Monday, 12 December 2011

TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA: A CHAVE

O DRAMA DO SEGREDO DE FÁTIMA

A hecatombe do Papado:
mistério culminante da história moderna
  Videntes do 3o Segredo de Fátima
Admirável é o modo como se manifesta a Providência que confundindo a malícia dos poderosos, faz chegar o pão da verdade aos filhos de Deus; a verdade do Magnificat e do Terceiro Segredo de Nossa Senhora de Fátima, que manifesta a perene intervenção da Misericórdia divina no mundo humano, intervenção excepcional dos nossos tempos.
O que ensinou a Igreja sobre isto? A Fé cristã se funda na intervenção de Deus na história através de Jesus Cristo, seu único Filho, concebido pelo Espírito Santo e nascido da Virgem Maria.
E através da Sua Igreja essa intervenção divina na terra continua, na medida da ajuda que necessitam os homens de boa vontade. Ela se manifesta nos Sacramentos, no Magistério dos papas e, porque não, quando surgem grandes perigos, nos eventos proféticos invocados pela Igreja.
Desde o início do livro do Genesis, é dito que será a Mulher a vencer o Inimigo de Deus e dos homens. Inimigo que, na nossa época, suscitou um leviatã com muitas cabeças mortais, das quais a mais feroz impôs a mentalidade revolucionária que é a um tempo libertária e liberticida.
Esta domina no mundo, chegando a infiltrar-se nos vértices da Igreja.
A sociedade humana precisou pois de uma ajuda extraordinária para superar essa insídia mental e moral de dimensões inauditas.
Ora, a Igreja desde sempre invocou com orações ajudas sobrenaturais: sinais de alcance histórico, que desde os primórdios do Cristianismo manifestaram-se em horas crucias para suster a Fé, ameaçada pelo espirito do mundo, que cada vez mais seduz com seu poder as almas.
E a intervenção de Maria, Auxilium Christianorum, sempre foi invocada nas horas cruciais com gratidão pelos Papas católicos.
Aqui começa a história do Evento de Nossa Senhora de Fátima.
O papa Bento XV, em plena guerra mundial, invocou publicamente a ajuda de Maria no dia 5 de maio de 1917.
A resposta veio no dia 13 de maio seguinte. Para ajudar a humanidade Nossa Senhora, na vigília da revolução bolchevista, confiou a três pastorinhos de Fátima uma mensagem que avisava dos erros espalhados pela Rússia e dos perigos crescentes para o mundo, se os homens e os povos não deixassem de ofender a Deus: depois da devastadora I Guerra mundial viria uma “guerra pior”.
Se depois desta o mundo não mudasse, viria um terceiro flagelo, mais letal que as guerras; o momento mais crucial da história.
Pode-se deduzir que esse novo flagelo seria de natureza tão tenebrosa, tão incrível nos dias em que foi anunciado, que deveria permanecer como um segredo até a hora em que sua manifestação o tornasse visível à luz da Fé. Quando? Em 1960.
Esta data merecia pois toda a atenção.
Era o momento misterioso em que a ameaça final para a Fé surgiria e, ao mesmo tempo, a causa desse perigo letal seria ocultada por uma enxurrada de enganos.
Emblematicamente o Segredo ficou desde então encerrado no Vaticano.
Não se acreditava mais na ajuda divina para as questões da terra, ou se temia uma intervenção extraordinária do Céu?
Esta dúvida faz vislumbrar um mistério, que precisa ser investigado.
Fato é que por mais de quarenta anos o Segredo ficou arquivado.
Depois ele foi finalmente aberto, mas devido ao teor vago de sua interpretação oficiosa, os mistérios em volta dele, ao invés de cessarem, se multiplicaram; dando ensejo à muitas novas dúvidas e várias publicações, que se apoiam nas contradições vaticanas quanto ao testemunho da Vidente Lúcia.
O que haverá atrás de tudo isto? Como é possível que a visão simbólica de um massacre a tiros do Papa com os seus séquito fiel, não tenha suscitado dos católicos uma consideração meditada do seu significado, mas que ao invés, prevaleça um conformismo apático diante de explicações que nada explicam?
De fato, a conclusão do Segredo foi reduzida à lembrança, segundo o então card. Ratzinger, de imagens que as pastorinhas poderiam “ter visto em livros de piedade e cujo conteúdo deriva de antigas intuições de Fé”.
Não será mais correto dizer que são os livros de piedade que derivam de visões na fé?
Além disso, o que os pastorinhos viram, o inferno e após a hecatombe do Papa com o seu séquito, não foi a mesma para todos eles?
O incrível é que visão para ajudar a Igreja no momento mais crucial da sua história, a terceira parte do Segredo que seria ‘mais clara’ em 1960, agora é apresentada como um quadro fora do tempo!
Devido a este e a outros pontos obscuros na interpretação vaticana do Segredo, grande foi a decepção dos fiéis que esperavam a revelação da verdade assombrosa que viesse sacudir o torpor das consciências, guiando os homens na direcção da Fé.
Essa verdade ainda não foi devidamente aquilatada. Ou melhor, algo ainda impede que ela seja reconhecida por todos; algo ligado, de um lado à malícia de alguns, do outro à uma reacção abúlica diante de uma visão que é claramente extraordinária, pela sua origem e conteúdo, não só religioso mas também histórico. Isto também se apresenta como um mistério no mistério.
 A censura e abertura do Segredo não será parte do seu mistério?
Finalmente, depois de quarenta anos, João Paulo II chegou à convicção que poderia levantar o sigilo do Segredo imposto por João XXIII, embora seu sentido, como sabemos, lhe era obscuro.
A razão dessa iniciativa tardia parece ligada a uma operação de imagem pessoal.
João Paulo sente que, em vista da enorme popularidade que atingiu no mundo, o risco de publicar a misteriosa mensagem poderia ser compensado pelo benefício que este traria à sua imagem de vítima dos perseguidores da Igreja.
Foi assim que a recente conferência vaticana forneceu aos meios de comunicação social uma interpretação do Segredo com as forçadas alusões a João Paulo II expostas pelo cardeal Sodano e reforçadas pela nota teológica do então cardeal Ratzinger.
Sua interpretação teria um caráter oficioso e definitivo, pois se pretende que com ela a questão do Segredo ficaria definitivamente superada. Mas depois reconheceu que não ficou.
O fato é, porém, que os aspectos obscuros dessas “explicações” são tantos que mesmo autores fieis às orientações provindas do Vaticano concluem que muito ficou por esclarecer.
Exemplo disso é o livro recente do jornalista italiano António Socci, “Il Quarto Segreto di Fátima” (Rizzoli, Milão, 2006), onde esse autor confessa que, embora tenha inicialmente aceitado que todo o Segredo havia sido publicado e explicado, a grande quantidade de fatos obscuros leva a pensar que muito ainda deve ser esclarecido. É disso que o livro passa a tratar.
A interpretação vaticana do Segredo concentrou-se justamente na pessoa que quis a sua abertura, mas sem explicar como esta serviu à sua defesa, e sem fornecer argumentos demonstrativos que a profecia do Segredo ficou exaurida. Reforçou assim a impressão que o objecto dessa operação era evidenciar uma áurea de martírio e de proteção divina sobre João Paulo II e seu pontificado revolucionário, sem responder às questões suscitadas pela visão da hecatombe papal. Esta ficaria em parte reduzida, segundo o então cardeal Ratzinger, a impressões religiosas dos pastorinhos após a visão do inferno – projeções do mundo interior de crianças, crescidas num ambiente de profunda piedade, mas ao mesmo tempo assustadas pelas tempestades que ameaçavam o seu tempo” – que, privadas de sentido no mundo actual, não mereceriam maior atenção.
A perplexidade geral diante de interpretação do Segredo
A abertura do Segredo perturbou o íntimo de muitas consciências. Isto só pode ser devido a duas razões principais: o uso pessoal de um evento religioso de alcance universal; a percepção do contraste entre a piedade tradicional e a modernidade. Isto vem acentuar o desacordo espiritual entre o conteúdo do Segredo e o decenal aggiornamento da religião com os tempos. Só um espírito anti-profético poderia querer adaptar questões religiosas discordantes, que tanto perturbam as consciências fieis.
Aliás, a tentativa de conciliar questões opostas repugna até as consciências que são sinceramente pela modernidade.
Quanto aos católicos, confiantes que uma mensagem celeste não pode ser nada menos que uma grande ajuda para os homens em geral, como é a outra parte da Mensagem de Fátima, esta interpretação suscita tanto desapontamento como suspeita. De fato é evidente que o Segredo foi aberto não pelo seu conteúdo, que resta impermeável à inteligência do Vaticano atual e do mundo intelectual em geral, mas porque parecia adaptável à uma interpretação conforme à intenção do establishment conciliar. Qual? A desvalorização de análises do Segredo, que do alto de sua competência teológica o cardeal Ratzinger, taxou de especulações.
As principais análises sobre o Segredo tratam de duas questões:
- a grave crise atual da Fé, que é um fato evidente a todos, mas que a apresentação vaticana empenhou-se a ignorar;
- a descontinuidade do Vaticano II e da sua hierarquia com a Tradição católica e com o Segredo de Fátima, que o atual Vaticano quer neutralizar.
Com isto se quis ignorar a questão que agora volta à tona: que há uma intrínseca discordância entre a fé que o evento de Fátima recorda e o espírito que suscitou o novo curso religioso do Vaticano.
Evitando essa discordância, também a interpretação dada pelas atuais autoridades vaticanas é falsa.
De nada adianta a anuência da Irmã Lúcia, que é a vidente e não a interprete do Segredo, como ela mesma reconheceu.
O ano de 1960 assinalou o início da surda mas clamorosa revolução que demoliu a Igreja católica, para erigir a outra, conciliar.
Por esta razão, quem se propõe demolir a Tradição procurou também anular ou adaptar o Segredo de Fátima, cuja autenticidade na visão da hecatombe do Papado, denuncia seus ocupantes conciliares.
Diante destas constatações, a tentativa de re-arquivar assim o Segredo fornece indicações, para “quem tem olhos para ver”, sobre o misterioso significado de tais operações.
A razão da Mensagem de Fátima só pode ser aquela que ela exprime explicitamente: a contínua intervenção da Divina Providência na vida dos homens, que só não é eficaz devido à oposição humana à verdade.
A este ponto pode-se deduzir que até o pretexto que serviu para a abertura do Segredo, isto é apresentar como continuidade o que é na verdade ruptura, responde a um desígnio divino e oferece elementos para ajudar a Igreja de Deus a desmascarar as lacerações que lhe causaram as decenais rupturas modernistas na sua doutrina e liturgia tradicionais.
Eis um motivo da luta final entre o bem e o mal neste mundo; foi o que a Irmã comunicou ao Padre Fuentes em 1957, mas teve que retratar em 1959, sob a pressão do Bispo de Coimbra instruído pelo Vaticano.
A chave de leitura para o Segredo de Fátima está na antinomia entre continuidade e ruptura; uma é a vida, a outra é a morte do Papa católico. 

Sunday, 11 December 2011

A CONVERSÃO DE JOHN WAYNE

Neto sacerdote de John Wayne revela conversão do legendário ator ao catolicismo

O neto de John Wayne, Pe. Mateo Múñoz, e uma foto dos dois juntos anos atrás
Roma, 05 Out. 11 / 03:39 pm (ACI/EWTN Noticias)
O conhecido ator John Wayne, uma das maiores estrelas de cinema em Hollywood e no mundo inteiro, abraçou o catolicismo ao final de sua vida, segundo revelou seu neto, o sacerdote Mateo Muñoz.

Em uma entrevista concedida ao grupo ACI durante sua estadia em Roma, o sacerdote detalhou o lado menos conhecido de seu avô, famoso por seus filmes e seus três prêmios Oscar.

"Quando éramos pequenos íamos à sua casa e simplesmente passávamos o momento com o avô, brincávamos e nos divertíamos. Uma imagem muito diferente da que a maioria das pessoas tinha dele", explica o Padre Muñoz.

O sacerdote, quem atualmente reside na Califórnia, recordou que a primeira esposa do ator – e sua avó - Josefina Wayne Sáez -de origem dominicana-, foi a ferramenta principal de Deus para evangelizar a estrela do cinema.

Josefina "teve uma maravilhosa influência sobre a vida de meu avô, e o introduziu no mundo católico", afirmou.

Meu avô "estava envolvido constantemente nos eventos da Igreja e na arrecadação de fundos que arrastava sempre minha avó, e depois de um tempo, notou que a visão comum e o que os Católicos são em realidade, o que conheceu com sua própria experiência, eram duas coisas muito diferentes".

John Wayne se casou com Josefina Sáez em 1933. Tiveram quatro filhos, a menor deles, Melinda, a mãe do Padre Muñoz.

John se divorciou da Josefina anos mais tarde e por sua fé católica, a jovem decidiu não voltar a casar-se até a morte de seu ex-marido, por cuja conversão rezou sempre ao Senhor.

O Padre Muñoz tinha 14 anos de idade quando seu avô morreu de câncer em 1978. Sempre recorda que Wayne teve um grande apreço pelos ensinamentos cristãos.

"Desde terna idade –meu avô- teve um bom senso do correto e do que está errado. Criou-se com muito dos princípios cristãos e uma espécie de ‘fé bíblica’ que, acredito, teve um forte impacto sobre ele", acrescentou.

Conforme explica o Padre Muñoz, na conversão de Wayne, jogou um papel chave o Arcebispo do Panamá, Dom Tomas Clavel, com quem compartilhava uma estreita amizade. Foi ele quem "seguiu animando meu avô, até que no final lhe disse ‘de acordo, estou preparado’ desejava ser batizado e converter-se em católico".

Para nós "foi maravilhoso vê-lo alcançar a fé e deixar esse testemunho à nossa família".

Wayne escrevia cartas dirigidas a Deus. "Escreveu formosas cartas de amor a Deus, eram como orações. Muito simples, mas também muito profundas ao mesmo tempo. Às vezes essa simplicidade era vista como ingenuidade mas eu acredito que havia uma profunda sabedoria em sua simplicidade", afirmou.

O Padre Muñoz recordou que depois de sua conversão, John Wayne sempre mostrou um certo grau de pesar por não ter abraçado antes o catolicismo, "foi um dos sentimentos que expressou antes de morrer".

"Meu avô era um lutador" e se vivesse "haveria muitas de coisas que o deixariam decepcionado e triste. Mas não acredito que perderia a esperança. Acredito que compreenderia este momento atual como um momento de fé. As pessoas estão em crise e estão procurando algo com mais sentido, mais real", indicou.

Wayne se preocupava muito pela falta de valores em Hollywood mas não se desanimava. "Acredito que animaria às pessoas a envolver-se, a que não se escondam em suas carapaças e não estejam à defensiva como em Hollywood. Que se envolvam e que sejam ferramentas para o bem. Ele faria isso, tal qual o fez em seu tempo", concluiu.

Friday, 2 December 2011

JUAN FERNANDEZ KROHN COMENTA LA POSICIÓN DE LA FSSPX SOBRE EL "PREAMBULO DOCTRINAL" DEL VATICANO


Lefebvrianos: no a la propuesta doctrinal de Roma

01.12.11 | 17:59. Archivado en El concilio de la discordia, Contencioso Roma-tradicionalistas

Confieso que no me lo esperaba. Cuando todo parecía indicar que se caminaba irremisiblemente hacia un compromiso doctrinal entre la Fraternidad San Pio X fundada por el difunto obispo tradicionalista disidente Marcel Lefebvre y el Vaticano, de paso previo a la obtención de un estatuto canónico idéntico o análogo a aquél del que goza el Opus Dei dentro de la iglesia, el máximo responsable de la FFSPX acaba de sorprender a propios y a extraño dando la negativa por respuesta ayer mismo en unas retumbantes declaraciones publicas. Y confieso que me sorprende, ya digo, no tanto porque para todos, en los medios y en particular en los círculos más allegados a las instancias eclesiásticas de las tendencias mas dispares ("tradis" o "progres") era algo que se daba ya por cantado; sino porque no se corresponde del todo con la imagen que de ellos, de la postura oficial (u oficiosa) de la "fraternité" me refiero, guardé yo de mi paso por ella hace ya tanto es cierto. Y sobre todo, porque la evolución del contencioso - en el sentido de la considerable radicalización anti-concilio a la que asistimos - era todo menos previsible entonces cuando yo me aparté de ellos definitivamente.

Y por más que los vientos y los tiempos cambiaran (y mucho) desde entonces era de prever ahora que una vez obtenido - con el pontífice actual Benedicto XVI - lo que en los años que yo permanecí ligado a ellos por los lazos de obediencia parecía el "leitmotif" principal del combate del obispo disidente, a saber la autorización de la celebración del viejo/misal sin cortapisas, el concilio no debía ser obstáculo mayor como no pareció serlo en el tiempo que permanecí dentro de su órbita. Y a fe mía que tengo sobrados motivos personales para afirmarlo. Porque si hay algo que me amargó la existencia en mis años de Econe fue la lucha sorda e intestina dentro de las paredes de aquel seminario tradicionalista entre los "duros" y los "blandos" - o entre los liberales y los anti-liberales como decían los segundos (entre los que yo me conté siempre) - en torno precisamente al concilio vaticano segundo y a la actitud a adoptar frente al mismo: o su aceptación o interpretación más recomendable (conforme a la doctrina tradicional) con vistas a salvar "lo esencial", a saber el misal de San Pío V; o el rechazo lisa y llanamente, no sólo de las reformas sino de los textos mismos de los que aquellas se derivarían.

Y está claro - y pongo por testigos a todos mis compañeros de entonces - que el arzobispo Lefebvre mantuvo entonces una actitud de equidistancia entre unos y otros - digamos entre la mayoría "liberal" y la minoría ultra - por motivos de buen gobierno de su comunidad sin duda, que traicionaban el sello eclesiástico (romano) de su formación y de su carrera y de su trayectoria y en los que no dejaban de reconocerse los ecos aún bien cercanos de la iglesia de Pío XII en la que se vería cimentada su brillante carrera episcopal (y mas tarde de arzobispo); tradicional (y ortodoxa) en lo doctrinal y democrática por cierto en lo político y en general en los criterios y principios del arte de bien gobernar (a la iglesia y a los pueblos). Y así, Monseñor Lefebvre como buen príncipe de la iglesia de su tiempo daría muestras de cierta tolerancia (con los extremistas) en su gobierno del seminario y de la fraternidad por él fundada - me toleró a mí por ejemplo (...) -, sin dejar de guardar al mismo tiempo, como digo, prudente distancia de aquellos en relación con lo que era entonces nuestro principal caballo de batalla, a saber el concilio vaticano segundo. Lefebvre fue nombrado obispo (el más joven de su tiempo) durante el pontificado de Pio XII; y formó parte también en el concilio, es cierto, de la llamada minoría conservadora, e incluso se revelaría durante el mismo uno de los principales animadores de la minoría (tradicionalista o integrista) dentro de la minoría, agrupada en el "Coetus Internationalis Patrum"; pero no dejaba de ser un obispo (y más tarde arzobispo) de su tiempo, y como tal exquisitamente "correcto" políticamente hablando, y lo contrario hubiera sido literalmente impensable desde luego en el mundo surgido de la segunda guerra mundial tras el 45. Y por más que como tantos católicos franceses seglares y eclesiásticos, la guerra de Argelia y su desenlace le indispusieran no poco con la instituciones republicanas y en particular con la V República (presidencialista) del general De Gaulle, no dejaba de ser hijo de un padre muerto en deportación durante la guerra en Alemania, y como tal miembro de una selectísima masonería (blanca) de "compagnons de la Libération" -unos doscientos miembros en toda Francia (...)- de la que ya noticié en estas entradas.

Y el concilio era sin duda y lo sigue siendo singularmentepara los católicos objetable doctrinalmente hablando, en los planos digamos más contingentes de la llamada doctrina (social) de la iglesia, a saber todo lo referente al ámbito de lo político y los socio-económico, en la medida sobre todo que se autodefinía concilio pastoral (y no doctrinal); y objetable en particular, la trilogía (revolucionaria) en la que se verían mayormente compendiados y formulados sus principios - la colegialidad, el ecumenismo y la libertad religiosa (rechazados ahora por el superior de la FSSPX expresamente) -, pero lo son desde presupuestos teológicos (o puramente ideológicos) irreductiblemente extraños al ideal democrático, lo que explicaría sin duda que para un obispo tan "correcto" como lo seguía siendo Lefebvre aún tras el inicio de su enfrentamiento con Roma, el concilio y sus actas - que él mismo había firmado como no dejaban de recordarle maliciosamente sus detractores- no fueran aparentemente obstáculo insuperable; y que permitiese o tolerase en cambio por via de consecuencia una disputa tan acerba en el tema - así la recuerdo yo al menos - entre sus seguidores y partidarios; y que "a contrario", las criticas y anatemas que los tradicionalistas (o "integristas) dirigían a aquél se vieran fatalmente despachadas o desestimadas en sus postulados principales por los guardianes de lo religosamente/correcto desde los prismas y baremos menos exigentes incluso, por antidemocráticos, "verbi gratia" reaccionarios, fascistas, filofascistas o totalitarios (etcétera, etcétera)

Y por eso ahora no salgo de la sorpresa, ya digo, ante los signos de inflexibilidad doctrinal - o firmeza como se le quiera calificar - de la que los responsables de la FFSPX viene a dar muestras en la materia, diciendo no, por partida doble, a las autoridades vaticanas: no al concilio y no al cebo del estatuto canónico - con toda probabilidad una prelatura (como la del Opus) -, que se les prometía en recompensa de su aceptación de del "preámbulo doctrinal" que se les tenia propuesto y que se ve ahora rechazado. ¿Y a qué se debe? , se preguntarán ahora muchos. ¿Una simple coartada - esa intransigencia anti-concilio - del rechazo a un acuerdo por sitstema, o elemento esencial por el contrario de una postura que asumen colectivamente ahora a lo que se ve y que no deja de tener (para mí) algo de novedosa? ¿Habrá acaso influido en la radicalización doctrinal de la FSSPX el reciente proceso de beatificación ("exprés") de Juan Pablo II ,o la ola de escandalos de eclesiasticos por todas partes que por más que haya amainado un poco no ceja? Como sea, la esperanza de un acuerdo con el que tantos en los medios eclesiásticos parecían ya acomodarse (frotándose las manos), parecese esfumarse de pronto, y se deja ahora para en cambio las calendas griegas. Y no sabría decir si lo siento, lo confieso.

OBISPO FELLAY RECHAZA EL "PREAMBULO DOCTRINAL" DEL VATICANO


Fellay hará una contrapropuesta para prolongar el plazo

Los Lefebvrianos rechazan la propuesta doctrinal del Vaticano

"El Preámbulo Doctrinal no puede recibir nuestra aprobación"

Redacción, 30 de noviembre de 2011 a las 10:32

¿Es necesario que quien vuelva a la Iglesia católica profese su fe en la libertad religiosa, el ecumenismo o la colegialidad?

El superior de los tradicionalistas lefebvrianos, Bernard Fellay, manifestó a través de una página web de la Fraternidad San Pío X que no aceptará el Preámbulo Doctrinal requerido por el Vaticano para su vuelta a la comunión con Roma al cabo de un cisma que dura ya cuarenta años.

Fellay comunicará en breve su rechazo del documento pero al mismo tiempo propondrá un texto alternativo para prolongar los dos años de negociaciones que han dado nueva visibilidad a los lefebvrianos. Lo cuenta Juan Vicente Boo en Abc.

El fallecido obispo tradicionalista francés Marcel Lefebvre, fundador de la Fraternidad Sacerdotal San Pío X en 1970, fue excomulgado por Juan Pablo II en 1988 por ordenar contra la indicación expresa del Papa -quien le advirtió de que estaba creando un cisma- a cuatro nuevos obispos, entre los que figuraba su actual sucesor, Bernard Fellay. Como gesto de buena voluntad, Benedicto XVI levantó en enero del 2009 la excomunión a los cuatro obispos, incluido el polémico Richard Williamson, que minimiza el Holocausto.

Poco después, en marzo, el portavoz del Vaticano recordó que el grupo «no tiene un estatuto canónico en la Iglesia y sus miembros no ejercen ningún ministerio legítimo en la Iglesia», al tiempo que la Congregación para la Doctrina de la Fe abría una nueva ronda de diálogo oficial para facilitar su vuelta a la comunión con Roma. La Fraternidad cuenta con medio millar de sacerdotes y está presente en 31 países. Cuenta también con más de dos centenares de religiosos y religiosas, y unos doscientos seminaristas.

Las negociaciones duraron casi dos años hasta que el pasado 14 de septiembre el Vaticano entregó a los tradicionalistas un Preámbulo Doctrinal cuyo asentimiento se requiere para la vuelta a la Iglesia católica bajo la modalidad relativamente flexible de una prelatura personal que encuadre legítimamente la actividad de sus obispos y sacerdotes.

«No puede ser firmado»

Los lefebvrianos estudiaron el documento en una reunión a puerta cerrada en Albano, cerca de Roma, el pasado mes de octubre, pero el clima fue de fuerte rechazo. El superior de la Fraternidad San Pío X para América del Sur, Christian Bouchacourt, informó a los sacerdotes que «el Preámbulo no puede ser firmado, aunque se le aporten modificaciones», pues incluye reconocer el Catecismo de la Doctrina Católica, el Código de Derecho Canónico y la legitimidad del ritual de la Misa establecido como forma ordinaria después del Concilio Vaticano II.

El superior general, Bernard Fellay, afirma ahora que «el Preámbulo Doctrinal no puede recibir nuestra aprobación, aunque incluya un margen para una legítima discusión sobre algunos puntos del Concilio». Fellay enviará una propuesta alternativa a Roma, de modo que «su respuesta nos permitirá evaluar las posibilidades que nos dejan».

En otras palabras, se trata de reabrir o al menos prolongar la negociación, aparentemente sobre puntos sustanciales, mientras que el Vaticano sólo está dispuesto a abordar aspectos secundarios.

Fellay insiste en que sólo se les debería pedir asentimiento al Credo y a los artículos de fe declarados como dogma, pero no a las conclusiones del Concilio Vaticano II pues «¿es que no basta con el Credo? ¿Es necesario que quien vuelva a la Iglesia católica profese su fe en la libertad religiosa, el ecumenismo o la colegialidad?».

Afirma que su postura de revisión del Concilio va ganando terreno entre los católicos e insiste en que se haga la consagración de Rusia a la Virgen de Fátima, pues no considera válida la realizada por Juan Pablo II. En los últimos meses, los lefebvrianos han criticado también el encuentro de líderes religiosos de todo el mundo en Asís, presidido por Benedicto XVI, en el que todos reafirmaron su promesa de trabajar por la paz.

Saturday, 22 October 2011

DE BICICLETA A DISTRIBUIR AS SOBRAS DOS RESTAURANTES


Re-food. De bicicleta a distribuir as sobras dos restaurantes

Por Clara Silva, publicado em 22 Out 2011 - 02:00 | Actualizado há 14 horas 21 minutos

A associação criada por um americano dá comida a 70 famílias das Avenidas Novas, em Lisboa

Hunter Halder, 60 anos, entra pela porta das traseiras do restaurante O Polícia como se estivesse numa operação clandestina. Nas mãos leva tupperwares vazios que deixa num armário de alumínio rente ao chão. Pouco tempo depois, Maria de Jesus, a cozinheira, aparece com outras caixas na mão, ainda a fumegar. “Olá mister. Ajude-me aqui que hoje há muita coisa.”

Arroz de pato, chouriço, bacon, feijão verde, batatas fritas e até uma manga arranjada empilham-se no balcão. “São coisas que sobraram do almoço. Dantes ia tudo para o lixo, era um exagero. Deitávamos coisas fora que ainda podíamos comer, mas temos de pensar no bem-estar dos outros”, diz a cozinheira. Pela porta das traseiras vão entrando outras empregadas para o turno da noite do restaurante e todas cumprimentam Hunter: “Então mister, está bom?” O americano responde num português cheio de sotaque – “Cheguei a Portugal em 1991, sem falar uma palavra. Agora sei 14”, dir-nos-ia mais tarde entre gargalhadas.

Desde 9 de Março que o consultor norte-americano recolhe as sobras de comida dos restaurantes da freguesia de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa, para entregar às famílias que precisam. “E são cada vez mais.”

A partir das 19h00 começa a recolha de bolos e salgados nas pastelarias da zona, uma delas a conhecida Versailles. Hunter pedala numa bicicleta com dois cestos, um à frente e outro atrás, tapados por um plástico amarelo. “Ele é maluco a pedalar, vai a toda a velocidade, às vezes nem olha para o sinal”, diz-nos um fotógrafo espanhol da Reuters que há duas semanas está a fazer um trabalho sobre a Re-food 4 Good. Foi esse o nome que Hunter decidiu dar à associação que “quer combater a fome urbana através das sobras de comida”.

Antes de se dedicar a 100% à Re-food, o seu “bebé de sete meses”, Hunter geria uma empresa de team building. “Inventava actividades que tinham efeitos no comportamento das pessoas. As empresas queriam sempre karts ou paintball, mas eu inventava outras coisas que as tirassem da sua zona de conforto.” Com a crise, “as empresas cortaram nessas actividades, e eu e a economia decidimos que não ia continuar neste negócio”.

Foi depois de conhecer a campanha do piloto da TAP António Costa Pereira que Hunter decidiu criar a Re-food, que esteve para se chamar Pão Nosso. “Ele chateou o governo acerca do desperdício de comida em restaurantes e conseguiu mudar o paradigma com a ASAE e com as associações de restauração.” Até 10 de Dezembro do ano passado, os restos dos restaurantes tinham, por lei, de ir para o lixo e não podiam ser aproveitados nem pelas instituições de caridade.

RECOLHER OS RESTOS “Esta sopa da pedra é para mim ou é para o projecto?”, pergunta Hunter à dona do pronto-a-comer Entre Pães. A sopa tem um aspecto delicioso e é despejada para um tupperware vazio. “Preciso de mais caixas, Hunter, quando puder traga-me.” Até às 21h30, vários restaurantes da Avenida Conde de Valbom vão entregando a comida que sobrou. No restaurante A Presidente, o dono limpa o chão com uma esfregona e não repara que Hunter está à espera no balcão, apesar do seu aspecto extravagante, com um chapéu branco e fato cinzento. “Olhe, hoje não tenho nada para si”, diz quando finalmente repara na sua presença. “Então é porque está tudo bem, bons negócios e até amanhã”, responde Hunter. Já na bicicleta, conta-nos que é cada vez mais difícil recolher comida: “Os restaurantes tentam preparar as refeições de modo a não terem sobras, mas é impossível prever isso.”

MÃOS À COMIDA Os tupperwares chegam, muitos deles já frios, a uma antiga loja de congelados, como se lê no toldo. Lá dentro, três voluntárias preparam os sacos de comida para as famílias. “Temos aqui na parede uma lista com o nome das famílias [são 20], o número de pessoas do agregado familiar [ao todo são 76 pessoas] e o número de crianças [30]”, explica Joana Pizarro Miranda, uma das voluntárias. “À frente temos algumas condicionantes, por exemplo filhos que só comem carne, diabéticos que não podem comer fritos ou pessoas que só querem comida às terças e quintas.” Joana tem 48 anos e está desempregada. Dois dias por semana, ajuda na Re-food e traz os três filhos, o mais novo o Lourenço, de 9 anos. Numa bicicleta para miúdos, Lourenço não se importa de estar a perder o jogo do Benfica. “Quer dizer, de vez em quando vou ao café espreitar o resultado. Mas ajudar as pessoas que precisam é mais importante. Vou recolher comida com o Hunter e de vez em quando ajudo aqui a pôr as sopas nos sacos.”

Francisca Oliveira, uma publicitária de 25 anos, também é voluntária duas vezes por semana, depois do trabalho. “A lista das pessoas que precisam de comida é-nos dada pela igreja, pelas farmácias ou por vizinhos do bairro que dizem, por exemplo, que se calhar aquela senhora do 5.o andar precisa. Há cada vez mais gente a pedir comida, pessoas normais, muitas delas que têm vergonha de que os vizinhos saibam e temos de deixar o saco de comida à porta de casa.”

MARIAS CLANDESTINAS São as “Marias Clandestinas”, como lhes chama Hunter. “Sim, havia uma senhora assim, tínhamos de deixar num alguidar no quintal e era lá que ela também deixava os tupperwares vazios”, diz Maria do Rosário, de 54 anos. A economista ajuda na entrega dos sacos da comida, que é feita nas traseiras da estação de Entrecampos. “Se tenho um carro grande onde cabe a comida, não me custa nada fazer algo em prol dos outros, se não for assim não vamos lá.”

FRIGORÍFICOS NA RUA Apesar de a Re--food ter cada vez mais voluntários (agora são perto de 80), tem um grande problema para resolver. “Só estamos nesta loja de congelados até ao fim do mês”, conta Joana. “Quem alugava o espaço emprestou-nos temporariamente, mas há duas semanas tivemos uma ordem de despejo e passámos uma noite com os frigoríficos na rua. Precisamos de um espaço.”
Para os voluntários, o ideal seria um espaço maior onde pudessem cozinhar. “Os últimos sacos, muitas vezes, só vão com pão e salgados e era bom que tivéssemos um sítio onde pudéssemos cozinhar uma panela de sopa ou uma massa para acompanhar os salgados.” Hunter diz que o projecto é ambicioso e que, para isso, vai precisar de centenas de voluntários. “A ideia é expandirmo-nos para outras zonas, como um franchising, e tornar Lisboa a primeira cidade do mundo com zero desperdício e zero fome urbana.”

Sunday, 16 October 2011

GRAVE DISSIDIO TRA VESCOVI FELLAY E WILLIAMSON


Domenica 16 ottobre 2011

Grave dissidio tra il vertice della FSSPX e il vescovo Williamson

E' stato diffuso in internet, sul sito Maurice Pinay, una lettera a firma mons. Fellay, Superiore della Fraternità S. Pio X, al suo confratello Williamson. I toni sono particolarmente aspri e danno piena spiegazione di quanto avevamo riferito (v. qui), ossia che l'assenza del controverso vescovo dal recente incontro ad Albano dei vertici della Fraternità derivava da ragioni di disaccordo. La lettera che segue confermerebbe oltre ogni immaginazione quanto anticipato. Usiamo il condizionale poiché l'autenticità di tale lettera non è al momento sicura, anche se lo stesso sito riporta una successiva missiva di Williamson che confermerebbe la genuinità di quella del Superiore Generale, pur deprecando che sia stata resa pubblica da coloro cui l'aveva inviata confidenzialmente.

Noi non siamo in grado di attestare l'autenticità della cosa (la lettera di Fellay, e quella di Williamson al sito in discorso), ma il testo girava già da alcuni giorni e, ora che è pubblicato, non vi è più ragione di riserbo. Certo, possiamo confermare il pessimo stato delle relazioni tra i due vescovi (Fellay aveva già pubblicamente minacciato Williamson di espulsione, in occasione della sua scelta di un avvocato neonazista per la tutela nel processo sul negazionismo delle camere a gas); così come è un fatto significativo che ad Albano Williamson non si sia recato. E' opportuno comunque precisare che il sito che ha pubblicato la lettera è molto vicino alle posizioni di Williamson ed estremamente critico verso i vertici della Fraternità.

Traduzione nostra.

Enrico

Testo della (presunta) lettera di mons. Fellay a mons. Williamson

23 Settembre 2011

Eccellenza,

Sarei lieto di invitarLa alla riunione dei superiori della FSSPX che si terrà in Albano all'inizio del mese di ottobre, visto che la natura e la composizione della riunione è stata in qualche modo modificata a causa degli eventi in corso. Sarei lieto di inviarLe un testo da Roma per cui vogliono una risposta. Tuttavia, mi trovo obbligato a fissare condizioni a ciascuno di questi punti.

In primo luogo, circa il testo, Le chiedo un giuramento per iscritto che non comunicherà a nessuno né il testo né il relativo contenuto. Troppo spesso in passato Ella ha mancato di discrezione, così sono costretto a sottometterla ad una procedura di questo tipo, cosa che non sono felice di dover fare.

In secondo luogo, circa la riunione di Albano, posso invitarLa a partecipare solo a condizione che smetta di pubblicare i commenti Eleison [il nome della newsletter di Williamson, n.d.r.]. Gliene è già stata data la ragione più volte, così come l'ordine di smettere. Ella ha ritenuto che per il bene della predicazione e la difesa della Fede aveva bisogno di non prestarvi alcuna attenzione, con il pretesto che nessuno aveva il diritto di fermare un vescovo dall'adempiere il suo dovere di predicare e difendere la Fede. Ma tale predicazione e difesa della Fede sono inserite in circostanze concrete che ben possono autorizzare i superiori ad intervenire. Inoltre, nessun altro vescovo della FSSPX pubblica una lettera circolare e non si considera per ciò solo ostacolato dall'esprimere se stesso.

Inoltre le conseguenze del Suo atteggiamento sono dannose per la FSSPX: Ella trasuda diffidenza verso il vertice della Fraternità e il Superiore Generale. Non può trattenersi dal comunicare questa sensazione a coloro che La circondano. Nessuna rivoluzione potrebbe fare un lavoro migliore per minare l'autorità… e questo lo fa in nome di un supposto possibile tradimento da parte del Superiore Generale... La cosa è molto seria.

Soprattutto quando un certo numero di indicazioni mostra che la Sua azione non si limita alla teoria:

1 Ad un sacerdote argentino Novus Ordo che chiede il Suo consiglio, raccomanda che non si unisca alla FSSPX.

2 Ad un laico americano scrive che l'apostasia della Chiesa ufficiale è ancor più avanzata di quella della FSSPX. Come si possono scrivere queste cose, false e ingiuste, contro la Fraternità di cui Ella è ancora un membro?

3 Esiste nei circoli anglosassoni una rete di infiltrati nella FSSPX che preparano una secessione. Portano avanti Lei come capo di questo movimento, che è l'amico dei suoi leader e sta facendo il loro gioco.

E poi accusa noi di essere biforcuti! Circa l'unità della FSSPX, quello che più la mette in pericolo è proprio Lei, Eccellenza! Sempre in nome della difesa della Fede. In un momento così grave come il confronto ora in corso tra noi e la Santa sede, la cui conclusione sarà decisiva per il nostro futuro e non senza conseguenze per tutta la Chiesa, Le chiedo quindi, una volta di più, di rimanere in silenzio fino a ulteriori ordini. Se dovesse rifiutare di prestare attenzione a questa direttiva, significherebbe sia non essere invitato all'incontro di Albano sia l'avvio della procedura canonica volta all'esclusione dalla FSSPX. Pertanto attendo la Sua risposta.[n.d.r.: i Commenti Eleison dopo questo ultimatum non sono affatto cessati e appaiono, anzi, sempre più deliranti].

Tutto questo è estremamente triste e non ha nulla a che fare con il confronto [con Roma] di cui ho accennato, checché Ella ne pensi. La perdita di uno dei suoi vescovi è una delle cose peggiori che potrebbero accadere alla FSSPX. Dipende interamente da Lei di risparmiarle una tale disgrazia. Creda, Eccellenza, nella mia fervente preghiera al Sacro Cuore di Gesù,

BpF.

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Testo della (presunta) lettera di mons. Williamson al sito Maurice Pinay

Caro Maurice Pinay,

La prego di pubblicare sul blog stesso su cui ha pubblicato la lettera del 23 settembre del Vescovo Fellay, il seguente messaggio:

La lettera del 23 settembre di mons. Fellay a me indirizzata, come pubblicata sul blog Maurice Pinay, è autentica, ma è stata messa in internet a mia insaputa e senza il mio permesso. Avevo inviato una copia ad amici per chiedere loro consigli o per dire loro perché non ero presente alla riunione di Albano, ma mai avrei voluto che quella copia apparisse in pubblico. Non ho idea di chi l'abbia fatto, né me lo chiedo.

Mons. Richard Williamson, Londra, 14 ottobre 2011

BISHOP WILLIAMSON ABSENT FROM THE SSPX ALBANO MEETING: THE LETTER FROM BISHOP FELLAY


Thursday, October 13, 2011

Letter from SSPX Superior General Bishop Fellay to Bishop Williamson

UPDATED, PLEASE READ

I've received the following notice from Bp. Williamson:

Dear Maurice Pinay,

Please publish on the same blog on which you published the Sept 23 letter of Bishop Fellay to me, the following message --

The September 23 letter from Bishop Fellay to me, as posted on the Maurice Pinay blog, is authentic, but it was put on the Internet without my knowledge and without my permission. I sent a copy to friends to ask their advice or to tell them why I was not present at the Albano meeting, but never did I want that copy to appear in public. I have no idea who posted it, nor do I ask who did so.

Bishop Richard Williamson, London, 14 Oct. 2011

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Letter from Bishop Fellay to Bishop Williamson

23 September, 2011

Your Excellency,

I would be happy to invite you to the SSPX Superiors’ meeting to be held in Albano early in October, as the nature and composition of the meeting has been somewhat changed because of current events. I would also be happy to send you a text from Rome to which they want a reply. However, I find myself obliged to attach conditions to each of these points.

Firstly, as to the text, I ask of you an oath in writing that you will communicate to nobody either the text or its content. Too often in the past you have lacked discretion, so I am obliged to submit you to a procedure of this kind, which I am not happy to have to do.

Secondly, as to the meeting in Albano, I can only invite you to attend insofar as you stop publishing Eleison Comments. You have already been given the reason several times, as you have been given the order to stop. You considered that for the sake of the preaching and defence of the Faith you needed pay no attention, on the pretext that nobody had the right to stop a bishop from fulfilling his duty to preach and defend the Faith. But such preaching and defence of the Faith are inserted in concrete circumstances which may well call for superiors to intervene. Besides, no other bishop of the SSPX publishes a circular letter and considers himself thereby hindered from expressing himself.

Moreover the consequences of your attitude are harmful to the SSPX: you ooze distrust towards SSPX headquarters and the Superior General. You cannot help yourself communicating this feeling to those around you. No revolution could do a better job of undermining authority… and this you do in the name of a supposed possible betrayal on the part of the Superior General… That is very serious.

Especially when a certain number of indications show that your action is not confined to theory:

1 To an Argentinian priest from the Novus Ordo who asks for your advice, you recommend that he should not join the SSPX.

2 To an American layman you write that the apostasy of the mainstream Church is farther advanced than that of the SSPX. How can you write such things, false and unjust, against the Society of which you are still a member?

3 There exists in Anglo-saxon circles a network of infiltrators of the SSPX preparing a break-away. You are put forward as the head of this movement, you are the friend of its leaders and you are playing their game.

And you talk to us of being double tongued! As for the unity of the SSPX, the one most putting it in danger is yourself, your Excellency! Always in the name of defense of the Faith. In such a grave moment as the confrontation now taking place between ourselves and the Holy See, the outcome of which will be decisive for our own future and not without consequences for the entire Church, I ask you then, once more, to remain silent until further orders. If you were to refuse to heed this directive, it would mean both your not being invited to the Albano meeting and the starting of the canonical procedure leading to exclusion from the SSPX. So I await your reply.

All of this is most sad, and it has nothing to do with the confrontation just mentioned, whatever you may think. The loss of one of its bishops is one of the worst things that could happen to the SSPX. It depends entirely on you to spare it such a misfortune. Do believe, your Excellency, in my fervent prayers to the Sacred Heart of Jesus,
BpF.


http://mauricepinay.blogspot.com/2011/10/letter-from-bishop-fellay-to-bishop.html


Sunday, 9 October 2011

BENTO XVI EXORTA FIEIS A NÃO CEDER AO CRIME DA MAFIA


"Criminalidade atroz”

Bento XVI exorta fiéis a não ceder ao crime da máfia

O papa Bento XVI exortou neste domingo o povo da Calábria a não ceder à "criminalidade atroz" da máfia, dirigindo-se a cerca de 50 mil fiéis reunidos em Lamezia Terme.

"Reconhecemos nesta bela região uma terra sísmica, não só do ponto de vista geológico, mas também no plano estrutural, comportamental e social. É uma terra onde os problemas se apresentam de forma desestabilizadora", disse Bento XVI, durante a homilia numa missa na periferia industrial de Lamezia Terme, naquela que é a primeira deslocação do papa à Calábria.

"É uma terra onde o desemprego é preocupante, onde a criminalidade permanece atroz, mortificando o tecido social, onde temos a sensação de estar permanentemente em urgência", observou, citado pela France Presse.

Bento XVI falava num quadro de desemprego jovem que ultrapassa os 26 por cento na Calábria, onde os projectos industriais não desenvolvem e a N'drangheta, a máfia calabresa, permanece forte, estendendo os seus tentáculos ao norte da península e para além dela.

O papa elogiou a capacidade dos habitantes da Calábria de "saber responder com uma rapidez e disponibilidade surpreendentes à urgência".

Saudou igualmente as iniciativas da Igreja para reforçar a fé de uma população tradicionalmente cristã: "Espero que tais iniciativas façam emergir uma nova geração de homens e mulheres capazes de promover não tanto os interesses particulares, mas o bem comum".

"Não cedam jamais à tentação do pessimismo (...) A vocês laicos, jovens e famílias, eu digo: Não tenham medo de viver e de testemunhar a fé (...) nas múltiplas situações da existência humana", disse.

Friday, 16 September 2011

CARTA A DEUS


Comoção

Cadela morre e menina de quatro anos escreve para Deus

14 de setembro de 2011

Danielle Moraes

danideavalon@gmail.com

Abbey, uma cadela de 14 anos, morreu em agosto de 2006. Segundo a tutora, sua filha de 4 anos, Meredith, não parava de chorar e comentar sobre a saudade que sentia de Abbey. Então, ela perguntou à mãe se poderia escrever uma carta para Deus para que, assim que Abbey chegasse ao Céu, Ele pudesse reconhecê-la.

Diante do consentimento da mãe, ela passou a ditar as seguintes palavras, enquanto a mãe escrevia:

“Querido Deus.

O Senhor poderia tomar conta da minha cadela? Ela morreu ontem e está aí no céu com o Senhor. Estou com muitas saudades dela. Fico feliz porque o Senhor a deixou conosco mesmo que ela tenha ficado doente. Espero que o Senhor brinque com ela. Ela gosta de nadar e de jogar bola. Estou mandando uma foto dela para que assim que a veja, o Senhor reconheça logo que é a minha cadela. Eu sinto muita saudade dela. Meredith.”

De acordo com a mãe de Meredith, elas colocaram a carta em um envelope com duas fotos de Abbey junto de Meredith e endereçaram a “Deus no Céu”. Depois, escreveram o próprio endereço no remetente e Meredith colou um monte de selos na frente dizendo que era necessário para que a carta pudesse chegar até o Céu.

Divulgação

“Naquela tarde ela colocou a carta numa caixa do correio. Dias depois ela perguntou se Deus já tinha recebido a carta. Respondi que achava que sim. “, disse a mãe.

Passados alguns dias, quando a família estava voltando para casa, após um passeio ao Museu de História Natural, se deparou com um pacote embrulhado em papel dourado na varanda, com um cartão endereçado à Meredith em uma caligrafia desconhecida. Dentro do pacote, encontrava-se o livro escrito por Mr. Rogers, intitulado “Quando um animal de estimação morre”. Colada na capa interna do livro estava a carta de Meredith. Na outra página, estava colada uma das fotos enviadas pela menina, abaixo da inscrição “Para Meredith”. Ao virar a página, mãe e filha encontraram um bilhete cor de rosa, escrito à mão:

“Querida Meredith,

A Abbey chegou bem ao Céu. A foto, que você me enviou, ajudou muito e eu a reconheci imediatamente. Abbey não está mais doente. O espírito dela está aqui comigo assim como está no seu coração. Ela adorou ter sido seu animal. Como não precisamos de nossos corpos no Céu, não tenho bolso para guardar a sua foto. Assim, a estou devolvendo dentro do livro para você guardar como uma lembrança da Abbey. Obrigado por sua linda carta e agradeça à sua mãe por tê-la ajudado a escrevê-la e enviá-la a mim. Que mãe maravilhosa você tem! Eu a escolhi especialmente para você. Eu envio minhas bençãos todos os dias e lembre-se que amo muito vocês. A propósito, sou fácil de encontrar: estou em todos os lugares onde exista amor. Com amor, Deus”.


Tuesday, 6 September 2011

CRISE FAZ DISPARAR REFEIÇÕES SOCIAIS



Refeitório social de Viana do Castelo servia 10 refeições por dia, agora serve 72

5 de Setembro, 2011

A crise fez disparar a procura do refeitório social da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Viana do Castelo, um boom que obrigou à ampliação das instalações e ao reajustamento do protocolo com a Segurança Social.

«A procura tem aumento muito, mesmo muito. Há gente que até há bem pouco tempo estava bem na vida e que agora nos vem bater à porta. Alguns até preferem trazer a marmita e levar a refeição para casa, por vergonha de serem vistos», disse um dos responsáveis pelo refeitório.

Segundo Gílio Vazenga, o aumento de utentes obrigou à adequação do protocolo com a Segurança Social à nova realidade.

«Tínhamos um protocolo para servir 10 almoços por dia, agora temos para 36 almoços e 36 jantares. Ou seja, para 72 refeições diárias», referiu, sublinhando que o serviço é inteiramente gratuito.

O responsável ressalvou, no entanto, que um «ponto de honra» daquele refeitório é «não dizer que não» a quem bate à porta.

«Estamos constantemente a servir refeições extra-protocolo. Quem nos bate à porta não sai daqui sem levar o estômago confortado», referiu.

O funcionamento do refeitório, assegurou Gílio Vazenga, obriga a «uma grande ginástica financeira», mas o Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora de Fátima «lá tem conseguido levar a água ao seu moinho, muito graças aos contributos da população».

Além do refeitório social, a instituição também leva diariamente a refeição ao domicílio de cerca de 30 idosos que vivem sozinhos.

Lusa/SOL

Saturday, 27 August 2011

27 DE AGOSTO: SANTA MÓNICA

Santa Mônica

Mãe de Santo Agostinho

A. Brugnuolo
Livro de 1950 - 93 págs

ÍNDICE

Prefácio
Infância
Esposa e mãe
Viúva exemplar
Ao encalço do filho
0 filho de tantas lágrimas
Imitando-lhe o exemplo
Culto a Santa Mônica


Mônica não é dessas almas extraordinárias cuja perfeição surpreende e desalenta a fraqueza humana, que com suas virtudes fogem à nossa imitação: filha dócil e humilde, esposa fiel, mãe mui terna,viuva casta e resignada: eis a vida de Mônica, exemplo da mulher cristã.

O âmbito de sua existência é muito restrito: a família. Suas ocupações são as de toda mulher; nada fez que outra qualquer, ajudada por Deus, não possa fazer.

Geralmente, porém, não se conhece esta vida comum, íntima de Mônica e só se aprecia a vitória. Entretanto, no caso de Mônica, vida e vitória não se podem separar: pela sua vida é que ela triunfou. Vinte o cinco anos de luta dura e insistente: vinte e cinco anos de provações e de lágrimas são a vida de uma mãe que a vontade fez enérgica, inflexível, enquanto a ternura pelo filho a tornou doce, ponderada, paciente na espera.

Pois bem: esta vida, esta luta quotidiana do bem contra o mal, de uma mãe santa contra o filho obstinadamenta transviado, tenciono narrá-la a vós, mães cristãs, a vós que, obrigadas como Mônica a experimentar muitas vezes a desilusão maís dolorosa nas esperanças mais santas concebidas a respeito de vossos filhos, mui frequentemente deveis assistir tremendo e chorando à perversão, à morte espiritual deles.

Vo-lo narro para consolar-vos e mostrar-vos ao mesmo tempo quanto pode a coragem, a força divina posta por Deus em vosso coração.

Este século é um século de Agostinhos; muitos são os que o imitam no bem, porém, mais frequente é o caso e mais numerosa a legião dos que o seguem no mal e não sabem ressurgir com Ele.

E, não obstante a maior desventura que golpear possa o coração de uma mãe ver morrer os próprios filhos, não por um dia, mas por toda a eternidade. Deus não deixa inerme e impotente o seu amor materno. Escondido em vossas almas, oh, mães, há um poder, um entusiasmo, uma lágrima bastante fortes para salvar os vossos filhos, pois é sempre verdade que quando uma mãe quer eficazmente, pode salvar o seu filho: Santa Mônica é disso o exemplo.

http://alexandriacatolica.blogspot.com/2011/08/27-de-agosto-santa-monica.html

Friday, 26 August 2011

DON ABRAHAMOVICZ: LE CAMERE A GAS? PER DISINFETTARE!

"Le camere a gas? Per disinfettare"

di Laura Canzian

Le camere a gas? «L’unica cosa certa è che sono state usate per disinfettare». Una dichiarazione choc, quella del capo della comunità lefebvriana del Nordest, il trevigiano don Floriano Abrahamowicz. Dopo la clamorosa intervista del vescovo Richard Williamson, che nega l’Olocausto, altre affermazioni destinate a rinfocolare la polemica fra la Santa Sede e gli ebrei. Don Abrahamowicz (che il 15 settembre 2007 celebrò messa in latino a Lanzago di Silea per il leader della Lega Nord Umberto Bossi) rilancia la teoria per cui i numeri della Shoah sono un «problema secondario», accreditati dagli stessi capi delle comunità israeliane subito dopo la liberazione «sull’onda dell’emotività». È la vecchia tesi del «popolo deicida».

Don Floriano, la comunità lefebvriana è antisemita?

È veramente impossibile per un cristiano cattolico essere antisemita. Io stesso ho, da parte paterna, origini ebraiche. Anche il mio cognome lo suggerisce. Tutta questa polemica sulle esternazioni di monsignor Williamson riguardo l’esistenza delle camere a gas è una potentissima strumentalizzazione in funzione anti-Vaticano. Williamson ha semplicemente espresso il suo dubbio e la sua negazione non tanto dell’Olocausto, come falsamente dicono i giornali, ma dell’aspetto tecnico delle camere a gas.

Secondo lei, quello delle camere a gas è solo «un aspetto tecnico»?

Sicuramente è stata un’imprudenza di Williamson addentrarsi nelle questioni tecniche. Nella famosa intervista si vede che il giornalista è andato a parare su quell’aspetto specifico. Ma bisogna capire che tutto il tema dell’Olocausto si colloca a un livello di molto superiore rispetto alla questione di sapere se le vittime sono morte a causa del gas o per altri motivi.

E lei cosa ne pensa? Delle camere a gas, intendo.

Non lo so davvero. Io so che le camere a gas sono esistite almeno per disinfettare, ma non so dirle se abbiano fatto morti oppure no, perché non ho approfondito la questione. So che, accanto a una versione ufficiale, esiste un’altra versione basata sulle osservazioni dei primi tecnici alleati che sono entrati nei campi.

Lei mette in dubbio il numero delle vittime dell’O locausto?

No, non metto in dubbio i numeri. Le vittime potevano essere anche più di 6 milioni. Anche nel mondo ebraico le cifre hanno un valore simbolico. Papa Ratzinger dice che anche una sola persona uccisa ingiustamente è troppo, è come dire che uno è uguale a 6 milioni. Andare a parlare di cifre non cambia niente rispetto all’essenza del genocidio, che è sempre un’esagerazione.

Un’esagerazione? In che senso?

I numeri derivano da quello che il capo della comunità ebraica tedesca disse agli angloamericani subito dopo la liberazione. Nella foga ha sparato un cifra. Ma come poteva sapere? Per lui la questione importante era che queste vittime sono state uccise ingiustamente per motivi religiosi. La critica che si può fare al modo in cui in cui viene gestita la tragedia dell’Olocausto sta nel dare ad essa una supremazia in confronto ad altri genocidi.

A quali altri stermini si riferisce?

Se monsignor Williamson avesse negato alla televisione il genocidio di un milione e 200 mila armeni da parte dei turchi, non penso che tutti i giornali avrebbero parlato delle sue dichiarazioni nei termini in cui lo stanno facendo ora. Chi ha mai parlato del genocidio anglo-americano nel bombardamento delle città tedesche? Chi ha mai parlato di Churchill che ha ordinato il bombardamento al fosforo di Dresda, dove non c’erano solo moltissimi civili, ma anche molti soldati alleati? Chi ha parlato dell’aviazione inglese, che ha ucciso nei bombardamenti delle città centinaia di migliaia di civili? E gli israeliani non possono mica dirmi che il genocidio che loro hanno subito dai nazisti è meno grave di quello di Gaza, perché loro hanno fatto fuori qualche migliaio di persone, mentre i nazisti ne hanno fatti fuori 6 milioni. È qui che do la colpa all’ebraismo che esaspera invece di onorare decentemente le vittime del genocidio. È come se nella storia vi sia stato un solo genocidio: quello ebraico durante la seconda guerra mondiale. Sembra che si possa dire tutto quello che si vuole su tutti gli altri popoli sterminati, ma nessuno oggi a livello mondiale ha parlato nei termini in cui si sta parlando ora dopo le dichiarazioni di Williamson.

Perché ancora tante persone mettono in dubbio la Shoah? Perché è un tema che divide ancora in modo così viscerale?

Perché tutta la storia dell’umanità è segnata dal popolo di Israele, che in un primo momento era il popolo di Dio, poi è diventato il popolo deicida e alla fine dei tempi si riconvertirà a Gesù Cristo. Dietro tutto ciò c’è un aspetto teologico misterioso, quello del popolo di Dio, che ha rigettato il suo Messia e che lo combatte ancora. È un mistero della dottrina. L’antisemitismo nasce nel mondo illuminato liberale e gnostico. La Chiesa nella storia ha sempre protetto gli ebrei dai pogrom. Come si legge anche nel libro di Domenico Savino sull’omicidio rituale.

Cosa pensa del negazionismo?

Il negazionismo è un falso problema, perché si sofferma su metodi e cifre e non risponde alla sostanza del problema. Non sono antisemiti quelli che hanno studiato i dati tecnici e hanno posto alcuni dubbi sulla versione che troviamo nei libri di storia. Basti pensare che coloro che per primi hanno rilevato i dati sono anche coloro che hanno salvato gli ebrei, vale a dire gli alleati.

Vuole lanciare un messaggio alla comunità ebraica?

Il messaggio è uno: da cristiano cattolico, aggiungendo quel poco di sangue ebraico che corre nelle mie vene, io auguro agli ebrei di abbracciare nostro Signore Gesù Cristo. Amen.

DON ABRAHAMOVICZ CELEBRA MESSA IL 25 APRILE

IL 25 APRILE IN PIAZZA ERBE - LA COMMEMORAZIONE ORGANIZZATA DAL CIRCOLO CHRISTUS REX

Il San Marco dei tradizionalisti Don Abrahamowicz celebra messa

Conferenza sulla Liberazione, la «mitologia resistenziale»

VERONA — La Liberazio­ne? «Ci sono diverse persone che non si sono mai sentite 'liberate'». La Resistenza? «Ha dato un apporto, pur mi­nimo, a quella che si defini­sce 'vittoria'». Il 25 aprile funziona così. «Strappato» a seconda della memoria.
Don Abrahamowicz durante un rosario a Verona (Sartori)

Il 25 aprile storico. Poi c’è quello cattolico. Che per i veneti è data seconda forse solo al Natale e alla Pa­squa. Il giorno di San Marco, patrono di Venezia e della re­gione. Se poi i cattolici in questione sono tradizionali­sti, il 25 aprile ha quasi il ri­gore della Natività.

Sarà una giornata alquan­to movimentata, quella di og­gi, a Verona. Perchè San Mar­co verrà celebrato da quel­­l’ala integralista che si rifà al­la fraternità lefebrviana San Pio X. O meglio si rifaceva. Nel senso che, ad oggi, chi sa­rà a Verona per «l’allocuzio­ne sulla gloria di San Marco» è quel sacerdote che dalla fra­ternità è stato espulso anche se lui e i suoi fedeli di quel provvedimento non tengono conto. Don Floriano Abraha­mowicz, il sacerdote che con­testa l’uso delle camere a gas per lo sterminio degli ebrei e nei campi di concentramen­to, ha già detto che oggi non parlerà di politica. «Solo di San Marco evangelista», assi­cura. E sarà lui che alle 16 be­nedirà la corona di fiori che verrà posta in piazza Erbe, ai piedi del Leone. Il tutto fa parte della commemorazio­ne organizzata dal «circolo culturale cattolico Christus Rex» che inizierà alle 12, con la messa tradizione nella sala San Marco della Casa Maz­zanti. Ma chi pensa che la co­sa si risolva nella commemo­razione dell’Evangelista si sbaglia. Eccome. Perchè an­che se i responsabili del cir­colo hanno restituito la tesse­ra della Lega Nord, si parlerà anche di politica. Dopo l’«al­locuzione» di don Abraha­mowicz, ci sarà anche una conferenza sul 25 aprile, te­nuta da Franco Damiani e An­tonio Diano. Il primo è un professore padovano, già espulso - ed ora reintegrato - da alcune scuole in cui inse­gnava per aver proposto in classe delle letture «revisioni­ste». Il secondo è il responsa­bile della biblioteca del cen­tro interuniversitario di stu­di veneti all’ateneo di Vene­zia. Il tema è racchiuso nel ti­tolo della conferenza: «La mi­tologia resistenziale del 25 aprile».

«Si parlerà del mito di una data - spiega Matteo Casta­gna, portavoce del circolo ­che la Resistenza ha fatto pro­pria pur avendo dato un ap­porto minimo, testimoniato anche da giornalisti non cer­to di destra come Pansa. Si è trattato di un’appropiazione indebita da parte di una cer­ta sinistra che di meriti non ne ha. Se si vuole parlare di 'vittoria' allora che si parli di quella degli alleati, ma non di quella della Resisten­za. Ci sono uomini e donne che non si sono sentiti libera­ti il 25 aprile. Anzi, che lo vi­vono come il giorno della sconfitta in una guerra. E’ da allora che si è creata una so­cietà liberale che noi come cattolici tradizionalisti non ci sentiamo di condividere».

Eppure lo stesso Castagna assicura che non si parlerà di politica. «Sono uscito dalla Lega, quindi punto a capo. Ri­mane il rapporto di amicizia con Borghezio. Padania Cri­stiana? Ne faccio ancora par­te. Borghezio non vuole ac­cettare le mie dimissioni». Nel frattempo don Abraha­mowicz si gode la «riabilita­zione» arrivata in diretta ti­vù da parte del presidente del consiglio comunale di Ve­nezia, Renato Boraso. L’espo­nente del Pdl ha dichiarato che don Floriano è stato mes­so in croce dai giornali, che hanno riportato il contrario di quanto detto. Eppure il professor Franco Damiani che oggi parlerà della «mito­logia resistenziale» ha scrit­to: «Sul piano storiografico, le dichiarazioni del vescovo Richard Williamson e del sa­cerdote Floriano Abraha­mowicz, bollate dalla 'viruto­sa indignazione' dei nuovi fa­risei come 'deliranti e 'anti­semite', sono in realtà inec­cepibili. Non esiste infatti al­cuna pova documentaria del­l’esistenza di camere a gas omicide nel campi di concen­tramento nazionalsocialisti, mentre è documentariamen­te provato che tutte le vere camere a gas ad acido ciani­trico che vi si trovavano ser­vivano esclusivamente a sco­po di disinfezione. Chi affer­ma il contrario o non cono­sce la storia o è un mentito­re». Evidentemente per il professor Damiani il mondo non è più quello di una vol­ta. Siamo un po’ tutti igno­ranti e bugiardi.

Angiola Petronio

25 aprile 2009