Monday, 10 January 2011

NOTA DA FSSPX ACERCA DAS DECLARAÇÕES DO PAPA SOBRE O USO DO PRESERVATIVO

Nota sobre as declarações de Bento XVI sobre o uso do preservativo

11-29-2010

Em um livro-entrevista intitulado Luz do mundo, publicado em alemão e em italiano em 23 de novembro de 2010, Bento XVI admite, pela primeira vez, o uso do preservativo “em certos casos”, “para diminuir o risco de contágio” do vírus da AIDS. Estas afirmações errôneas precisam ser esclarecidas e corrigidas porque os seus efeitos desastrosos – que uma campanha midiática não deixou de explorar – causaram escândalo e indignação entre os fiéis.

1. O que Bento XVI disse

À pergunta “A Igreja católica não é fundamentalmente contra a utilização de preservativos?”, o Papa, conforme a versão original em alemão, responde: “Em certos casos, quando a intenção é de diminuir o risco de contágio, isso pode até mesmo ser um primeiro passo na direção de uma sexualidade mais humana, vivida de outra maneira”.

Para ilustrar as suas palavras, o Papa dá um único exemplo, o de um “homem prostituto”. Ele considera que, neste caso particular, isso pode representar “um primeiro passo para uma moralização, um primeiro ato de responsabilidade que permite voltar a tomar consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer”.

Trata-se, então, do caso de uma pessoa que, cometendo um ato contrário à natureza e por fins por fines corrompidos, teria a preocupação, ademais, de não contaminar mortalmente seu cliente.

2. O que Bento XVI quis dizer, segundo o seu porta-voz

As declarações do Papa foram recebidas pelos meios de comunicação e pelos movimentos ativistas em favor da contracepção como uma “revolução”, um “giro”, ou pelo menos uma “brecha” no constante ensinamento moral da Igreja sobre o uso dos meios contraceptivos. Por isso, o porta-voz do Vaticano, Padre Federico Lombardi, publicou uma nota explicativa em 21 de novembro onde se lê: “Bento XVI considera uma situação excepcional na qual o exercício da sexualidade representa um verdadeiro risco à vida de outrem. Nesse caso, o Papa não justifica moralmente o exercício desordenado da sexualidade, mas considera que o uso do preservativo a fim de diminuir o risco de contágio é ‘um primeiro ato de responsabilidade’, ‘um primeiro passo no caminho de uma sexualidade mais humana’, em lugar de não utilizá-lo, pondo em risco a vida da outra pessoa”.

Convém notar aqui, para ser exatos, que o Papa fala não só de um “primeiro ato de responsabilidade”, mas também de um “primeiro passo para uma moralização”. Nesse mesmo sentido, o Cardeal Georges Cottier, que foi teólogo da Casa Pontifícia sob João Paulo II e no começo do pontificado de Bento XVI, em uma entrevista à agência Apcom em 31 de janeiro de 2005 afirmou que “em situações particulares, e penso nos meios onde circula a droga ou onde há uma grande promiscuidade humana e muita miséria, como ocorre em algumas zonas da África e da Ásia, o uso do preservativo pode ser considerado legítimo”.

A legitimidade do uso do preservativo como um passo, em alguns casos, para uma moralização: eis o problema colocado pelas declarações do Papa em Luz do mundo.

3. O que Bento XVI não disse e que seus predecessores sempre disseram

“Nenhuma ‘indicação’ ou necessidade pode transformar uma ação intrinsecamente imoral em um ato moral e lícito” (Pio XII, Alocução às parteiras, 29 de outubro de 1951).

“Nenhuma razão, ainda que seja gravíssima, pode tornar conforme à natureza e honesto aquilo que intrinsecamente é contra a natureza” (Pio XI, Encíclica Casti Connubii).

Ora, a utilização de preservativos é contrária à natureza, uma vez que desvia o ato humano do seu fim natural. Portanto, sua utilização é sempre imoral.

À pergunta clara do jornalista “A Igreja católica não é fundamentalmente contra a utilização de preservativos?”, o Papa responde apelando a uma situação excepcional e não menciona que a Igreja sempre se opôs fundamentalmente à utilização de preservativos.

Que o uso do preservativo é uma ação intrinsecamente má e matéria de pecado mortal, é um ponto constante no ensinamento tradicional da Igreja, por exemplo, em Pio XI e em Pio XII, e mesmo no pensamento de Bento XVI, que responde ao jornalista que o interroga: “Obviamente a Igreja não considera que o preservativo seja uma solução real nem moral”; no entanto, o Papa admite “em certos casos”. Contudo, isto é inaceitável em termos da fé: “Nenhuma razão – ensina Pio XI em Casti Connubii (II, 2) –, sem dúvida, ainda que seja gravíssima, pode tornar conforme à natureza e honesto aquilo que intrinsecamente é contra a natureza”. Pio XII recorda em sua Alocução às parteiras de 29 de outubro de 1951: “Nenhuma ‘indicação’ ou necessidade pode transformar uma ação intrinsecamente imoral em um ato moral e lícito”. É o que São Paulo afirmava: “Não havemos de fazer o mal para que venham bens” (Rom. 3, 8).

Bento XVI parece abordar o caso deste prostituto segundo os princípios da “moral de gradualidade”, que permite que se cometam certos delitos menos graves em vistas a trazer progressivamente os autores de delitos extremos à inocuidade. É evidente que estes delitos menores não são bons; mas o fato de que se inscrevam no caminho para a virtude os tornaria lícitos. Ora, esta idéia é um grave erro porque um mal, por menor que seja, continua sendo um mal, independentemente do sinal de melhoria que indiquem. “Na verdade –afirma Paulo VI em Humanae vitae (nº 14)––, se é lícito algumas vezes tolerar o mal menor para evitar um mal maior, ou para promover um bem superior, nunca é lícito, nem sequer por razões gravíssimas, fazer o mal para que daí provenha o bem (cf. Rom. 3, 8 ), isto é, ter como objeto um ato positivo da vontade aquilo que é intrinsecamente desordenado e, portanto, indigno da pessoa humana, mesmo se for praticado com intenção de salvaguardar ou promover bens individuais, familiares ou sociais”.

Tolerar um mal menor não equivale a convertê-lo em “legítimo”, nem a inscrevê-lo em um processo de “moralização”. Em Humanae vitae (nº 14) se recorda que “é um erro, por conseguinte, pensar que um ato conjugal, tornado voluntariamente infecundo, e por isso intrinsecamente desonesto, possa ser coonestado pelo conjunto de uma vida conjugal fecunda”. No mesmo sentido, é preciso dizer que é um erro sugerir a idéia de que o preservativo, que em si mesmo é desonesta, possa ser coonestada pelo esperado encaminhamento esperado à virtude do prostituto que o utiliza.

À diferença de um tratamento que implicaria a passagem de um pecado “mais grave” a um pecado “menos grave”, o ensinamento do Evangelho, longe de dizer “Vai e peque menos”, afirma claramente “Vai e não peques mais” (Jo. 8, 11).

4. O que os católicos precisam escutar da boca do Papa

Não há dúvida de que um livro-entrevista não pode ser considerado um ato de magistério, com mais forte razão quando se desvia do que foi ensinado de maneira definitiva e invariável. Tampouco resta essa dúvida aos médicos e farmacêuticos, que valentemente se recusam a prescrever ou a vender preservativos e anticoncepcionais por fidelidade à fé e à moral católicas, e em geral, todas as famílias numerosas que aderem à Tradição têm necessidade de escutar que o ensinamento perene da Igreja não muda com o correr do tempo. Todos eles esperam que se recorde firmemente que a natureza humana, e a lei natural inscrita nela, é universal.

No livro Luz do mundo se encontra uma passagem que relativiza o ensinamento de Humanae vitae. Nele se designa os que seguem fielmente como “minorias profundamente convencidas”, que oferecem aos demais “um modelo fascinante a praticar”, como se a encíclica de Paulo VI estabelecesse um ideal praticamente impossível de alcançar, do qual já se tinha convencido a imensa maioria dos bispos, para justificar a colocação dessa doutrina debaixo do alqueire – isto é, precisamente ali onde Cristo nos proíbe colocar a “luz do mundo” (Mt. 5, 14).

Essa exigência evangélica estaria destinada, por desgraça, a tornar-se uma exceção que confirma a regra do mundo hedonista em que vivemos? Um mundo ao qual o católico não deve se conformar (cf. Rom. 12, 2), mas ao que deve transformar como “o fermento na massa” (cf. Mt. 13, 33) e ao qual deve dar o gosto da Sabedoria divina como “o sal da terra” (Mt. 5, 13).


Menzingen, 26 de novembro de 2010

http://www.dici.org/en/news/nota-sobre-as-declaracoes-de-bento-xvi-sobre-o-uso-do-preservativo/

Blogger's comment:

My opinion on the condom debate is that the condom usage is a public health matter. It has been recommended by public health authorities as a means aimed at preventing the contamination by HIV and other sexually-related diseases and also birth control. If public health authorities conclude that it is effective for both scopes and that the AIDS epidemics can only be stopped by the promotion of its usage I cannot understand why the Catholic Church should interfere in an issue that is the competence of the civil powers and that regarding Moral Theology can be considered as "innocuous". Why "innocuous"? Because the "evilness" is not in the condom usage itself but rather in the underlying behaviour. Therefore it is not up to the Catholic Church to condemn or criticise an "innocuous" device aimed at stopping an epidemics but concentrate itself in the promotion of orthodox moral behaviours. If non believers refuse to adhere to the moral principles taught by the Catholic Church and thus opt for plunging into sin and depravity it will be their problem. In that particular case if they choose to use the condom... yes it is a rather less evil because despite the sinfulness of their acts they avoid a greater evil - the contamination of their sexual partners. Concluding: Condom usage has not to do with the Catholic moral principles in themselves; it is the underlying behaviour that has. Regarding this latter aspect... yes it is up to the Catholic Church (and other churches) to make a point.
See other related posts:

POPE AND CONDOMS - TO BE OR NOT TO BE WISE

EL OBISPO DE ALCALÁ VUELVE A HABLAR CONTRA EL USO DEL PRESERVATIVO

TEÓLOGO DO OPUS DEI DEFENDEU EM 2004 A POSIÇÃO DO PAPA SOBRE O USO DO PRESERVATIVO

DOM WILLIAMSON FALA SOBRE O NOVO ANO

PENSAMENTO O IMPENSÁVEL

ELEISON COMMENTS CLXXXI (01 de janeiro de 2011)

É difícil não imaginar que 2011 será um ano muito importante. O mundo jaz nas trevas da mente e na corrupção da vontade. A Igreja, que deveria ser “luz do mundo” para a mente e “sal da terra” contra a corrupção da vontade, está em eclipse. Ela ainda está lá, mas a sua luz e o seu calor, por culpa dos homens, já mal os atinge.

Sendo assim, os problemas do mundo deverão se abater sobre nós. Haverá, neste ano ou nos próximos, uma mudança radical inimaginável nas relações humanas. As leis inexoráveis da realidade estão prestes a virar a economia mundial de cabeça para baixo, mesmo que a maioria dos “economistas”, idiotas profissionais, ainda estejam vendendo sonhos. Para ajudar os pais de família, em especial, a pensarem com uma nova perspectiva, deixem-me citar alguns conselhos práticos de um escritor e palestrante que não perdeu a noção da realidade: Gerald Celente, de Nova York (trendsresearch.com) : –

“Somos solicitados continuamente a fornecer orientações específicas focadas em tendências de mercado sobre o que fazer para enfrentar as tempestades financeiras… Não há soluções simples ou gerais. Cada situação é diferente. Se você é um desempregado na zona rural, você terá um conjunto diferente de possibilidades e um conjunto diferente de problemas em relação às pessoas das cidades ou dos subúrbios.

“O elemento-chave a ser entendido é que esta vai ser uma longa caminhada. Estamos num tempo de contração, num tempo para conservação e preservação. Globalmente, haverá menos renda disponível, e menos dólares para gastar com supérfluos. O que era considerado “essencial” quando o dinheiro era abundante se tornará “frivolidade” quando as fontes secarem.

“Se, ao procurar trabalho, o seu bom senso lhe diz que seu antigo emprego já não é mais uma opção (agente imobiliário, corretor de hipoteca, construtor, varejista, vendedor de veículos, etc), agora pode ser o tempo, de viver seu sonho. O que você sempre quis fazer? Você já descobriu talentos e habilidades que o diferenciam dos outros? Procure sistematicamente o que você mais gosta de fazer e quais são as chances de ganhar a vida com isso. Isso é um ponto de partida. Se o único trabalho que você pode encontrar é um trabalho braçal, seja o melhor nele. Faça-o com criatividade e sem ressentimento, e possibilidades melhores surgirão. Se você faz o que ama, você nunca terá que “trabalhar”. Uma definição de felicidade poderia ser: “Quando você acorda de manhã e o que você tem a fazer é o que você escolheria fazer”.

“Avalie sua situação pessoal. Observe as pessoas de mente parecida, em situações semelhantes com habilidades complementares. Há força na quantidade. Um grupo com um objetivo pode iniciar algo que seria impensável e impraticável para um indivíduo.”

Os sublinhados são meus. Ficarei feliz em estar errado, mas acho que a prioridade em breve será a sobrevivência. Gerald Celente nos dá algumas linhas de pensamento. Reze, é claro, isso é essencial, mas continue sempre se esforçando.

Envio a todos os leitores a minha benção para o Novo Ano.

Kyrie eleison.


DOM WILLIAMSON FALA SOBRE ASSIS



Eleison Comments

ASSIS-ISMO NÃO!
ELEISON COMMENTS CLXXXII (08 de janeiro de 2011)

Algumas pessoas ainda tem medo de que a Fraternidade de São Pio X de Dom Lefebvre esteja a caminho de um mau acordo com a Roma de Bento XVI, mas devido ao Assis-ismo do papa, entre outras coisas, pode-se dizer que Bento XVI está fazendo o seu melhor para evitar tal fato.

Seis dias atrás, ele argumentou em teoria que as “grandes religiões” do mundo podem constituir “um importante fator para a paz e a unidade da humanidade”. Cinco dias atrás, ele anunciou, na prática, que em outubro deste ano vai “como um peregrino” a Assis para comemorar o 25º aniversário da Reunião de Oração das Religiões do Mundo realizada pelo Papa João Paulo II, em 1986. Mas a teoria de todas as “grandes religiões do mundo” contribuírem para a paz no mundo foi absolutamente rejeitada por Dom Lefebvre e a prática da Reunião de Oração de Assis em 1986 foi por ele condenada como uma violação flagrante do Primeiro Mandamento, que, vinda do Vigário de Cristo, constituía um escândalo inédito em toda a história da Igreja. Só o medo do excesso de repetição vir a ser contra-produtivo pode tê-lo impedido de criticar com maior severidade este último pedaço de Assis-ismo.

No entanto, Dom Lefebvre reconheceu que pouquíssimos católicos de sua época compreenderam a gravidade do escândalo. Isso porque todo o mundo moderno marginaliza Deus, põe em aspas a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, torna a religião uma questão de livre arbítrio e transforma a Tradição Católica em uma mera questão de sensibilidade ou sentimento. Contaminando até os Papas, esta maneira de pensar tornou-se tão normal em torno de nós que nós mesmos estamos ameaçados. Voltemos ao básico:

Todos os seres exigem uma Causa Primeira. Essa Causa, para ser Primeira, deve ser o próprio Ser, que deve ter todas as perfeições, porque qualquer outro deus, diferente do primeiro, teria que ter alguma perfeição que falta ao Primeiro. Portanto, o verdadeiro Deus só pode ser um. Este único Deus verdadeiro tomou a natureza humana uma vez, e apenas uma vez, na Pessoa divina de Nosso Senhor Jesus Cristo, que provou sua divindade por uma quantidade e qualidade de milagres que jamais acompanharam a nenhum outro homem, mas que tem acompanhado a sua Igreja desde então: a Igreja Católica Romana. Entra-se nessa Igreja pela fé, e Ela está aberta a todos os homens. Se eles acreditam, isso é um indispensável início de sua salvação eterna. Se eles se recusam a acreditar, eles estão em seu caminho para a condenação eterna (Mc. XVI, 16).

Portanto, se, pelos encontros passados e futuros de Assis, os papas João Paulo II e Bento XVI incentivam as almas a pensar que o catolicismo não é o único caminho para uma eternidade feliz, mas apenas um entre muitos outros promotores (ainda que seja o melhor) de “paz e unidade” para a humanidade nesta vida, segue-se que ambos os Papas facilitaram a terrível perdição de incontáveis almas na próxima vida. Antes de ter qualquer parte em tamanha traição, Dom Lefebvre preferiu ser desprezado, rejeitado, ridicularizado, marginalizado, silenciado, “excomungado”, e assim por diante.

Há um preço a ser pago por ater-se à Verdade. Quantos católicos estão dispostos a pagá-lo?

Kyrie eleison.


VIDEO DE DOM WILLIAMSON



http://www.youtube.com/watch?v=n3tzpBxR23o

Friday, 7 January 2011

EMPRESÁRIO PAGA DÍVIDAS DE VÍTIMA DE ACIDENTE APÓS TER LIDO NO JORNAL A NOTÍCIA

Porto: Benfeitor é de Lisboa e quis ajudar após ler a notícia no CM


Empresário paga dívidas de vítima de acidente (COM VÍDEO)

"Já estou em paz." O comentário emocionado é de Maria de Fátima Barros, vítima de um acidente de viação que estava em risco de ser despejada de casa por não ter dinheiro para pagar a renda. As dívidas da mulher, de 60 anos, residente no Porto, foram saldadas por um empresário de Lisboa que decidiu ajudar Maria de Fátima após ler a notícia no Correio da Manhã.

O caso de Maria de Fátima, que deixou de andar após ter sofrido o acidente em 1994, não passou despercebido ao empresário de Lisboa. "Vinha numa viagem de avião a ler o jornal. E tocou-me porque conheço bem esse tipo de doenças. Também eu já fui operado três vezes à coluna, mas felizmente nunca fiquei impossibilitado como a Maria de Fátima", começou por contar ao CM o empresário, que pediu o anonimato.

Com cinco meses de renda em atraso, Maria de Fátima e a filha estavam em vias de ser despejadas de casa. No total, deviam 1425 euros. O empresário não só deu 1500 euros, como também se comprometeu a pagar mensalmente a renda de 325 euros. "Se só pagasse a dívida elas iriam voltar ao mesmo problema nos próximos meses. Então comprometi-me a pagar a renda todos os meses enquanto ela necessitar", explicou. "Precisamos é de ter força e coragem para ajudar nestes momentos", adiantou.

Maria de Fátima saldou ontem as dívidas ao senhorio. A antiga funcionária de um escritório de contabilidade, que está dependente da ajuda diária da filha, de 29 anos, respira, agora, de alívio. As duas sobrevivem da pensão de invalidez de Maria de Fátima que, por vezes, nem é suficiente para pagar os medicamentos de que precisa.

O problema, diz, é que a seguradora nunca a indemnizou pelo acidente, do qual não teve culpa. "Fiquei com a coluna desfeita e com vários problemas de saúde", descreve. "Se tenho hoje telhas devo a esse empresário e ao jornal", diz.

Por:Ana Sofia Coelho


Wednesday, 5 January 2011

JOÃO PAULO II VAI SER BEATIFICADO ESTE ANO

Igreja: Milagre do pontífice polaco reconhecido pelos médicos do Vaticano


Foi dado o passo decisivo para a beatificação de João Paulo II: a Comissão Médica da Congregação para as Causas dos Santos acaba de considerar miraculosa a cura de uma freira francesa, de 44 anos, realizada, crê a Igreja, por intercessão do Papa polaco. A freira sofria de Parkinson.

Trata-se de um dos últimos e, sem dúvida, do mais difícil dos inúmeros degraus de uma causa de beatificação, pelo que agora falta apenas a aprovação do milagre pela comissão de teólogos, da comissão dos bispos e cardeais e, finalmente a aprovação, por Bento XVI, de todo o processo e a marcação da data da cerimónia.

A notícia, avançada pelo diário italiano ‘Il Giornale’ e pela agência religiosa i.media, foi ontem confirmada ao Correio da Manhã por fonte da Congregação para as Causas dos Santos, que adiantou também ser "quase certa" a beatificação, este ano, "do venerável Karol Wojtyla".

O dia 2 de Abril, em que se assinala o quinto aniversário da morte de João Paulo II, era o preferido do postulador, Slawomir Oder, mas é pouco provável que o processo seja concluído até essa altura. Há também quem aponte meados de Maio (Wojtyla, se fosse vivo, faria 91 anos a 18 de Maio), mas o mais certo é que a cerimónia se realize a 16 de Outubro. Trata-se do dia em que Karol foi eleito Papa, em 1978, e calha a um domingo. Para além disso, a beatificação de João Paulo II, cuja cerimónia terá lugar no Vaticano, será motivo de uma das maiores concentrações de fiéis na cidade de Roma, o que implica uma operação logística que exige tempo.

"GRANDE ALEGRIA PARA A IGREJA"

O cardeal português D. José Saraiva Martins, que durante dez anos liderou a Congregação para as Causas dos Santos, diz não ter ainda confirmação oficial da aprovação por parte da comissão médica do milagre de João Paulo II, mas, em declarações ao Correio da Manhã, afirma que "a ser verdade, é uma grande alegria para a Igreja".

Sublinhando que o início da causa aconteceu quando era ainda prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, D. José assegura que nunca duvidou do seu sucesso. "O Papa João Paulo II é um santo. Independentemente do desfecho da causa de canonização, não tenho qualquer dúvida de que estamos perante um santo da Igreja", disse ao CM o cardeal português. Referindo que "a ter sido aprovado o milagre, a beatificação será certamente este ano", D. José afirmou que "será com a maior satisfação, emoção e alegria" que participará na cerimónia de beatificação do seu amigo Karol Wojtyla.

UM BEATO COM ESTATUTO DE SANTO

A beatificação de João Paulo II não vai ser como as outras. Primeiro, realiza-se em Roma e é celebrada pelo Papa, quando quase todas as outras têm lugar na diocese de origem do venerável e a celebração é presidida pelo prefeito da Congregação dos Santos. Mas, para além disso, trata-se de uma figura de grande carisma e de dimensão universal, pelo que o mais certo é que o culto à sua imagem não se confine à diocese ou país de origem, mas aconteça em todo o Mundo. Um pouco à imagem da Madre Teresa de Calcutá, beatificada precisamente pelo Papa polaco. "É impossível confinar o culto a Wojtyla a Roma e à Polónia. Muitas igrejas de todo o Mundo quererão ter uma imagem sua e não tem mal nenhum, antes pelo contrário", diz D. José Saraiva Martins.

CORREIO DA MANHÃ 5-01-2011

Por:Secundino Cunha


Tuesday, 4 January 2011

RAINIER II AND THE WESTERN SCHISM


The Western Schism was one of the most traumatic events suffered by Christendom during the Middle Ages and was at least one of the reasons for the eventual outbreak of Protestantism in the years to come. For some years the Popes had left behind the crime and pestilence of Rome to settle in the Papal city of Avignon in France. A succession of French popes were elected and this period, which so angered the Italians and the Romans in particular, was referred to as the “Babylonian Captivity”. Pope Gregory XI was finally persuaded by St Catherine of Sienna to return to Rome but only a little more than a year later died in 1378. It was hardly a good omen for the assembled cardinals, mostly French, who were very nervous about being back in Rome to begin with and anxious to return to Avignon. Tensions increased when the Sacred College gathered at the Vatican were surrounded by an angry Roman mob demanding that one of their countrymen be elected. The choice was finally made, though it was a Neapolitan rather than a Roman, and Pope Urban VI was elected.

Once back in Avignon, however, the cardinals said they had acted under duress and that the election was invalid and promptly elected another cardinal (French this time -Robert of Geneva) who took the name and title of Pope Clement VII. Soon all of Europe was divided into two camps; pope and anti-pope, both disagreeing on which was which. England, Denmark, Sweden, Poland, Hungary and the north Italian states sided with Pope Urban VI. France, Spain, Naples and Scotland sided with Clement VII with Portugal and the German Holy Roman Empire shifting between the two. Today, historians can look back and judge dispassionately who the pope and who the anti-pope were, however, at the time it was no simple matter. Both had arguments in their favor. Surely a decision made under threat could not be valid, yet just as surely there would be perpetual chaos in Christianity if cardinals could ‘take back’ their decision once a pope had been elected and accepted the throne.

One of those who first welcomed the election of the Neapolitan Pope Urban VI was of course Queen Joan I of Naples. However, Urban (the legitimate pope but a rather unsavory character) turned against the Queen and declared her deposed and absolved her subjects of their allegiance to her, joining in common cause with her primary enemy Charles Durazzo, later King Charles III. At this time, during a period of Genoese triumph over Monaco, Lord Rainier II has Queen Joan I as his own overlord in the feudal hierarchy of the time. As was to be expected, Rainier II was then also originally on the side of Pope Urban VI, in fact when the French cardinals fled Rome to return to Avignon and elevate another pope, Rainier II had actually taken some of the rebel cardinals prisoner in Menton (the seat of Grimaldi power since the Genoese had exiled them from Monaco in 1357). However, things began to change when Queen Joan angrily removed her rival Charles of Durazzo from the succession and proclaimed Louis of Anjou as her heir. In retaliation Pope Urban VI had Charles crowned King of Naples and preached a crusade against Joan I.

This put Joan I and the Kingdom of Naples firmly in the French camp of Anti-Pope Clement VII (Louis of Anjou being the younger son of the King of France) and Lord Rainier II along with them. However, Charles III quickly moved to invade Naples with Pope Urban VI elevating it to the status of a crusade and declaring Joan a heretic. The forces led by her husband were few and no match for Charles III who was soon victorious and had Joan (his cousin) imprisoned and finally murdered in 1382. Rainier II had not forgotten Queen Joan and a fleet of galleys from Provence (from whence came the ties between the Anjou house of Naples and the Grimaldis) were dispatched to her aid but they did not arrive in time. In time the Pope and Charles were enemies as well and, several years after the death of Joan, Pope Urban VI died, legitimate but distrusted and unpopular, in 1389. Clement VII lived on until 1394 but Lord Rainier II survived them all, going to his eternal reward in 1407.


Monday, 3 January 2011

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA DO BOM SUCESSO EM 1634


Os Avisos de Maria Santíssima para os dias de hoje

No ano 1634, Nossa Senhora do Bom Sucesso previu o eclipse da Igreja Católica no século XX

No dia 02 de Fevereiro de 1634, repentinamente, apaga-se a luz do santuário da capela do Convento das Irmãs Concepcionistas de Quito, Equador. A Santíssima Virgem, em seguida, revela-Se à Madre Mariana e explica que aquele fenómeno simbolizava a Igreja no século XX. Portanto, segundo a Mãe do Verbo, a Igreja de Cristo —luz do mundo— estaria eclipsada a partir do século XX.

Claro que uma revelação dessas soa a aterrador. No entanto, em pleno século XVII, a Santíssima Virgem esclarece os cinco significados daquela ocorrência tão singular e sombria.

Os cinco significados da luz que se apaga no santuário

Segundo as palavras de Nossa Senhora, a luz que naquele momento extinguira no santuário, e hoje está extinta no nosso mundo, representa o seguinte:

- Primeiro, a propagação de heresias nos séculos XIX e XX que apagaria a luz preciosa da fé nas almas;

- Em segundo lugar, a catástrofe espiritual no Convento e, por extensão, em toda a Igreja;

- Terceiro, a impureza maciça que saturaria a atmosfera. ”Como um mar sujo, a impureza inundará ruas, praças e locais públicos, com uma liberdade nunca vista”, disse Ela. ”Quase não haverá nenhuma alma virgem no mundo”;

- Em quarto lugar, a corrupção da inocência das crianças e a crise no clero;

- Quinto, o laxismo e a negligência dos ricos, que testemunhariam indiferentes o calvário da Igreja, a virtude sendo perseguida e o triunfo do mal, sem fazerem uso de suas riquezas para combater o erro e restaurar a fé.

Uma grave crise mundial na Igreja e na sociedade que se iniciaria no século XIX

Reflectindo sobre as profecias mais importantes de Nossa Senhora do Bom Sucesso, vemos que elas reportam a uma grave crise mundial na Igreja e na sociedade que se iniciaria no século XIX e se estenderia ao longo do século XX. Durante esse tempo, a Mãe do Verbo advertiu que haveria uma quase total corrupção de costumes e que Satanás quase reinaria completamente por meio das seitas maçónicas. o qual visará principalmente a infância a fim de manter com isto a corrupção geral. "Ai dos meninos desse tempo! Dificilmente receberão o Sacramento do Baptismo e o da Confirmação".

Prevendo os séculos vindouros, Maria Santíssima previu que "sem a bênção da Igreja, irá decaindo rapidamente o espírito cristão".

E como resultante dessa devassidão, estariam abertas as portas para o divórcio, concubinato, filhos ilegítimos, aborto, educação laica e mesmo anti-teísta...

"Quanto ao Sacramento do Matrimónio, que simboliza a união de Cristo com a Igreja, ele será atacado e profanado em toda a extensão da palavra. Impor-se-ão leis iníquas com o objectivo de extinguir esse Sacramento, facilitando a todos viverem mal, propagando-se a geração de filhos mal-nascidos, sem a bênção da Igreja. Irá decaindo rapidamente o espírito cristão”.

Voltando as costas para Deus, o homem passaria a conduzir-se por si mesmo, desprezando as leis divinas:

"Apagar-se-á a luz da Fé até se chegar a uma quase total e geral corrupção de costumes. Acrescidos ainda os efeitos da educação laica, isto será motivo para escassearem as vocações sacerdotais e religiosas" (II,6 e 7).

O respeito e a fé aos Sacramentos da Igreja, que são instrumentos de misericórdia e salvação, instituídos pelo próprio Cristo, seriam desprezados:

"Nesse tempo o Sacramento da Extrema-Unção, posto que faltará nesta pobre Pátria o espírito cristão, será pouco considerado. Muitas pessoas morrerão sem recebê-lo por descuido das famílias."

Na Igreja Católica, os sacramentos seriam assim profanados e abusados, e a luz da fé seria quase completamente extinta nas almas. Almas verdadeiramente religiosas seriam reduzidas a um número tão pequeno e muitas vocações pereceriam. Ela adverte que uma grande impureza passaria a reinar e as pessoas tornar-se-iam descuidadas das questões espirituais.

A Mãe do Verbo fala de uma apostasia que se estabeleceria no vértice da Igreja

Em diversas ocasiões a Mãe do Verbo fala de uma apostasia que se estabeleceria no vértice da Igreja. Por exemplo, na aparição de 02 de Fevereiro de 1634, depois de advertir Madre Mariana sobre o comportamento de muitos maus Superiores que iriam destruir o espírito da religião, a Santíssima Virgem disse: “Tempos difíceis virão, quando justamente aqueles que deveriam defender os direitos da Igreja ficarão cegos. Sem temor servil ou respeito humano, eles se juntarão os inimigos da Igreja para ajudá-los a realizar seus projectos”.

“Ai do erro dos sábios, de quem governa a Igreja, o pastor do rebanho, ao qual o Meu Santo Filho mais confiou os seus cuidados!"

Mais adiante, Ela acrescentou, referindo-se ao papel ruim das autoridades religiosas na crise:

“Mas quando eles aparecerem triunfantes e quando a autoridade abusar de seu poder, cometendo injustiças e opressão aos fracos, a sua queda estará próxima. Paralisados, eles cairão ao chão “.

Portanto, ao mesmo tempo em que a mensagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso, como a de Nossa Senhora de Fátima, falam de um grande castigo, elas também oferecem a grande esperança de uma restauração da Santa Igreja.

Consolo e alívio

Assim, paradoxalmente, os detalhes sombrios desta profecia oferecem um consolo e alívio para aqueles que reconhecem a grave crise na Igreja e, consequentemente, na sociedade dos nossos dias.

As profecias nos dão o consolo de saber que a Santíssima Virgem predisse claramente a presente situação calamitosa, que Ela viu e continua vendo o nosso sofrimento presente. Sobretudo, prometeu ajudar-nos a perseverar na luta, sempre que recorrermos a Ela.



Friday, 31 December 2010

EL OBISPO DE ALCALÁ VUELVE A HABLAR CONTRA EL USO DEL PRESERVATIVO

Reig vuelve a reincidir en sus errores sobre el SIDA.

No hablemos del IPF y la violencia doméstica, hablemos que Reig ha vuelto otra vez a defender lo que es insostenible. Si en una pareja un miembro es portador del VIH, Reig vuelve otra vez a afirmar que si se mantienen relaciones sexuales sea sin preservativo:
Ahora bien, aunque el cónyuge enfermo de SIDA no pueda exigir al sano la relación sexual, éste sí puede lícitamente concederla, aceptando por amor el riesgo para su propia vida, a fin de salvar el resto de los bienes del matrimonio: la fidelidad conyugal, la expresión del mutuo amor y la estabilidad matrimonial.
Semejante disparate del obispo de Alcalá revela hasta que punto su antropología, su conciencia y su escala de valores se encuentra totalmente pervertida. Algo huele a podrido en ese obispo. Vaya hijo de perra dando consejos que sin duda ponen en peligro la salud de las personas. No puedo evitar llamarle hijo de perra, pues quien va recomendando a ciertas personas poner en peligro sus vidas antes que usar el condón no puede merecerse mi respeto.
¿Y este es el que tanto proclama que la familia está en peligro? Con sus consejos pone en peligro a cualquier familia con un cónyuge infectado o con los dos infectados, pues se corre el riesgo de reinfección.

30.12.10 | 18:49. Archivado en Religión

http://blogs.periodistadigital.com/fisicoycatolicopamasinri.php/2010/12/30/reig-vuelve-a-reincidir-en-sus-errores-s#comments

Tuesday, 28 December 2010

RAABE A MERETRIZ

Uma ex-prostituta alegrou o coração de Deus

No ano 1473 a.C., uma prostituta chamada Raabe morava na cidade cananéia de Jericó. Pelo visto, Raabe era uma mulher bem informada. Quando dois espiões israelitas procuraram refúgio na sua casa, ela pôde contar-lhes pormenores específicos referentes ao milagroso Êxodo de Israel do Egito, embora isso tivesse acontecido 40 anos antes! Ela sabia também das vitórias mais recentes de Israel contra os reis amorreus Síon e Ogue. Veja como esse conhecimento a influenciou. Ela disse aos espiões: “Sei deveras que Deus certamente vos dará o país . . . porque o Senhor vosso Deus, é Deus nos céus em cima e na terra embaixo.” ( Josué 2,1.9-11) O que Raabe sabia a respeito de Deus e dos seus atos a favor de Israel tocou-lhe o coração e a fez ter fé nele. — Romanos 10,10.

A fé motivou Raabe a agir. Ela acolheu os espiões israelitas “de modo pacífico”, e acatou as suas instruções salvadoras de vida quando Israel atacou Jericó. (Hebreus 11,31; Josué 2,18-21) Não há dúvida de que as obras de fé, realizadas por Raabe, alegraram o coração de Deus, pois ele inspirou o discípulo cristão Tiago a colocar o nome dela ao lado do nome de Abraão, amigo de Deus, como exemplo a ser imitado pelos cristãos. Tiago escreveu: “Da mesma maneira, não foi também Raabe, a meretriz, justificada pelas obras, depois de ter acolhido hospitaleiramente os mensageiros e os ter enviado embora por outro caminho?” — Tiago 2,25.

Deus recompensou Raabe de várias maneiras. Em primeiro lugar, poupou milagrosamente sua vida e a de todos os que se refugiaram na sua casa — a saber, os “da casa de seu pai e a todos os seus”. Depois ele permitiu que eles morassem “no meio de Israel”, onde foram tratados como nativos daquela nação. ( Josué 2,13; 6,22-25; Levítico 19,33, 34) Mas isso não foi tudo. Deus deu também a Raabe a honra de se tornar antepassada de Jesus Cristo. Que grande demonstração de graça para com uma mulher que anteriormente havia sido uma cananéia idólatra! — Salmo 130,3-4.

Assim como Raabe, algumas cristãs, desde o primeiro século e até hoje, têm abandonado um modo de vida imoral para agradar a Deus. (1 Coríntios 6,9-11) Sem dúvida, algumas delas cresceram num ambiente comparável ao da antiga Canaã, onde a imoralidade predominava e até era considerada normal. No entanto, elas mudaram seu modo de viver, motivadas pela fé baseada num conhecimento exato das Escrituras e do ensino da Igreja. (Romanos 10,17) Por isso pode-se também dizer a respeito de mulheres assim que “Deus não se envergonha [delas], de ser chamado seu Deus”. (Hebreus 11,16) Que honra!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Postado por Emerson às 09:28






Monday, 27 December 2010

FRANCISCANS OF THE IMMACULATE


Admiro cada vez mais os Franciscanos da Imaculada


Do verdadeiro espírito franciscano, na linha matriz de São Maximiliano Kolbe e São Pio de Pietrelcina.




http://casadesarto.blogspot.com/2010/12/admiro-cada-vez-mais-os-franciscanos-da.html

Sunday, 26 December 2010

PAPA ALMOÇA COM DESFAVORECIDOS


Papa partilha refeição de Natal com desfavorecidos

O Papa partilhou hoje, domingo, no Vaticano, uma refeição de Natal com cerca de 250 pessoas desfavorecidas, um almoço organizado pela comunidade de Madre Teresa de Calcutá.

"A caridade é a força que muda o mundo", afirmou neste almoço o Papa, cujas declarações foram reportadas, em comunicado, pelo Vaticano.

Bento XVI prestou ainda homenagem a Madre Teresa, pela sua vida "humilde e discreta".

Na mesa do Papa estavam 15 pessoas, entre eles estrangeiros oriundos do Haiti, da Índia, da Etiópia, da Costa do Marfim, do Gabão e da China, relatou a agência de informações religiosas i.media.

A congregação religiosa fundada por Madre Teresa de Calcutá (1910-1997) e os seus 250 missionários foram também convidados para este almoço organizado na sala Paulo VI do Vaticano.

Os missionários da congregação, homens e mulheres, animaram hoje em Roma uma dezena de estruturas de acolhimento dos mais necessitados, incluindo idosos abandonados, doentes mentais e pessoas com sida.

Como todos os dias 26 de Dezembro, os missionários organizam um almoço de Natal para os desfavorecidos, sendo esta a segunda vez que o Papa Bento XVI partilha este almoço com os pobres e a primeira vez que o faz no Vaticano.


LISBOA: CENTRO DE APOIO AOS SEM ABRIGO DISTRIBUI REFEIÇÕES


Oferta dos trabalhadores do Metro de Lisboa

Sem-abrigo tiveram almoço de Natal

Os funcionários do Metropolitano de Lisboa ofereceram, este domingo, o almoço de Natal a cerca de 250 sem-abrigo das zonas de Santa Apolónia, Gare do Oriente, Terreiro do Paço, Campo das Cebolas, Cais do Sodré, Avenida Almirante Reis e São Jorge de Arroios.

Cada trabalhador do Metropolitano deu um mínimo de dois euros e os voluntários ajudaram na preparação e distribuição das refeições. No total conseguiram arrecadar cerca de 2000 euros.

Guilherme Rodrigues, coordenador de um grupo de voluntários que distribui refeições aos sem-abrigo pelas ruas de Lisboa e que colabora com o Centro de Apoio ao Sem-Abrigo (CASA), disse ao CM que “tem vindo a aumentar o número de pessoas que vem pedir comida aos grupos de voluntários da CASA”.

Momentos antes do almoço, os sem-abrigo ouviram o coro do Centro Cultural dos Trabalhadores do Metro, que cantaram canções de Natal, e no final, como presentes de Natal, receberam peças de roupa dos trabalhadores da empresa.

Por: Cristina Serra


MIDNIGHT PAPAL MASS: COMMUNION IN THE HAND REFUSED

Sunday, December 26, 2010

Papal Mass: Communion in the Hand Refused

At this years Christmass Mass by Pope Benedict XVI the priests who were giving Communion refused communion in the hand.

[kreuz.net, Vatican] At this years Midnight Mass in the St. Peter's Basilica, there was no hand communion.

Father Z at wdtprs.com from an Italian priest in Rome who wrote:

In a change to former practice, those distributing Holy Communion at the Holy Father’s Mass tonight were told that ‘at all Papal Masses Communion is to be given only on the tongue.’ The usual statement that Prelates receive in the same way as the Laity remained.

thought you might be interested.

You can see the video at kreuz.net, here from Gloria TV.


 

Saturday, 25 December 2010

NA RUA HÁ VINTE ANOS E NATAL EM CASA

Família viveu na rua mais de 20 anos

José Quaresma tem 28 anos e não sabe ler nem escrever. O conceito de casa não lhe é familiar. Ontem, sexta-feira, foi o primeiro dia que passou, inteiro, num apartamento, onde a sua família, sem abrigo há mais de 20 anos, foi realojada pela Santa Casa da Misericórdia.


foto JOSÉ MOTA/Global Imagens

O passado da família é incerto, mas as suas origens são mais a sul do que o Porto. Foi, todavia, nesta cidade que José foi cedo retirado da escola para passar os dias a mendigar. Vivia com a mãe, Maria de Fátima, de 58 anos, e a namorada, num barraco junto ao Lima 5 (próximo do Marquês).

Chegaram a viver numa habitação social da Câmara Municipal do Porto, de onde foram despejados. Maria de Fátima sofre de diabetes e várias outras doenças que a tornam fisicamente incapaz para várias tarefas. É por isso que José, que agora está finalmente a adquirir a escolaridade básica, repete que é ele quem limpa a casa.

"Sou eu o responsável, eu sei que sou eu o responsável, senhor provedor", diz o jovem a António Tavares, o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP) que, ontem, foi visitar a família na casa que a instituição lhe destinou, na esperança de assim colocar a vida de quatro pessoas na direcção de um quotidiano normal.

A quarta pessoa é um irmão de José, recluso no estabelecimento prisional de Paços de Ferreira. O facto de finalmente ter uma casa para onde ir vai permitir que, este ano, tenha pela primeira vez uma saída precária para passar o Natal com os seus.

Maria de Fátima não se estende muito a falar do seu passado. Vivia com a mãe, desorientou-se quando ela morreu. No barraco "era tudo ratos". Assolada por vários males, entre eles diabetes, diz que só quer "estar sempre a dormir". Na casa escassamente mobilada, a sua cama ostenta a única peça decorativa - um urso de peluche que tem, no peito, o emblema do F.C. Porto.

"É bom ter uma casa. Para a minha mãe era mesmo preciso, ela tem muitas doenças e não podia estar na rua assim", diz José, olhos brilhantes, repetindo que ele é que toma conta de tudo. Este jovem que só agora aprende a ler já teve trabalho. A intenção da Santa Casa da Misericórdia é dar-lhe um emprego, mais tarde.

"Vão ser acompanhados permanentemente por uma assistente social", diz António Tavares. O alojamento é o princípio de tudo. "Todas as pessoas merecem habitação, é um direito constitucional. Fala-se muito do Estado social, mais difícil é concretizá-lo", observa o provedor.

O bairro Daniel Constant, onde a família passou a viver, é composto por dois edifícios com mais de 130 casas, todos pertença da Santa Casa da Misericórdia do Porto. Tornou-se o outro lado do espelho de vidas desgraçadas.

Foi inicialmente feito para abrigar a população que vivia em ilhas, legadas à SCMP pelos senhorios, mas tem recebido mais pessoas com situações de carência diversas. Uma das duas torres foi construída no âmbito do Programa especial de Realojamento. "Fomos a única instituição não pública que fez um PER", salienta, em declarações ao JN, António Tavares.

Dora Mota