rey a Bélgica protagonicé un acto de protesta, al que dio amplia cobertura la prensa española y, en especial EL MUNDO. Grité: «Rey Borbón, yo no maté al Papa, tú, en cambio, mataste a tu hermano».

La policía belga lo detuvo. «Me encerraron en la jaula de los locos furiosos. Con un comedero como el que tienen los animales en las cuadras en España. Denigrante».

Tras salir del psiquiátrico, Fernández Krohn le promete a su hijo que no volverá a meterse en líos. Y se dedica a buscar trabajo, sin encontrar demasiadas salidas. Eso sí, recibe «presiones y ofertas para que se convierta al protestantismo y al Islam. «No llegaron a ofrecerme dinero, pero sí solucionar mi vida y la de mi familia para siempre». La oferta del Islam le llegó a través del famoso escritor converso Roger Garaudy. No aceptó. «Soy de una familia cuyas raíces católicas se pierden en la noche de los tiempos. Tuve incluso mártires durante la guerra».

Cuando las aguas de su vida parecían calmarse, se encuentra de nuevo en el ojo del huracán. Porque en Roma, un cardenal ha resucitado su «maldición de Fátima». Una maldición «que me persigue, que pesa como una losa que está a punto de aplastarme de nuevo».
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Monday, 8 November 2010

KROHN ACUSA EL PAPA



El sacerdote integrista español acusó al Papa de ser responsable de la actual situación de Polonia

NICOLE GUARDIOLA, - Lisboa - 14/05/1982

Juan Fernández Krohn, sacerdote español de 32 años de edad, que fue detenido por la policía portuguesa cuando intentaba abalanzarse sobre el Papa, Juan Pablo II, en Fátima armado con una bayoneta, hizo responsable al Pontífice de la actual situación que vive Polonia.

Así lo declaró a la policía judicial portuguesa que le interrogó durante tres horas tras su detención. Fernandez Krohn resposabilizó también al Papa de la represión que sufren los católicos en Polonia y los militantes del movimiento Solidaridad.El sacerdote español, que comparecerá hoy ante el juez de instrucción, fue acusado oficialmente ayer por la policía portuguesa de intento de homicidio. La policía considera que el detenido goza de plena salud mental, en contra de la opinión del cardenal Agostino Casaroli, quien a través de Radio Vaticano, opinó que se trataba de un fanático "trastocado y tal vez un paciente de perturbaciones mentales".

El incidente se produjo cuando, después de rezar el rosario en la capilla de las Apariciones del santuario, Juan Pablo II comenzó a subir, rodeado de todo el episcopado portugués, la escalera del altar mayor, preparado al aire libre, donde ayer celebró una misa.

Millones de personas han podido ver, en sus pantallas de televisión, cómo la policía sujetaba a un individuo joven, vestido con una sotana, que se resistía violentamente, mientras el Papa, vuelto hacia atrás, dirigiendo su mirada al lugar del tumulto y en silencio, daba su bendición. Al sacerdote se le oyó gritar: "Muera el comunismo" y "Muera el Concilio Vaticano II. El Papa, después de dirigirle unas últimas palabras, se retiró a sus aposentos, en el recinto del santuario.

Más tarde, la policía, además de revelar el nombre completo y la nacionalidad del agresor, indicó que se le había incautado, en un maletín, una bayoneta de fusil Mauser, de la primera guerra mundial, con una lámina de cerca de cuarenta centímetros.

El sacerdote Fernandez Krohn ha pertenecido a la corriente tradicionalista del arzobispo Lefebvre que considera que las medidas liberalizadoras del Concilio Vaticano II han sembrado la confusión en la Iglesia y abierto la puerta a la crisis de los valores fundamentales del cristianismo.

Responsables del seminario internacional de Econe (Suiza), que dirige el arzobispo tradicionalista, rechazaron "terminantemente" el comportamiento del sacerdote Fernandez Krohri, qué calificaron de "insensato", en una declaración a nuestro corresponsal en Ginebra, Alejandro Fush.

Los máximos responsables del seminario, después de una hora y media de conferencia, declararon que Fernandez Krohn fue ordenado por monseñor Lefevbre, pero subrayaron que desde hace dos años no pertenece a su fraternidad. Sin embargo, la agencia France Press informa que desde hace un año, Juan Fernandez Krohn compartía el priorato de la fraternidad sacerdotal de San Pio X de Rouen, en y la comunidad de Suresnes, en la región parisina, tras una estancia en Latinoamérica, concretamente en Brasil y Argentina.